domingo, 18 de dezembro de 2011

CAMILO RODRIGUES CHAVES

CAMILO RODRIGUES CHAVES

Camilo Rodrigues Chaves destacou-se como figura marcante na Doutrina dos Espíritos e na situação política de Minas Gerais.

Detentor de vasta cultura humanística, falava corretamente as línguas italiana, francesa e espanhola, conhecendo também o latim clássico e o grego antigo. Sua sensibilidade artística permitia-lhe executar ao piano, com admirável perfeição, obras de consagrados mestres da música mundial. Foi ainda orador, poeta, escritor, jornalista, comerciante, fazendeiro e advogado.

Filho de João Evangelista Rodrigues Chaves e Maria Matilde do Amaral Chaves, era natural do povoado de Campo Belo do Prata, hoje cidade de Campina Verde, Minas Gerais, onde nasceu no dia 28 de julho de 1884. Casou-se com Damartina Teixeira Chaves, e nasceram os filhos, Hélio Chaves, Camilo Chaves Junior e Fábio Teixeira Rodrigues Chaves, dos quais apenas o último permanece encarnado.

Aos nove anos de idade, seus pais consentiram que o Bispo de Goiás, Dom Eduardo Duarte Silva, o levasse para Roma, onde seguiria a carreira eclesiástica, ingressando no Colégio Pio Latino-Americano. Ali estudou e formou-se na Universidade Gregoriana do Vaticano, diplomando-se, em Teologia, Filosofia, Ciências Naturais e Matemática. Porém, antes de receber a Ordem Eclesiástica, resolveu voltar ao Brasil por sentir que não tinha vocação para o sacerdócio.

Sua primeira obra literária “Romance da Terra e do Homem do Brasil Central” definiu-lhe o conteúdo e teve grande acolhida no meio intelectual. Foi vereador, deputado e senador do antigo Congresso Mineiro, quando se dedicou às lides políticas, desfrutando de grande prestígio em todo o estado de Minas Gerais. Criou em Uberlândia a Fazenda Experimental da Semente. Foi professor no Liceu de Uberlândia e no Colégio Nossa Senhora das Lágrimas.

Na revolução de 1930, foi escolhido Comandante das Forças Revolucionárias do Triângulo Mineiro. Abandonou a política, após conhecer o Espiritismo, para dedicar-se às letras e á divulgação da Doutrina Espírita, quando escreveu o extraordinário romance histórico “Semiramis, rainha da Assíria e Babilônia”, cuja terceira edição apareceu em 1989, pela editora LAKE, de São Paulo. Foi presidente da União Espírita Mineira, de 1945 até fevereiro de 1955, exercendo o mandato com líder autêntico, com atuação marcada pelo dinamismo e dedicação à Doutrina Espírita. Durante a sua gestão, foi iniciada a construção da sede da Casa Máter do Espiritismo em Minas Gerais, cuja inauguração se deu no dia 18 de abril de 1956. Inaugurou na União Espírita Mineira a Assistência Dentária e a Farmácia Homeopática, serviços que eram prestados gratuitos a milhares de necessitados.

Fez ainda circular com regularidade o jornal “O Espírita Mineiro”, órgão de orientação doutrinária. Elaborou novo Estatuto e ampliou os departamentos da entidade, como o Departamento da Mocidade Espírita e o Conselho Federativo,
conforme as normas constantes do Pacto Áureo de Unificação. Promoveu o II Congresso Espírita Mineiro, quando foi aprovada a Declaração de Princípios Espíritas. Foi presidente da União Espírita Mineira por dez anos consecutivos e ainda, fundador do “Cenáculo Espírita Tiago - o Maior”, presidente de honra do Centro Espírita “Amor e Caridade”, fundador da Sociedade de Amparo à Pobreza, mais conhecida como “Sopa dos Pobres”, conselheiro, sócio e irmão benemérito de várias sociedades espíritas, que lhe adotaram o nome.

Missionário da Boa Nova, caridoso e afável, soube granjeara admiração de quantos com ele conviveram. Não alimentava mágoas nem ressentimentos, exemplificando, como cristão verdadeiro, o amor e o perdão incondicional. Sua desencarnação, aos 70 anos de idade, se deu em 3 de fevereiro de 1955 e teve grande repercussão em Minas Gerais, tendo o Governador do Estado decretado luto oficial.

Numa reunião mediúnica realizada em 14 de abril de 1955, os Benfeitores Espirituais reservaram ao grupo que a realizava, uma grata surpresa: a presença do espírito do velho amigo e confrade Dr. Camilo Rodrigues Chaves, desencarnado dois meses atrás em Belo Horizonte. Foi a primeira vez que os confrades do grupo tiveram o ensejo de observar um companheiro recém-desencarnado, comunicar-se no plano material com tanto equilíbrio e segurança. Ele, pelo médium, se apresentou diante de todos pela voz que lhe era peculiar. Eis a mensagem que deixou:

“Irmãos, como discípulo de Jesus, afastado temporariamente da Terra, venho visitar-vos e agradecer as vibrações amigas e benéficas. A passagem para a Espiritualidade, para mim foi benigna e rápida, no entanto, a desencarnação mental, propriamente considerada, continua para o meu espírito, porque o ser humano não se desvencilha, de chofre, dos hábitos que lhe marcaram a existência. Os deveres, as afeições, os projetos planejados para o futuro, constituem laços ao pensamento. Ainda assim, tenho comigo a bênção da fé, ajudando-me na gradativa liberação. Sinto-me, por enquanto, na posição de convalescente inseguro, esperando recuperar-se; contudo, já sei bastante para afirmar-vos que, neste “outro lado da vida”, o nosso espírito sobrevive como pressentimos na Terra, mas nem todas as situações se desdobram aqui, segundo imaginamos.

A experiência continua sem saltos, o espírito se prolonga sem alterar-se. O perispírito rarefaz-se e, de algum modo, se modifica, sustentando, porém, às características que lhe são próprias, e o túmulo representa apenas uma transposição de plano em que a nossa consciência encontra em si mesma, sem qualquer fantasia. Compreendo, assim, agora, com mais clareza, a função da Doutrina dos Espíritos, como instituto mundial de educação renovadora de almas, junto a qual precisamos empenhar interesse e energia. Não vela tomar a Doutrina a serviço nosso, quando é nossa obrigação viver a serviço dela. Escravizá-la às vantagens particulares, nos caprichos e paixões da luta terrestre, é acrescer compromissos e débitos, adiando a nossa própria emancipação e evolução.

Sem a cápsula física, nosso conhecimento da verdade é mais íntimo e verdadeiro.
Daí o motivo de nos doerem fundo, as omissão que todos trazemos para cá, e a nossa preocupação de não haver feito pelo bem, tudo aquilo que poderíamos ter realizado, no transcurso de nossa existência terrena. Não nos iludamos. Exercer a caridade, alimentando os famintos e agasalhando os nus, é simples dever nosso, em nossas novas noções de solidariedade e justiça. E não nos esqueçamos de que a caridade real será sempre iluminar o espírito humano para que ele se conheça e ajude a si próprio. Deus permita que possais ver mais longe que nós, os companheiros que vos precederam na grande viagem, atendendo ao serviço primordial que vos desafia! Sem a assimilação dos postulados, de maneira intensiva, utilizando consciência e coração, raciocínio e sentimento, falecer-nos-á o discernimento e não teremos a elevação moral e, sem elevação moral, a Doutrina Espírita, não obstante a sua legitimidade, será estagnação no primitivismo.

Procuremos Jesus, afeiçoando-nos a Ele, para que os nossos irmãos da senda evolutiva e de atividade regeneradora o encontrem conosco. Meus irmãos, por agora, esta é a nossa tarefa maior”.


Bibliografia:
Marinei Ferreira Rezende
Jornal “O Espírita Mineiro” março/abril de 2003.
+ pequenas modificações

Jc.
S.Luis, 28/11/2011

AS IMPERFEIÇÕES E AS MORTES VIOLENTAS

AS IMPERFEIÇÕES MORAIS E AS MORTES VIOLENTAS

Que o planeta Terra é constituído, em grande parte, por espíritos moralmente bastante atrasados, é um fato que poucas pessoas ignoram. Não admira, portanto, ver por toda parte sinais dessa inferioridade, tanto no hemisfério norte como também no hemisfério sul, não importando a filosofia religiosa cultivada por este ou aquele povo. Os desmandos de Kadafi e sua morte trágica, ocorrida recentemente, são mais um exemplo do que dizemos.

Como conseqüência dessa inferioridade moral, são muitos numerosos os espíritos inferiores que habitam o plano espiritual, que é o reflexo do que se verifica no plano terreno, onde vivemos. A ação desses espíritos, capaz de influenciar nossos pensamentos e nossos atos constituem, pois, parte integrante das dificuldades enfrentadas pela humanidade inteira.

Inegavelmente, vivemos um período em que a violência se acentua, tomando conta, quase que inteiramente, dos meios de comunicação. São notícias diárias de seqüestros, assaltos, roubos, estupros, homicídios e mortes causadas por acidente de carros. Essa violência é fruto da nossa imperfeição moral; da predominância dos instintos agressivos adquiridos pelos espíritos (nas vivências evolutivas no reino animal), que a razão ainda não converteu em expressões de amor.

Neste período de transição planetária, vivenciamos o ápice das provas e expiações, de forma que a violência atinge índices alarmantes, praticada por espíritos ainda primários, que não desenvolveram os sentimentos nobres, os quais nesse processo de expurgo evolutivo (separar o joio do trigo) após a desencarnação, já não terão mais condições vibratórias de reencarnar no planeta Terra, como ensinava Jesus. Lembramos outra assertiva de Jesus quando disse: “Os mansos herdarão a Terra”.

A razão deste artigo é abordar a incidência do planejamento nos casos de mortes violentas, isto é: A vítima teria que desencarnar dessa maneira? E o agressor também teria assumido o papel de algoz antes de reencarnar? Alguns espíritas, defendem a idéia de que a morte causada pela violência alheia não fazia parte do contexto reencarnatório, em virtude de que ninguém reencarna para fazer o mal, portanto o agressor não havia planejado matar alguém, de tal sorte que a vítima desencarnaria em função do mau uso do livre-arbítrio do agressor. Respeitamos os que nutrem esse tipo de vista, porém, sabemos que as vítimas que falecem como conseqüência da violência alheia estão inseridas, basicamente, em três tipos de situações:

1)- Prova – a vítima vivencia uma situação de violência que gera a sua desencarnação, o que lhe trará um teste, um desafio para que ela exercite as virtudes no sentido de perdoar sinceramente o agressor, gerando aprendizado, evolução, tendo esse tipo de morte sido solicitado pela vítima antes da sua encarnação. Lembremos que prova pressupõe avaliação, ou seja, colocar em teste as virtudes aprendidas. Caso vença moralmente a situação, podemos dizer que o espírito alcançou determinada virtude.

2)- Expiação – são as situações mais freqüentes. A vítima de hoje, foi autora de violência em existências anteriores que lesou alguém e, como não se liberou desse compromisso através do amor, sofre as conseqüências na atual existência. Expiar é reparar, quitar, harmonizar-se com as leis divinas.

3)- Missão – algumas almas nobres morrem de forma violenta, uma vez que seus exemplos de amor e tolerância geram simpatias nas pessoas mais embrutecidas; e como exemplo, citamos os casos de Jesus e Gandhi.

Ao abordarmos a questão das violências mais graves, que acabam gerando a desencarnação, não esquecemos as violências menores que vivenciamos em nosso cotidiano, tais como calúnias, traições, indiferença e outras situações que são circunstâncias naturais da existência, num mundo atrasado como o nosso, a estimular nosso aprendizado espiritual, (questão nª 859 do “Livro dos Espíritos”, lembrando o que Jesus já nos alertava: “No mundo só tereis aflições”. Dessa forma, à luz da Doutrina Espírita e da Justiça Divina (a cada um segundo suas obras), temos a certeza de que a desencarnação violenta fazia parte de seu cronograma reencarnatório.

