domingo, 10 de setembro de 2017

VENCENDO OBSTÁCULOS





  O sábio Léon Denis, em “O Problema do Ser do Destino e da Dor”, diz que é necessário sofrer, para adquirir e conquistar e que os atos de sacrifício aumentam as radiações psíquicas. Comenta ainda, que há como uma esteira luminosa que segue, no espaço, os espíritos dos que sofrem dos heróis e dos mártires. No “Evangelho Segundo o Espiritismo”, vemos no item com o título A Paciência, um espírito amigo dizendo que a dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos e que não devemos nos afligir quando sofremos, ao  contrário, devemos bendizer a Deus, todo misericordioso, que nos marcou pela dor neste mundo, para a nossa glória no Céu.
Todos neste mundo sofrem, nós o sabemos, mas sofrer com resignação é bem sofrer. Tentar ultrapassar obstáculos nos sofrimentos revela extrema coragem e força de vontade do espírito que assim age. O mundo está repleto de espíritos encarnados, que anônimos ou não, são exemplos para aqueles que os rodeiam. Deus permite que esses espíritos passem no mundo para ensinarem aos seus irmãos do caminho a resignação com esperança. Que belos ensinamentos!
Há cerca de dois meses, diz Jane Vilela, conversávamos com uma jovem, e falávamos desses heróis silenciosos, dessem que passam, deixando um rastro de luz. Ela então, me falou de sua mãe, uma senhora de cinquenta e sete anos. Sua mãe é enfermeira aposentada e seu sonho  era quando terminasse de trabalhar e criar os filhos e se aposentasse, fazer medicina. Ela trabalhou até que se aposentou. Seus filhos estudaram se formaram e se casaram. Aí, ela pensou que chegara a hora de realizar o seu sonho; fazer medicina. Porém, um obstáculo surgiu no caminho. Ela adoeceu. Começou a ter dificuldades para andar; sentia formigamento, dormência e perda das forças nas pernas. Por mais que tratasse, o seu quadro foi se agravando. O diagnóstico médico foi Esclerose Múltipla. O tratamento médico convencional para o caso, não a estava melhorando, ao contrário, piorava cada vez mais. Ela foi para a cadeira de rodas, pois não conseguia mais andar e a memória começou a falhar. Não conseguia mais se lembrar. Tentando ajudá-la, a família levou-a a um especialista, que lhe ministrou vitamina D, num tratamento alternativo. Ela começou a  melhorar; saiu da cadeira de rodas, voltou a andar e recuperou a memória. Ainda tem a Esclerose Múltipla, mas essa está controlada. Ela então fez vestibular, passou e atualmente, está cursando o terceiro ano de medicina.
Jane, então comentou que quando ouviu essa história pensou consigo mesmo que essa mulher é um exemplo de esforço e coragem. Ela poderia ter se acomodado, mais reagiu e está realizando seu sonho; está sendo um modelo para a sua família e todos os que a conhecem. Ela não apareceu na mídia, não é famosa, mas com certeza é aclamada na espiritualidade, como alguém que está semeando a confiança e a determinação, uma boa luta no mundo.
Lembramos o apóstolo Paulo, quando diz: “Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos com esperança, sede fortes”.
O momento é de sermos vigilantes, de sermos fortes e firmes na nossa fé. A situação de muitos encarnados é de grande sofrimentos  mais lembremos que Deus não deixa nenhum dos seus filhos ao abandono. Estamos todos amparados e uma existência como essa que citamos, nos enchem de admiração. É o rastro de luz dos heróis anônimos; neste caso uma heroína anônima, pois não sabemos o seu nome. Talvez não vejamos mais essa jovem com quem conversamos, diz Jane, mas a história de sua mãe permanece comigo, como um modelo vivo de coragem e fé.
Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, no livro Fonte Viva, nos orienta que permaneçamos firmes na fé, ante a tempestade, dizendo na página Varonil mente: “Portai-vos em todos os momentos da existência difícil, varonil mente; sedes fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.”  O mestre amado Jesus é o modelo de todos nós. Guardemos suas lições de amor, paciência, serenidade, paz, com ânimo até o fim. Devemos permanecer firmes e perseverantes no bem, pois as dores são todas temporárias e o bem vencerá na Terra...
Fonte:
Jornal “O Imortal” – julho/2017
 Artigo de Jane Martins Vilela
+ Pequenas modificações.
Jc.
São Luís, 28/7/2017

A JUSTIÇA





  Em passado não muito distante, a forca e a guilhotina, eram instrumentos utilizados pela “justiça” arbitrária dos homens, para ceifarem as existências de criminosos e de outros indivíduos que incomodavam as autoridades perversas e dominadoras. Hoje a paisagem é quase semelhante, em decorrência da promiscuidade moral, que ergue motéis para encontros rápidos e sem compromissos com o amor, julgando encontrar o que atribuem ser a felicidade, ampliando o contágio das enfermidades devastadoras, como a sífilis, HIV e outros fatores degenerativos, por lhes faltarem ideais de maior profundidade.

Antigamente os campos ficavam despovoados de homens e de famílias que acorriam às grandes cidades, em busca de oportunidades e subempregos. Atualmente ocorre o mesmo fenômeno, porque pessoas em grupos, procurando uma ocasião que nem sempre lhes chega, se transferem para as cidades, formando favelas de horror e residindo debaixo de pontes e viadutos, ou ainda em casebres miseráveis feitos de papelão. Totalmente desprezados pela sociedade, entregam-se aos efeitos dos vapores alcoólicos e pelos tóxicos de fácil consumo, enveredando nos crimes mais variados e sendo vítimas de chacinas que chocam pela sua brutalidade.

As autoridades que os deveriam socorrer, concedendo-lhes cidadania e dignidade, os mantém em esquecimento e desprezo, e por incomodarem com as suas condições de extremas penúria e miséria, os visita somente nos períodos pré-eleitorais, quando os enganam com o cinismo, apresentando discursos irônicos nos quais prometem trabalho, saúde, educação, moradia, justiça, etc., que sabem nunca se realizarão, mas que também não tem importância, porque são esquecidos e o fantasma da fome, da prostituição, do analfabetismo, do crime, continua convivendo com eles.

As raízes da miséria sócio-econômica estão fincadas no egoísmo predominante, que é o responsável pela desgraça moral que domina a maior parte da sociedade, que somente pensa em si, na sua comodidade, nos seus banquetes, fazendo do seu próximo um animal de carga para servir-lhes. Nesses abismos aos quais são atirados, à sombra da ignorância, não se dão conta da própria desdita, nem sequer aspiram por nada melhor, pois, foram exauridos de forças e de sentimentos, o que os impede de pelo menos sonhar com uma situação menos infeliz.

