domingo, 20 de maio de 2018

A ARTE DE ROUBAR





 
O que se pode esperar de bom de uma eleição para presidente da República em que todos os candidatos, com exceção de um só, vão fazer sua campanha com o dinheiro que roubaram diretamente de nós? Eis aí uma das mais espetaculares safadezas que estão sendo praticadas neste exato momento pelos políticos brasileiros – da extrema direita à extrema esquerda, na cara de todo mundo e em plena luz do dia. E não é pouco: o Tesouro Nacional vai doar aos políticos, para suas “despesas de campanha” deste ano, um presente extra de “apenas” 1.7 bilhão de reais, já separado no Orçamento de 2018. É uma aberração que tiveram a coragem de chamar de “Fundo de Defesa da Democracia”. Ele vem se juntar ao “Fundo Partidário”, uma vigarice antiga criada para dar aos partidos políticos, a cada ano, grandes quantias desviadas dos impostos e destinadas a ajudar a sua “manutenção”.
No ano passado, em um projeto de lei relatado na Câmara pelo deputado Vicente Candido, do PT, e gerido no Senado por ninguém menos que o senador Romero Jucá, fizeram uma mágica que multiplicou dramaticamente, numa tacada só, os valores que a população deste país será obrigada a entregar aos políticos no decorrer de 2018.  É uma conquista notável para os anais da arte de roubar. Quatro anos atrás, a mesada anual das gangues que fazem o papel de “partidos” no Congresso Nacional era de 300 milhões de reais.  Ele foi aumentado, aumentando – e agora, diante da necessidade de “defender a democracia”, está reforçada por esse novo 1.7 bi.
A desculpa é que há eleições neste ano e as doações de “caixa dois”, imaginem só, foram proibidas pelos nossos tribunais superiores. É mais ou menos assim:  como está teoricamente mais difícil praticar o crime eleitoral, chama-se o público para fornecer o dinheiro que os criminosos desembolsavam até agora. Brilhante essa ideia. Era para ser pior. Os partidos queriam 3.5 bilhões de reais. O PT, então, exigia até 6 bilhões, ao fixar o valor do Fundo numa percentagem do Orçamento da União. De um jeito ou de outro, é bom para os políticos e ruim para nós. Esse dinheiro, obviamente, não é inventado – tem que sair de algum lugar, e esse lugar é o nosso bolso. Em 2018, quase quinhentos milhões de reais foram desviados das áreas de saúde e educação para os cofres dessas figuras que estão
se propondo a salvar o Brasil.
O fabuloso “Estado” brasileiro, essa entidade sagrada para o pensamento da esquerda nacional, não tem dinheiro para comprar um rolo de esparadrapo, mas tem, de sobra,  para dar a qualquer um escroque que consegue o registro de uma candidatura. Claro que tem. O dinheiro não é “do Estado”, ou “do governo”, ou “do Temer”. Estado algum tem dinheiro, quem tem o dinheiro que eles gastam é você. É de você que eles roubam, e são justamente os mais pobres que ficam com o prejuízo pior. Quando se tira dinheiro dos ricos e dos pobres ao mesmo tempo, quem é que sofre mais?
A isso o PT e a esquerda em geral dão o nome de conquista democrática popular – é o prodigioso “financiamento público das campanhas eleitorais”, que, segundo o seu evangelho, vai eliminar a influência “das grandes empresas” nas eleições. É um espanto, pois o PT foi o mais voraz de todos os tomadores de dinheiro de empreiteiras de obras e outros magnatas que jamais passaram pela política brasileira. Agora ele avança  também sobre os impostos pagos pela população – e faz isso com o apoio dos seus piores inimigos na política, os famosos “eles” amaldiçoados pelo ex-presidente Lula há mais de trinta anos e acusados de criar todas as desgraças do Brasil.
Até o momento, só o candidato João Amoêdo, do Partido Novo, recusou-se a receber essa propina: o partido deixou parado no banco os 2 milhões de reais que o Fundo depositou em sua conta. Por que nenhum outro partido fez a mesma coisa? Não perca seu tempo ouvindo explicações complicadas. Os demais partidos não fizeram porque não quiseram fazer: o que querem  mesmo é o dinheiro. É uma atração e tanto; a ganância é geral. Da direita velha nem adianta falar: roubar é o seu destino. Mas quando a jovem esquerda age igual, e nem se dá ao trabalho de disfarçar, é que a coisa está realmente preta...