O Livro dos Espíritos, na questão nº. 853-a, nos ensina que nós somente desencarnamos quando chegar a nossa hora, com exceção dos suicidas. Não há acaso, mesmo nas hipóteses de “bala perdida” e erro médico. Não existe desencarnação casual, produzida por falha de terceiros ou mau uso do livre-arbítrio alheio. Assim, no caso de não ter chegado à hora da desencarnação, os benfeitores espirituais interferirão para evitar essa afronta às leis divinas, como numerosos casos que se conhece (capítulo X – Lei de Liberdade – 3ª parte de “O Livro dos Espíritos”, no sub-capítulo “fatalidade”).

A questão crucial diz respeito aos autores dessas violências graves. É da lei divina que ninguém reencarna com o compromisso de matar outra pessoa (veja questão nº. 86l do Livro dos Espíritos). Quando, por exemplo, um agressor optar por assassinar alguém, ele o faz em virtude de sua inferioridade espiritual; ou quando atropela alguém por estar alcoolizado e/ou em excesso de velocidade, o faz em razão de sua imprudência, de forma que, em ambas as hipóteses, está usando indevidamente sua liberdade de escolha e ação, o que lhe gerará compromissos expiatórios. Em virtude de ser o mundo de provas e expiações, há muitos espíritos na faixa evolutiva do primarismo, que se comprazem na violência e na imprudência, de forma que não faltarão matéria-prima nem instrumentos para que se cumpram às leis divinas, quando algum espírito necessite desencarnar de forma violenta.

Assim sendo, quando a vítima reencarna com o compromisso de morrer violentamente, não haverá nesse momento algum espírito pré-determinado a matá-la, que tenha assumido esse compromisso reencarnatório antes de nascer, mas haverá na Terra, inúmeros espíritos atrasados que, ao dar vazão à sua inferioridade (violência ou imprudência), ceifarão a existência daquela pessoa, sua vítima. Esses autores da violência funcionarão como instrumentos das leis divinas. Entretanto, tal situação não os isentará das conseqüências morais e espirituais de suas ações, pois, repita-se, os agressores não estavam pré-determinados a agirem dessa forma; poderiam ter escolhido outro tipo de conduta, e foi Jesus quem nos ensinou que “os escândalos eram necessários, mas ai de quem os causar”.

Como exemplo do ensino, recordemos o recente e trágico caso da escola de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. O assassino poderia ter deixado de agir daquela forma, pois ele não havia planejado aquilo na espiritualidade (antes de nascer), e se não tivesse adentrado na escola e efetuado os disparos, os menores (espíritos) que morreram naquela circunstância continuariam a existência, mas, mais adiante (dias, semanas, meses ou anos), desencarnariam em outra situação violenta, porquanto não sabermos qual o dia e a hora certa para a desencarnação, Poder-se-ia perguntar: Mas como o agressor identifica a pessoa que deve desencarnar? – Aprendemos com a Doutrina dos Espíritos, que a pessoa que deve desencarnar de forma violenta, notadamente no caso de expiação, tem uma vibração espiritual específica, que denuncia e reflete essa dívida com a justiça divina, de forma que o agressor, inconscientemente, identifica-se com ela e promove-lhe a desencarnação.
É essa particularidade vibracional que, da mesma forma, explica outros tipos de violências (estupros, roubos, seqüestros , etc.), fazendo com que o autor do delito aja contra aquele que deve vivenciar a situação traumática. É dessa maneira que compreendemos a Justiça Divina, mas convém enfatizar que a lei divina maior, é a lei do amor. Portanto, conforme assevera o apóstolo Simão Pedro, o amor cobre uma multidão de erros, de tal sorte que, aquele que venha com o compromisso expiatório de desencarnar de forma violenta, poderá amenizar ou diluir integralmente esse débito com as leis divinas, através do bem que realize em sua existência, podendo liberá-lo de uma desencarnação violenta.

Saibamos, portanto, que ninguém neste mundo, passa por algum problema ou situação difícil que não haja criado essa situação, em anos anteriores ou em outra existência. E para que possamos viver em paz, precisamos praticar o bem ao nosso semelhante, criando créditos que serão abatidos de nossas dívidas para com a justiça divina. Lembremo-nos das palavras de Jesus: “A cada um, segundo as suas obras”. Somente Espíritos Superiores que encarnam na Terra como missionários, isentos de resgates, podem sofrer violências para demonstrar aos seres humanos, a resignação, a conformação e a aceitação das situações que devem passar para alcançar a evolução espiritual. O melhor exemplo disso foi o que se passou com Jesus...


Bibliografia:
Astolfo de Oliveira Filho
Alessandro Viana Vieira de Paula
Jornal “O Imortal – 11/2011
Pequenos acréscimos e modificações


Jc.
S.Luis, 12/12/2011

domingo, 6 de novembro de 2011

SER ESPÍRITA

SER ESPÍRITA, NÃO É FÁCIL

Deus, ao nos criar, foi misericordioso, concedendo-nos todas as possibilidades de Espiritualização; livre-arbítrio para atingirmos a meta desejada e ainda a eternidade como tempo; porém, somente conquista a redenção, aquele que se esforça por ela, que por ela trabalha, e não o que a desdenha e aguarda que a felicidade venha ao seu encontro. Por isso, o Mestre Amado, ao voltar ao seu reino, nos legou o código moral do Evangelho, como arma poderosa para essa conquista. Quem fizer esforços para obedecer aos seus preceitos, entrará mais depressa nas claridades desse reino.

Quando há mais de um século, surgiu a Doutrina dos Espíritos, esse mesmo código foi apontado pelos Espíritos Superiores, como base de ação purificadora, norma sagrada para a conduta dos adeptos espíritas. Porém, os que se dizem seguidores dessa Revelação, lamentavelmente, pouco os conhecem na sua verdadeira significação; muitos dizem-se defensores mas não lhe seguem as orientações, não os vivem na sua conduta, nem procuram melhorarem-se; e há ainda os que julgam tal código, simplesmente um livro que, às vezes, lêem e comentam, mas não como um rumo certo e definitivo de vivência. Alguns outros conhecem as passagens, chegam a mencionar João ou Mateus, mas, uma coisa é enaltecer os apóstolos, outra é proceder como eles procederam; uma coisa é admirar sua coragem, sua grandeza moral, outra coisa é seguir seus passos, imitá-los com devotamento.

Conhecendo as dificuldades pela qual passaram os apóstolos naqueles tempos sofridos, e, estabelecendo comparação com os atuais, em nosso meio social; comparando o destemor nas perseguições que sofriam, e as facilidades que desfrutamos hoje, permanecemos e sentimo-nos incapacitados para assumir qualquer compromisso, e deixamo-nos vencer pelo desânimo e comodismo.

Para ser espírita o primeiro dever é servir. E para servir ele não precisa de cargos na política ou na administração pública. Jesus não precisou da política romana ou judaica para cumprir a mais bela e mais eficaz de todas as missões já realizadas no mundo. Kardec, por sua vez, não precisou também da política, para implantar na França e no mundo, a política do amor universal. Nem por isso, o espírita deve abster-se de seus deveres políticos. Pelo contrário, esses deveres devem ser cumpridos rigorosamente, conforme ditar nossa consciência. Resumindo, o espírita desde que aceitou a Doutrina dos Espíritos, alistou-se nas fileiras do amor, seu único partido é o do Reino de Deus, e a plataforma deve ser o Sermão da Montanha. Porém, caso venha a ser elevado a cargo público não deve esquecer a sua qualidade de espírita, e o Amor e a Caridade devem constituir suas armas políticas, mesmo que isso lhe custe a oposição dos próprios companheiros.

Outro dever do espírita é o de respeitar todas as crenças sinceras, todas as religiões que levam a criatura ao Criador, não atacando nem zombando de suas práticas; porém, não tem o direito de, em nome da tolerância, tornar-se cúmplice de práticas ou ensinos teológicos que possam levar as pessoas de volta ao passado de ignorância ou à sua exploração.

A Doutrina dos Espíritos pede a reforma moral dos seus adeptos e todos têm conhecimento desta condição. Entretanto, poucos são os que se esforçam por realizá-la; muitos permanecem indiferentes, transferindo sempre para o dia do amanhã, as iniciativas de tão elevadas atitudes... Convém nos indagar: Para que viemos ao mundo, nesta época tão propícia ao desenvolvimento de esforços redentores? - Não foi justamente para recuperarmos o tempo perdido no passado? Corrigir nossas faltas e resgatar nossos erros?

Pessoas há que pensam que para ser espírita basta apenas freqüentar um Centro Espírita e se dizem espíritas, mas na realidade, o que seria mais importante, era o Espiritismo entrar nelas; isto é, os ensinamentos, as exortações, as lições os bons exemplos, serem assimilados e vivenciados. Não devemos nos iludir pensando que apenas por freqüentar um Centro Espírita, sem tentar e procurar fazer a sua renovação no que diz respeito a vícios, e práticas negativas, já está em melhor condição espiritual, assim como, ninguém também não melhora a sua condição, pelo fato de passar da existência terrena para a espiritualidade. Não existe mérito em chegar a espiritualidade dizendo-se espírita e que freqüentava o Centro Espírita, sem que tenha aprendido e praticado a caridade e o amor ao próximo, que são as máximas que tem valor.

Não seremos espírita se não nos dispusermos a enfrentar nossas imperfeições e tudo fazer para nos livrar delas. Não é fácil, e é por isso que muitas pessoas ao tomarem conhecimento dos ensinos espíritas, resolvem se afastar do meio espírita, por não quererem abdicar de seus procedimentos e por se sentirem fracos para cumpri-los. Porém, se estivermos realmente com o propósito de seguir os ensinos de Jesus, procurando a nossa melhora espiritual, nos livrará de muitas outras existências de sofrimentos. Devemos nos esforçar para vencer esses obstáculos, sabendo que, é de um dia após outro que vamos fazendo o nosso progresso espiritual, assim como uma caminhada, por mais longa que seja, começa com o primeiro passo, a cultura com as primeiras letras. O que diferencia o espírita é o desejo e a força consciente de mudar de atitude; é a renovação interior, e se não nos renovarmos e não nos sentirmos renovados, se não estamos vendo a nossa existência e os acontecimentos de forma diferente, é porque não assumimos a visão filosófica da Doutrina Espírita em nosso dia-a-dia. Se não existir a mudança de mentalidade, freqüentar assiduamente o Centro Espírita, ouvir as palestras, receber o passe, tomar a água fluidificada e ler alguma obra espírita, não faz de nós espírita.

Eu mesmo fui um desses, estive por diversas vezes envolvido no movimento espírita, mas somente desta última vez, foi que o Espiritismo entrou em mim. Foi quando passei a estudar a Doutrina e, por força do conhecimento adquirido, passei a policiar os meus pensamentos; as minhas palavras mal educadas, foram sendo corrigida, os atos desabonadores foram sendo reestruturados, e a minha existência, agora ciente das minhas responsabilidades, passou a ser no sentido da minha melhora espiritual. As minhas diversões até então mundanas, passaram a ser com crianças desamparadas, idosas necessitadas, que me proporcionam a oportunidade de ser útil ao meu semelhante, seguindo a orientação do Espiritismo que recomenda: “Fora da caridade não há salvação.”

Ser espírita verdadeiramente não é fácil para ninguém. Como muitos pensam. A Doutrina nada exige de seus adeptos. A nossa consciência é que nos convoca à transformação no campo moral e a conquistar as virtudes cristãs. Trava-se então, uma verdadeira batalha entre as comodidades e os vícios mundanos, por se estarem ameaçados, que lutam desesperadamente contra nossos novos propósitos e sentimentos de reforma íntima e melhora espiritual. Nessa batalha que se desenvolve em nossa existência, somos às vezes vencedores, outras vezes ficamos vencidos. Mas, se tivermos perseverança no propósito da reforma, seguimos na luta e assumimos os compromissos.

