quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A INGLUÊNCIA ESPIRITUAL NA SAUDE DO CORPO

A INFLUÊNCIA ESPIRITUAL NA SAUDE DO CORPO

Pode um espírito desencarnado enfermo, transmitir para uma pessoa sadia, a sua condição enferma? Melhor dizendo: Pode um espírito tornar cardíaco, uma pessoa que nunca teve qualquer problema anterior nessa área? Como se daria esse contágio?

Na prática, observa-se que é possível o espírito assim fazer. A influência perniciosa de desencarnados sobre as pessoas, apresenta aspectos curiosos e variados, como por exemplo: Nem sempre uma enfermidade causada por um desencarnado, pode ser considerada uma obsessão espiritual propriamente dita, ou seja, o desejo do espírito de fazer o mal. As vezes, o malefício decorre de uma atividade inconsciente, sem que o espírito alimente ódio, sentimento de vingança ou a vontade de prejudicar a sua vítima. Nesse caso, manifesta-se a Indução Espiritual, uma forma de associação desarmônica, decorrente da ação magnética de contato, entre o espírito e a pessoa; que é observada nas reuniões mediúnicas de assistência aos enfermos, realizada nos Centros Espíritas.

Espíritos que desencarnam vitimados por enfermidades dolorosas, e que ainda não possuem aquisições morais para um despertar tranqüilo na Espiritualidade, muitas vezes, permanecem em estado de sofrimentos e inconsciência na erraticidade. Quando acontece de sentirem-se atraídos para o ambiente do ex-lar terreno, terminam ligando-se magneticamente a um familiar querido e assim permanecem por muito tempo até que providências sejam tomadas para afastá-lo. Então, à medida que o campo vibratório do espírito estreita as ligações com o campo biomagnético da pessoa, alguns fenômenos passam a acontecer. A troca de vibrações produz no espírito inferior, uma sensação de alívio e bem-estar, isto por conta da retirada das energias vitais da pessoa, o que não deixa de ser uma forma de parasitismo espiritual inconsciente. Da mesma forma, por conta de um fenômeno denominado de Ressonância Vibratória, o espírito sofredor transfere gradualmente para a pessoa, as suas sensações de mal estar, perturbações e sofrimentos por que passa.

Esse processo compromete inicialmente o perispírito da vítima; em seguida tranfere para o corpo físico, as mesmas sensações de mal estar de que ele, o espírito, é portador. Digamos que o espírito quando na Terra, tenha sido um cardíaco; logo a vítima vai acusar crises de palpitações ou dores intensas semelhantes a um quadro de angina ou enfarte do miocárdio. Se o espírito, quando na Terra, foi um tuberculoso, a pessoa assediada passará a apresentar tosse, febre vespertina, inapetência e perda de peso, e assim por diante. Aí, caracteriza-se a Indução Espiritual; que é muito mais freqüente do que nós imaginamos.

Esse procedimento pode acontecer a qualquer um de nós, independentemente do fato de se tratar de um espírito familiar. Basta que haja uma atração magnética qualquer entre o espírito e a pessoa, para que o desagradável fenômeno se estabeleça e evolua gradualmente. Nesses casos, a recuperação do enfermo não depende apenas do tratamento medicamentoso. É preciso que se faça também o tratamento ao espírito desencarnado. Uma vez ele esclarecido da situação que provoca, reconhece o estado em que se encontra lamentando o mal inconscientemente praticado e concorda em se afastar sem maiores dificuldades, recebendo então a chance de ser recolhido pelos benfeitores da espiritualidade. A partir desse momento, cessam como por milagre, os sintomas que comprometiam a pessoa. Agora imaginem os irmãos, quantas pessoas vitimadas por Indução Espiritual, lotam os consultórios dos clínicos, em busca de um alívio que só pode ser encontrado nos Centros Espíritas. Por isso, a necessidade da medicina convencional espiritualizar-se, para melhor conhecer a realidade das “doenças fluídicas”, ainda não descritas nos tratados de patologia clássica.

Após todo este conhecimento, certamente vem a pergunta: Como podemos nos imunizar contra esse tipo de influência? – O principal para esses distúrbios espirituais, quaisquer que sejam, reúne algumas atitudes nem sempre levadas em conta pela maioria das pessoas. Por exemplo, citamos: A consciência sem culpa, vivência dos sentimentos nobres, equilíbrio comportamental e orações diárias, pelo menos, uma ao levantar, agradecendo a Deus por lhe conceder mais um dia de existência na tarefa do aperfeiçoamento espiritual, e outra ao se recolher ao leito, agradecendo pelas bênçãos recebidas e, até mesmo pelas dificuldades ou dores que passou, que representam quitações de débitos e degraus no progresso espiritual. Portanto, não se deve estranhar a sábia advertência de Jesus, ao nos sugerir a oração e a vigilância para não cedermos às tentações. Caso estejamos em dia com tais preceitos, é como se estivéssemos vacinados contra a maioria das perturbações espirituais, ou protegidos por uma muralha ao nosso redor. A nossa psicosfera individual, com a proteção dos bons guias espirituais, torna-se mais fortalecida em virtude do nosso padrão vibratório mental mais elevado, afastando e dificultando a sintonia das espíritos sofredores e dos obsessores, no caso das induções espirituais.