Fonte:
Artigo de J.R.Guzzo
Revista “Veja” edição 2580 – 2/5/2018

Jc.
São Luís, 16/5/2018

IMPEACHMENT DE GILMAR MENDES




 
Em sessenta anos de atividade jurídica, nunca presenciei tamanha influência do Supremo Tribunal Federal na vida dos brasileiros; nunca vi seus julgamentos despertar tanto interesse, quando não perplexidade ou mesmo indignação nas ruas. Há quem diga que essa exposição é saudável, que a democracia periga menos se o povo souber de cor o nome dos onze ministros e ignorar quais sejam os chefes militares.
É o caso da Segunda Turma, sempre ela: como que para justificar todas as críticas que vem recebendo, ela decidiu, com os indefectíveis votos de Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Ricardo Lewandowski, livrar da cadeia José Dirceu e tirar do juiz Sérgio Moro, trechos das declarações de executivos da Odebrecht, que incriminavam Lula. Que ultraje! A isso é que se chama brincar com a segurança constitucional. Os ministros fazem bruscas mudanças nas suas atitudes, pedidos de vistas e engavetam os processos por anos, enquanto viajam ao exterior, em classes executivas, para concorridas palestras, colóquios, placas e homenagens, e reclamam que a rotina é muito exaustiva.
Para os casos de irresponsabilidades, todo cidadão, no exercício de seus direitos políticos, está legitimado a denunciar e pedir a deposição dos ministros da corte suprema ao Senado Federal a quem compete afastar o magistrado.
Modesto Carvalhosa, jurista e professor (aposentado) de direito da Universidade de São Paulo (USP), Luís Carlos Crema e Laercio Laurelli, em face dos desmandos praticados nos últimos tempos, pelo ministro Gilmar Mendes, baseados na Lei nº 1079, oferecem o pedido de impeachment. Nessa petição que tem quase uma centena de páginas, argumentando e provando, pedem que o ministro seja apenado com a perda do cargo do STF, e a inabilitação para o exercício de função pública por oito anos, pelos seguintes motivos:
1- Gilmar telefonou para Silval Barbosa, ex-governador de Mato Grosso, horas antes de ele ser preso em flagrante na Operação Ararath, hipotecando-lhe solidariedade e lhe prometendo interceder a seu favor junto ao ministro Tóffoli, que relatava o inquérito. Silval é na palavra do ministro Luíz Fux, o protagonista de uma delação monstruosa;
2- Gilmar votou contra a prisão do secretário da Casa Civil e da Fazenda, Éder de Moraes Dias, desse mesmo ex-governador, que segundo a Polícia Federal, foi o principal operador do esquema de corrupção descoberto na Operação Ararath;
3- Gilmar teve inúmeros encontros privados com o presidente Michel Temer, fora da agenda oficial, alegando velha amizade, e, ainda, com voto de minerva no Tribunal Superior Eleitoral, absolveu a chapa Dilma-Temer, de abuso de poder político e econômico na última campanha, de maneira a preservar o mandato do amigo e da amiga. Nesse processo, a ex-mulher de Gilmar, Samantha Ribeiro Meyer-Pflug, emitiu parecer favorável a Temer, que depois, ele viria a nomeá-la conselheira da Itaipu Binacional, sem contar que o presidente ainda tornou um primo de Gilmar,  Francisval Dias Mendes, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários;
4- Gilmar agindo como verdadeiro soldado do PSDB, a despeito de ser o relator de quatro inquéritos contra Aécio Neves, aceitou o pedido dele para convencer o senador Flexa Ribeiro a seguir determinada orientação no tocante a projeto de lei de abuso de autoridade;
5-  Gilmar, desprezando o fato de que sua atual mulher trabalha no escritório que defendia os interesses do notório Elke Batista, mandou libertá-lo da prisão;
6-  Gilmar, por três vezes, livrou do cárcere Jacob Barata Filho, milionário do setor de transportes do Rio de Janeiro, cuja filha se casou com o sobrinho de Guiomar Mendes, mulher do ministro. Mais: Francisco Feitosa, irmão de Guiomar, é sócio de Jacob Barata;
7- Gilmar mandou soltar o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio, Lélis Marcos   Teixeira, cliente como Barata, do escritório de advocacia da qual faz parte a esposa do ministro;
8- Gilmar votou no processo de anulação da delação premiada dos proprietários do grupo J&F, a despeito de a JBS haver patrocinado com 2,1 milhões de reais, eventos do Instituto de Direito Público (IDP), empresa da qual o ministro é sócio;
9- Gilmar determinou a soltura do ex-presidente da Assembleia
Legislativa de Mato Grosso, José Riva, conhecido como “o rei da ficha suja no Brasil”, que foi defendido pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, não só professor do IDP, mas também é o advogado do ministro em outra causa.
Nos episódios expostos, Gilmar julgou e, pior, beneficiou quem ele não poderia julgar, quando era ao menos manifestamente suspeito. Gilmar, sem nenhum pejo, exerceu atividade política partidária; enfim, procedeu de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções. Da conduta do ministro resultaram violados dispositivos da Constituição, do Código de Processo Penal, do Código de Processo Civil, do Código Eleitoral, da Lei Orgânica e do Código de Ética da Magistratura Nacional e dos Regimentos Internos e Códigos de Ética dos Servidores do STF e do TSE.
Em síntese, Gilmar descumpriu seus deveres de neutralidade, independência e imparcialidade,  isto é, cometeu os crimes de responsabilidade descritos nos incisos 2,3 e 5 do artigo 39 da Lei nº  1079/50, razão por que deve perder o cargo e, por oito anos, ficar inabilitado para o exercício de função pública.
O Supremo Tribunal Federal sempre foi uma das mais sagradas instituições do regime democrático.  Por isso mesmo, são   necessárias às garantias de que é cercado, e deve corresponder por parte de todos os seus ministros o perfeito domínio da arte do bom e do justo julgamento.
                                                          Modesto Carvalhosa.

Fonte:
Revista “Veja”
edição 2.580 – 2/5/2018
+ Pequenos acréscimos

Jc.
São Luís, 16/5/2018                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

A PAZ




 
“A minha Paz vos deixo, a minha Paz vos dou!” Quão belas as palavras de Jesus aos seus amados apóstolos! Como a existência na Terra precisa de Paz e de quanta paz o nosso mundo necessita! “Vinde a mim todos vós que vos encontrais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei!”

É assim que Jesus se apresenta aos que não têm Paz em suas existências, por estarem na aflição de uma enfermidade ou na angústia de um sofrimento moral. Em Jesus, todos nós encontraremos a duradoura Paz.  Os seus ensinamentos, praticados em nossa existência, haveremos de achar á plena e valiosa Paz; como a que Jesus proporcionou aos cegos de Betsaida e de Jericó que passaram a enxergar; como o servo do centurião que jazia quase morto e foi curado; Jesus desenvolveu uma fé jamais vista entre os seus; como os 10 leprosos que ficaram curados de sua dolorosa enfermidade; como os coxos que passaram a andar livremente; como os obsidiados que voltaram à normalidade de seus pensamentos; como os desesperados que passaram a compreender as razões de seus problemas, de par com a esplendorosa solução que lhes era sugerida: “Vai e não peques mais”, “A tua fé te curou”.  

O mundo não tem Paz porque ama as soluções guerreiras. Desde os romanos, dizia-se: “Se queres a Paz, prepara a guerra”. Dias virão em que esta máxima marcial haverá de ser trocada por: “Se queres a Paz, vivas em Paz”. Aí então, numa concordância de pensamentos e atitudes, haverá no mundo e haveremos todos nós de usufruir uma bem valiosa e duradoura Paz. “Quem está com Jesus, está em Paz e nova criatura é”, afirmava o discípulo Paulo. Coloque meus irmãos em seu coração a Paz dos ensinamentos de Jesus e não haverá tumulto algum do mundo que possa abalar você. A Paz da compreensão, a Paz da convicção passa a constituir um bem patrimonial e inalienável do ser humano e nenhum mal poderá intranquilizá-lo.

Na Doutrina dos Espíritos, a Terceira Revelação Divina, podemos encontrar a fórmula de se obter a duradoura Paz, porque toda ela é um repositório de orientações e aconselhamentos, de ensinos e explicações, que nos fazem compreender os percalços da existência e as provações que passamos. Com o nosso passado se revelando nas cobranças do presente e com as perspectivas de um futuro feliz, ao utilizarmos bem o momento atual que vivemos a alma se robustece e se acha mais encorajada para enfrentar os embates da existência e as durezas morais. A Paz é um estado de tranqüilidade do espírito, adquirida nas lutas do dia a dia, de acordo com nosso esforço e com o Determinismo Divino de Amor e Fraternidade.