O espírita sincero é somente aquele que primeiramente se esforça por evangelizar-se, passando a viver os testemunhos que o Evangelho exige. Não o são, aqueles que somente pregam, ensinam como fazer e não o fazem; fingem querer mais não querem; querem amar, mas não deixam de ser egoístas e frios; querem crer, mas duvidam; tudo porque não possuem ainda a boa vontade e as virtudes da fé. Como espírita, nosso primeiro compromisso é com o Estudo da Doutrina. Nela encontramos os esclarecimentos necessários; a compreensão das vicissitudes da existência e de nossos familiares; achamos o bálsamo para nossas dores; a confiança e a esperança de que nosso futuro depende do nosso presente. O segundo compromisso é com a Moral. Após o conhecimento da Doutrina, passamos a saber que é nosso dever, nos esforçarmos para ser uma nova pessoa; com novos hábitos, novas maneiras, novos atos que comprovem nossa modificação. O terceiro compromisso é com a Caridade. Muitos poderão alegar que não têm como fazer caridade, pois vivem em condições difíceis. Perguntamos então: Quais foram as condições financeiras de Jesus? – Teria Jesus se tornado o maior benfeitor da humanidade, pela distribuição de bens materiais, de dinheiro? – Não, pois Ele não possuía dinheiro algum. Entretanto, entre todos os vultos da história da humanidade, nenhum se comparou a Jesus, quanto a distribuição de benefícios e da caridade a justos e injustos.

Caridade se faz com o pensamento, quando pedimos por alguém em nossas preces; quando enviamos através da mente, um pensamento positivo; quando damos uma palavra de apoio e conforto a um desesperado, a um desiludido, a um sofredor; fazemos ainda a caridade, quando repartimos um pouco do que o Pai Celestial nos concede, com os necessitados, sejam eles, parentes, amigos, visinhos ou mesmo desconhecidos. Todos são nossos irmãos perante Deus, e é através do exercício da caridade ao nosso próximo, que merecemos também as graças do Pai Celestial, quando chegar a hora da nossa necessidade e dos nossos momentos difíceis.

Finalmente, o nosso quarto compromisso é com a divulgação do Evangelho e a Doutrina do Consolador, que abraçamos e que nos esclarece, nos ampara, nos conforta e nos ilumina o Espírito. Temos o dever de transmitir, de propagar, de ensinar a Doutrina dos Espíritos, que é de fraternidade e amor... Entretanto, Kardec nos recomenda prudência, e a Espiritualidade Superior nos lembra que a aceitação das realidades da Doutrina, está ligada à maturidade moral e as necessidades de fé de cada criatura. Entre divulgar o Espiritismo e querer fazer proselitismo, existem diferenças, e precisamos estar atentos para não prejudicar a pessoa a qual queremos ajudar. Não devemos tentar arrastar para a Doutrina Espírita, pessoas que estão bem e satisfeitas em sua própria religião. Tempo virá em que estaremos todos reunidos em um grande rebanho com um só Pastor.

Todas as filosofias de vida, todos os profetas e todas as religiões estão resumidas naquelas máximas que Jesus nos deixou: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.”

Vem bem a propósito à passagem em que Eurípedes Barsanulfo, grande espírita mineiro que em certa época de sua existência, quando dormia, foi levado em espírito, a uma paisagem de grande beleza, onde avistou um homem que meditava. Ao se aproximar, sentiu-se na presença de Jesus, e, tomado de grande emoção, se ajoelhou e baixando os olhos, chorou. Depois, levantando os olhos, viu que o Mestre chorava também. Tomado de tristeza, indagou: “Senhor, por que choras?” Não obtendo resposta, voltou a perguntar: “Senhor, choras pelos descrentes do mundo?” - Jesus virando-se para ele, respondeu: “Não filho, não choro pelos descrentes do mundo a quem devemos amar; choro pelos que conhecem o Evangelho e não o praticam...” Desde aquele dia, Euripedes nunca mais deixou de praticar a Caridade.

Irmãos, que estas palavras de Jesus, dirigidas a Eurípedes Barsanulfo, penetrem em nossos corações, nos sensibilizando para a nossa responsabilidade de cristãos e espíritas, no sentido de modificarmos para melhor, os nossos pensamentos, as nossas palavras e os nossos atos, no dia a dia de nossa jornada terrena, seguindo os ensinamentos do Evangelho. Se assim fizermos, estaremos evitando que Jesus chore também por nós...

Allan Kardec classifica os espíritas em três categorias: os que buscam os fenômenos e se limitam a crer nas manifestações: os que crêem nas manifestações e admiram a moral da Doutrina Espírita, mas não a praticam; e os que procuram praticar a sua moral aceitando todas as suas conseqüências; os verdadeiros cristãos espíritas. Alcione Peixoto, na Revista Espírita de Campos, nos diz que um dia, ouviu de um adepto de certo segmento cristão, que, nós espíritas somos “cristãos modernos”. Claro que isso foi dito com uma ponta de ironia. Mas ela entendeu que ele atribuía esse conceito à nossa liberdade de não termos superiores hierárquicos, bispos, pastores, sacerdotes, etc.,não vendermos os dons divinos e principalmente, de não adotarmos o recolhimento do dízimo. No que se refere ao formato com que as igrejas tradicionais apresentam as lições de Jesus, ela diz que nos diferenciamos, e muito, dos demais credos, mesmo. Temos, sim, muitas diferenças no que tange à prática do conhecimento evangélico, se a compararmos com as propostas das demais religiões. Nós, “modernos cristãos” – como fomos nomeados – sabemos que vivemos uma verdadeira catástrofe psíquica, nervosa, com carência de toda ordem: carentes de conhecimentos, de consolações, de afeto, de compreensão, de tolerância, de segurança de paz. “Uma multidão atordoada em busca de auxílio.” Chico Xavier sempre estava repetindo que o espírita está na Terra para Evangelizar.

A Doutrina dos Espíritos nos ensina que Deus não se ofende por nossas atividades erradas e sempre com sua Bondade Infinita, está pronto a nos oferecer novas oportunidades para repará-las. O problema é que temos hábitos milenares que, mesmo após o conhecimento do Espiritismo, continuamos a praticá-los, algumas pessoas até com satisfação. Promover a reforma íntima, como nos ensina a Doutrina, não é fácil como muitos pensam, e por isso, vamos protelando as realizações indispensáveis à nossa evolução espiritual. Os bons Espíritos estão sempre prontos a nos ajudar, através de conselhos e advertências, mas respeitando o limite do nosso livre arbítrio.

Para ilustrar o assunto, nos servimos do trabalho do Grupo de Estudos Espíritas do Lar Fabiano de Cristo. Uma reunião chegara ao fim, quando um dos participantes, médium, começou a receber uma mensagem psicofônica, com uma vibração contagiante, como que para transmitir aos que ali estavam, a importância de suas palavras. Disse então o espírito comunicante: “Quando na Terra, também fui espírita; participava de reuniões tão belas como esta, lia e estudava os livros de Allan Kardec, de Emmanuel, de André Luiz e outros, que todos aqui conhecem. Assim, quando cheguei à Espiritualidade, julgava que teria uma recepção com “tapete vermelho”, honras e homenagens. Sabia que ninguém me acusaria de nada, pois durante a minha jornada terrena todos desejavam meu bem. Assim sendo, julgava que na Espiritualidade não seria diferente, sem nenhum juiz para me julgar. Meus amigos e parentes que já haviam feito a passagem anteriormente, vieram receber-me, mas senti que após aquelas primeiras manifestações, fiquei sozinho. Foi então que minha consciência despertou com toda clareza, sem as fantasias com as quais nos acostumamos a enfeitar nossos erros e imperfeições na Terra.

Minha existência foi passando lentamente diante de mim, e vi então que eu lia, estudava, decorava, mas não realizava. Nada fazia para minha reforma de conduta nem procurava ajudar nos trabalhos do Centro Espírita, ajudando meus semelhantes. Não fui homicida, não fui suicida, mas o desfile da minha existência vazia veio vindo com intensidade e eu próprio me condenei. Fora relapso na prática da caridade, da solidariedade, da fraternidade, naquelas menores coisas que sempre aparecem como oportunidades de aprimoramento, no lar e no convívio com outras pessoas, no local de trabalho. Constatei que me conduzira egoisticamente, até com desvios dolorosos. Ninguém sabia, mas gostava de um trago e de umas cervejas. Naquele momento, não havia como esconder nada, pois ali estava toda minha existência, numa seqüência criada pelo seu principal personagem; eu mesmo.

Senti-me oprimido, como se o arrependimento pesasse uma tonelada sobre o meu espírito. Passados esses instantes, a Bondade Divina, que sempre está presente em nossas vidas, se manifestou. Cientes do meu arrependimento, amigos e mentores espirituais prontificaram-se a ajudar-me... Após 20 anos de trabalhos de reforma íntima, disciplinando desejos, melhorando sentimentos, consegui finalmente uma oportunidade de aprendizado em atividades socorristas. Foi o grande momento do meu real despertar para a amplitude dos ensinamentos de Jesus. Pedi então, permissão aos mentores espirituais para que, numa das reuniões deste encontro fraterno, eu fosse autorizado, não a contar a minha existência, mas a poder desabafar. Perguntei se seria vaidade, mas os instrutores disseram: “Não é vaidade; será útil a eles e também a todos os outros que ainda estão pelos caminhos que você trilhou. Faça sua confissão como uma contribuição fraterna.”

Por isso pude falar, pude dizer que fui mal espírita, que eu mentia a mim mesmo... Não recebi nenhuma sentença condenatória; só ajuda e amparo. Resgatei a minha condição e a Justiça Divina me permitiu no exercício do socorro espiritual, alimentar a esperança de, em breve tempo, merecer a graça de uma nova encarnação, para poder alcançar novo estágio espiritual. Espero que os meus irmãos encarnados tenham entendido que o meu propósito foi apenas de contribuição. Muito obrigado, irmão Antonio.”

Na prece de encerramento da reunião, o dirigente dos trabalhos manifestou o agradecimento dos presentes ao irmão comunicante, pela sinceridade de suas palavras de alerta a todos os espíritas, no sentido de consultarem as suas consciências e saberem que não basta apenas freqüentar o Centro Espírita, tomar o passe, beber a água fluidificada, ler e aprender a Doutrina até o ponto de sabê-la de “cor”; mas vivenciá-la no dia a dia, através da reforma íntima e da prática da caridade. Bem disse o Codificador: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua vontade de transformação moral e pelos esforços que emprega para domar e se livrar de suas inclinações más.”

O espírita é uma pessoa igual as outras, com seus compromissos pessoais e profissionais, que tem por obrigação, dedicar parte do seu tempo livre para as atividades doutrinárias e beneficentes, a fim de melhorar a sua moral e alcançar a evolução espiritual. Todos os dias, ao lado das ocorrências infelizes que recebem destaque nos veículos de comunicação, milhões de atos nobres são praticados anonimamente por verdadeiros cristãos, na sustentação da dignidade e da paz, da verdade e da justiça entre as criaturas, na implantação do Reino de Deus na Terra.

A nossa responsabilidade é muito grande e não podemos falhar, para nosso próprio bem. Estamos, pois, na hora de iniciar a luta pela própria redenção. Ninguém poderá atingir a evolução nesta existência e a felicidade espiritual que é a herança, sem que realize tudo o quanto o Mestre Amado estabeleceu como norma de conduta. Tudo no mundo se tornará melhor quando os seres humanos viverem dentro dessas normas, e profunda modificação se operará na mente e no coração de cada um, quando realizarem no seu íntimo, as transformações morais indispensáveis, atendendo ao chamado divino.

Por isso, dizer-se alguém que é espírita, nada representa de real e positivo, se assim não procede e não possuir o ideal, o anseio de espiritualização, a força interior, a moralização, a caridade e a preocupação de contribuir para a melhora do mundo. A Doutrina dos Espíritos não veio para formar apóstolos ou teólogos, mas para orientar as pessoas e redimir a humanidade. É tarefa, portanto, dos sinceros espíritas a modificação, o engajamento no trabalho, a divulgação dos ensinamentos de Jesus, e principalmente a exemplificação desses ensinamentos.

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos...” Disse Jesus (João 13:35)

Bibliografia:
Evangelho de Jesus
Grupo de Estudos Espírita Lar Fabiano de Cristo
Biografia de Eurípedes Barsanulfo
Chico Xavier

Jc.