Para nos prevenirmos dos males morais é necessário a moralidade dos nossos pensamentos, palavras e atos, únicos capazes de nos fortalecer e nos garantir a saúde integral. Por outro lado, a oração, o cultivo dos bons sentimentos, os atos nobres e o otimismo, podem nos imunizar até mesmo contra as doenças do mundo material. Assim, admite-se uma condição orgânica e mental melhor, naqueles que mantém elevada a sua integridade psicofísica. Quanto mais elevada for, menos a pessoa estará predisposta ao contágio das infecções corriqueiras, sempre presente nos que se apresentam desgastados pelas preocupações passageiras, ansiedades incontroláveis e paixões obsessivas. Lembremo-nos do velho aforismo que diz: “Mente saudável, corpo sadio”, uma verdade reconhecida pelos antigos filósofos e comprovada hoje, pelos pesquisadores da psiconeuroimunologia.

É preciso que as pessoas estendam o seguinte: A existência na Terra é um bem divino concedido por Deus, com a finalidade de proporcionar o progresso moral dos seres humanos. Se sacrificamos o nosso patrimônio orgânico que é o corpo, apelando para os exageros e praticando vícios, nada mais justo que colhermos mais adiante, os frutos da nossa plantação inconseqüente. O perispírito durante a encarnação, absorve e registra os atentados cometidos contra o nosso corpo psicofísico. As lesões infligidas ao ser espiritual ou o perispírito, não se apagarão com o tempo; será necessária a remoção para o corpo, em forma de enfermidades de ordem expiatória, para que ambos voltem a vibrar em padrão saudável de harmonia e equilíbrio.

O consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e drogas, trás sempre implicações espirituais. As pessoas que se iniciam no cigarro, no álcool e nas drogas, o fazem por curiosidade ou influência de más companhias. Porém, com o passar do tempo, os espíritos viciados em estado de perturbação, delas se aproximam na condição de vampiros sedentos de prazeres e sensações inferiores, e passam a subjugá-las, não só estimulando o desejo descontrolado de mais consumo, como sugando-lhes com volúpia as energias vitais. Assim funcionam quando se tratam de obsessões clássicas. Porém, existem outras formas de obsessões espirituais bastantes complicadas. Com o intuito de alertar, comentaremos a seguir, o caso de um dependente crônico, vítima de uma obsessão complexa, desde que não tenhamos o hábito do “Orai e Vigiai”, prescrito por Jesus.

Conta-nos o Dr. Vitor Costa, médico espírita, que certa vez compareceu ao Centro Espírita do qual faz parte, um jovem de 18 anos, dependente de drogas. Era lastimável o seu estado e os familiares, como último recurso de recuperação, ansiavam por um tratamento espiritual. Seguindo a orientação dos mentores espirituais, o grupo mediúnico com o apoio dos espíritos terapeutas, iniciou o tratamento lançando uma espécie de rede magnética em volta do rapaz, com o objetivo de reter as entidades maléficas. Na seqüência, o chefe do grupo dos espíritos obsessores, aprisionado, manifestou-se por intermédio de um outro médium presente e foi estabelecido um diálogo que permitiu o conhecimento dos seguintes detalhes: - Que esse grupo de espíritos obsessores tinha como objetivo, escravizar a juventude moralmente desprevenida e aprisioná-la com a finalidade de induzi-la à rebeldia, subjugá-la aos vícios e submetê-la às mais variadas experiências anti-éticas e maldosas. O chefe informou ainda que, a exemplo do que eles praticavam, havia muitos outros grupos que também agiam de forma semelhante, tentando desviar os jovens do bom caminho e comprometer o futuro da família e da própria sociedade. Foi-lhe perguntado como conseguiam aprisionar as pessoas de forma tão eficaz, e ele respondeu, dizendo: “Para nós é muito fácil. Meus companheiros procuram as pessoas que estão com a mente vazia, e não estão protegidas pelas orações, boa moral e atos bondosos, principalmente nos ambientes terrenos comprometidos pela promiscuidade, a exemplo dos “inferninhos”, bares mal freqüentados e locais onde as pessoas se entregam aos exageros com o fumo, o álcool e as drogas. A mente ociosa e desprotegida assim como a intoxicação orgânica produzida pela mistura do fumo, do álcool e das drogas, afrouxam os laços perispirituais dos ingênuos, deixando-os totalmente a nossa disposição e controle. Enquanto as pessoas imaginam-se senhoras de si, e as outras em ilusórias “viagens psicodélicas”, em verdade, mergulham nas zonas sombrias do astral inferior, momento em que nos aproveitamos para obsidiá-las e instalar em seus cérebros astrais, placas parasitárias que nos permitem controlá-los à distância. A partir daí, elas se tornam nossas escravas. Dificilmente se curam com os tratamentos desintoxicantes, pois uma vez de alta hospitalar, recaem em nossas mãos, respondendo aos estímulos emitidos pelos aparelhos controlados por nós...” e após estas palavras, gargalhava de forma sinistra.