Por meio do nosso livre-arbítrio, poderemos usar de nossa vontade para administrarmos as nossas imperfeições e escolhermos o nosso caminho de equilíbrio, de nossa natureza física e espiritual, que nos trará a tão desejada Paz. A nossa vontade, por outro lado, deve ser concentrada em torno de um ideal, com perseverança, tenacidade, estudo, oração, trabalho e autoconfiança, para que possamos compreender o real sentido da nossa existência. Devemos disciplinar os nossos pensamentos, as nossas emoções e sublimá-las em busca de uma Paz interior que nos ajudará a caminhar rumo a Deus, como seres fadados ao bem. Isso só poderá se realizar com a mudança de nossos pensamentos e sentimentos inferiores, procurando a nossa renovação mental, com a ajuda dos amigos espirituais, das lições do Evangelho e a melhora das nossas ações na atual existência.

Não podemos  esquecer que a procura do bem e da Paz trás obstáculos e dificuldades. O sofrimento é elemento importante de renovação interior, mas para aceitarmos é preciso confiar na justiça de Deus. O segredo da Paz, portanto, está na harmonia entre a vontade e a ação, no sentir, querer e agir. Nós somos como a semente que é lançada ao solo para germinar. A semente busca a luz do sol; a luz que os nossos espíritos buscam é a pureza do coração e a paz interior. Nossas imperfeições de milênios são raízes que nos prendem; vencê-las é nossa obrigação. A árvore é reconhecida pelos frutos que produz, e nós pelas nossas obras. Aqueles, portanto, que conhecem os princípios sagrados e não os praticam, são como as sementes que dormem no solo e não frutificam, sendo necessário que passem por tempestades de sofrimentos para despertarem para a realidade da existência.

Procuremos a Paz de Jesus que é imutável; a humildade e a aceitação de Jesus em nossa existência são os primeiros passos para começarmos a merecê-la. A harmonia mental pode ser conseguida pelo silêncio, quietude interior, esforço e aplicação das lições evangélicas. A Paz é assim, uma conquista íntima e pessoal, intransferível, sendo independente de toda ajuda que possamos receber, e só será conseguida pela vontade firme, aliada a meditação, ao estudo, trabalho, fé, amor e a certeza de que somos espíritos em progresso contínuo, criados e fadados ao bem.

Joana de Cusa demonstrou sua Paz no momento do martírio, permanecendo fiel e tranqüila até o fim. João Huss, igualmente na fogueira da Inquisição, compadeceu-se dos que o torturavam. Joana D’Arc, entre as labaredas, manteve-se fiel e harmonizada, perdoando aos seus algozes. Giordano Bruno, também sacrificado pela Inquisição pelo mesmo processo na fogueira, ficou sereno até expirar. Sempre houve períodos de loucura na Terra, como os que estamos vivendo atualmente, como também demonstrações de harmonia, resignação e fraternidade. De quando em quando, a transição da humanidade para uma situação melhor, provoca a eclosão das paixões alucinantes.

Estamos vivendo um período grave. Devemos nos orientar apoiado no Evangelho de Jesus e seguir confiante de que tudo o que acontece é da vontade de Deus, para a evolução da humanidade. Não devemos permitir que a balbúrdia dos enfermos sorridentes, dos embriagados jubilosos, dos intoxicados zombeteiros nos perturbem a Paz.  Fomos conduzidos a vivenciar esta situação para aferir nossos valores e contribuir para a melhora do mundo.

O médico é útil quando surge a enfermidade, ou antes, quando possa evitar a doença. O mestre faz-se valioso diante da ignorância do aprendiz. O cristão deve ser a fortaleza de segurança e apoio em favor dos que necessitam de orientação e de auxílio. Jesus sempre esteve envolvido com os seres humanos e em situações, de certo modo, semelhantes a estas que enfrentamos. Foi nesse clima que Ele demonstrou a Sua grandeza, permanecendo em harmonia com os objetivos a que foi sacrificado sem perturbar-se em momento algum. Devemos deixar a desarmonia e a intranqüilidade lá fora e não permitirmos que elas penetrem em nosso ambiente familiar, onde deve existir o entendimento e a Paz.

Devemos adquirir nossa Paz, conquistando novas diretrizes para a nossa existência e entender tudo que nos envolve, aprendendo como evitar novos comprometimentos para o futuro. Façamos por obter a nossa Paz permanente, e então, poderemos também oferecer aos outros a nossa Paz, colaborando com o príncipe da Paz, quando dizia aos que o procuravam e ao mundo em geral:  “A minha Paz vos deixo, a minha Paz vos dou”. Sejamos um Mensageiro da Paz, abrigando em nosso íntimo a Paz que o Mestre nos deixou e seguindo outros mensageiros que passaram pela Terra, deixando exemplos vibrantes, a exemplo de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier e outros tantos.

Certa vez assisti a um filme em que um personagem pedia a um gênio que trouxesse a Paz ao mundo: O gênio prontamente atendeu ao seu pedido, retirando todos os seres humanos do mundo. Assim sendo, o mundo só terá Paz quando os seus habitantes forem e possuírem a Paz que Jesus nos deixou. . .
 
Desejo Paz, harmonia e saúde para todos os meus irmãos.