Assim agiram os dominadores das massas, nas mais variadas épocas da humanidade. Matam primeiro os ideais, convencem os miseráveis de que são inoperantes e de situação inferior, o que não lhes permite romper os grilhões que os prendem. Esquecem-se esses exploradores das massas, a inexorável marcha do tempo trazendo os fenômenos orgânicos que os levam às doenças degenerativas da velhice e a morte que os alcança inapelavelmente... Deixam pegadas de ódio e, porque temidos, são detestados, porque foram poderosos, não possuíam amigos, mas sim bajuladores que desejavam beneficiar-se da transitória situação.

Iniciada, porém, a saga dos “direitos humanos”, a cidadania começou a desenhar novas alternativas para o ser humano, que merece viver com dignidade, cabendo ao Estado zelar pela sua existência. A liberdade é a maior benção pela qual devem desejar os seres humanos e as nações, preservando-se da libertinagem e do abuso, que sempre sucedem aos grandes momentos de libertação de qualquer tipo de escravidão e dependência. Para que seja efetivada, é indispensável que exista a consciência da justiça, que responde pelo equilíbrio legal e moral da sociedade. Como exemplo, vejamos a história de sabor oriental cujo título é: Mohamed – O Justo.  “Ele era um monarca  muçulmano que julgava os casos segundo a ótica do livro sagrado. Cerca vez meditava  passeando em seus jardins, quando teve sua atenção despertada por uma balbúrdia. Acercou-se da cena e viu uma mulher em andrajos. Estava ela sentada no chão e chorava. Com ela havia algumas frutas. Seu Grão-Vizir acusava-a. Ante o quadro, Mohamed indagou do seu ministro sobre os acontecimentos, sendo informado de que aquela mulher havia furtado frutos do pomar real, e isto era um crime. Mohamed dirigiu-se à mulher e perguntou-lhe sobre a acusação. Ela respondeu dizendo que tinha um filho muito doente em casa à beira da morte, faminto como seus irmãos. Desesperada, ela saiu a mendigar, nada conseguindo. Foi então à feira para, pelo menos, recolher as sobras naturais, mas nesse dia nada sobrou ou foi descartado. Retornando ao lar, sem conseguir nada, passou pelo pomar real e observou várias frutas no chão, que por certo não seriam aproveitadas. Sabia ela ser proibido colher frutas naquele pomar e que poderia ser punida, mas, sua angústia e necessidade lhe forçou a essa atitude. Pensando nos filhos, recolheu algumas frutas do chão em sua saia e foi apanhada cometendo o crime.

Inteirado de que a sentença era a morte por apedrejamento, propôs Mohamed que a execução fosse feita no local onde o crime tinha sido praticado. Seu ministro argumentou que ela deveria ser apedrejada no templo, local sagrado onde estavam depositadas as pedras para tal ato, e que ali onde se encontravam não havia pedras.  Mohamed então apanhou as pedras preciosas que adornavam suas vestes, sugerindo aos demais que fizessem o mesmo, e ele começou a lançar suas jóias contra a criminosa, os demais, relutantes, o acompanharam no gesto. A mulher estupefata não compreendeu e, aturdida, ouviu seu Soberano dizer-lhe que recolhesse todas as pedras que lhe eram jogadas e que as vendesse para dar de comer aos seus filhos, e, cumprida a sentença, ela estava livre a partir daquele momento; que Alá a abençoasse...” 

Em uma sociedade onde existam mendigos de rua, exploração do homem pelo homem, o uso indevido do poder público e econômico, a justiça é falha e a liberdade se encontra amordaçada pelos interesses dos governantes e pelos dominadores.  A justiça para ser verdadeira deve considerar o indivíduo como cidadão e não como instrumento de servidão para outros, sem direito de opinião ou ação, criando leis que regulem a conduta e a moral, e atenda a todos igualmente, sem privilégios nem exceções, mantendo os mesmos critérios para com todas as pessoas.    

A justiça para ser benéfica, deverá centrar a sua atenção nos
valores morais, evitando as brechas que sirvam a alguns dos
“homens da lei”, quando a serviço dos poderosos, dos “colarinhos brancos” e dos criminosos, em detrimento dos fracos. Tomando com parâmetro o Decálogo recebido por Moisés, e na Lei do amor preconizada pelo Mestre judeu, a Justiça deveria ser um modelo de dignidade e honradez para todas as criaturas, porque elaborada com a finalidade de construção de uma sociedade feliz e justa, na qual não faleça a esperança de viver, nem prolifere a miséria social, sem exclusão de raça, de ideologia filosófica e de expressão, de partido político e de religião. O cidadão consciente da sua responsabilidade perante a existência e o mundo fará o seu papel com elevação e respeito, que se edificará em padrões de honestidade e de paz.

Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec na pergunta 873, indaga dos Espíritos Superiores: - O sentimento de justiça está na Natureza ou resulta de ideias adquiridas? – Resposta: - Tanto está na Natureza, que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: Deus o colocou no coração do ser humano. Eis porque encontrareis frequentemente, entre os homens primitivos e simples, noções mais exatas da justiça, que entre os que têm muito saber. Na pergunta 875, Kardec volta a indagar: - Como se pode definir a justiça? – Resposta: - A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.  Indaga ainda Kardec: - O que determina esses direitos? – Resposta dos Espíritos Superiores: - Duas coisas os determinam: a lei humana e a lei natural. O direito estabelecido pelos homens, portanto, não está sempre conforme a justiça. Ele regula certas relações sociais, porém, na vida particular, há uma imensidade de atos que são unicamente da alçada do tribunal da consciência.

Hoje, a justiça e feita por intermédio de vários tribunais, que, no entanto não deixam de praticar muitas injustiças, porque a jurisprudência atual é favorável aos criminosos nas leis brasileiras. Em virtude dessas leis falhas alguns “advogados” se servem de artifícios para colocar de volta as ruas, criminosos que deveriam cumprir as penas que lhes foram impostas pelos tribunais. As suas vítimas são as eternas esquecidas e abandonadas pelo Estado. Enquanto os seres humanos forem imperfeitos, a justiça dos homens será falha, gerando benefícios injustos para uns e grandes injustiças para muitos. A todos os que sofreram e sofrem as injustiças dos homens, resta ainda á esperança de que a Justiça Divina, mais perfeita e justa, faça valer a justiça para todos os que foram injustiçados e que dela necessitam. . . Jesus certa vez, falando da justiça disse: -  “A cada um será dado, segundo as suas obras”.