Após esse diálogo, o espírito malévolo foi convidado a desmontar os tais aparelhos e apagar os registros, e os nomes de centenas de outros jovens a eles vinculados pelos laços da subjugação espiritual. Em seguida os espíritos maldosos foram encaminhados em sono magnético, a uma das “casas transitórias”, especializadas na recepção e tratamento prolongado de espíritos desviados do bem, pelos mentores espirituais terapeutas. Nesse mesmo tempo, assistido por outros guias terapeutas, o perispírito do jovem era submetido à delicada reconstrução magnética, com a colaboração dos neurologistas espirituais. E com outras intervenções procedidas e o apoio dos familiares com orações, o paciente meses depois, encontrava-se completamente recuperado de seu pesadelo.

É oportuno adiantar a seguinte informação aos grupos mediúnicos. A maioria dos casos de obsessão e de dependência às drogas, estão relacionados com os aparelhos parasitas aqui mencionados. Bom seria que os grupos que trabalham mediunicamente sob a orientação da Doutrina Consoladora, respaldados na máxima evangélica do “daí de graça o que de graça recebestes”, melhor conhecessem a técnica da Apometria, desenvolvida pelo Dr. José Lacerda de Azevedo, pois certamente, prestariam auxílio muito mais objetivo aos enfermos do corpo e da alma; recomenda o Dr. Vitor Ronaldo Costa, médico espírita e autor de várias obras doutrinárias, e com vastos conhecimentos nos campos da mediunidade e da obsessão espiritual, praticadas em hospitais espíritas.

Em relação a qualquer tipo de dependência, o melhor remédio ainda é prevenir. Remediar, têm um preço muito alto e exige um esforço concentrado por parte do enfermo, dos familiares e dos demais segmentos. Não desconhecendo o grande auxílio trazido pela Apometria, minimizando o tempo de recuperação dos pacientes, desfazendo as ligações dos marginais invisíveis, insistimos na prevenção, que deve ser iniciada desde cedo nos lares cristãos e nos lares espíritas, onde o conhecimento de causa, mais nos aproxima da realidade espiritual.

Nos dias atuais em que a falta de moralidade, os vícios e os crimes de todas as natureza campeiam, torna-se mais necessária uma maior aproximação de pais e filhos. O diálogo e a camaradagem construída na ausência de repressões violentas, produzem efeitos miraculosos. A desatenção dos pais, as vezes obriga ao pagamento de um preço muito elevado e as custas de tristezas, aflições e sofrimentos. Os pais, quanto mais ligados aos filhos, maior conhecimento adquirem de suas necessidades, fraquezas e carências. Nem sempre é fácil lidar com os adolescentes, principalmente quando os pais, repressores ou permissivos, não buscam o fortalecimento dos laços de amizade que devem existir entre ambos. Podemos pelo menos adverti-los para a vigilância e discutir com franqueza, os males que enxameiam na sociedade. Os mais rebeldes devem receber especial atenção, orientação e um pouco mais de cuidados e vigilância, para que não aprendam lá fora, as lições indevidas com os pseudo-mestres do mundo; porque aí as coisas se complicam mais.

Sempre que o comportamento apresentar sinais de desvios ou uma certa divergência dos padrões de normalidade, os pais devem, além de procurar saber os motivos, com certa habilidade, ou até mesmo convidá-lo a ir a um Centro Espírita, fazer uma investigação mediúnica. A experiência confirma: quanto mais cedo agirmos, maiores as chances de recuperarmos os filhos ou parentes das malhas das trevas. Evitar as discussões inflamadas e humilhantes, responsáveis na maioria das vezes, pelas barreiras no relacionamento familiar. Na verdade, a maioria das pessoas, conforme opinião dos estudiosos do comportamento humano, se mostra acessível à pedagogia do entendimento e amor, únicas formas de vivência sadia.