Bibliografia:
Evangelho de Jesus
Doutrina dos Espíritos

Jc.
S.Luis, 02/07/2002
Refeito em 9/7/2017

quinta-feira, 10 de maio de 2018

M Ã E




 
De todas as datas comemorativas, uma das mais importantes é a que enaltece e reverencia a figura da mulher-mãe. Para se falar das conquistas da mulher, temos que criar o referencial, antes e depois de Jesus. – Antes, a mulher era uma criatura insignificante que nenhum homem, fosse pai, irmão ou marido, lhe dirigia a palavra na rua. A lei judaica declarava a mulher inferior ao homem, e, comprava-se uma mulher por dinheiro, contrato e relação sexual. A mulher, nesse tempo, valia menos do que um animal ou um escravo. Depois, Jesus acabou com tais preconceitos, ao se dirigir a uma mulher samaritana, considerada uma inimiga, para pedir água; além disso, era uma pecadora. Também era pecadora e repudiada pela sociedade, Madalena, a quem Ele fez a portadora da Imortalidade da alma (espírito), ao reaparecer para ela após sua morte física. Jesus foi o primeiro a valorizar as mulheres e a aceitá-las na sua missão. 
Muito se tem falado em todos os tempos, sobre a figura da mãe, dedicada, carinhosa e abnegada. Aquela que nos carregou no ventre por nove meses, com sofrimentos e alegrias. Todos tiveram e se lembram de sua mãe; alguns tiveram a felicidade de terem duas mães; uma que lhe pôs no mundo e outra que lhe criou. Ambas devem ter o carinho de seus filhos, porque cada uma contribuiu para a sua existência atual. Nas páginas do Evangelho, encontramos Maria de Nazaré, a mãe carnal de Jesus. Foi à missionária que recebeu em seu ventre, o grande enviado de Deus, que veio a Terra, desempenhar a mais sublime das missões, e que trouxe à Humanidade sofredora, o iluminado código de verdades que são os seus ensinamentos. No desenvolver de sua tarefa de mãe, sofreu o impacto doloroso de ver o seu filho inocente, ser preso, açoitado, crucificado e morto.
Não podemos deixar de lembrar também das outras três Marias que ilustram as páginas do Evangelho; Maria de Magdala ou Madalena, a mulher que deve servir de exemplo para todas as mulheres do mundo. Abandonando uma existência de luxúria, de ostentação e de pecados, ela soube sair vencedora da dura batalha que travou.  Lavando os pés de Jesus, com perfume e com lágrimas, e os enxugando com seus cabelos, ela demonstrou todo seu arrependimento, tornando-se a mais dedicada seguidora de Jesus, ao ponto de ser merecedora de receber a visita do Espírito de Jesus, com prioridade, após a sua ressurreição. O Mestre assim procedeu, para dar uma demonstração viva do seu apreço, pela reforma íntima que ela havia realizado.
Maria de Betânia, foi a jovem que maior apreço demonstrou aos ensinamentos de Jesus. Em sua pureza, revelou também todo o apreço e dedicação ao Mestre, lavando sua cabeça com valioso perfume, numa demonstração viva do modo como assimilava todos os ensinamentos que emanavam de Jesus. Ela não perdia a oportunidade de ouvi-lo, todas as vezes que Ele visitava Betânia.
Maria, mãe de Marcos, foi à mulher dedicada que abrigava os apóstolos em sua casa, após a partida de Jesus, tornando-se assim, valorosa cooperadora na tarefa de dar sustentação aos apóstolos do Mestre, os quais tinham sobre os ombros, a enorme missão de divulgar os ensinos evangélicos.
Há pouco tempo tomamos conhecimento pela fala de uma criança que, ao ser indagada sobre o que desejava ganhar como presente, no dia do seu aniversário, respondeu: “Quero uma mãe”. – Mas você tem uma mãe, por que quer outra? – Voltou a responder a criança: “É que a mãe que eu tenho, ela sempre está fora de casa e não liga para mim”. Era o desabafo de uma criança de sete anos, retratando a sua dura realidade.
A mãe é a representante do Divino Amor de Deus na Terra, ensinando-nos a ciência do perdão, do carinho da caridade e do amor, em todos os instantes de nossa jornada terrena.  Se pudermos imitá-la nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente ela nos oferece, por certos seremos na existência, felizes e preciosos auxiliares do Reino de Deus. Toda mãe acha que seu filho/a será sempre a sua criança, não importando a sua idade. Vários são os nomes  dessa mulher, mas sempre a chamaremos de MÃE.
Meimei, numa linda mensagem dedicada às mães, diz: “Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra, as primeiras criancinhas, chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar infinitamente; de alguém que não enxergasse o mal; que quisesse ajudar sem exigir pagamento; que se dispusesse a amparar as crianças, com paciência e ternura, junto ao coração; que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente às pequenas lições de cada dia; que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação; que cantarolasse baixinho, para adormecer os bebês; que permanecesse em casa, por amor, amparando as crianças que ainda não podiam sair à rua; que falasse  sobre a existência e o mundo; que abraçasse e beijasse as crianças doentes; que lhe ensinasse a orar e a dar os primeiros passos; que os conduzisse à escola, a fim de aprenderem; que contasse muitas histórias sobre Jesus...  Dizem que nosso Pai Celestial permaneceu muito tempo examinando, e em seguida chamou a mulher, deu-lhe o título de “Mãezinha” e confiou-lhe as criancinhas...”
No dia consagrado às mães, deseje-lhe toda a felicidade e se possível lhe presenteie com um afetuoso abraço de gratidão, de apreço e de ternura pelo muito que ela fez por você, filho/a.
Esta é uma simbólica homenagem que faço a lembrança da minha querida mãe, desejando a ela, meus sentimentos de gratidão, de respeito e de amor, por aquela que me deu a existência terrena.