Bibliografia:
 “O Livro dos Espíritos”
Jornal “O Imortal”

Jc.
S.Luis, 12/03/2006
Refeito em 13/05/2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

VAMOS APRENDER A ECONOMIZAR ?






  Você tenta economizar mais quando chega o fim do mês conclui, mais uma vez, que não sabe como economizar. Sabemos que essa é uma tarefa difícil, mas a boa notícia é que ela pode se tornar um pouco mais fácil, com as dicas que vamos apresentar em seguida:
1- Registre todas as suas despesas. Como você pretende controlar suas finanças se você não sabe exatamente o quanto gasta por mês? Este é o primeiro passo para quem quer começar a fazer seu controle financeiro. Para ajudar nessa tarefa, você tem duas opções:  a- Guardar todas as notinhas de compra e do cartão e anotar cada uma das suas despesas em uma planilha de gastos.  b- Escolher uma ferramenta de controle financeiro, para todas as suas movimentações bancárias.
2-  Crie metas para seus gastos.  Agora que você já sabe qual a sua despesa mensal, é necessário criar metas para as despesas, dividindo-as por categorias:  Exemplo: 50% da renda para os gastos essenciais: Todos aqueles necessários para se manter no dia-a-dia: Moradia, alimentação, transporte, educação, etc.; 35% da renda para as prioridades financeiras se você estiver endividado, sua prioridade será sempre quitar as dívidas; 15% da renda será destinado aos gastos relacionados a hobbies, lazer e compras no Shopping, etc.
3- Despesas para cima; renda para baixo.  Na hora em que estiver criando as metas para seu orçamento, arredonde sempre as despesas para cima e a renda para baixo. Afinal a avó já dizia: “É sempre melhor sobrar do que faltar”. Pague suas contas no mesmo dia. Mude a data de vencimento de todas as suas contas para dois ou três dias após o dia em que vai receber o salário. Assim fica bem mais fácil de organizar o dinheiro que entra, e você já paga tudo que deve e fica com o restante para passar o mês.
4- Crie prazos para seus objetivos.  Você quer quitar suas dívidas? Até quando? Quer juntar dinheiro para realizar um sonho? De hoje a quanto tempo? Quando  as metas têm datas ficamos mais motivados para cumpri-las no devido prazo. Fale sobre dinheiro com a família. Se você é casado, o tema fianças deve fazer parte do dia-a-dia do casal. Se há filhos, o mesmo vale para a família. Transparência e sinceridade são caminhos indispensáveis para organizar as finanças familiares.
5-  Busque outras fontes de renda.  Para que ficar dependendo apenas do seu salário, quando você pode conseguir um trabalho freelance para fazer nos fins de semana? Ou transformar seu hobby em uma nova fonte de renda?
6- Previna-se se sua renda for variável. Os profissionais liberais e autônomos costumam ter dificuldades em planejar sua renda mensal. A dica é olhar para os últimos 12 meses e identificar a renda máxima, a mínima e fazer á média. De preferência os gastos essenciais para o dia-a-dia devem caber na renda mínima. Nos meses em que ganhar acima da média, mande a diferença para a poupança. Exemplo: Renda mínima de 3 mil, renda máxima de 5 mil; a renda média é de 4 mil. No mês em que você ganhar 4,5 mil, deve colocar 500 reais na poupança.
7-  Dê férias ao cartão de crédito.  O grande problema de quem tem cartão de crédito, é ter a falsa impressão  de que tem uma renda maior do que na realidade. Dessa forma, uma boa estratégia para quem está aprendendo como economizar dinheiro é tirar o cartão de crédito da carteira por alguns meses, evitar compras supérfluas e passar a pagar  à vista.
8-  Vá fazer compras com dinheiro.  Outra dica infalível para quem não quer gastar mais do que o necessário, no supermercado ou no shopping, é ir fazer compras com o dinheiro contado na carteira. Assim, nos preocupamos mais em saber quanto estamos gastando e caso o valor final fique acima da meta, seremos obrigados a deixar algumas coisas que são dispensáveis nas prateleiras.
9-   Para de se consolar com compras.  Depois de uma semana  difícil de trabalho, é muito comum cedermos a um impulso de consumo com o pensamento: “Eu mereço comprar isso.”  A questão não é de merecimento. É claro que você merece afinal, você trabalhou duro, mas a questão nessa situação é priorizar (ou não?) seus objetivos financeiros. Seja firme na sua atitude.
10--  Aproveite mais os pequenos prazeres da vida.  Uma volta no parque, uma caminhada na praia, um cochilo na rede, um piquenique no jardim, uma brincadeira com filhos, assistir um filme comendo pipoca, em uma tarde,  ler um livro, podem ser
bem mais divertido e recompensadores do que programas caros. Comece a valorizar mais as coisas simples da vida que nos dão mais prazer. Sua mente e seu bolso agradecem.
11-  Se você tem dívidas.  Preocupe-se em quitá-las. Se você está endividado, sua primeira prioridade financeira deve ser quitá-las. Se conseguir pagar à vista, é preferível para conseguir um bom desconto nos juros. Se não, faça uma contra proposta aos credores para conseguir parcelas que caibam no seu orçamento. Caso esteja em modalidades caras de crédito, como cheque especial ou rotativo do cartão de crédito, avalie pegar um empréstimo com juros menores. Com o dinheiro, você quita as dívidas e passa a pagar menos juros.
12-  Se você não tem dívidas.  Crie uma meta de poupança mensal. Sem dívidas você pode poupar pelo menos 10 ou 15% da sua renda todos os meses. Se achar difícil guardar, por exemplo, 600 reais por mês, divida a meta por semana 150, ou até por dia 20 reais. Encare a poupança mensal como mais uma de suas despesas. No dia em que seu salário cair ou precisar de reforço financeiro, você sabe onde vai encontrar.
13-  Planeje seus pagamentos parcelados.  Se você tem a opção de comprar  parcelado sem juros, utilize o cartão, mas guarde o valor correspondente em um investimento (pode ser até na poupança) pelo período em que estiver pagando. Dessa forma sua economia estará garantindo sua compra, e, enquanto não está pagando juros, seu dinheiro estará rendendo bons lucros.
14- Crie um dia “zero gastos” uma vez por semana.  Mesmo que você não abra a carteira, você ainda estará gastando dinheiro em coisas como aluguel, seguro, água luz e telefone. Mas, mesmo assim, você ainda pode controlar o dinheiro que tem na carteira. O ideal é colocar esse dia do “zero gastos” no calendário para que se torne um sistema consistente.
15-  Torne seu objetivo visível.  Se você está economizando com um objetivo específico, como uma festa de casamento ou uma viagem dos sonhos, tente tornar essa meta visível ao seu redor. Vale um mural de fotos da paisagem da viagem na geladeira, há até mesmo quem cole cartões com recados para si mesmo, como Atenção: Casamento ou viagem. Também vale fazer programação com as datas, para quando a meta for realizada,  pesquisando os preços e as despesas.
16-  Reduza os gastos  necessários.  Economizando um pouco aqui e um pouco ali, sua conta no fim do mês vem mais baixa. Para isso confira as dicas:
- Tome banhos mais curtos;                                                              
- Desligue os aparelhos após o uso;
- Evite abrir a geladeira sem necessidade;
- Pesquise os preços nos supermercados;
- Compre os produtos da estação (mais baratos);
- Não fique pendurado no telefone ou celular;
- Experimente diversões gratuitas como passear no parque, ler um livro emprestado da Biblioteca Pública, apreciar um por do sol, visitar uma praia ou bater um papo com um amigo.