Rememorando o que foi dito:- Como acontece a obsessão? – Ela sempre decorre de uma imperfeição moral da pessoa, que dá ascendência (condição de manipulação) a um espírito mau.
Como atua o espírito causador da obsessão? – O perispírito do obsessor se identifica com a pessoa, pela sintonia, ficando esta, enlaçada e constrangida a proceder contra sua vontade.

É possível neutralizar a influência do espírito obsessor? – Sim. Para isso é necessário agir de acordo com a questão nº. 469 de “O Livro dos Espíritos”, que recomenda fazer o bem (para ter mérito) e depositar toda confiança em Deus

O passe magnético é importante no tratamento da obsessão? – Sim. Como o obsidiado está envolto e impregnado de fluído pernicioso, para desembaraçar-lhe é preciso a atuação do fluído bom, capaz de neutralizar o mau fluído, o que pode ser obtido por meio da terapêutica do passe magnético.

Quando a tarefa da desobsessão se torna mais fácil? – Quando o obsidiado, compreendendo a situação em que se encontra, procura auxiliar-se com suas preces e o trabalho em curso.

A prece é um recurso importante no trabalho desobsessivo? – Sim. A prece em todos os casos de obsessão, é e será sempre o mais poderoso meio de que dispomos, para demover ou afastar o obsessor dos seus propósitos maléficos.

Quais os principais recursos espíritas que podemos utilizar no tratamento da obsessão? – São sete os principais recursos que devemos usar nessa tarefa. 1- Conscientização, por parte do obsidiado e de seus familiares, de que paciência é fator essencial, e que as imperfeições morais do obsidiado é o maior obstáculo à sua cura; 2- Fluidoterapia (passes magnéticos e água fluidificada); 3- Vigilância e preces constantes; 4- Laborterapia (desenvolver algum tipo de caridade); 5- Renovação das idéias através da boa leitura (O Evangelho), da conversação e da assistência de boas palestra; 6- Culto do Evangelho no Lar; 7- Doutrinação do espírito obsessor, nos Centros Espíritas, em grupos mediúnicos, em cujas reuniões a presença do enfermo não é necessária; somente o seu nome e endereço.

Estas são, portanto, as considerações finais sobre qualquer tratamento de obsessão.



Bibliografia:
Revista “Resenha Espírita”
Acréscimos e correções.


Jc.
S.Luis, 21/10/2002

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O MAL E O BEM

O MAL E O BEM

Allan Kardec na pergunta 629 de “O Livro dos Espíritos”, faz a indagação: “Que definição se pode dar a moral?” Resposta dos Espíritos Superiores: “A moral é a regra para se conduzir bem, quer dizer, a distinção entre o mal e o bem. O ser humano se conduz bem, quando faz tudo em vista e para o bem de todos, porque, então ele observa a lei de Deus. Assim, fazer o bem é se conformar com a lei de Deus; e fazer o mal é infringir essa lei. Quando comeis muito, isso vos faz mal. É Deus que vos dá a medida do que vos é necessário. A lei natural traça ao ser humano, o limite de suas necessidades. E quando ele a ultrapassa, é punido pelo sofrimento. Deus deixa à pessoa, a escolha do caminho; tanto pior para ela, se toma o caminho do mal; sua peregrinação será mais longa e penosa. É preciso que o espírito adquira experiência, e para isso, é necessário que ele conheça o mal e o bem. Aquele que não faz o mal, mas que aproveita do mal feito por outro, é como se o cometesse; aproveitar é participar do ato. Talvez tenha recuado diante da ação, mas encontrando-a pronta, ele a usa, comprovando que o faria ele mesmo, se pudesse ou ousasse.”

O Evangelho nos fala do bem e do mal sofrer; de pagar o mal com o bem. Porém, o que é o bem? – O bem é tudo o que faz bem? – O que é o mal? – O mal é tudo o que faz mal? Nem sempre... As vezes um aparente bem, pode se transformar num mal; assim como de um mal pode proceder um bem. Exemplifiquemos para melhor compreensão:

Quando castigamos uma criança, aparentamos uma atitude maldosa; porém é para o bem dela. Quando a sociedade manda para a prisão uma pessoa, está possibilitando a ela a oportunidade de se regenerar, e não lhe castigando ou fazendo o mal. Quando deixamos de autorizar uma filha a ir a um determinado lugar, parece que estamos fazendo um mal, o que na verdade fazemos, é que por uma intuição, tivemos um pressentimento de que lhe poderia acontecer algo de mal, e portanto, lhe fizemos um bem. Tomemos outro exemplo: Um ladrão que rouba o salário de uma pessoa, está fazendo um bem para si, embora esteja praticando um mal; o assaltante que planeja muito bem um assalto que vai lhe trazer aparente bem-estar, está praticando um mal. Ao darmos demasiada liberdade aos nossos filhos ainda adolescentes, acreditamos estar praticando um bem; e essa liberdade pode levar a excessos e a prática do mal. Um estrupador se sente bem, praticando o mal em sua vítima. Assim, é preciso entender o que seja o bem e o mal, e como proceder durante a nossa existência na Terra.