Fonte:
Evangelho de Jesus

Jc.
São Luís,  8/5/2013
Refeito em 9/5/2018

CASAMENTOS E SEPARAÇÕES




  
“Não basta casar-se. É imperioso saber por quê?”
Desde 1984, quando tiveram início no Brasil os estudos estatísticos sobre o divórcio, o número de separações só tem aumentado. De 30 mil naquele ano, para mais de 344 mil em 2016, segundo a mais recente pesquisa do IBGE. Um dado curioso desse último levantamento foi que a maioria das separações foi consensual. Se por um lado isso é bom, pois poupa os desgastes do litígio, por outro lado pode sugerir que ambas as partes possivelmente não se toleravam mais, querendo encerrar logo um ciclo de existência frustrado para depois de algum tempo, começar um novo relacionamento com novas expectativas.
Por que há tantas separações de casais? – A relação conjugal é uma coisa bem complexa. Características individuais, influência dos lares de origem, compromissos reencarnatórios, e uma infinidade de motivações que surgem durante a convivência, podem criar laços duradouros entre o casal ou, em muitos casos, promover um desgaste precoce que inviabiliza a união do casal. As separações são de todos os tempos, mas é inegável que o mundo moderno, extremamente artificial e superficial fomente ainda mais. O desenvolvimento científico-tecnológico trazendo facilidades e também o desejo ansioso de “ser feliz” a qualquer preço, as liberdades excessivas, o abastardamento cultural generalizado, e outras tantas razões, baratearam as relações das pessoas e aturdiram a humanidade, que passou a eleger valores cada vez mais imediatistas, em vista da sua inabilidade no trato da vida moral.
Tanto ontem quanto hoje, sempre sobraram desculpas para justificar o rompimento de uma relação conjugal. E na lista dos motivos sempre faltaram a compreensão, a tolerância e o respeito recíprocos. Ora, se ao longo das décadas, os sentimentos que davam alguma saúde ao casamento e garantiam certa estabilidade conjugal e também familiar foram perdendo intensidade, e se, ao  mesmo tempo, a sociedade, cada vez mais induzida à materialidade, adotou comportamento egoísta calcado na descrença de valores, era de esperar que as relações entre as pessoas se tornassem frívolas e sem profundidade.
Elementos de desconstrução nos Espíritos – Numa época em que a liberdade sexual degenerou em permissividade e a irresponsabilidade gerou impacto explosivo no meio social e fez crescer muito índices indesejáveis como os das doenças sexualmente transmissíveis, estupros, agressões à mulher e, dentro outros, o do divórcio. Todo esse cenário ambíguo fomentou elementos de desconstrução no espírito dos jovens das últimas gerações, que se criaram nesse meio e que vêm devolvendo à sociedade o que aprenderam. É certo que os tempos são outros e a dinâmica da existência se acelerou, mas aquelas etapas do relacionamento que antecediam  o dito casamento e que ajudavam os jovens no conhecimento recíproco, são hoje “puladas” sem cerimônia. Isso pode contar na coluna dos prejuízos para as relações conjugais? Talvez.
O amor é o motivo dessas uniões? – Quando falamos em casamento, lembra-se do amor e resume-se que esse sentimento seja o motivo das uniões. Muitas cerimônias religiosas copiam o Evangelho, afirmando: “O que Deus uniu o homem não separe” (Mateus, XIX, 3-9) Mas, que união se está celebrando? Da alma ou do corpo?  Allan Kardec, tratando do assunto, pergunta no capítulo XXII de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Nas condições ordinárias do casamento é levado em conta á lei do amor?  Quando o amor é o laço que une o casal, as coisas do mundo realmente não têm força suficiente para separá-lo. Quando se projeta a construção de uma família, de um lar,  em bases sinceras e verdadeiras, as aflições da existência e mesmo as muitas tentações que surgirem servirão somente para amadurecer a união. Quando o coração e não as conveniências sela o compromisso de existência a dois, pode-se dizer que Deus abençoou o casamento de almas.
Recurso paliativo para o fracasso. – Nas uniões terrenas, em que as imperfeições morais são tão gritantes, não se poderia evidentemente desconsiderar o recurso do divórcio como paliativo para casamentos malogrados. Um casal em conflito que desconhece o diálogo e vive mergulhado nas influências das paixões inferiores corre o risco do agravamento da própria situação. A convivência torturada pela incompreensão, pela aversão, pelo desrespeito, pela inconstância, pode gerar atitudes impensadas que acarretem prejuízos graves aos parceiros na trajetória espiritual. O divórcio é, portanto,  um recurso humano “que separa legalmente o que já estava separado de fato”, diz Allan Kardec.
O divórcio desobriga do convívio forçado aqueles que se ligaram por frágeis interesses, em que as considerações de ordem espiritual do casamento não foram devidamente refletidas ou não são sequer conhecidas. Sobre o tema Emmanuel afirma no capítulo 11 do livro ”Na Era do Espírito”, na psicografia de Chico Xavier: “Entretanto, nos dias difíceis do lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida desejada em última instância”.
O casamento é um desejo natural. – Nada impede que um casal  separado refaça sua existência conjugal com outras pessoas. Há situações insustentáveis que precisam ser contornadas antes que algo pior aconteça.  Porém, devemos considerar que as uniões na Terra têm, na sua quase totalidade, vínculos de obrigação moral-espiritual entre os parceiros. Verdadeiros acordos são firmados entre os cônjuges bem antes de reencarnarem, com objetivos de retificar experiências malogradas no passado e construir a harmonia entre eles. O rompimento do compromisso assumido, nem sempre por causas justificadas, transfere para o futuro as obrigações não cumpridas.
A mesma pesquisa do IBGE que indicou o crescimento dos casos de divórcio no Brasil apontou também um número de casamentos menor que nos anos anteriores. Segundo os pesquisadores, em períodos de crise, “é natural que as pessoas adiem os planos de casamento”. No entanto, o casamento continua sendo um desejo natural da imensa maioria. Em O Livro dos Espíritos, na questão 695, consta que o casamento “É um progresso na marcha da Humanidade”. Na questão 696, Allan Kardec comenta: “A união livre e fortuita dos sexos pertence ao estado de natureza. O casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora nas mais diversas condições. A abolição do casamento seria, portanto, o retorno à infância da Humanidade e colocaria o ser humano abaixo mesmo de alguns animais, que lhe dão o exemplo das uniões constantes.”
Antes de pedir o divórcio, que cada um faça uma autoanálise da sua responsabilidade na situação e busque encontrar, dialogando, saídas que talvez ainda não foram tentadas...
No meu caso (Jc) o nosso não foi por amor, mas por pressões de família que não queriam o nosso namoro, e acabamos nos aproximando mais e terminando em um casamento sem vínculos de afetividade, porquanto logo nos primeiros anos já estávamos na presença de advogado para a separação,  o que não aconteceu por termos apenas um filho na época e ele não poder ser dividido (a moda de Salomão) e nenhum abria mão dele, mas certamente foi por vínculos espirituais, que nos possibilitou ter mais três filhos e vivermos, sabe lá Deus como, por 29 anos, até que os filhos se formaram, e eu me separei. Depois, nos divorciamos e cada um foi viver a sua existência.
Três anos depois, conheci e me relacionei com outra pessoa e hoje vivo feliz com a minha segunda esposa. Estava escrito no destino que a primeira seria de resgate (não sei se cheguei a saldar minha dívida por inteiro, quando me separei) enquanto que, com a segunda, o meu casamento já dura os mesmos 29 anos, de convivência amigável e fraterna, apesar da diferença das nossas idades, eu com 87 anos e ela com 62 anos.

Fonte:
Jornal “O Imortal” -- edição 4/2018
Escritor: Cláudio Bueno da Silva
+ Depoimento e poucas modificações