17-  Guarde o troco das compras.  Agora que você tem um objetivo maior, não sinta vergonha de guardar o troco quando lhe derem, na feira ou no supermercado. Pelo contrário, enxergue esse dinheirinho como uma recompensa pelo trabalhão que teve de escolher as frutas e legumes; chorar por um desconto e gastar sola de sapato sob o sol nas idas e vindas. Lembre-se de que de real em real se chega ao milhão.

18- Sempre que comprar não esqueça o desconto.  Nem sempre o preço do estabelecimento é o preço real. Muitas vezes o produto poderia ser vendido por um preço de 5% ou 10% menor, mas é óbvio que isso não é de interesse do comerciante. Mas como conseguir esse desconto? É muito simples; basta pechinchar, pedir desconto é uma boa maneira de negociar um preço menor e conseguir uma economia.  Peça  abatimento,  agrado, desconto, promoção e tudo o que venha a baixar o preço do produto.

19-  Envolva as crianças no hábito de poupar.  Muitas vezes achamos que as crianças são muito pequenas ou imaturas para entenderem a importância de poupar ou guardar. De maneira simples e sem trazer peso aos seus filhos, ensine-os desde pequenos, o valor do dinheiro e como economizar, guardando moedinhas em um cofrinho.

20-  Analise seu gasto com transporte diário.  O carro além de gerar despesas com lavagem, peças, combustível e seguro, pode exigir ainda que pague estacionamento ou pedágios, gerando muito mais gastos no orçamento. Veja se compensa, por exemplo, trocar o carro pelo ônibus integrado (um bilhete mensal com o metrô e ônibus). Você economiza e também tem mais qualidade ao não ter de enfrentar o trânsito caótico, no volante, podendo aproveitar seu tempo para o estudo ou a leitura de um livro. “O  Evangelho” de Allan Kardec é uma boa sugestão, para esclarecimento e conhecimento.

21-  Reveja os pacotes que você assina.  Hoje em dia a TV, Internet, telefone podem estar fazendo você gastar mais do que o necessário e nem tenha se dado conta. Veja com a sua operadora se existe a possibilidade de montar um pacote de serviços em conjunto, que costumam sair muito mais em conta do que contratar planos individuais para cada um destes usos.

22-  Economize nas contas de água e energia.  Utilize baldes para limpeza em vez de mangueiras. Não deixe a torneira aberta enquanto toma banho ou esteja a lavar algo. Aproveite a luz solar e troque as lâmpadas pelas mais econômicas e não deixe as lâmpadas acesas sem necessidade. São pequenas atitudes que fazem uma diferença grande no final do mês.

23-  Faça mais refeições em casa.  Comer fora com certeza é um dos maiores gastos que uma pessoa possa ter. Analise o quanto você está gastando diariamente para comer fora. Se for possível leve seu almoço de casa (marmita) o que lhe ajuda a montar seu próprio cardápio e a ter opções mais saudáveis. Deixe aquele restaurante que gosta, para ocasiões especiais. O mesmo vale para a pizza do meio da semana.

24-  Boa sorte e espero que tenha entendido a receita.  Aqui você aprendeu excelentes dicas para começar economizando dinheiro hoje mesmo. Muitas vezes economizar não é tarefa fácil, mas seguindo estas dicas, sei que você terá sucesso. E então, você já conseguiu descobrir onde está gastando demais? Viu como economizar dinheiro no seu dia-a-dia pode ajudá-lo a ter dinheiro sobrando e até começar a poupar?

Fonte:
Caçador de Palavras nº 63
Consulte Editora
+  Pequenas modificações e acréscimos.

Jc.
São Luís, 15/8/23017

DINHEIRO TRÁS MESMO SAÚDE E FELICIDADE?





  O dinheiro possibilita à pessoa ter conforto, bem-estar, luxo, bens terrenos e comodidades, porém não dá a paz, a saúde nem a felicidade, e ainda, não evita a velhice e a morte. A riqueza, sem dúvida, exerce uma vertigem e uma fascinação que provoca ás paixões, excitando a vaidade, o orgulho, o egoísmo, a vida sexual, sendo ás vezes, até instrumento de crimes e de perdição. Deplora-se o uso que certas pessoas se sacrificam e fazem de tudo para conseguir a fortuna e mais lamentável ainda é o uso que algumas fazem dela, utilizando-a para prejudicar e causar males aos seus semelhantes. Porém, bem empregada, a riqueza concorre para o progresso e o bem-estar da Humanidade contribuindo ainda no processo moral e intelectual das pessoas. Sabe-se que os bens da Terra pertencem a Deus e o ser humano é apenas o usufrutuário desses bens, por um determinado tempo. Essa é a razão porque a riqueza está sempre mudando de mãos.
Vejamos a saúde nos casos de duas pessoas:
João tem 40 anos, é obeso e respira com dificuldade. No emprego, onde ganha bem, fica sentado o dia inteiro. Almoça rapidamente, em geral, comida nada saudável. Transporta-se só de carro e fica nervoso no trânsito. Chega quase sempre em sua casa exausto e sem tempo para se divertir com os filhos. Vai deitar e dorme com a televisão ligada, e ao dormir, sua esposa diz que ele ronca demais! Por essas e outras, João tem grande risco de virar diabético e sofrer ainda, possivelmente, um infarto.
Pedro tem 35 anos, está em forma, faz atividade física diariamente, não se estressa no trânsito com o congestionamento. Trabalha alegre  sabendo que depende desse trabalho para manter a família e quando chega em casa, brinca com seu filho, come bem e sem pressa, e dorme tranquilamente sem roncar.
Detalhe dos dois: Pedro ganha um terço do salário de João. Então se pergunta quem tem melhor qualidade de vida? Não é difícil adivinhar; ou seja, saúde e felicidade não dependem somente de  dinheiro, mas de outras coisas também.
Muitas enfermidades se originam também no temperamento desajustado, nas emoções em desalinho, em influências negativas em virtude dos pensamentos negativos. A ansiedade, o medo, o pessimismo, a revolta, o ciúme, o ódio, são responsáveis por males que ainda não se encontram catalogados, prejudicando a saúde física, emocional e mental das pessoas. Esforce-se por permanecer em paz, cultivando pensamentos bons que lhe propiciarão sempre  alguns benefícios.