Diz uma lenda que ao conceber o quadro “A Última Ceia de Jesus”, Leonardo da Vinci deparou-se com uma dificuldade: pintar o bem na imagem de Jesus, e o mal na figura de Judas, o amigo que o traiu. Ele interrompeu o trabalho até encontrar os modelos ideais. Certo dia, assistindo a um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita para Jesus. Convidou-o então para o ateliê e reproduziu seus traços para o quadro. Passaram-se alguns anos e a “Última Ceia” estava quase pronta, mas Leonardo ainda não encontrara o modelo ideal de Judas. Um dia ele encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbedo, esfarrapado, barbudo, atirado na sarjeta. Pediu ele que levassem aquele homem até a igreja. Da Vinci passou então a copiar o rosto de miséria, tão bem delineado na face do bêbedo, que mal conseguia o homem ficar em pé. Quando Leonardo terminou, o jovem, já um pouco refeito da bebedeira, notou o quadro à sua frente, e disse: “Eu já vi esse quadro antes!” – “Quando?” Interrogou Da Vinci. O homem respondeu: - “Há alguns anos atrás, antes de ficar neste estado de miséria, eu cantava, cantava num coro de igreja. Então apareceu um artista e me convidou para posar como modelo para a face de Jesus, e eu assim fiz.” – Temos assim, a face do Bem ou do mal; só depende do nosso proceder...

No início do século XX, na Alemanha, durante uma conferência com universitários, um professor perguntou: “Deus criou tudo o que existe?” – Um aluno respondeu: “Sim, Ele criou.” – O professor disse então: “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal.” – O jovem ficou calado e o professor feliz de ter provado que a fé era um mito. Outro estudante levantou-se e disse: “Professor, o frio existe?” – O professor disse: “Lógico que existe; você nunca sentiu frio?” – O aluno respondeu: “O frio não existe. Segundo as Leis da Física, o que consideramos “frio” é a ausência do calor.” “A escuridão existe”, voltou a perguntar o aluno. O professor respondeu: “Existe.” – O aluno prosseguiu: “O senhor comete um erro; a “escuridão” também não existe. A escuridão na realidade é a ausência da Luz. A luz pode-se estudar; a escuridão não. Finalmente o aluno perguntou: “Senhor o mal existe?” – O professor disse: “Claro, como disse desde o começo.” – O aluno respondeu: “O mal não existe; o mal é simplesmente a ausência do bem. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existem a Luz e o Calor. O mal é o resultado da Humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”

Muitas pessoas julgam-se merecedoras de irem para o céu, porque acham que bastará não fazer o mal para ser agradável a Deus. Isso já é bom. Não fazer o mal, livra as pessoas de resgates penosos, evita a possibilidade de atraírem espíritos maldosos que se afinam com os atos, e, arranjarem inimigos na Terra como na Espiritualidade, que lhes atrasem a marcha evolutiva. Entretanto, se não fazem o mal, talvez também não façam o bem. E não fazendo o bem, nada mais fazem, senão desperdiçar uma existência, apenas satisfazendo as necessidades do corpo, vivendo sem realmente viver a vida real que é a vida do Espírito. E quando chegam na Espiritualidade, a existência lhes é mostrada como o passar de um filme; aí então tomam conhecimento de que nada fizeram, da inutilidade da sua existência; e o arrependimento e a tristeza de não terem feito nada para avançar espiritualmente, os fazem sofrer.

Não há pessoa alguma que não possa fazer o bem. Só o egoísta, não encontra jamais oportunidade para fazer o bem. Cada dia, a vida dá oportunidades a qualquer pessoa que não esteja cega pelo egoísmo, para fazer o bem, que não é só ser caridoso, mas também útil, na medida em que se pode, e que a nossa ajuda é solicitada. O mérito do bem, está na boa-vontade no trabalho e na dificuldade. Não há mérito se fazer o bem sem trabalho e quando não nos custa nada. Deus tem mais em conta, o que reparte seu único pão, do que o rico que dá do que lhe sobra. Vejamos o que falou Jesus sobre o óbulo da viúva pobre: Assentado diante do gazofilácio (cofre destinado a recolher donativos para o Templo), observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo porém, uma viúva pobre, depositou apenas duas pequenas moedas. Jesus chamando os seus discípulos disse-lhes: “Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os demais ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía.”