Feito em 29/9/2004
Atualizado em 6/11/2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O ALEIJADINHO E A ARTE BARROCA

O ALEIJADINHO E A ARTE BARROCA NO BRASIL

Quando os portugueses se estabeleceram definitivamente no Brasil, por volta de l.600, estava entrando em vigor na Europa um estilo estético que se chamava Barroco. Os seus princípios levaram os músicos, escritores, pintores, escultores a produzir obras cheias de movimento, ornamentação e emoções contraditórias. Na evolução histórica da arte no Brasil, o século XVII ficou marcado pela epopéia dos bandeirantes que penetraram em Minas Gerais e descobriram ouro e pedras preciosas, daí surgindo vários vilarejos como Vila Rica de Albuquerque.

No século XVIII, com a chegada dos artistas, artesãos e arquitetos portugueses, além de muitos escravos africanos, floresceu naquela região o esplendor artístico e religioso, cuja maior figura foi Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. No plano político o acontecimento marcante foi a luta pela emancipação da liberdade, conduzida pelos Inconfidentes, que foi reprimida de forma violenta pelo colonizador.

A arte barroca nasceu em oposição à arte renascentista, que se baseava na razão e nos modelos grego-romanos de equilíbrio e simplicidade. Vários fatores contribuíram para o clima social agitado que produzia essa arte excessivamente ornamentada:
. o intenso comércio entre vários países;
. a colonização das novas terras;
. as invenções que abalaram crenças antigas;
. a nobreza que desejava mostrar seu poder;
. o clero religioso da Contra-reforma que precisava se afirmar e
combater os protestantes.

Significado do termo Barroco: É uma pedra de formato irregular e aspecto estranho. Os colonizadores difundiram o Barroco ao levar seus artistas para as novas terras descobertas. Observe como se caracteriza a arte barroca:
. revela profunda emoção;
. dá a ilusão de movimento;.
. focaliza tema religioso;
. excede nos ornamentos;
. mostra contrastes fortes, entre luz e sombras;
. apresenta muitas curvas e dobras.

As imagens religiosas feitas em madeira, pedra-sabão e argila às vezes eram pintadas com uma espécie de tinta à base de óleo que dava aspecto brilhante, outras vezes, com têmpera, que produzia um aspecto fosco. Muitas, eram ornamentadas com finíssimos detalhes em folha de ouro, tinhas os olhos de vidro e traziam coroas de prata ou ouro.

Algumas das estátuas tinham um pequeno cofre no corpo que servia para o contrabando de ouro, e eram chamadas “santos do pau oco”. As imagens que eram feitas para serem carregadas nas procissões tinham apenas o rosto, o pescoço e as mãos, pois a ilusão do corpo era dada por meio de roupas montadas sobre uma armação de madeira – eram chamadas “santos-de-roca”.
Muitas obras barrocas são anônimas, não se podendo precisar quem foi o seu autor. Os escultores mais conhecidos desse período foram: o português Frei Agostinho da Piedade, que foi mestre do brasileiro Frei Agostinho de Jesus, também muito importante (1600-1661). Entre os maiores artistas dessa corrente está o mestre Francisco Xavier de Brito e o mineiro Antonio Francisco Lisboa, também conhecido como o Aleijadinho, nascido em l738, em Vila Rica (hoje, cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais).

As principais obras do Aleijadinho estão espalhadas nas cidades de Congonhas
do Campo, Mariana e Ouro Preto, no estado de Minas gerais, que eram rota dos bandeirantes no século 17, ainda guardam maravilhas do barroco do Brasil. Em Ouro Preto, cidade distante 96 klms. de Belo Horizonte, terra onde nasceu Aleijadinho, existe a igreja de São Francisco de Assis, a mais famosa obra do artista. Em Mariana, existe a Basílica Nossa Senhora de Assunção, conhecida como a Sé de Mariana, onde aos domingos ainda é apresentado recitais pelos músicos locais. Em Congonhas, se encontram as estátuas em pedra sabão, dos profetas que enfeitam a Igreja do Senhor do Matosinho, e vários passos da paixão em capelas que apresentam situações dos Evangelhos. Nessa mesma cidade foi onde surgiu o médium espírita Zé Arigó que durante anos, realizou muitas operações e na rodovia que lhe dá acesso, foi aonde ele veio a falecer vítima de desastre rodoviário.

No século XIX, no ano de 1858, o historiador Rodrigo José Brotas, chegou ao sítio da parteira Joana Lopes, nora de Aleijadinho, e dela ouviu o relato da história desse artista mineiro imortal. Antônio nasceu em 29/8/1738, filho de uma negra chamada Izabel e do português Manuel. Desde cedo começou a trabalhar nas minas e a fazer rústicas peças com pedras, em virtude de seu pai ser artesão. Francisco com 19 anos de idade, a pedido do seu pai, esculpiu o busto de uma mulher para colocar no chafariz do Alto da Cruz, o que lhe fez querido do povo. Certa vez ao ver um escravo negro acorrentado ser chicoteado na praça da igreja, ficou muito triste. Ele e sua mãe sendo negros foram alforriados pelo seu pai, Manuel Francisco Lisboa.

Aleijadinho aprendeu muito com as obras do mestre Francisco Xavier de Brito. João Nunes Batista seu instrutor, lhe ensinou a arte, que se divide em três coisas fundamentais: A composição, o desenho e as cores. Ele tanto trabalhava a arte barroca como a arte rococó. Tempos depois ele conheceu Helena e se enamorou dela, que também era filha de uma negra alforriada. Concorrendo com outros artistas, foi aprovado o seu trabalho para a conclusão da capela da igreja de São Francisco de Assis, de Vila Rica.

Um dia, quando trabalhava, ele começou a sentir muitas dores nas mãos e nas pernas, provavelmente em função de sífilis, que lhe trouxeram também deformações no corpo. E foi nesse período, de muitos sofrimentos, com as
mãos amarradas aos instrumentos, que ele realizou as suas melhores obras. Em vista da sua inteira dedicação ao trabalho, para onde era levado carregado, e devido a sua doença, a sua mulher passou a evitá-lo e terminou por trai-lo com o tenente José Romão, que foi a sua casa levar um convite do governador. Ele compareceu ao palácio e foi informado de que devia fazer uma estátua de São Jorge em tamanho normal. No dia da procissão, o povo observou que a imagem do santo tinha a cara do José Romão. As pessoas inventaram até uma modinha que dizia: “Esse santo que aí vai, com cara de santarrão, não é São Jorge não, é o tenente Romão.” Foi a maneira dele se vingar da traição da mulher. Em virtude desse fato, foi o tenente transferido para muito longe, levando consigo a mulher do Aleijadinho.

Por esse tempo o ouro já não era mais tão abundante, mas os portugueses continuavam com o confisco, o que ocasionou protestos e motivou a revolta dos Inconfidentes, que se reuniam na casa de Cláudio Manoel da Costa, onde Aleijadinho estudava na biblioteca. Ali ele tomou conhecimento da revolta dos Inconfidentes e da bandeira do movimento, que é hoje a bandeira do estado de Minas Gerais; constituída de um triângulo, representando a Santíssima Trindade, com um verso de Virgílio que está nos lados do triângulo, com a frase: “Libertas que serás também” – liberdade ainda que tardia.

Certo dia ao subir a escada para continuar o seu trabalho no teto da igreja, ele passou mal e conta tanta dor no dedo do pé que o cortou para se aliviar. Após a
prisão dos Inconfidentes, Aleijadinho ainda pode visitar o amigo Cláudio Manoel da Costa na prisão, onde o prisioneiro foi morto. Por causa da sua simpatia pelos Inconfidentes, em virtude da pregação da liberdade, dizem alguns que, Aleijadinho ao fazer as imagens dos profetas em pedra sabão existentes na igreja de Congonhas do Campo, ele as fez com a aparência dos Inconfidentes. Quando ele retornou de Congonhas, estava com mais de setenta anos de idade e, faltando-lhe os remédios, perdeu a visão. Em seus últimos instantes na casa de Joana Lopes, sua sogra, veio a falecer na cidade que lhe viu nascer: Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto.

Bibliografia:
“O Aleijadinho, paixão, glória e suplício”

P.S.
Quando residia no Rio de Janeiro, fui até Congonhas do Campo e apreciei as imagens dos profetas e os passos da paixão, por ocasião da minha visita ao médium José Arigó, que morava nessa cidade.

Jc.

S.Luis, l5/6/2008

DIVERSOS PEQUENOS TEXTOS

DIVERSOS PEQUENOS TEXTOS

Alguém encontrou um destes trechos, leu, meditou, achou interessante e depois esqueceu, eu também fiz o mesmo, mas não esqueci e para tê-los para sempre, aqui registrei. Depois, quando eu partir e você ficar... e quando sentir saudade, volte a ler um destes trechos e me sentirá ao seu lado, como se presente eu estivesse, porquanto apenas mudei de plano, de situação, permanecendo sempre vivo e presente.

Jc.

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COMPARAÇÕES ENTRE AS CARNES E OUTROS ALIMENTOS
100 gramas

Alimentos Calorias Alimentos Calorias

Carne de boi . . . . . . . . 1 0 7 Feijão l0l Arroz 109 Leite 332

Carne de frango. . . . . . 1 6 4 Pão 134 Ovo 144 Chocolate 611

Carne de porco. . . . . . 1 8 1 Macarrão 153 Iogurte 246 Açucar 396

- x -

Consumo de água gasta para produzir os itens abaixo:


1 litro de leite 560 a 860 litros 1 kilo de Frango. 2.800 a 4.500

1 kilo de trigo 1.150 a 2.000 litros 1 kilo Carne/Porco 4.600 a 5.900

1 kilo arroz 1.400 a 3.600 litros 1 kilo Carne/boi 13.500 a 20.000

(Por isso é tão importante evitar e desperdício e a poluição da água)

Revista Veja – Edição nº. 2.105
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A CALÚNIA

De todos os órgãos do corpo humano, a língua será talvez aquela que mais nos
reclama a máxima vigilância.

Por ela, começa a glória da cultura nos cinco continentes, mas, através dela, igualmente principiam todas as guerras que atormentam o mundo. Por ela, irradia-se o mel de nossa ternura, mas também, através dela, derrama-se-nos, o fel da cólera, da calúnia e da maldade. Muitas vezes, ela é fonte que refresca e muitas outras é fogo que consome. Em muitas ocasiões, é ferramenta que educa e, em muitas circunstâncias, é lâmina portadora da destruição ou da morte.

Sou uma das vítimas da língua, conforme acontece na existência humana, segundo os padrões da existência real, em que os caluniadores que triunfaram entre os seres humanos experimentaram, além do sepulcro, a extrema derrota do espírito. Nossos mentores espirituais determinaram vos oferecer minha história. Vou sintetizar tanto quanto possível, para não fatigar-vos a atenção.

Há trinta anos, nossa família, chefiada por meu pai, pequeno comerciante, no varejo do Rio de Janeiro, era serena e feliz. Em casa éramos quatro pessoas; nossos pais, Afrânio e Alberto, o que vos fala. Entre meu irmão e eu, contudo, surgiram antagonismos irreconciliáveis. Afrânio era a bondade, eu era a maldade oculta. Meu irmão era a brandura, eu era a crueldade... Nela aparecia a luz da franqueza aberta, em mim, escondia-se a mentira torpe. Afrânio era a virtude, eu era o vício contumaz.

Na época do princípio do meu relato, meu irmão desposara Celina, uma jovem reta e generosa que aguardava o primeiro filhinho. Quanto a mim, entregue a falta de responsabilidade, encontrara na jovem Marcela, tão leviana quanto eu mesmo, uma companheira ideal para o meu clima de aventuras. Entretanto, tão logo a vi, aguardando um filho meu, sob minha responsabilidade direta, abandonei-a, desapiedado, embora lhe vigiasse os movimentos.