A felicidade talvez seja uma das maiores ambições do ser humano.  Mas, como descrevê-la? A felicidade acontece aos que permitem senti-la na alma, aos que querem fazer mais do que apenas viver.  Encontramos a felicidade nas crises de riso, nas lágrimas de alegria e contentamento, nas músicas especiais que nos envolve de emoções, que nos trás à memória, recordações agradáveis. A felicidade está também na saudade dos que se foram; na companhia de amigos e também num grande amor.  A felicidade não se compra e não se vende, nem é trocada, pois é um sentimento que as pessoas conquistam. Busque a sua felicidade onde quer que ela esteja; mesmo além do horizonte.

Ela existe na Natureza, nos olhos de uma criança, na lembrança do ancião, no sentimento de uma mãe. Peça para a existência, dose extras de dias felizes. Ela é encontrada também nos sonhos, nas sensações prazerosas e nos desejos, contribuindo sempre para que você seja feliz. A alegria e o amor são os elementos básicos para se conquistar a felicidade e também para a nossa paz mental. Não se esqueça de demonstrar  alegria e amor nas oportunidades que lhe aparecem  e verá que a paz e a felicidade estão dentro de você.
Quem  tem riqueza e guarda com avareza os dons de Deus, e não sabe ajudar o próximo e nem sabe dar uma boa palavra, é pobre.

Agora eu pergunto: Como está o seu dia a dia? Você está com saúde, dorme bem, alimenta-se normalmente, passa o tempo com a família, exercita-se e, acima de tudo, tem prazer na existência? Se você responder que sim, que bom!  Você com certeza é um ser feliz e deve se esforçar para manter essas metas que lhe traz felicidade.
Fonte:
Revista “Saúde é Vital” – junho de 2015.
Dr. Alfredo Halpern,
médico Endocrinologista do Hospital das Clínicas.
+ Acréscimos.

Jc.
São Luís, 18/5/2017

domingo, 20 de agosto de 2017

AÇÃO E REAÇÃO





  São as imperfeições ou as qualidades da alma que geram as ações felizes ou equivocadas. E essas nossas ações estão caracterizadas com o selo moral do estágio em que se situa o ser humano. Portanto, os pensamentos, os sentimentos e as próprias ações executadas no transcorrer de uma existência geram reflexos na própria existência, na vida espiritual e até na próxima ou nas futuras existências, a depender da extensão ou gravidade da ação promovida.  A lei de ação e reação, ou o lema “a cada um segundo suas obras”, baseia-se num perfeito mecanismo de justiça e igualdade, absoluta para todos.
Não há qualquer favoritismo para quem quer que seja. Agindo bem, teremos o mérito do bem praticado. Agindo mal, teremos os resgates dos nossos atos. Não se trata de castigo, em absoluto, mas de sofrer as consequências.
Muitos sofrimentos poderiam ser evitados – Qualquer prejuízo que causarmos a nós mesmos ou a terceiros ocasionará sempre consequências inevitáveis em nossa existência. Isso é da Lei Divina. E qualquer benefício que fizermos aos outros gerará méritos e benefícios correspondentes em nosso caminho, ainda que haja ingratidão dos beneficiários.
Passamos a entender, portanto, que fazer o mal a quem quer que seja nunca será compensador, pois sempre iremos responder pelo mal que tenhamos causados, inclusive a nós mesmos. E do mesmo modo, toda felicidade e tranquilidade que proporcionarmos ao nosso próximo redundará, sempre e inevitavelmente, em benefício para nós mesmos. Não é por outra razão que Jesus nos ensinou a perdoar.
O ódio alimentado, a vingança executada, ou a perseguição a qualquer pessoa redundarão em estágios de sofrimento e dor a seu próprio autor, enquanto que perdoando libertamo-nos. Também é pela mesma razão que a recomendação sempre e constante é para que promovamos o bem, ainda que este não seja espontâneo (porque estamos aprendendo a incorporá-lo em nossas ações) visto que todo bem gera o bem.
O mal praticado sempre gerará consequências desagradáveis. É fácil perceber, portanto, que muitos sofrimentos existentes nos nossos dias, na existência individual, social ou coletiva, poderiam ser evitados se houvesse o conhecimento dessa realidade; das consequências geradas por nossos atos. Quantos equívocos pelo desconhecimento dessa Lei que simplesmente usa a justiça e a igualdade como parâmetros...
Não temos o direito de denegrir, de caluniar, de espoliar ou ferir... Não temos também o direito de interferir na existência de ninguém, de roubar (bens, dignidade, oportunidades, paz, etc)  nem de impor ideias ou padrões que julgamos correto ou até mesmo de matar nosso semelhante... Todas as pessoas merecem respeito. Entendemos que as criaturas são livres, desejam ser respeitadas, assim como queremos ser...
As tentativas de dominação, imposição, de cerceamento da liberdade individual, sempre ocasionarão sofrimentos, pois todos somos pensantes, com vontade própria, e responsável por nosso próprio caminho. Poderemos é claro, sugerir, aconselhar (se formos solicitados) e auxiliar no que for possível, mas jamais violentar as consciências, pois todas merecem respeito.
Observa-se que as próprias leis humanas, refletindo as imperfeições do estágio evolutivo do planeta, muitas vezes são equivocadas, gerando também consequências para o futuro. O que se observa atualmente é fruto de toda essa inconsciência coletiva dos mecanismos que nos dirigem a existência. Há que         se pensar no que estamos fazendo. Já não somos mais seres humanos tão ingênuos que desconhecem as Leis Morais.
Estamos todos num caminho evolutivo, onde os direitos são iguais. Tais direitos, abrangentes, devem ser respeitados pela igualdade e pela justiça. E é pelo desrespeito a tais princípios de igualdade e justiça que se observam os efeitos danosos na existência material e na vida espiritual, com os depoimentos que os próprios Espíritos trazem do estado em que se encontram, em virtude do padrão moral que adotaram no seu relacionamento com os outros ou consigo mesmos.
 O livro “O Céu e o Inferno” traz depoimentos, na sua segunda parte, de diferentes Espíritos que descrevem a situação em que se encontraram após a morte. Mas a questão não é apenas para depois. Há que se considerar a própria existência, atual ou futura, onde os mesmos reflexos se fazem sentir.  As  Leis Morais e seus princípios são esquecidos pela maioria dos seres humanos encarnados no planeta, embora a consciência onde está escrita a Lei de Deus, os avise de seus equívocos.
Sufocados pelas imperfeições morais do orgulho, do egoísmo, da vaidade, ainda nos permitimos sufocar a nossa própria consciência e agimos em desrespeito e em detrimento uns dos outros, daí as consequências e os sofrimentos que experimentamos. Em tudo, porém, é preciso sempre considerar a misericórdia de Deus, que nunca abandona seus filhos e lhes abre sem cessar novas oportunidades de progresso.
Para concluir, gostaríamos de oferecer à reflexão, a frase de Joanna de Ângelis na psicografia de Divaldo Franco:  “No lugar em que te encontras, sempre poderás semear a luz da esperança e do amor”. Eis uma programação para modificar os panoramas da existência humana. Basta nos situarmos no esforço do bem, para gerar efeitos salutares de felicidade e de saúde.  Se usarmos este roteiro nas atitudes de cada dia, pronto! Estaremos sintonizados com o bem, gerando efeitos de alegria e felicidade. Simples consequência da lei de Ação e Reação...