Jc.
São Luís, 17/4/2018

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A PATOLOGIA LULA





 
No sábado, (7/4/2018)  enquanto o Brasil acompanhava o desenrolar da rendição de Lula na sede do sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do  Campo, os agentes da PF envolvidos na operação, permaneciam o tempo todo com um olho no presente e outro no passado. Mais precisamente, em dois trágicos acontecimentos históricos:  A de Jim Jones, um pastor do Templo Popular, com orientação socialista, que no auge de sua insanidade ordenou que seus 918 discípulos cometessem o suicídio coletivo em Jonestown, em 1979, depois de submetê-los a um intenso processo de lavagem cerebral. O segundo trata-se do cerco de Waco – promovido em abril de 1993, em torno da seita “Ramo Davidiano”, na cidade do Texas. Os dravidianos eram liderados por David Koresh, autoproclamado, (como Lula) Cristo reencarnado. Ele havia prometido se entregar caso uma mensagem dele de 58 minutos fosse transmitida pelo rádio. A mensagem foi veicula, mas ele não honrou a promessa o que motivou a polícia a invadir o ‘bunker”. Não poderia ter sido pior, pois com a invasão morreram 75 pessoas, entre elas 25 crianças.
Há um parentesco irrefutável entre Jonestown e Waco e São Bernardo, com pitadas de psicopatia em ambos os casos. Muitos duvidam que, os que se espremiam nos arredores do sindicato estariam dispostos a matar ou morrer por Lula. Para eles, o messias não deveria retroceder nunca; render-se jamais. Mesmo quem estava alheio às negociações poderia vislumbrar uma tragédia, daí a frieza dos escalados para fazer valer a ordem judicial. A partir de então, ou ele dispensava a militância e se entregava, ou poderia ser preso por obstrução de Justiça, ao se negar a cumprir uma ordem judicial.
Na Europa, o fanatismo aliado à política descambou no fascismo de Benito Mussolini na Itália e no nazismo de Hitler, na Alemanha, na década de 1940. O saldo não poderia ter sido mais funesto: milhões de judeus foram parar nas câmaras de gás por discordarem de um louco varrido. Daí o perigo desse comportamento tão alucinante quanto oportunista. Para o bem da democracia, as instituições permaneceram intactas com Lula se entregando aos policiais federais.
O PT que era um partido se transformou em uma seita e deixou de lado programas, propostas e ideologia para venerar seu líder a qualquer custo. As romarias, os cânticos em seu nome, a louvação às suas palavras, tudo leva a crer que os “adoradores” de Lula já o colocaram em um pedestal de divindade, tudo obra do fanatismo, no qual nenhuma acusação de crime, nenhuma prova ou evidência pode alcançá-lo. Nem mesmo erros conhecidos, a clamorosa afronta às instituições, o descaso que demonstrou pela a ordem e a Lei, a incitação á baderna – sugerindo aos seguidores “queimar pneus”, “fazer passeatas”, “obstruir rodovias” e “ocupações nas cidades e no campo” – serão capaz de denegri-lo. Não para esses fieis fanáticos, cegos na adoração.
Não importa, não tem valor os desmandos; não maculem a imagem do “protetor dos desassistidos” – mesmo que ele tenha se apropriado do dinheiro alheio, justamente de muitos daqueles a quem prometia a salvação. É perjúrio dizer isso; pecado capital. O próprio Lula em sua imensa vaidade no rumo ao calabouço descortinou o caminho da fé, ao dizer: ”eu não sou mais um ser humano, sou uma ideia”.  Talvez o grau etílico no momento da fala naquele sábado da paixão petista, tenha contribuído para o delírio. Cada um deles, congressistas de carteirinha, tratou logo de pedir à plenária, a inclusão da menção “Lula” em seus respectivos nomes parlamentares: Assim, Gleisi “Lula” Hoffmann, Paulo “Lula” Pimenta e outros da noite para o dia.
A turma petista, nos dias que se seguiram a prisão de seu líder maior, arrastou uma patológica massa de romeiros para Curitiba, sede da masmorra/recanto de seu mentor, e ali fincou em acampamento, revezando hordas de peregrinos nos gritos de saudação: “bom dia Lula”, “boa noite Lula”, e maquinou a ressurreição do demiurgo. Levou governadores partidários para visitas improváveis, articulou comissões para averiguação das condições da cadeia, promoveu algazarra e violência a intimidar o local. Em suma, rezou conforme a cartilha de insanidade do lulopetismo. Horas antes, no palanque improvisado em um carro de som, exibiu-se à imagem e semelhança de um cadáver político. Dava para notar no tom inconformado com o próprio fim. Lula pedia a militância de muitos “lulinhas”;  já era o ente falando, e eles deviam rever as encíclicas para incluir o nome do novo santo, Lula.
Disse ele certa vez que “as pessoas deveriam ler mais a Bíblia para não usar tanto meu nome em vão”, e cravou a memorável frase de que “não existe uma viva alma mais honesta do que eu”.  Não há na política brasileira mais espaço para um messias oportunista. As previsões apocalípticas não se confirmaram: O mundo não acabou com a sua prisão, como ele e a pelegada petista vaticinaram. Lula é agora apenas um número no Cadastro Nacional de Presos. Detento ficha 700004553820, Até a soltura vai uma penosa provação, se ressurgir... Mesmo após transformar a sua prisão em um espetáculo deprimente, Lula continua mandando no PT de dentro da cadeia, tendo gleisi “Lula” Hoffman como porta-voz.  Ao abandonarem seus gabinetes de trabalho em Brasília e se instalarem na cidade de Curitiba, senadores como Roberto Requião (MDB), além de Gleisi e Lindbergh, passaram a  dar expediente na porta da Polícia Federal. Cada senador custa para a União, 1 milhão e duzentos mil por ano. Segundo um levantamento da Transparência Brasil, se eles ficarem por lá um mês, o país estará desperdiçando uma verdadeira fortuna.
Antônio Palocci, que conhece como as coisas funcionam no PT, disse: “Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?” O desencanto dos petistas de raiz: “Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. Lula não tem caráter; ele é um oportunista”, diz Francisco de Oliveira, sociólogo, foi um dos intelectuais mais ativos na formação do PT. “O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”, afirma Frei Beto, dominicano. Petista histórico, participou da formação do PT pela ala progressista da Igreja Católica.  “O espírito do PT que fundamos em 1980 era outro. O partido precisa fazer autocrítica”, diz Francisco Weffort, cientista político que foi secretário-geral do PT, duro na crítica da política centralizadora.  “O PT é uma página suja que precisa ser virada, de uma vez por todas, da nossa história. A prisão de Lula só confirma o que sempre falei sobre a cleptocracia petista”, afirma Hélio Bicudo, um dos mais conceituados juristas do País, que participou da fundação do PT. “O partido acabou. O que restam nele, são resquícios religiosos que fazem do PT uma seita”, conclui Paulo de Tarso Venceslau, economista e jornalista. Participou da fundação do partido, sendo o primeiro a denunciar a corrupção, logo nos anos de 1990.