Foi assim que, em manhã nublada de junho, observei um automóvel parar em frente a sua casa. Coloquei-me na espreita, e reparei que descendo do veículo o homem que lhe buscava a moradia era o meu próprio irmão. Surpreso e estarrecido, dei curso aos meus sentimentos que geraram, em minhas idéias, a infâmia que passou a dominar a minha cabeça. Encontrara, enfim – concluí malicioso - a brecha por onde solapar-lhe a reputação, e afastei-me apressado. Voltando à noite para o santuário doméstico, encontrei aflitiva ocorrência.

Afrânio havia se ausentado da loja para depositar no banco a expressiva quantia de cinqüenta contos de réis – fruto de nossas economias de dois anos, para a realização do velho plano da casa própria -, perdera a soma aludida, sem saber como e como se justificar. Ouvimos as suas alegações inquietantes e eu simulando preocupação dava vazão aos meus projetos delituosos, arquitetando a mentira que devia arruíná-lo. Chamei meu pai a íntimo entendimento e envenenei-o pelos ouvidos. Com a minha palavra fácil, teci a calúnia que serviu para impor ao meu irmão irremediável infortúnio, contando ao meu pai que o vira, em companhia de mulher menos respeitável, perdendo toda a nossa fortuna numa casa de jogo, e acrescentei que observara o quadro lamentável com os meus próprios olhos.

Minha mãe e minha cunhada Celina, a certa distância, sem que eu lhes reparasse a presença, tomaram conhecimento da punhalada verbal, e todos dando crédito ao meu verbo delinqüente, passaram da confiança ao menosprezo, dispensando ao meu irmão o tratamento cruel que lhe desmantelou a existência. Por seis dias Afrânio, desesperado, procurou encontrar o dinheiro. E, ao final desse tempo, incapaz de resistir a repulsa de que era vítima, preferiu o suicídio à vergonha, ingerindo o veneno que lhe roubou a existência. A desgraça havia penetrado em nosso lar. Todos, menos eu, - que me regozijava com a vingança – renderam-se à tensão e ao desespero...

Meu pai inquiriu a jovem Marcela e viemos a ficar sabendo que Afrânio lhe visitara o lar por solicitação dela mesma, que se achava abandonada e em extrema penúria, porquanto eu a havia abandonado. Nossa surpresa, contudo, não ficou aí, porque findos três dias após o funeral de meu irmão, o chofer humilde, que havia levado Afrânio até a casa de Marcela, nos procurou para entregar uma bolsa que ele encontrou no seu carro, onde estavam os documentos de Afrânio, acompanhados dos cinqüenta contos de réis que meu irmão perdera no carro que o servira. Em vista do sucedido, minha cunhada, num parto prematuro, faleceu em seguida.

Minha mãe, prostrada no leito, pela perda dos dois filhos, um para o cemitério e o outro para a loucura e também da nora, não mais se levantou e, findo três meses, após a morte dela, com infinito desgosto, meu pai acompanhava-lhe os passos ao cemitério do Caju. Encontrei-me, então sozinho. Tinha dinheiro e busquei a vida fútil, mas o remorso passara a viver em minha consciência, me atormentado o coração. Alcoolizava-me para tentar esquecer, mas, entontecida a cabeça, passava a ver, junto a mim, a sombra de meus pais e de Celina, perguntando-me agoniados: - Caim, que fizestes ao teu irmão?

A loucura que me espreitava, dominou-me por fim...

Conduzido ao casarão da Praia Vermelha, ali gastei quanto possuía para, depois de um ano de suplício moral e de irremediável tormento físico, deixar a existência terrena, em cujo seio, debalde, implorei a consolação, porque o sofrimento e a vergonha sitiaram-me a existência, destruindo-me a paz. Tenho, na Espiritualidade, amargado, através de todos os processos imagináveis, as conseqüências do meu crime. Tenho sido um fantasma, desprezado por todos, sorvendo o fel e o fogo do arrependimento tardio.

Somente agora, ouvindo as pregações do Evangelho, consegui acender em minha alma leves fagulhas de esperança... E à maneira do mendigo que bate à porta do alívio e do reconforto, encontrei um novo caminho para a reencarnação, que muito em breve, me oferecerá a bênção sagrada do esquecimento e a oportunidade de resgatar a minha dívida para com os meus familiares e a Justiça Divina. Entretanto, não sei como vou encontrar de novo, meu pai e minha mãe, meu irmão e minha cunhada, credores em meu destino, para resgatar diante deles, o débito imenso que contrai. Por enquanto, serei apenas internado na carne para considerar os problemas que eu mesmo criei, em prejuízo de minha alma...

Estou me despedindo porque brevemente, voltarei ao campo terreno, mas reaparecerei, entre eles, sem a graça de uma família, abandonado, a fim de valorizar o santuário doméstico, e renascerei mudo para aprender a falar.

Que Deus nos abençoe.

A. Ferreira

Bibliografia:
“Vozes do Grande Além”
Francisco Candido Xavier – médium.
Revista “Reformador” nº. 2188

Jc.

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DIA DO PAI

Todo ano, se comemora o dia consagrado ao pai.

O nosso pai é um herói, pois viver nos dias de hoje, neste mundo atribulado, com tantas dificuldades e problemas, só mesmo um herói pode enfrentar.

O nosso pai é o nosso melhor amigo, depois da nossa mãe. Ele se tornará importante para o filho/filha, na medida em que tiver amado, e será admirado pelo que é; seja ele um lixeiro, um operário, um motorista, um comerciante, um professor, ou até um governador.

O pai deve ser um exemplo digno e também deve estabelecer limites, transmitir uma filosofia de vida que ensine a cuidar e respeitar as outras pessoas, praticando o exercício da fraternidade. É no convívio do dia-a-dia que o entendimento vai crescendo e o pai sente a necessidade de ampará-lo, ajudando-o a se fazer um homem ou uma mulher, de valor e moral, capaz de enfrentar as dificuldades do mundo e viver bem na sociedade.

O filho sempre precisará de seu pai, mesmo depois de crescer, pois o pai tem sempre algo a orientar. Deve estar presente sempre na existência do filho/filha, em qualquer tempo, idade, em qualquer situação, tornando-se uma pessoa insubstituível para eles e lhes dando apoio. Esse é um pai por inteiro; um pai que todo filho ou filha precisa e merece !...

Parabéns a todo aquele que é pai. Feliz dia do Pai. . .

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DIÁLOGO COM JESUS

Joana de Cusa interrogou o Mestre: “Vossa palavra me alivia o espírito atormentado; entretanto, sinto dificuldade extrema para um entendimento no meu lar. Não achais certo que lute por impor os vossos princípios?”

Jesus sorriu serenamente e retrucou: “Quem sentirá mais dificuldade em estender as mãos fraternas? Será o que atingiu as margens seguras do conhecimento com o Pai, ou àquele que ainda se debate entre as ondas de ignorância ou da desolação, da inconstância ou da indolência do espírito?”

Vendo tantos cegos e aleijados, Tiago interpelou Jesus: “Mestre, sendo Deus tão misericordioso, por quer pune seus filhos com defeitos e moléstias tão horríveis?”

Respondeu Jesus: “Tiago, acreditas que Deus desça de Sua sabedoria e de Seu amor, para punir seus próprios filhos? O Pai tem o plano determinado com respeito à criação inteira; mas, dentro desse plano, a cada criatura cabe uma parte na edificação, pela qual terá que responder. Abandonando o trabalho divino, para viver ao sabor dos seus caprichos próprios, a alma cria para si a situação correspondente. Trabalhando para reintegrar-se no plano divino, depois de se haver deixado levar pelas sugestões funestas contrárias à sua própria paz, tem que resgatar as suas faltas.

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EXAMES DEMAIS FAZEM MAL À SAÚDE

Diagnóstico precoce pode induzir aos tratamentos desnecessários, que deixam as pessoas realmente doentes.

A maioria das chamadas doenças modernas é definida numericamente. Se sua pressão arterial estiver acima de certo número, por exemplo, você é diagnosticado com hipertensão e é medicado. Se estiver abaixo, você não é. Simples assim.

Existem diversas outras enfermidades em que você pode ser enquadrado como portador, simplesmente se estiver fora dos números fixados – mesmo se não tiver nenhum sintoma aparente. Ao estabelecerem estes números, os médicos, tentam fazer um diagnóstico precoce e, desta maneira, prevenir conseqüências graves, como um ataque cardíaco, no caso da hipertensão. Entretanto, o diagnóstico precoce é uma arma de dois gumes. Se ele tem p poder de salvar vidas, também carrega um perigo grande: a excessiva detecção de anormalidades que nunca nos incomodaram e, talvez, nunca incomodariam.

Muitas pessoas diagnosticadas com diabetes, hipertensão ou osteoporose jamais
desenvolveriam os sintomas e nem morreriam destas doenças. Isso acontece principalmente quando os casos são leves, mas podem correr riscos de, mesmo assim, ao serem medicadas, terem efeitos colaterais indesejáveis, o que acarretaria em novos exames, novos remédios e novas doenças. As regras numéricas para definir doenças são importantes e determinam o que chamamos de ponto de definição: Se você passa um número acima, é chamado de doente. Um número abaixo é considerado normal. Mas eles são mais do que isso; envolvem também julgamentos de valores e até mesmo interesses financeiros Ainda que isso tenha ocorrido com as melhores intenções, o resultado é que aumentam em demasia os diagnósticos e tratamentos de pessoas que potencialmente nunca ficariam doentes.

Pense na seguinte situação: você se sente bem, mas alguém lhe sugere exames para saber se seus ossos estão suficientemente fortes, uma vez que a osteoporose é uma doença grave. Feito o exame, este revela que sua densidade óssea está um pouco abaixo da média para sua idade e você é aconselhado a tomar remédios para evitar o risco de fraturas. Você passa a tomar três remédios e como conseqüência adquire uma úlcera de esôfago como efeito colateral. Três especialistas consultados depois, dizem que agora você pode ter câncer de tireóide. Trata-se de um caso clássico de eventos em cascata.

Infelizmente, não existe um método matemático ou uma equação que defina quem é normal e quem não é. Precisamos, sim, pensar no paradoxo que hoje se tornou a promoção da saúde: para serem saudáveis, as pessoas precisam procurar as doenças?

Bibliografia:
Dr. Gilbert Welch
Revista Galileu nº. 238

Jc.

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HOJE, COMO ONTEM . . .

Quando Jesus veio ter conosco, na Terra, o mundo encontrava-se conturbado e as criaturas não tinham um rumo. A dor fizera presença nas pessoas, enquanto a esperança não existia. A guerra era constante entre as nações que se entre devoravam em espetáculo dantesco e surpreendente. Os sentimentos de compaixão e de amor não existiam nos corações humanos e somente a crueldade, a indiferença e o egoísmo eram vivenciados em violentas lutas pela busca da supremacia sobre os semelhantes.

A arrogância dos que apresentavam-se como fortes competia com a crueldade que praticavam, a fim de inspirarem o medo em vez de respeito ou consideração. Os valores legítimos da ética e da moral, desconhecidos, eram substituídos pelos enganosos galardões do poder e do querer. A sociedade encontrava-se em convulsões e o povo, especialmente, pagava um insuportável tributo pela audácia de existir e respirar. O proletariado, os camponeses, os sem trabalho nem lar, eram considerados como escória, submetidos a condições abjetas e a grande maioria estava em índices abaixo da miséria... Não havia lugar para a justiça a piedade nem para a misericórdia.

Ele chegou e rompeu a sombra dominante, oferecendo luz e conforto a todos os infelizes que faziam parte dos esquecidos e detestados. Estabeleceu códigos de dignidade enfrentou a petulância e o poder mentiroso dos fátuos e orgulhosos, demonstrando-lhes a fragilidade ante a doença, a velhice e a morte, quando não vitimados pela própria insensatez. Ergueu Sua voz e exaltou os dons imperecíveis da vida centrados no amor e na compaixão, na misericórdia e na caridade.