Fonte:
Jornal “O Imortal” – julho/2017
Orson Peter Carrara
O “Livro dos Espíritos”
O livro “O Céu e o Inferno”
+ Algumas modificações.

Jc.
São Luís, 25/7/2017

BRASÍLIA, NOVA SODOMA OU GOMORRA ?




  Há mais de meio século, quando o presidente Juscelino Kubitschek  de Oliveira inaugurou Brasília, um coro de descontentes fez-se ouvir.  Nada contra a arquitetura da nova capital federal. O que temiam os descontentes era a possibilidade de que uma vez isolados no planalto central do país, longe da vigilância dos cidadãos de uma metrópole como o Rio de Janeiro, antiga sede do governo, os políticos perdessem de vez a compostura e passassem a comportarem-se como senhores feudais, acima das leis. Infelizmente os descontentes revelaram-se proféticos. Brasília tornou-se uma ilha da fantasia para deputados, senadores, ministros e presidentes, que usam seus cargos de representantes do povo, para locupletarem-se de todas as formas e obter vantagens para seus apadrinhados. A capital se transformou numa imagem de pesadelo para todos os que são obrigados a assumir á conta: nós, milhões de contribuintes que pagamos impostos absurdos, diretos e indiretos.

É tal a insensatez  de muitos políticos que se julgam poderosos e “incomuns” que não ligam para a opinião pública, para a moralidade nem para a Constituição. O ex-presidente Lula, dando o exemplo negativo, em denúncias de irregularidades contra o senador José Sarney, afirmou: “O senador tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”. Com isso, ele afirmou existir os cidadãos “comuns”, nós, e os “incomuns” a quem tudo se permite, minando assim, a crença na democracia e os alicerces de uma nação que almeja a civilização. Não satisfeito, acrescentou: “Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esses processos de denúncias, porque ele não tem fim e depois não acontece nada”. Ao afirmar que Sarney merece um tratamento diferenciado, Lula desrespeitou o preceito constitucional expresso no artigo 5º, que estabelece a igualdade de todos perante a lei, e qual foi a punição que teve do S.T.F. ?

Sem a moralidade com a coisa pública e os corretivos vindos de cima, a turma do alto clero, da média e baixa politicagem da base aliada, sentiu-se mais livre do que nunca. Há anos o Executivo e o Congresso enfrentam uma infindável onda de escândalos, corrupção e impunidade. Muda o presidente e os escândalos, a corrupção, e à roubalheira continua a acontecer praticada pelos “incomuns”, enquanto a maioria dos 100 cidadãos de dez estados, ouvidos pela reportagem da revista Veja (edição 2118), mostrou-se indignada  com a situação dos governantes em relação à corrupção e à impunidade. Entre os entrevistados, há estudantes, cientistas, artistas, comerciantes e profissionais liberais. Há também brasileiros anônimos e famosos, ricos e pobres, todos iguais perante a lei e – o mais importante – querem que assim seja no Brasil.

Há sempre uma mensagem perturbadora na recorrente retórica presidencial em defesa dos aliados envolvidos em escândalos: a minimização da corrupção, o estímulo à transgressão das regras morais e o aval da impunidade. No meu tempo de criança existia um chavão que dizia: “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Hoje, podemos dizer outro chavão: “Ou o Brasil acaba com a impunidade ou a corrupção acaba com o Brasil”. No exercício do cargo, do poder e da influência, as verbas que deveriam ser empregadas em favor da população, são desviadas pelos políticos corruptos, beneficiando  muitos ministros, diretores, políticos, auxiliares,  ou até  seus  apadrinhados,  em virtude da impunidade existente no país.  Brasília sofre a influência da corrupção não só na esfera federal como também na estadual, e nos Estados, ela também se manifesta na esfera estadual e municipal.  Nunca se viu na história do Brasil tanta corrupção como nos tempos atuais...  Aguardamos todos os dias com  expectativa, o anúncio da mais nova modalidade de corrupção. Impunidade, eis a principal razão da praga da corrupção que assola o nosso país. Ela só deixará de nos assombrar a cada novo dia quando cada um de nós definirmos como queremos que seja o nosso país.