Como a lei de Deus determina que o espírito tem que evoluir sempre, então se não fazemos o bem, estamos parados no tempo; talvez porque o espírito esteja precisando de um pequeno descanso para recarregar e poder continuar a jornada em seguida; como também pode acontecer que resolvemos estacionar levado pelo nosso comodismo, pela preguiça e pelo desânimo. Nestes casos, mais cedo ou mais tarde, seremos “alfinetados”, devido a nossa imobilidade, para retomarmos à jornada interrompida de caridade e amor ao nosso próximo, que nos possibilitará galgar os degraus da evolução. Por que então, já que temos a oportunidade e as condições necessárias, não procuramos atender ao determinismo Divino, realizando nossos deveres de Cristãos, evitando novas existências penosas, sujeitos a resgatar pela dor o que recusamos fazer pelo amor?

Segundo a idéia que se fazia antigamente dos lugares de penas e recompensas, era que o céu ficava em cima e o inferno embaixo. Veio a Ciência e provou que a Terra é redonda e um dos menores mundos entre tantos milhões, e que o espaço é infinito; que não há nem alto nem baixo no universo. Assim, fomos forçados a deixar de acreditar que o céu está acima das nuvens e o inferno nos lugares baixos.

Estava reserva à Doutrina dos Espíritos, dar a todas as coisas, a explicação mais racional e mais consoladora para a Humanidade. Assim podemos dizer que carregamos dentro de nós, nosso inferno, quando fazemos a maldade; e o nosso paraíso, quando fazemos o bem. Nosso purgatório, o encontramos nos sofrimentos e provas das nossas existências corporais. A bem da verdade dizemos que, o que está acontecendo nestes tempos de renovação, é que os espíritos dos maus que a morte arrebata todos os dias, e todos aqueles que tentam deter a marcha do progresso espiritual, estão sendo excluídos da Terra e afastados do convívio das pessoas de bem, para não lhes dificultar a evolução e a felicidade. Esses espíritos estão indo para mundos menos evoluídos que a Terra, cumprir missões penosas, onde poderão trabalhar para o seu adiantamento e o adiantamento de espíritos ainda mais atrasados.

“Por que Deus permite que seres tão cruéis vivam no nosso mundo?”, certamente o que nos perguntamos. Seqüestros, atos de terrorismo, assaltos, tráfico de drogas, chacinas, etc... Até quando Deus permitirá isso acontecer? – O mal não faz parte da natureza íntima do espírito; é uma anomalia, como o são as enfermidades. O bem, tal como a saúde, é o estado natural, é a condição normal do espírito. Um corpo doente constitui um caso de desequilíbrio, o mesmo acontece com o espírito transviado, rebelde, viciado, criminoso. Há tantas variedades de distúrbios psíquicos quantos distúrbios físicos, aos quais a medicina dá variadas denominações. A origem do mal, quer no corpo quer no espírito, é a mesma; a infração das leis de Deus, causadas pela ignorância dos seres humanos, capazes de todas as insânias.

Quando Jesus ensinou o “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos fazem mal”, proclamou um preceito altamente humanitário. A benevolência contrastando com a agressão, é o único processo educativo capaz de corrigir e regenerar o pecador. Para eliminar-se o mal da Terra, é preciso que se apliquem métodos naturais que é a educação do espírito. Com o velho sistema de querer eliminar o criminoso, nada se logrará de positivo, porquanto eles continuarão malfeitores na espiritualidade e reencarnarão na mesma condição. A medicina jamais pensou em eliminação dos enfermos. Toda a sua preocupação está voltada para curar os doentes. O mesmo processo deve tratar os distúrbios que afetam a moral dos indivíduos. Para a sociedade, é muito mais fácil encarcerar ou eliminar o criminoso; educá-lo é mais difícil, mais trabalhoso, demanda tempo. A educação previne o vence o mal. O homem educado conhece o senso da vida, age com critério, com discernimento e é um valor social. Retirem-se os delinqüentes do convívio social, como se faz com o doente que ameaça a saúde pública; mas deve-se prestar a ambos a assistência necessária.

A Doutrina dos Espíritos nos oferece muitas informações que nos ajudariam a modificar um pouco essa situação. Ela nos mostra que o mundo onde vivemos foi reservado para os espíritos menos evoluídos, cujo caráter predomina o mal sobre o bem, o egoísmo sobre a caridade, o ódio sobre o amor. Deus não colocou espíritos cruéis em nosso mundo; nós, por ainda sermos inferiores é que nos condenamos a viver em um mundo onde habitam espíritos cruéis. Não são eles que estão em nosso mundo; nós é que estamos no mundo deles. Outra coisa é a lei do progresso que a tudo rege. Segundo essa lei, não existe o mal eterno. Todas as almas e espíritos um dia estarão voltadas para o bem, único estado espiritual que traduz a harmonia das Leis de Deus.