Ninguém jamais se atrevera antes a enfrentar a corrupção e o crime com a autoridade com que Ele o fazia. A Sua voz ressoava profunda nos lugares onde era enunciada, mas penetrava com vigor incomum nas consciências, arrancando-as da letargia a que se haviam entregado espontaneamente. Os Seus feitos confirmavam a Sua autoridade que procedia de Deus, em cujo nome viera modificar as paisagens terrestres e humanas. Ninguém tivera a audácia de enfrentá-LO com êxito. Mesmo os permanentes inimigos da humanidade de todos os tempos, quando O tentavam, buscando evolve-LO nas suas artimanhas miseráveis, jamais O conseguiram vencer ou o atemorizar. A Sua energia não tinha limites, fazendo-se acompanhar de infinita compreensão por todos aqueles que se houveram transformados em abutres famintos, alimentando-se nos despojos dos seus próprios irmãos...

Revolucionou as idéias e estabeleceu novos paradigmas para a felicidade, demonstrando que o verdadeiro triunfador não é aquele que se destaca sobre os cadáveres das suas vítimas, porém aquele que se vence a si mesmo, superando as paixões hediondas que o escravizam à infelicidade... Sinalizou o caminho com pegadas luminosas, a fim de que nunca mais houvesse escuridão e o desconhecimento da estrada a seguir... Embora desejasse a libertação das consciências e a pureza dos sentimentos, quase todos que O buscavam, devido ás limitações que os caracterizavam, disputavam a recuperação dos órgãos enfermos, os distúrbios em desalinho, as perturbações mentais, como também os interesses mesquinhos, que faziam parte do seu dia a dia tumultuado, das disputas que lhes cabiam resolver, mas preferiam transferir para Ele.

Nunca se fez juiz de contendas ridículas, nem se permitiu envolver com as discussões da frivolidade e dos ódios que incendiavam os sentimentos. Por tudo isso e muito mais, ultrapassou os limites do tempo e do espaço geográfico em que viveu, tornando-se o modelo, enquanto legou o tesouro da imortalidade em direção ao futuro e ao dever perante o presente. Amados por uns, ficou detestado por outros que não O puderam submeter aos seus caprichos. Foi enfim, levado a morte, mas voltou em madrugada de eterna claridade, a fim de que nunca mais houvesse dúvidas a Seu respeito, comprovando a imortalidade da alma e prometendo receber todos, além da existência terrena, do corpo perecível. Hoje, como ontem, ainda é assim. A geografia política do planeta encontra-se fragmentada em conflitos, terrorismos, guerras insensatas e misérias em todos os lugares com abundância.

A “Doutrina dos Espíritos”, revivendo os Seus ensinos e direcionando-se às massas,
sob críticas ácidas da falsa cultura, eliminando o fanatismo de toda espécie, rompendo as teias fortes da ignorância a respeito da sobrevivência do espírito e acenando com a felicidade, que muitos buscam nos caminhos do prazer, quando, na realidade, se encontra no íntimo das almas aureoladas pelas virtudes eternas, revive os códigos que Ele viveu; o amor, a compaixão, a caridade, o perdão, ensejando mudanças profundas no comportamento humano. Demonstra a sabedoria divina em todas as ocorrências humanas, mesmo naquelas que são conhecidas como infortúnios e desgraças, através de uma filosofia existencial com possibilidades de impulsionar ao avanço, todos aqueles que se encontram cansados e aflitos, mas que os ouvidos desatentos e os interesses subalternos de muitos seres não conseguem captar as lições incomparáveis. Pelo contrário, disputam os lugares de honra e os aplausos festivos nos encontros que deveriam revestir-se de simplicidade e de fraternidade.

As diretrizes de iluminação são confundidas com fórmulas mágicas para solucionar os problemas existenciais que dizem respeito ao processo evolutivo. O aturdimento, ante os efeitos das ações infelizes anteriormente praticadas, bloqueia o discernimento, impedindo a clara compreensão dos objetivos essenciais da caminhada terrena. Desejam, em perturbação, ocorrências milagrosas para que se modifiquem as dificuldades em que se encontram, embora se permitindo continuarem os mesmos disparates e na mesma conduta sem moral. Apresentam-se como credores especiais de benefícios que esperam em caráter de exceção, sem qualquer esforço de melhora. São enfermos espirituais mais graves do que se pode imaginar, portanto, dignos de mais compaixão e mais compreensão.

Ainda não encontraram Jesus, nem O sentiram, estando afastados dos seus ensinos, mas que sem dúvida culminará, um dia, com a entrega a Ele, o Senhor que orienta nossas vidas. Devemos ter, portanto, muita paciência com os enfermos da alma, por serem mais difíceis de serem amados, entregando-os Àquele que veio ao mundo para que todos tivessem uma existência em paz e felicidade.

Bibliografia:
Joanna de Angelis
Livro “Jesus e Vida”
Revista “Resenha Espírita”
Pequenas modificações.

Jc.

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LÉON TOLSTOI
Léon Tolstoi nasceu em 1828, de família nobre e czaristaCursou a universidade de Direito e Letras, sem finalizá-las, pois, na verdade, queria preencher um grande vazio existencial. Entrou depois para o Exército, lutando na Ucrânia e Criméia. Esta experiência marcou-o profundamente, visto que desenvolveu uma repugnância à violência. Retornou em 1856 para casa e decidiu viajar para outras cidades da Europa, como Paris, em 1857. Será que ele tomou conhecimento de “O Livro dos Espíritos”, lançado por Allan Kardec nesse ano?

Ele começou a escrever os seus grandes romances como “Guerra e Paz” e “Ana Karenina”, aos 50 anos de idade. Tem uma crise de consciência, especialmente por receber notícias sobre jovens que cometeram o suicídio, inspirados por sua heroína Ana Karenina, que se suicida na história. Ele então busca a fé e a encontra nos pobres, porque sem ela a existência deles era muito difícil. Em 1891, ele começa a escrever o livro “O Reino de Deus está dentro de vós”. Nele, Tolstoi sustenta a validade social do preceito de Jesus no “Sermão da Montanha”: Por pregar a resistência ao mal com o bem, no repúdio ativo a toda servilidade e uma ética libertária, foi perseguido pelo Czarismo e excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa, por ser visto como um anarquista cristão. Nesse livro que influenciou decisivamente a Gandhi e, por conseqüência a Luther King e Nelson Mandela, Tolstoi utilizou uma figura de um barqueiro tentando atravessar um rio com correnteza caudalosa e veloz, para chegar à outra margem, ele teve que remar contra a corrente.

Este símbolo representa de forma inequívoca, as dificuldades que temos de enfrentar para edificar o Reino de Deus no nosso mundo interior. Temos que enfrentar os valores vigentes no mundo e, principalmente, as nossas interiores dificuldades. Temos que remar contra a correnteza.

Por fim, registramos que Leon Tolstoi, resolveu dedicar sua pena a Deus, vindo a desencarnar aos 92 anos de idade, e, como Espírito, voltaria a escrever em meados do século XX, no Brasil, através da mediunidade abençoada de Yvonne do Amaral Pereira. Destacamos, ainda, que um desses livros, “Sublimação”, foi dedicado a reparar as conseqüências do seu livro “Ana Karenina”, que tanto o marcou desde quando ainda na Terra.

Bibliografia:
Boletim do SEI – nº. 2181 – 31/5/2010

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NOSSA CONVIVÊNCIA COM AS OUTRAS PESSOAS

As pessoas que tornam difícil a nossa convivência são as que nos fazem geralmente evoluir. Quando retornamos ao mundo espiritual, após rever atitudes equivocadas, atos condenáveis, que cometemos nas oportunidades que tivemos como encarnados, reconhecemos a necessidade de reparar os danos causados a nós mesmos e aos que conosco conviveram; de ajudar a levantar aqueles que caíram por nossa negligência. Então, solicitamos nova oportunidade para reencarnar e rogamos ao Pai Celestial, a oportunidade de receber em nosso lar, ou fazermos parte da família daqueles a quem mais prejudicamos no passado.

Chegando aqui, porém, muitas das vezes esquecemos o compromisso firmado na espiritualidade, e continuamos a agir como o “ser humano velho”, em que o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a intolerância e a arrogância predominam.

Estudando o Evangelho de Jesus, nos damos conta de que uma das razões pelas quais estamos aqui é para aprender a amar e compreender que não somos capazes de mudar o outro, mas que podemos mudar a maneira como o outro se sente quando estamos juntos. Essa é uma proposta que exige dedicação, empenho, determinação, paciência e, principalmente, humildade para reconhecer que tudo aquilo que estamos vendo no outro, foi o que fomos ou somos, o que temos ou tivemos. Importante é reconhecer que a natureza não nos oferece a possibilidade de conhecer o desconhecido, que as experiências alheias são vivências nos auxiliando a interpretar as nossas experiências, servindo de espelho para as mudanças que precisamos fazer em nós mesmos, e também para entendermos as virtudes que já possuímos e precisamos conservar e cultivar junto às outras pessoas.

A partir deste novo entendimento deixamos de reclamar e passamos a agradecer aos que tornam difícil, a nossa convivência, sabendo que são os melhores instrumentos que, por misericórdia divina, estão à nossa disposição, para praticarmos a caridade como a entendia Jesus, ou seja, agindo com benevolência, com indulgência e com perdão das ofensas.

E quando desejamos do fundo da nossa alma, o bem do outro, olhamos, sorrimos, falamos com doçura e nos doamos aos outros, podemos dizer que estamos evoluindo, cientes de que o mal é incapaz de ajudar alguém, enquanto que o amor vence todo ódio, e o bem aniquila todo o mal.

Bibliografia:
Fátima Weber
Jornal “Seara Espírita” nº. 148

Jc.

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O BOM SAMARITANO

Então, quando vier o filho do homem em sua majestade, dirá àqueles que cumpriram a Lei de Deus: “Vinde, vós que fostes benditos por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o início; porque eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber, tive necessidade de abrigo e me abrigastes; estive nu e me vestistes, estive doente e me visitastes estive na prisão e vieste me ver.” Então os justos lhe responderão: “Senhor, quando fizemos tudo isso, que não sabemos?” – E Jesus lhes responderá: “Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes a um destes pequeninos e necessitados meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes”. Então um doutor da lei, querendo parecer justo e para tentá-lo, perguntou a Jesus: “E quem é meu próximo?” - Jesus tomando a palavra lhe disse:

Um homem que descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram do que tinha, cobriram-no de feridas e se foram, deixando-o semi-morto. Aconteceu em seguida, que um sacerdote descia pelo mesmo caminho e vendo o infeliz, passou do outro lado. Um levita que passou pelo mesmo local, vendo o moribundo, passou ao largo. Mas um samaritano que viajava, chegando ao local onde estava esse homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se e derramou óleo e vinho em suas feridas e as enfaixou; e tendo-o colocado sobre seu cavalo, conduziu-o a uma hospedagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas e as deu ao hospedeiro, dizendo: Tende bastante cuidado com esse homem, e tudo o que despenderdes a mais, eu vos restituirei no meu regresso. Após encerrar a narrativa, disse Jesus: “Qual destes três vos parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?” O doutor da lei lhe respondeu: “Aquele que exerceu a misericórdia para com ele.” Jesus então lhe respondeu: “Ide, pois, e fazei o mesmo.”

Os Fariseus, tendo sabido que Jesus calara aos Saduceus, e um deles que era doutor da lei, para tentá-lo veio lhe fazer a pergunta: “Mestre, qual é o mandamento maior da lei?” – Jesus lhe respondeu: “Amareis o Senhor vosso Deus de toda a sua alma e ao vosso próximo como a vós mesmos; toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos.” - Quer dizer, não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar ao nosso próximo, nem amar ao próximo sem amar a Deus. Somente amamos a Deus quando praticamos a caridade para com o nosso próximo.

Toda a moral dos ensinos de Jesus, se resume na Caridade e na Humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.

(Evang. Mateus cap.XXV, vers. 31 a 46 = Lucas cap.X vers. 25 a 37)

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O JOVEM DE HOJE E OS ÍDOLOS

A década de 60 foi uma época de profundas transformações na cultura, nos valores, na sociedade cujos reflexos, positivos e negativos, produzem efeitos até hoje.