A punição existe para impor limites, refrear instintos negativos e permitir que os indivíduos possam se proteger uns dos outros. A impunidade é o avesso de tudo isso. “Impunitas peccandi illecebra” (a impunidade estimula a delinqüência), lembra o ditado em latim. A revista Veja ouviu cientistas políticos, filósofos, advogados e historiadores sobre as raízes da corrupção. Eles são unânimes em apontar a impunidade como a sua principal causa. “Enquanto não colocarem os corruptos graúdos na cadeia e recuperarem tudo o que furtaram, nada vai mudar”, diz o filósofo Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Isso nos parecer  estar ainda longe o dia em que um corrupto estrelado pagará por seus crimes. O máximo que se vê são admoestações. O S.T.F., a corte encarregada de punir os “incomuns”, nunca condenou nem  obrigou  nenhum a restituir o que furtou. Os envolvidos nos principais escândalos de corrupção, recentes, estão livres, soltos e a afrontar os cidadãos de bem, sejam políticos ou apenas “comuns”.

No Império, havia até pena de morte para crimes graves – sempre aplicada às camadas mais baixas da sociedade, como também acontece atualmente.  Já naquela época, os políticos se beneficiavam da impunidade. José Carlos Rodrigues foi um dos primeiros corruptos do Brasil. Em 1866, ele era chefe de gabinete do ministro da fazenda, quando foi flagrado tentando sacar dinheiro do ministério, com uma assinatura falsificada de seu superior. Condenado á vinte anos de prisão, fugiu  para os Estados Unidos, e, com a proclamação da República, acabou nomeado para um cargo na embaixada do Brasil em Londres, mesmo como fugitivo da Justiça Brasileira. Outro caso ocorreu com o sobrinho do presidente Deodoro da Fonseca que foi flagrado falsificando atos do governo para favorecer banqueiros amigos. Também fugiu para escapar da punição. A corrupção e a impunidade na República Velha serviram de matéria-prima para a obra literária de Machado de Assis e Lima Barreto. Com a ditadura militar, a corrupção foi escondida e os corruptos ligados ao regime agiam impunemente. Com a redemocratização, houve  um alento com a cassação de um presidente, porém a regra nos governos seguintes continuou sendo a corrupção e a impunidade.

A revista Veja ouviu diversos depoimentos sobre as raízes da corrupção. Levantamento de entidades internacionais coloca o Brasil no patamar dos países com altos índices de corrupção. A impunidade é a principal causa, mas existem outros pontos importantes. a- Morosidade da Justiça. Por motivo dos investigados com nível superior ter poder e dinheiro, e os políticos corruptos, poderem contratar bons advogados que usam as brechas da lei para retardar os processos, até o crime prescrever antes de chegar à condenação. b- Distribuição de Cargos. O chefe do Executivo loteia o governo entre os partidos para garantir maioria no Legislativo. c- Conivência da sociedade. Políticos envolvidos  em  escândalos  continuam  sendo  eleitos  pelo povo no voto  popular. d- Excessos de burocracia. Os processos são lentos, cheios de instâncias intermediárias que criam dificuldades e funcionários públicos que vendem facilidades, situação ideal para a ação de quadrilhas ligadas aos políticos.  e- Caixa dois nas campanhas. Os escândalos de corrupção tiveram parte do dinheiro destinado ao financiamento de campanhas que são caras e mal fiscalizadas. f- Ausência de políticas anticorrupção. Os políticos combatem a corrupção nos discursos  de campanha, mas deixam o assunto de lado quando chegam ao poder. g- Falta de informação. O grande contingente de eleitor não tem informação e não se interessa por política e decide o seu voto apenas por aquele que lhe prestou algum favor. h- Tolerância política. Os partidos permitem – e até incentivam – que políticos enrolados tenham legenda, porque na maioria das vezes esses políticos ajudam a financiar os partidos. i- Falta de renovação. Os partidos são comandados pelos mesmos grupos e os candidatos são sempre os mesmos que cuidam dos cargos como se o patrimônio do país fosse pessoal, dificultando o surgimento de novas lideranças. j- O eleitor não é livre para votar em quem ele quer, pois ele é obrigado a votar nos nomes que geralmente são os mesmos de sempre, indicados pelos partidos, ou então terá que votar em branco.

A corrupção tem se revelado uma calamidade que consome o resultado do trabalho de milhões de brasileiros, envergonha o país e mancha a imagem do Brasil perante os outros paises. O PT quando chegou ao poder com o Lula, viveu uma série interminável de escândalos, sendo mais notáveis os do mensalão e o dos aloprados. Seu parceiro preferencial, sempre subserviente ao poder, o PMDB, tem em seus quadros alguns dos políticos mais corruptos do Brasil. Segundo o último levantamento da Transparência Internacional, divulgado recentemente, o Brasil ocupa a 75ª  posição no ranking das nações mais corruptas do planeta. O país obteve a nota 3,7 em uma escala que vai de zero (países mais corruptos) a 10 (paises considerados menos corruptos).

Os especialistas ouvidos pela Veja são unânimes em afirmar que a impunidade está na raiz do problema. A ausência de punição funciona como um atrativo e incentivo à ilegalidade, passando uma idéia de que o crime no Brasil compensa, principalmente entre os criminosos de colarinho-branco. Mas não é só a impunidade que colabora para a perpetuação da corrupção no país. O sistema político também tem sua parcela de responsabilidade. Uma de suas piores mazelas é a distribuição política de cargos. Há no Brasil cerca de 25.000 cargos de livre nomeação pelo presidente da República. Nos Estados Unidos, não chegam a 5.000 e na Inglaterra, não passam de 100. No Brasil, o chefe do Executivo loteia o governo entre os partidos para garantir o apoio necessário para aprovar seus projetos no Legislativo e nomear quem lhe agrada ou o beneficiou.

“O furto existe por causa do ladrão. A corrupção existe por causa da facilidade e da impunidade. O álibi do financiamento de campanha usado pelo corrupto precisa ser espancado. O corrupto furta, para viajar ao exterior, para comprar iate, para comprar bolsa Louis Vuitton. Não furta só para financiar campanha” afirma o deputado federal Miro Teixeira, do Rio de Janeiro.

Será que o destino de Brasília é o de ser uma nova “Sodoma ou  Gomorra”  nos tempos atuais? – Não acreditamos que assim seja e confiamos na Justiça Divina que destinou este país, para servir de modelo para o resto do mundo. Com a morte dos que ainda estão enlameando a Pátria do Cruzeiro, e a renovação dela com o surgimento de novas gerações mais evoluídas e moralizadas, temos Esperança e a certeza de que o Brasil assumirá a sua condição, informada pela Espiritualidade, de “Coração do mundo e Pátria do Evangelho”. O tempo que renova todas as coisas fará com que o povo trabalhador de Brasília e de todo o resto do Brasil, que sofre a praga da corrupção e da impunidade, verá surgir com as novas gerações, os valores morais, tão desprezados pelos atuais administradores infiéis e políticos corruptos.