Fica em nossa alma, no entanto, um estranhamento: daqui pra frente, quem está condenado é que dita as condições em que poderá ser preso? É o condenado quem diz quando, como e onde ele vai ser detido? Tal estranheza  se justifica porque Lula só foi prezo vinte e seis horas após o prazo dado pelo juiz Moro. É a nossa surpresa explicável porque vivemos num País em que gente desvalida e honesta, até quando é despejada, tem de sair correndo com o filho porque, caso contrário, o trator ronca e passa por cima, pondo tudo abaixo. Se o objetivo era evitar gente ferida, foram justamente os petistas que mandaram para o hospital, um empresário com traumatismo craniano, e o mínimo que se espera é que seus agressores sejam pronunciados por tentativa de homicídio doloso (e não  por lesão corporal). Jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos também foram agredidos, e as entidades formadas por proprietários de meios de comunicação defenderam os seus funcionários agredidos e feridos e os sindicatos da categoria, dos quais se esperava veementes protestos, silenciaram.
Finalmente, há dois outros fatos em nosso estranhamento. O primeiro: Lula mandou dizer a PF que ele garantia a segurança dos agentes. O que é isso? Não é ao Estado que tem a legalidade e a legitimidade do monopólio da violência, que cabe dar tal garantia? O segundo ponto: Lula manifestou aos seus “companheiros” a sua insatisfação com os ministros do STF indicados pelo PT e que votaram contra o seu habeas corpus. Quer dizer, então, que o partido indicou os ministros na esperança de eventuais barganhas? Isso desenha, claramente, a concepção autoritária, utilitarística e totalitária que Lula tem da Justiça. 
Haverá, com certeza, uma mobilização para tirar Lula da cadeia, pois a sua salvação é também a sobrevivência da elite corrupta, entenda-se a elite não só a política, mas os empresários, os altos funcionários do Estado e das empresas  e bancos, e ainda, com a conivência de alguns membros do STF. Tendo em vista o teto do cargo vitalício até os 75 anos, dos ministros do STF, o ideal seria a aprovação da PEC 35/2015, que determina o tempo que um ministro pode permanecer na corte em 10 anos. O Congresso deveria também criar uma lei, para todas as instâncias do Judiciário, (inclusive para o STJ e STF) determinando que o ministro ou responsável por processos, só possa permanecer com ele em suas mãos pelo prazo máximo de um ano, sob pena de perder o cargo, para evitar o que acontece atualmente, dele prescrever, sem o devido julgamento, como no caso do processo em que o réu Flaviano Melo, acusado de gestão fraudulenta e desvio de recursos públicos quando governou o Acre em 1980, (hoje, deputado federal), que chegou às mãos do decano Celso de Melo, em março/2008, durando dez anos, (prescrevia em junho) e que ele extinguiu o processo, mesmo sendo pressionado pela dirigente da PGR, Raquel Dodge, para colocá-lo em julgamento.
É preciso essa Lei para evitar esse e outros casos como o do senador Renan Calheiros que também já prescreveu, e nos livrar de termos que aturar os ministros protetores dos corruptos até os seguintes prazos:   Marco  Aurélio, até 2021;  Lewandowski  2023;  Gilmar até 2030; e o Toffoli  até 2042.
Fonte:
Revista “Isto É” edição nº 2521
Editorial de Carlos José Marques
Artigos de: Sérgio Pardellas, Elvira Cançada
Marco Antônio Villa, Germano Oliveira, Tábata
Vlaplana e Antônio Carlos Prado.
+ pequenos acréscimos e supressões.

Jc.
São Luís, 23/4/2018

POR AMOR AO BRASIL





 
Somos espíritas.  
E tudo o que formos dizer aqui será dito à luz da Doutrina Espírita. Assim sendo, vamos explicar sem rodeios e para que a nossa explicação não seja eivada de fanatismo e paixão, é necessário, antes de tudo, que expressemos um conceito tão simples quanto profundo do que seja a Doutrina dos Espíritos.  Registramos aqui a definição que lhe deram os Espíritos Superiores que o revelaram a Allan Kardec: É a Terceira Revelação de Deus à Humanidade.
A primeira Revelação veio através da mediunidade de Moisés, representada pelo Decálogo (Dez Mandamentos), quando o legislador dos hebreus se encontrava meditando no monte Horeb. A segunda Revelação veio por intermédio de Jesus, o Cristo de Deus, em nosso planeta, constante de seu Evangelho registrado pelos evangelistas: Mateus (Levi) e João, que conviveram com o Mestre, e Marcos e Lucas, numa fase em que a civilização da Humanidade se iniciava na sua madureza moral e havia sido prevista por Moisés e pelos profetas, e enfatizada em certos detalhes pelos profetas Isaías e Malaquias. Jesus percebeu pela sua mediunidade, que os seus ensinos seriam modificados, truncados, mistificados e falsificados, em favor dos interesses egoísticos dos seres humanos: eles os transformariam em religião particular, da qual muitos tirariam proveito, honrarias, títulos pomposos, poderes materiais e  enriquecimento, corrompendo-os. Ciente disso, Jesus então prometeu outro Consolador que viria ratificar todas as verdades constantes nos seus ensinos e retificar tudo quanto fora modificado pela má fé dos homens. 
O Consolador, Paracleto, Espírito de Verdade ou Doutrina dos Espíritos, como a terceira revelação, que se constitui de Filosofia, Ciência e Religião, se apresentou ao mundo quando a Humanidade começou a ser vacinada contra o vírus do materialismo, do fanatismo religioso e o planeta está se aproximando de uma fase nova, regeneradora da moral e dos costumes. Esta fase está prevista para ser neste 3º milênio da era cristã, também cognominada pelo Plano Espiritual como Era Nova do Espírito, que não está vindo com exclusividade para os Espíritas, mas para todos os seres humanos que, por humildade, evolução e amor ao próximo estiverem em condições de permanecerem no planeta, continuando nele, renascendo e que serão os herdeiros do Reino dos Céus, conforme Jesus declarou no Sermão da Montanha. 
É do nosso dever afirmar que essas três grandes revelações não vieram para a Terra com exclusividade nem para judeus ou para cristãos, mas para toda esta Humanidade. Existe uma particularidade na Ciência Espírita, que se faz também necessário esclarecer, que é a lei da reencarnação, que as outras religiões ditas cristãs ignoram e trocam pelo dogmatismo, tendo em vista interesses, apesar de ser explícita no Velho e Novo Testamento, sendo que alguns a repudiam e outros a desconhecem, enquanto muitos libertos das amarras impostas pelo fanatismo a aceitam como uma verdade divina.
O que é Ciência Política?  Qual a melhor definição? H. Heller, na Encyclopedia of the social sciences de (Macmillan, New York, 19345 página 209) assim se expressa: “A ciência política dá ênfase às relações desses fenômenos (soberania, independência política, liberdade, governo) com as situações reais determinadas pelas classes sociais, á geografia, a religião e os tipos de controle econômico, político ou psicológico que entram em jogo”. A partir daí, talvez seja possível formar um juízo das ações, mormente quando se queira referir a um sistema político favorável ao Brasil, e demonstrar que a grande dificuldade deste país, repousa no fato de não existir, na maioria dos seus políticos, nenhum senso lógico dessa ciência, nem em sua administração governamental nem em seus poderes legislativo ou judiciário.
Na área judicial, infelizmente, se verifica um poder muito mais influenciador negativo que técnico jurídico de correção e cumprimento das leis, visto também no executivo e no poder legislativo. É impossível ser um bom político, sem que ele seja ciente dos verdadeiros objetivos de uma ciência política.
Vejamos o que se passou na história política dos Estados Unidos da América, quando Thomas Woodrow Wilson ao ser convidado por estudantes, para se candidatar ao governo dos Estados Unidos, alegou não possuir recursos financeiros para custear a campanha. Ciente do assunto, um senador procurou o senhor Thomas, interessado em usufruir prestígio junto ao futuro presidente, e ajudou- o, e o candidato foi eleito. Tão logo Wilson foi empossado, o senador esperto apresentou-se a ele para fazer a cobrança do seu direito pelos favores prestados. O presidente indignado com isso chamou seu ajudante de ordem                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    e mandou que retirassem o impertinente político de sua frente.
A ciência política, dentre as ciências sociais, é a mais importante de todas por representar como objeto de ação principal de um país, o bem-estar de seus habitantes, como povo feliz e consciente de seu papel, na escolha de seus representantes. Este conceito é válido para qualquer país que seja organizado e independente. O poder judiciário, deve se constituir de juízes probos, eleitos para assessorar o poder executivo nos projetos de lei nascidos no parlamento, que devem ser analisados e julgados, à luz do direito, antes de serem levados ao presidente para a sanção ou devolução. No parlamento (Câmara e Senado) o político não pode nem deve ser um leigo em Ciência Política, nem a função de vereador, deputado, senador, prefeito e presidente deve ser uma profissão, como vem acontecendo no Brasil. Qualquer país que for dirigido ou assistido por falsos políticos constitui uma nação ameaçada e destinada ao fracasso.
Para termos um Brasil livre e feliz, procuremos primeiro a inspiração em Deus, nosso Criador, e em seguida, em alguns iluminados vultos da história do desenvolvimento moral de toda a Humanidade. Na fé, temos uma fonte inesgotável através do Evangelho de Jesus, e por vontade de Deus, nomeado o governador deste belo e sacrificado planeta pela ignorância e ganância dos homens. Dos vultos, iniciamos com o filósofo Aristóteles, no século IV A.C, o primeiro a falar em Ciência Política sem ser politico, porém foi na política e na ética que ele mais atuou, legando ao mundo de todos os tempos um Tratado da Política e uma Ética, que poderiam ser á base da formação político-social de qualquer nação neste planeta.
O grande filósofo Aristóteles colocava a honra e a virtude acima de todos os demais bens da vida, e falou que a honestidade e a justiça são os objetos da política e da ética, e  como educador fazia-se tão convincente que Alexandre Magno, em suas guerras de conquista jamais permitiu qualquer desrespeito ou violência contra os velhos, as mulheres e as crianças, nas cidades por ele conquistadas, por seu conselho. É assim, com o pensamento  na memória de Aristóteles e refletindo sobre os ensinos de Jesus, que vamos tratar aqui, de algumas sugestões para serem aplicadas na renovação política do Brasil, com vistas ao bem estar de sua sociedade.