Com o desenvolvimento dos meios de comunicações, especialmente a televisão, as mudanças que antes aconteciam de forma lenta, passaram por um processo de aceleramento, provocando conflitos entre as gerações. Um dos resultados foi o surgimento relâmpago de ídolos globais que serviram como verdadeiros ícones para uma juventude ainda desorientada. O exemplo maior disso foi o surgimento dos Beatles e de Elvis Presley, que provocaram histeria e balburdia por onde passavam, deixando fãs excitados e perturbados.

As loucuras e os delírios que se vê hoje no jovem quando busca seus ídolos, pode-se dizer que teve início naqueles tempos. Sacrifícios monumentais, gestos exorbitantes, atitudes exóticas e exageradas, imitações descabidas: tudo vale para poder se aproximar do ídolo. Pergunta-se: isto é normal? É coisa da idade? Não vemos adultos agindo da mesma forma? Difícil explicar esses atos, ainda mais quando se percebe que o indivíduo admirado é um ser humano comum, tão ou mais imperfeito que a grande maioria das pessoas. Observem que, envolvido na grande massa, a criatura faz coisas que jamais faria quando sozinha.

Esse assunto, com outra roupagem, foi estudado por Allan Kardec na Codificação Espírita quando aborda o tema “Convulsionários” em O Livro dos Espíritos (questões 481 e 483). Em estado de exaltação fanática e entusiasmo exagerado o indivíduo perde o bom senso e a razão e, por afinidade, age sob efeito magnético das massas e também sob a influência de espíritos inferiores que se aproveitam das disposições naturais da mesma. Nessas circunstâncias, o indivíduo enfrenta verdadeiros suplícios que, em condições normais, não enfrentaria: passa dias em uma fila para comprar ingresso (seja para um show, seja para um jogo), não sente fome, frio ou dor, não dorme, chora descontroladamente, pode agir com brutalidade ou passivamente, entre outras situações extremadas. Nesses casos, as pessoas sofrem e também exercem influência umas sobre as outras; são magnetizadores e magnetizados ao mesmo tempo, claramente de forma negativa. Isso pode também acontecer em concentrações religiosas, onde impera o fanatismo e a fé cega.

Quanto aos ídolos, isto não significa que não possamos admirar determinado artista, músico ou desportista, mas sempre sabendo colocá-lo no seu devido lugar: como alguém que é admirado pelo seu talento e não como um ser humano superior. Mesmo os grandes homens, aqueles que fizeram e fazem a diferença positiva no mundo, são seres com imperfeições, mas que servem como bons exemplos para os demais, não como ídolos perfeitos.

O único e verdadeiro ídolo, que serve de modelo e guia para a humanidade, os Espíritos Superiores nos confirmam na questão 625, de O Livro dos Espíritos: Jesus. Não o Jesus místico e distante, mas com o maior Missionário de Deus que veio a Terra, vivendo intensamente os próprios ensinamentos - caridade e amor: o único caminho para o nosso bem estar, para a nossa felicidade eterna. Esse sim, vale a pena seguir...


Bibliografia
Luis Roberto Scholl
Jornal “Seara Espírita” nº. 148

Jc.

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ONDE ESTÁ DEUS ?

Um homem perguntou ao Pontífice durante a visita a um antigo campo de concentração nazista, ao tomar conhecimento dos horrores que ali foram cometidos,

onde estava Deus, durante o holocausto, que causou tantos sofrimentos e mortes a centenas de judeus, nessa hora de tanta dor ?

Certamente que deve estar em nosso coração - Sim, está em nosso coração, na nossa sensibilidade, na nossa vontade de minorar e até eliminar definitivamente o sofrimento alheio. Está na caridade pura, no amor ao próximo, como nos ensinou Jesus, pois, “fora da caridade não há salvação”.

E é nestes valores que vamos entender que precisamos nos preparar para fazer parte do grande concerto universal, em evolução na Terra, seguindo o roteiro traçado por Jesus. Precisamos ter no coração a semente divina que nos fará, pela caridade, nos sensibilizar de nossos irmãos, menos felizes, e buscar, pelos impulsos do amor, o socorro de suas necessidades materiais e espirituais, e a pacificação do seu ser, aliviando os seus sofrimentos.

Assim, podemos participar da grande obra de Deus, cumprindo com Sua vontade, nos pequeninos detalhes que a vida nos oferece todos os dias, exercitando a nossa paciência, afabilidade, humildade, caridade e amor, seguindo o exemplo de Jesus que iluminou o caminho para marcar nossas vidas.

Deus está, portanto, em nossas vidas, em todos os momentos em que praticamos o amor ao nosso próximo, que nos aproxima do amor de Deus...


Bibliografia:
Gustavo Fróes
Boletim do SEI

Jc.

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ALGUMAS REGRINHAS

1- Aonde e onde (como usar)

Aonde, se escreve quando o verbo indica movimento.
Exemplo: Aonde você vai domingo?

Onde, se escreve quando o verbo não indica movimento.
Exemplo: Onde, você comprou essa mochila?

2- Mal e mau (como usar)

O mal é um advérbio que indica modo, maneira. Seu antônimo é Bem.
Exemplo: Jorge é muito mal. Ricardo foi bem nos testes.
O mau é um adjetivo que indica qualidade. Seu antônimo é Bom.
Exemplo: Jorge é um mau caráter. Ricardo é um bom menino.


3- Mas e mais (como usar)

O mas emprega-se quando dá idéia de oposição, idéia contrária.
Exemplo: O socorro vem, mas não chega a tempo.

O mais emprega-se quando dá a idéia de intensidade ou superioridade.
Exemplo: Moradores querem mais asfalto. Meteorologista prevê mais frio.


4- Por que – porque – por quê – porquê (como usar)

Por que se usa no início ou meio da frase interrogativa.
Exemplo: Por que os peixes nadam? Por que não me visitaste?

Porque se usa na resposta.
Exemplo: Não goste de carne porque possui muitas toxinas.

Por quê se usa no fim da frase interrogativa.
Exemplo: As pessoas se queixam por quê?

Porquê significa razão e vem sempre acompanhado do artigo (o).
Exemplo: Você vai saber o porquê disso.

5- Se não e senão

Se não se usa quando representa (não)
Exemplo: O que acontecerá se não entregar a pesquisa hoje?

Senão se usa quando tem o sentido contrário.
Exemplo: Conte-me tudo, senão irei embora.


Jc.

S.Luis, 6/10/2011

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sábado, 1 de outubro de 2011

ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR

ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS

Jesus, ao se despedir dos seus discípulos, lhes promete que enviaria o “Consolador”, para lhes relembrar tudo o que fora ensinado por Ele. Depois dessa promessa, muitos séculos se passaram; a humanidade já alcançara um estágio evolutivo para receber novos conhecimentos. Deus, na sua bondade infinita, havia permitido ao ser humano ver a verdade dissipar as trevas; foi o advento do Cristo. Depois da luz viva, as trevas voltaram; o mundo na obscuridade se perdeu de novo... Então à semelhança dos profetas, os Espíritos se põem a falar. O “Consolador Prometido” por Jesus, o Espírito de Verdade, enviado pelo Pai, vem nos relembrar tudo o que fora ensinado por Jesus, e nos esclarecer muitas outras coisas que não puderam ser ditas. As manifestações desta vez, não se fizeram ouvir somente num lugar; espalham-se por todos os lugares da Terra e as comunicações dos Espíritos, dão início a uma nova era de conhecimentos e progresso espiritual.

Jan Huss - Viveu ele na velha Boêmia, no século XIV. Quem foi esse homem que escreveu o seu nome na história tcheca, pela fé e fidelidade a Jesus? – Joana de Angelis chamou-o de “O pregador da verdade, pois ele atualizou na sua pureza primitiva o Evangelho, com doçura e sensibilidade, conforme ensinara o Mestre, vivendo-o mediante sacrifícios e exemplos dignos.”

Na noite sombria da Idade Média, marcada pelo poder da Igreja Católica corrompida e distante da ética cristã, a pregação de Jan Huss, chamou a atenção dos fiéis honestos, provocando uma onda de ódio e de ressentimento. Ele era amado pelos praguenses de todas as camadas sociais e quase adorado pelo povo simples dos arredores, que vinham de longe para ouvir os seus sermões, de verdadeiro sacerdote.

A pequena capela de Belém, no coração da cidade de Praga, atraia multidões. Ali ele pregava a palavra do Senhor, vivendo num pequeno e modesto quarto. O próprio Imperador, Sigismundo veio sigilosamente ouvi-lo e tornou-se simpatizante do bondoso pregador. Jan Huss passou a denunciar abertamente os abusos da Igreja, exortando o povo a procurar as virtudes dos apóstolos e o próprio Cristo, nas palavras do Evangelho; a entrar em contato direto com Deus através do pensamento e das orações, sem a interferência de padres indignos da fé que proclamavam. Estes por sua vez, declaravam-se os intermediários entre a Terra e o Céu, para justificarem a cobrança de seus serviços, vendendo indultos pelos mais graves crimes e ainda, lugares no Céu, a troco de dinheiro, animais a até de filhas se eram jovens e bonitas...

Por causa das suas pregações, consideradas revolucionárias, o missionário sofreu severa proibição, tendo o Cardeal de Praga, mandado fechar todas as igrejas da cidade para que Jan não pregasse a àqueles que o seguiam. Ele então abandonou a cidade e foi pregar ao céu aberto nas outras cidades, aos humildes camponeses puros de coração. Mas momentos mais difíceis ainda esperavam pelo devotado semeador do Evangelho. Foi ele tratado como perigoso, sendo logo encarcerado. Levado perante o tribunal do Concílio de Constança, foi acusado de herezia e sofreu agressões para que abjurasse, mas ele defendeu-se dizendo: “Se vocês me provarem pelas Sagradas Escrituras, que estou errado, serei o primeiro a reconhecê-lo e a me retratar, Meu primeiro dever de sacerdote é divulgar a palavra divina.” Foi ele aprisionado por longo período, sofreu torturas cruéis, frio, fome, doença, amarrado pelos pés e mãos, buscava no Evangelho forças para resistir ao mal, elevando a mente em orações, enriquecendo-se na paz do Senhor. Incompreendido, mas fiel a Jesus, o pregador da verdade foi queimado vivo sem poder se defender e sem nenhuma culpa, no dia 6 de julho de l415. A sua morte, por ser muito querido pelo povo, causou uma grande revolta na sua pátria, causando as famosas guerras Hussitas.

Apagou-se na Terra, uma estrela de esperança, para poder renascer uma outra estrela de primeira grandeza, que iria iluminar a Humanidade para sempre. Longe de todas as fogueiras terríveis, reencarna no Século XV, no dia 3 de outubro de 1804, em Lyon, na França, o grande Espírito, com o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail, aquele que seria um gênio excepcional, educador, cientistas, matemático, filósofo, tornando-se, mais tarde ainda, o Codificador da Doutrina dos Espíritos, o Consolador prometido por Jesus.

O Codificador - Poucos são os registros acerca das características físicas de Hippolyte Leon Denizard Rivail. Raras são as fotos; só conhecidas as que mostram ele nos seus anos de adolescente e uma outra, já adulto, em sua fase de espírita. Chamado de “o bom senso encarnado”, Allan Kardec, nome adotado pelo professor Hippolyte, para apresentar a Codificação Espírita, nasceu ele na cidade de Lyon, na França, em 3 de outubro de l804, de família ilustre. Foi educado na escola Pestalozzi, em Yverdum na Suíça, tornando-se um dos discípulos de célebre professor-educador João Henrique Pestalozzi, que grande influência exerceu na reforma do ensino da época. Dotado de muita inteligência, pelo seu caráter e pelas aptidões, já aos 14 anos, ensinava o que havia aprendido, aos outros que sabiam menos do que ele. Foi nessa escola que lhe desabrocharam as idéias que, mais tarde, o colocariam na classe dos homens progressistas e sábios. Aos 20 anos, após completar seus estudos, retornou à França, indo residir em Paris. Teve ele uma carreira brilhante , escrevendo 11 livros didáticos, sendo por isso laureado pelos franceses. Falando alguns idiomas, fazia frequentemente traduções e versões. Foi muito respeitado nas rodas intelectuais pelo seu espírito sereno e reverenciado pela sua cultura.