É só uma questão de participarmos dessa modificação e renovação e esperar que os desígnios de Deus se cumpram no Brasil, de natureza tão benéfica, de povo tão acolhedor e fraterno e de muitos políticos tão corruptos e venais...


OBS: Maiores esclarecimentos encontram-se nos artigos “Carta aos Representantes do Governo do Brasil”,  “O Estado é Cúmplice” e “Uma Questão de Direito, Leis, Justiça...ou de Consciência?”, que estão no blog;
                                                                                     http://ortsac13.blogspot.com



Bibliogtrafia:
Revista Veja  nº. 2.118 – 24/6/2009
Idem     Idem      2.142  - 9/12/2009
+ Acréscimos, supressões e modificações.

Jc.
S.Luis, 11/7/2010
Refeito em 18/8/2017

sábado, 12 de agosto de 2017

SENTINELAS DE LUZ





  Nas informações simbólicas da Bíblia conta-se em Gênesis: 1-3: Disse Deus: “Haja luz! e houve luz”. Assim para o planeta Terra em formação fez-se o Dia e a Noite.
Das trevas imensas sobre as quais a Bíblia faz ligeiro comentário, o ser humano iniciou a luta contra a escuridão. Usou, inicialmente, a tocha impregnada de resinas inflamáveis, depois as velas, os gases, a lamparina, o lampião por muito tempo, até que através de Edson e de muitas experiências, inventou a lâmpada elétrica.
De igual modo, nasceu a luz espiritual desenvolvida pelo próprio ser humano para a aquisição do conhecimento. Iniciou-se por meio da comunicação entre as criaturas por meios de sinais luminosos através das sombras, e começaram a esculpir na pedra os primeiros caracteres que lhes definiram a linguagem;  os mais inclinados à meditação inventaram letras e o modo de gravá-las, em seguida umas às outras, inventaram depois a escrita em rolos de papiros e não descansaram, até que Gutemberg criasse as frases vacilantes na imprensa que se incumbiu de reproduzir textos escritos para todos os povos, reclamando a dedicação de legiões de Espíritos interessados no conhecimento superior.
De etapa em etapa, o ser humano gastou séculos de esforço para alcançar o conhecimento, e daí, partir para as realizações da atualidade. O mesmo combate da luz com as trevas para que os seres humanos alcançassem as luzes da alma prossegue há milênios, para que cada um se expresse sobre a existência, criando critérios pessoais, nos alicerces do entendimento. E as sentinelas da luz estão em todos os lugares da Terra, promovendo a educação, o discernimento, a elevação e a competência, desde os chamados “comecinhos de vida das crianças”, às universidades em que as criaturas humanas se especializam em determinadas experiências, a que têm vocação, com as quais dignificam a luz espiritual. Eis porque todos esses empreendimentos demandam a união e cooperação de milhares de pessoas que trabalham a benefício dos que procuram aprender.
Assim, somos nós todos na Vida Maior, procurando o aperfeiçoamento de que necessitamos. Todas as conquistas humanas não aparecem por geração espontânea. Exigem esforço, atenção, perseverança, trabalho, repetição, vontade de auxiliar e devotamento ao próximo, nos quais milhões de pessoas e com o auxílio dos espíritos desencarnados, estão envolvidos na condição de aprendizes e instrutores, uns dos outros. Todos somos sentinelas da luz pela atividade que despendemos para que a luz da compreensão e da paz se estabeleça no mundo.
Em síntese, queremos dizer que toda criatura humana que aspira a sublimação de si mesmo, precisa confiar em Deus e trabalhar. Enquanto buscais a revelação da verdade, em nossa companhia, procuramos convosco o auxílio fraterno para fazer muito mais luz, no engrandecimento comum. A Doutrina dos Espíritos não traz apenas o adocicado conteúdo da consolação particular, no estímulo ao bem, mas acentuando o socorro celeste à personalidade humana. Abre-nos infinita esfera de serviços, em cujas atividades não podemos prescindir do apoio no crescimento e na renovação.
Nos alicerces do edifício doutrinário espírita, compreendíamos a curiosidade e o deslumbramento  acima da responsabilidade e do dever, mas agora que já passamos o primeiro centenário da Codificação Espírita, precisamos reconhecer a necessidade de introspecção a fim de não perdermos de vista os sagrados objetivos que nos reúnem.  A superstição levantou fortaleza de sombras, os dogmas cristalizaram os impulsos embrionários da fé, e a indiferença congelou preciosas oportunidades de desenvolvimento e elevação, em toda parte. É indispensável que nosso espírito de fraternidade se manifeste e restabeleça através do amor restaurando os caminhos da fé por meio das  obras edificantes.
Não há tarefas menores; todas são grandes pela essência divina. O fio d’agua que flui da vertente regenera o deserto de vasta extensão. Um gesto humilde sempre opera milagre de solidariedade. Uma simples palavra pode apagar o incêndio emotivo, prestes a converter-se em pesadelo. Em todos os lugares precisamos solucionar problemas, corrigir deficiências e restaurar as bases simples da existência.  Por isso mesmo, precisamos fazer a renovação mental do mundo, sob a máxima do “amai-vos uns aos outros”, seguindo os padrões do Mestre. Por enquanto, nem todos entenderão a mensagem. Muitos ainda dormem anestesiados nos templos de pedra e outros narcotizados  pela ignorância, concentrando-se nas vantagens materiais do mundo, esquecidos da própria alma.
Colaborar com Jesus é o nosso dever essencial, plasmando o Evangelho nos pensamentos, nas palavras e atos da nossa existência, em todos os recantos de nossa marcha para á frente, para que a Doutrina Espírita não se faça mero mostruário de verbalismo fascinante. Reduzi-la a mecanismo de simples investigação ou a um floreado literário seria como transformar o movimento de benditas ideias e realizações edificantes num parque de êxtase inoperante ou de um personalismo ocioso e improdutivo.
Resta-nos, pois, rogar a Jesus que nos ensine atingir convicções sadias e a clarear os nossos ideais, a fim de que não estejamos tão somente a crer e a confortar-nos, mas também a servir incessantemente na edificação do iluminado e eterno Reino do Amor...

Fonte:
Livro: “Sentinelas da Luz”
Autoria: Espírito Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier.
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 21/6/2017