É pelo progresso moral e pela prática das leis divinas que nós atrairemos para a Terra, os bons Espíritos, fazendo nela reinar, o Amor e a Justiça, que são as fontes do bem e da felicidade. Para a nossa evolução e a condição de escolhidos, precisamos fazer o bem; um pensamento positivo, uma prece, um sorriso, um gesto fraterno, uma boa palavra, um conselho elevado, um simples copo com água, nos faz uma pessoa de bem e nos conduz ao Reino de Deus. Vamos praticar o bem para que a bondade do Senhor também venha até nós.

Cada criatura neste mundo, se sofre a influência dos espíritos inferiores que tentam arrastá-la para o mal, também recebe a influência dos bons Espíritos que a estimulam à prática do bem. Segundo os Espíritos Superiores, a Terra cumpre o papel de imenso educandário. Se recebeu no passado, espíritos perseverantes no mal, e que hoje desencarnando não estão voltando à Terra, e os que aqui ainda se encontram em última oportunidade, nunca porém deixou de receber também o socorro de Espíritos evoluídos, para despertar em todos, com seus exemplos de vida, o sentimento da prática da caridade e do amor sublime. Buda, Jesus, Francisco de Assis, Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Allan Kardec, Eurípedes Barsanulfo, Chico Xavier, Divaldo Franco e muitos outros desconhecidos, foram exemplos de Espíritos enviados por Deus para nos orientar e encaminhar.

Todos nós somos convidados a participar, a colaborar com o mundo em que vivemos, das mais variadas maneiras... Toda hora é hora de praticarmos o bem. Se o mundo continua inferior, é porque nós, que já não temos ódio nem praticamos atrocidades, ainda não tivemos a coragem suficiente para colaborarmos de forma eficiente, a favor de uma humanidade menos primitiva. Somos almas humanas, porém o que mais nos falta ainda é o sentimento de fraternidade.

A renovação da Terra está se realizando lenta e progressivamente, pela partida dos espíritos inferiores que estão sendo encaminhados para mundos atrasados, e com a chegada de Espíritos mais elevados e evoluídos moralmente. As novas gerações de Espíritos, que estão se sucedendo, inicialmente inteligentes, depois moralizados e finalmente evangelizados, estão renascendo por toda parte, já possuídos de propostas elevadas e moralizadoras, que farão a transformação do mundo, até aqui voltada para o mal, para um mundo de regeneração, onde o bem será predominante. Os herdeiros da Terra poderão criar uma nova sociedade onde a justiça, a fraternidade, e o amor entre as pessoas e os povos, comprove a evolução do planeta. “Os mansos herdarão a Terra”, disse Jesus. Somente quando os valores morais estiverem na agenda diária de cada um de nós, é que neste mundo haverá menos seres primitivos e mais seres evangelizados. E para que isso aconteça é necessária a nossa colaboração; todos somos convocados a participar dessa tarefa, no sentido de afastar a maldade do nosso convívio com as demais pessoas,, para vivermos uma nova época de regeneração e paz.

Humberto de Campos (espírito), no livro ‘”Boa Nova”, narra que Jesus disse aos seus discípulos: “O ser humano é mais frágil do que mau”, e nos ensina na oração dominical, como evitar o mal, quando dizemos: “Não nos deixeis sucumbir às tentações, mas livra-nos do mal...” Aqui temos que fazer a distinção entre a palavra mau, com u e mal com l. Mau com (u) é o contrário de bom; significa “ruim”, “de má índole”, enquanto que mal com (l) é o contrário de bem; significa “erradamente” “desagradável”.

Finalizando e rememorando Allan Kardec quando perguntou aos Espíritos Superiores, o que era o Bem. Ora, com nosso conhecimento poderíamos responder: O bem é aquilo que faz bem. Os Espíritos porém, respondem: “O bem é tudo aquilo que está conforme às Leis de Deus”. Kardec fez então outra pergunta: “E o que é o mal?” Os Espíritos respondem: “O mal é tudo o que está contrário a Lei de Deus.” Kardec fez então a terceira pergunta: “Onde está escrita a Lei de Deus?” Os Espíritos respondem apenas: “Na consciência.”