“Pessoalmente, Allan Kardec era de estatura média, compleição forte, com a cabeça grande, feições bem marcadas, olhos claros, mais parecido a um alemão do que um francês. Enérgico e perseverante, com temperamento calmo, cauteloso e incrédulo por educação e natureza, pensador seguro e muito prático no pensamento e na ação. Lento no falar, modesto nas maneiras e agindo com dignidade e serenidade, nem provocava nem evitava a discussão; fazia poucas observações sobre o assunto a que havia dedicado grande parte da sua existência. Recebia com afabilidade os muitos visitantes de todas as partes do mundo, que vinham conversar com ele, dando informações aos investigadores sérios, com os quais falava com animação e liberdade, as vezes, com o rosto iluminado por um sorriso agradável, embora sua conduta habitual fosse de serenidade e seriedade”, são informações sobre ele, que constam do livro “História do Espiritismo”, de Arthur Conan Doyle.



Nascido na religião católica, mas educado num país protestante, teve ele de suportar os atos de intolerância que, cedo o levaram a conceber a idéia de uma reforma religiosa, para unificar as crenças. De 1835 a 1840, fundou em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia, Astrologia e outros, numa época em que só um reduzido número de pessoas tinha condições de estudar. Aos 51 anos, teve conhecimento dos fenômenos mediúnicos que se manifestavam em Paris e noutras cidades francesas, e ele convidado a participar de uma reunião desses fenômenos, em seguida se dispôs a estudá-los.

A Missão – Apesar das primeiras manifestações tidas como espíritas, terem sido efetuadas na América do Norte, com as irmãs Fox, foi entretanto na França, centro das atenções do mundo, por causa da revolução e da legenda “Fraternidade, Liberdade e Igualdade”, onde despertou maior curiosidade, os fenômenos das “mesas falantes”, e onde surgiu a figura do professor Hippolyte Leon Denizard Rivail. Observou desde logo, convencendo-se após cuidadoso exame dos fatos, da realidade da comunicação entre os dois planos de vida, e preocupou-se em estudar a faculdade mediúnica, através da qual se processava esse intercâmbio. Observou ele que alguns médiuns não tinham noção do que escreviam enquanto outros tinham plena consciência do que recebiam.. Após observar, estudar e analisar os fenômenos, formou um corpo doutrinário a que denominou de Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos, no seu tríplice aspecto de: Ciência, Filosofia e Religião. Constatou ele uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luzes sobre uma imensidade de assuntos tidos até então como insolúveis.

O Consolador – Fruto de suas observações, estudos, perguntas, respostas e comprovações,, lançou em 18 de abril de 1857, o primeiro livro da Codificação, com o título de “O Livro dos Espíritos”. Hippolyte, o apresentou usando o pseudônimo de Allan Kardec, para que não fosse reconhecida como obra sua, mas sim dos Espíritos. As leis básicas da Doutrina dos Espíritos, estão reunidas nesse livro e nas obras complementares que são: “O Livro dos Médiuns”, publicado em 1861; “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, lançado em 1864; o livro ‘O Céu e o Inferno”, em l865; e o livro “A Gênese” publicado em l868, que formam o pentateuco kardequiano. Em 1858 iniciou a publicação da “Revista Espírita” e fundou ainda a primeira sociedade espírita, com o nome de “Sociedade de Estudos Espíritas”. Após vários anos em que viajou pela França e Bélgica divulgando a Doutrina dos Espíritos, veio a desencarnar em París, no dia 31 de março de 1869.

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”, e “Fé legítima é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade” consagraram a fé racional e científica de Allan Kardec e da Doutrina dos Espíritos. Na conclusão de “O Livro dos Espíritos”, item VI, Allan Kardec afirma: “A força do Espiritismo está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão e ao bom-senso. Fala uma linguagem clara, sem ambigüidade. Nada há nele de místico, nada de falsas interpretações para ser por todos compreendido...” E complementa dizendo: “Não é o Espiritismo que cria a renovação social, é a maturidade da humanidade que faz desta renovação uma necessidade.”

Iniciava-se um novo período na história da humanidade. Uma filosofia de bases científicas e de conseqüências religiosas inaugurava uma nova era de fé racional aproximando a ciência e a religião. Pela primeira vez a fé provava os seus fundamentos principais e acrescentava alguns outros indispensáveis: Deus misericordioso; imortalidade da alma; vida no mundo espiritual; reencarnação; existência de vida em outros mundos; lei de causa e efeito, e apresentava Jesus como modelo e guia da humanidade. Podemos até afirmar que o mundo de regeneração, de esperança, começou em 1857, quando Allan Kardec apresentou à humanidade, a Doutrina dos Espíritos. A leitura dos livros básicos da Doutrina, já permitia que qualquer pessoa alcançasse a compreensão racional da sobrevivência da alma e da comunicabilidade dos Espíritos, como também o sentido da existência na Terra. Esses livros fazem um alerta à Humanidade: “São chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas , confundir os orgulhosos e glorificar os justos.”

Kardec, para o perfeito desempenho da sua missão, só poderia ser mesmo um educador, para realizar a tarefa de Codificador da Doutrina dos Espíritos, porque, a própria doutrina, é uma proposta pedagógica e pretende promover a educação dos espíritos. Se ele tivesse sido um cientista na forma tradicional, talvez o Espiritismo tivesse ficado apenas nos fenômenos físicos. Se ele fosse um filósofo, talvez o Espiritismo ficasse apenas na meditação sobre o conjunto das coisas. Se ele tivesse sido um sacerdote, talvez o Espiritismo tivesse se tornado apenas uma nova seita a mais, entre as tantas que existem. Sendo ele um educador, Kardec direcionou o Espiritismo para a sua verdadeira função; de sintetizador do conhecimento espiritual, e ao mesmo tempo propondo ao ser humano um caminho de auto educação. Complementando dizia: “A educação é a arte de formar pessoas; isto é, a arte de despertar nelas os sentimentos da virtude e abafar os instintos dos vícios. É pela educação que podemos reformar o ser humano e o mundo.”

O lema de Kardec era: Trabalho, tolerância e solidariedade. Quanto ao trabalho, recomendava ele a postura de abnegação, porque o serviço requer a participação e a unificação consciente, na obra que é gigantesca; quanto a tolerância, teremos que ter compreensão, revestida da postura interior de indulgência; quanto a solidariedade, devemos entender que, enquanto nossas relações não forem de convivência fraternal, dificilmente haverá união e progresso na Terra.

Ao inteirar-se da sua Missão, Kardec ouviu a seguinte advertência dp Espírito de Verdade: “...a missão dos reformadores é cheia de perigos. Previno-te de que é rude a tua, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro. Não suponhas que te basta publicar um, dois, dez livros, para em seguida ficares tranqüilo em casda. Suscitarás contra ti ódios terríveis; inimigos se reunirão para tua perda. Ver-te-ás a braços com a calúnia, com a traição dos que te parecerão mais dedicados; sucumbirás ao peso da fadiga, com sacrifício do teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde...”

Acender as luzes do Cristianismo Redivivo seria uma missão árdua para Allan Kardec, o apóstolo abnegado, herói discreto e missionário de Jesus na Terra. Enquanto esteve a frente do trabalho da Codificação, ele passou por maus momentos e, num desses, ele escreveu: “Andei em luta com o ódio de inimigos terríveis; artigos infames foram publicados contra mim; as minhas instruções foram falseadas; traíram-me aqueles quem mais confiava; pagaram-me com a ingratidão, aqueles a quem prestei os melhores serviços.” Falando a respeito do caráter da Revelação Espírita, no livro “A Gênese” cap.1 item 55, Kardec afirma: “A Doutrina Espírita, por apoiar-se em fatos, tem de ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva, como todas as ciências. Pela sua própria substância, ela se alia a Ciência que, sendo a exposição das leis da Natureza, não pode ser contrária às leis de Deus, que é o autor delas. As descobertas que a Ciência realiza, consentidas, longe de rebaixarem, glorificam a Deus e apenas destroem o que os homens edificaram sob as falsas idéias que fazem de Deus.

Guaracy Vieira, no livro “Perfis da Vida”, tece o perfil de Allan Kardec, dizendo: “Portador de um caráter diamantino e prudente nas ações não avançava sem a segurança do êxito. Em uma época de transição cultural, ele permaneceu fiel no compromisso com Jesus, contribuindo para a libertação das criaturas, com os recursos morais do Evangelho. A sua existência foi digna, fiel, trabalhadora, rica de experiências luminosas. Não se permitindo o repouso antes do tempo, desencarnou sob o excesso de esforço, deixando a Doutrina dos Espíritos que lhe perpetua o nome, a existência e a missão...”

Allan Kardec, dispôs de apenas 15 anos para realizar todo o trabalho da codificação da Doutrina dos Espíritos, e se revelar como um dos mais lúcido e completo discípulo de Jesus. Foi-se novamente a estrela do conhecimento, para poder dar lugar a nova existência como uma estrela do exemplo. No diálogo sob o título “Minha Volta”, no livro “Obras Póstumas”, o próprio Allan Kardec conversando com o “Espírito de Verdade”, em 10 de junho de 1860, toma conhecimento de sua morte nos anos seguintes e a sua reencarnação, entre o final do século XIX e o século XX.


Por tudo o que esse Espírito que existiu como Jan Huss e Allan Kardec fizeram pela Humanidade, presto nesta oportunidade, a minha agradecida e sincera homenagem, porque, se não tivesse surgido a Doutrina dos Espíritos, estaríamos até hoje sem entender Jesus, pois em séculos da era cristã, não o compreendemos e suas palavras e ensinamentos foram completamente desfigurados, esquecidos e substituídos pelos seres humanos, através dos tempos. Kardec veio esclarecer e restabelecer todos os ensinamentos do Mestre Amado na sua pureza, A liberdade e a esperança que nos trouxe em nome de Jesus, reacenderam a nossa fé; pois hoje sabemos que não há morte, que a vida continua depois de nos libertarmos do corpo; que a reencarnação é uma escada permanente de oportunidades e progresso, que o amor rege todos os processos existenciais, e que a vida é um hino de esperança, de paz e de bênçãos do Pai Celestial....

Obrigado Allan Kardec

Jc.
S.Luis, 03/12/2009

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

REVOLUÇÃO DA ALMA

REVOLUÇÃO DA ALMA

“Aristóteles, famoso filósofo grego, escreveu o texto “Revolução da Alma”, no ano de 360 A.C. e é eterno:
“Ninguém é dono de sua felicidade, por isso não entregue sua
alegria, sua paz e sua existência, nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a
ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, dos
sonhos e da vontade de quem quer que seja.”

A razão da sua existência é você mesmo. A sua paz interior é a sua meta de vida; quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seus pensamentos para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque seus objetivos longe demais de você; abrace os que estão ao seu alcance hoje mesmo. Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou familiares, busca em seu interior a resposta para acalmar-se; você é o reflexo do que pensa diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo e seja seu melhor amigo sempre.

Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo e as pessoas que lhe querem oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está pronto para ser feliz.

Trabalhe, trabalhe muito a seu favor, ocupando a sua mente e pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das outras pessoas, aquilo que nem você ainda conquistou. Critique menos, trabalhe mais e, não se esqueça nunca de agradecer, agradecer ao Pai Celestial e a todos. Agradeça, agradeça tudo que está em sua volta nesse momento, inclusive o sofrimento. Nossa compreensão do mundo, ainda é muito pequena para julgarmos o que quer que seja na nossa existência. “A verdadeira grandeza não consiste em receber honras, mas sim em merecê-las.”

Envie esta mensagem a todas as pessoas que são especiais para você...

P.S.
Como todas as pessoas, para mim, são especiais, em virtude de todos sermos irmãos perante o Pai Criador, esta mensagem está sendo passada para todas as pessoas que dela tomarem conhecimento.
J. C.

Obs:
Foram feitas pequenas modificações e
acréscimos no texto original.

S.Luis, 26/09/2011