Precisamos adotar uma atitude correta na política e o primeiro passo é ensinar o povo a votar e aprender que política é algo muito sério. Política é a ciência do bem-estar dos cidadãos. Desse modo, um povo politizado não vota em partido, mas em homens íntegros e que demonstrem possuir virtude, honradez e honestidade, embora ultimamente estejam muito raro essas virtudes em grande parte dos políticos. Quando se candidata a um cargo eletivo deve sempre ter o propósito de servir à pátria e representar bem o eleitor, e eleito, não deve fazer trampolim para ficar rico facilmente. O político precisa ter uma profissão que lhe dê garantia de vida honesta e honrada, quando deixar o cargo público. O cargo político não deve oferecer salários astronômicos como observamos na atualidade, mas subsídios justos com que se possa manter durante a missão política. Um exemplo que deve ser imitado foi o do médico espírita, Adolfo Bezerra de Menezes que exerceu no Rio de Janeiro a função de Deputado Geral, e ao final do mandato estava na mesma condição financeira de quando assumiu o cargo.
O que se vem observando no Brasil desde o império até os nossos dias, na vida política do país, é um famigerado jogo de interesses escusos, em função do qual o povo sempre sofre. Os políticos da atualidade nem tomam conhecimento disso, salvo nos momentos de procura dos eleitores para pedir o voto. Outro exemplo está no nordeste, uma grande área torturada pela fome em face da seca. No período de 1930 a 1932, um político do nordeste que na época era Ministro da Viação e Obras Públicas – José Américo de Almeida -  teve um sonho feliz: mudar o curso do rio São Francisco para fertilizar a região do Nordeste que faria desaparecer o flagela das secas. O projeto foi abortado porque os políticos da época alegaram que a serra de Ibiapaba era intransponível. Mentira! A razão era o fim da indústria das secas que geravam fortunas todos os anos aos políticos desonestos.  Recentemente o caso da transposição do Rio São Francisco voltou á baila (prometida a conclusão por Lula para 2010, por Dilma 2012 e 2015) e até hoje não foi concluída por causa dos políticos inimigos do Brasil.  
É preciso exigir dos políticos o fim da multiplicidade dos partidos. Não é concebível que tenhamos 40 partidos. Qualquer “sabichão” que se imagine líder de um grupo inventa um partido e logo o registra, para poder abocanhar alguma coisa.
Ninguém pode evitar tal farra de partidos? Alguém pode, sim. Quem? Um povo instruído, politizado e consciente! É muito simples: nunca mais votar em partidos recém-criados e nem se filiar a eles. Que existam quanto muito, três partidos – um que diga “não”, outro que diga “sim” e um terceiro que faça prevalecer o equilíbrio no processo. A lei exige que votemos?  Vamos cumprira lei, porém Jesus o Mestre Amado nos ensina que não devemos nos aviltar.
Imunidades parlamentares (Art.53 § 7º da Constituição da República.   Por que imunidades se o cidadão no exercício do mandato é detentor de boa conduta? Pois, não deve ser ele um elemento de mau caráter, um criminoso vulgar, senão não poderia ser registrado e nem receber o voto do eleitorado. Por que, então, tanta preocupação com imunidades?
Aposentadorias para funções eletivas. Por que um vereador, um deputado, um senador, ou quem mais detenha uma função eletiva, deve cogitar de aposentadoria? Ele não é  empregado do governo; exerce apenas um mandato eletivo. Isto é uma vergonha, no dizer de Boris Casoy Enquanto esses trambiqueiros vão levando o dinheiro, o governo vai aumentando os combustíveis, o gás e os impostos, sem nenhum melhoramento na Educação, na Saúde, na segurança e nas estradas, culpando os sonegadores, e ainda querendo retirar os benefícios dos aposentados.  Quem sonega? Não deve ser o trabalhador, o servidor público nem o militar. Estes não tem como sonegar nada, pois já vem descontado no salário, no contracheque e no soldo. Por que o governo permite a sonegação? E quanto aos que fraudam, por que não têm eles os seus bens confiscados? E os corruptos e corruptores por que não são presos?
Quem estiver ainda mais interessado no assunto, procure adquirir o livro “Por Amor ao Brasil”  (autor: Inaldo Lacerda Lima) ou leia o evangelista Mateus, capítulo XXV, vrs. 31 a 46.
Fonte:
Livro “Por Amor ao Brasil”
“Doutrina dos Espíritos”
+ Modificações e acréscimos

Jc.
São Luís, 06/11/2017