Assim como o mal que fazemos aos outros, pelo pensamento, pelas palavras e pelas ações, ficam gravadas na nossa consciência e retorna a nós; assim também acontece com o bem que se faz as outros, porque faz bem primeira a nós. Se bem queremos entender, o nosso próximo a quem fazemos o bem, é o veículo ou o instrumento pela qual fazemos o nosso próprio progresso espiritual. Só exercitando o sentimento maior da Lei de Deus, que é o Amor, e em conseqüência o bem, poderemos ingressar nos planos superiores e sermos realmente felizes e abençoados...

Que a Paz do Senhor esteja em nossos corações.


Jc.
26/10/2004

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A CASA DO CORAÇÃO

A CASA DO CORAÇÃO


O poeta alemão Frederico, criou um poemeto que assinala profunda lição de espiritualidade:

“O coração tem dois quartos: moram ali, sem se ver, num a Dor, e noutro o Prazer.

Quando o Prazer no seu quarto, acorda cheio de ardor,
No seu, adormece a Dor...

Cuidado, Prazer! Cautela. Canta e ri mais devagar...
Não vá a Dor acordar...”


O JOGO DO CONTENTE


Na Bíblia, existem oitocentos versículos que recomendam alegria, bom ânimo, contentamento. Assim, o jogo do contente consiste simplesmente em encontrar em tudo, em todas as coisas que acontecem, uma razão... para ficar contente; vendo o lado positivo de qualquer situação. A exemplo de um imperador romano, que dizia a si mesmo ao acordar toda manhã: “Vou encontrar um curioso, um invejoso, um ingrato, um bruto, um enganador. Todos são assim, por ignorância do mal e do bem. Quanto a mim, que já tenho conhecimento da natureza do bem, que é a Lei de Deus, e do mal que é a imperfeição do ser humano, não posso voltar-lhe as costas, pois todos somos irmãos e nascemos para cooperar na mesma obra.”


O MANDAMENTO DE MARIA


O único mandamento de Maria, registrado no Evangelho, foi numa festa de casamento em Caná, quando disse: “Fazei tudo quanto Ele vos disser”...

Esse mandamento é na verdade, obedecer a Jesus... é fazer tudo o que Ele nos ensinou. Aquelas palavras de fé, devem ser obedecidas com sinceridade como bênçãos para as horas de alegria e tristeza, de paz ou desarmonia, de trabalho ou descanso...







AS TRÊS ORAÇÕES DAS ÁRVORES


Antiga lenda conta que três árvores ainda jovens pediram a Deus, lhes concedessem destinos gloriosos e diferentes. A primeira disse que desejava ser empregada no trono mais soberano da Terra; a segunda pediu ser utilizada na construção de uma condução que transportasse os tesouros desse rei poderoso: a terceira desejava ser transformada numa torre, nos domínios desse rei, para indicar o caminho do Céu.

Um mensageiro angelical disse às árvores que o Todo-Poderoso lhes atenderia as petições. Tempos depois, lenhadores vieram e cortaram as árvores. Arrastadas para fora do ambiente familiar e confiadas nas promessas do Supremo Senhor, se deixaram conduzir com humildade.
A primeira, foi entregue a um criador de animais que mandou convertê-la
num cocho destinado a alimentar os animais; a segunda, foi adquirida por um velho que construía barcos; e a terceira, foi guardada numa cela de malfeitores para servir em momento oportuno.

As árvores mesmo separadas não deixaram de acreditar na promessa do Eterno. No bosque, as outras árvores tinham perdido a fé no valor da oração, quando após anos, vieram a saber que as três pedintes haviam obtido as concessões solicitadas.

Quais os seus destinos ? - A primeira, forrada de panos singelos, foi onde Maria de Nazaré depositou o menino Jesus, servindo de berço ao Messias; a segunda, utilizada num barco, serviu a Jesus para transmitir sobre as águas, muitos dos seus belos ensinamentos; a terceira, convertida apressadamente num cruz, em Jerusalém, seguiu com Jesus para o monte, e ali, ereta, indicou o verdadeiro caminho do Reino Celestial.

Moral da história: Todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces, orações, no entanto, nós precisamos cultivar a paciência e a humildade, para esperar e compreender as respostas de Deus.

Cada oração foi atendida de maneira diferente... Sempre pedimos o que nos parece bom, mas estejamos certos de que Deus nos concede sempre o melhor...


S.L. 02/03/08

O VALOR DO SER HUMANO

O valor do homem não pode ser medido por sua origem, por sua profissão, pelo dinheiro que possui, pela posição social, pelo poder que exerce; mas pelo seu empenho em contribuir para a harmonia e o bem-estar da sociedade em que vive, seja ele o presidente da república, ou o mais humilde trabalhador braçal...


NOVO COMEÇO / NOVO FIM

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...”
Chico Xavier