domingo, 6 de novembro de 2011

SER ESPÍRITA

SER ESPÍRITA, NÃO É FÁCIL

Deus, ao nos criar, foi misericordioso, concedendo-nos todas as possibilidades de Espiritualização; livre-arbítrio para atingirmos a meta desejada e ainda a eternidade como tempo; porém, somente conquista a redenção, aquele que se esforça por ela, que por ela trabalha, e não o que a desdenha e aguarda que a felicidade venha ao seu encontro. Por isso, o Mestre Amado, ao voltar ao seu reino, nos legou o código moral do Evangelho, como arma poderosa para essa conquista. Quem fizer esforços para obedecer aos seus preceitos, entrará mais depressa nas claridades desse reino.

Quando há mais de um século, surgiu a Doutrina dos Espíritos, esse mesmo código foi apontado pelos Espíritos Superiores, como base de ação purificadora, norma sagrada para a conduta dos adeptos espíritas. Porém, os que se dizem seguidores dessa Revelação, lamentavelmente, pouco os conhecem na sua verdadeira significação; muitos dizem-se defensores mas não lhe seguem as orientações, não os vivem na sua conduta, nem procuram melhorarem-se; e há ainda os que julgam tal código, simplesmente um livro que, às vezes, lêem e comentam, mas não como um rumo certo e definitivo de vivência. Alguns outros conhecem as passagens, chegam a mencionar João ou Mateus, mas, uma coisa é enaltecer os apóstolos, outra é proceder como eles procederam; uma coisa é admirar sua coragem, sua grandeza moral, outra coisa é seguir seus passos, imitá-los com devotamento.

Conhecendo as dificuldades pela qual passaram os apóstolos naqueles tempos sofridos, e, estabelecendo comparação com os atuais, em nosso meio social; comparando o destemor nas perseguições que sofriam, e as facilidades que desfrutamos hoje, permanecemos e sentimo-nos incapacitados para assumir qualquer compromisso, e deixamo-nos vencer pelo desânimo e comodismo.

Para ser espírita o primeiro dever é servir. E para servir ele não precisa de cargos na política ou na administração pública. Jesus não precisou da política romana ou judaica para cumprir a mais bela e mais eficaz de todas as missões já realizadas no mundo. Kardec, por sua vez, não precisou também da política, para implantar na França e no mundo, a política do amor universal. Nem por isso, o espírita deve abster-se de seus deveres políticos. Pelo contrário, esses deveres devem ser cumpridos rigorosamente, conforme ditar nossa consciência. Resumindo, o espírita desde que aceitou a Doutrina dos Espíritos, alistou-se nas fileiras do amor, seu único partido é o do Reino de Deus, e a plataforma deve ser o Sermão da Montanha. Porém, caso venha a ser elevado a cargo público não deve esquecer a sua qualidade de espírita, e o Amor e a Caridade devem constituir suas armas políticas, mesmo que isso lhe custe a oposição dos próprios companheiros.

Outro dever do espírita é o de respeitar todas as crenças sinceras, todas as religiões que levam a criatura ao Criador, não atacando nem zombando de suas práticas; porém, não tem o direito de, em nome da tolerância, tornar-se cúmplice de práticas ou ensinos teológicos que possam levar as pessoas de volta ao passado de ignorância ou à sua exploração.

A Doutrina dos Espíritos pede a reforma moral dos seus adeptos e todos têm conhecimento desta condição. Entretanto, poucos são os que se esforçam por realizá-la; muitos permanecem indiferentes, transferindo sempre para o dia do amanhã, as iniciativas de tão elevadas atitudes... Convém nos indagar: Para que viemos ao mundo, nesta época tão propícia ao desenvolvimento de esforços redentores? - Não foi justamente para recuperarmos o tempo perdido no passado? Corrigir nossas faltas e resgatar nossos erros?

Pessoas há que pensam que para ser espírita basta apenas freqüentar um Centro Espírita e se dizem espíritas, mas na realidade, o que seria mais importante, era o Espiritismo entrar nelas; isto é, os ensinamentos, as exortações, as lições os bons exemplos, serem assimilados e vivenciados. Não devemos nos iludir pensando que apenas por freqüentar um Centro Espírita, sem tentar e procurar fazer a sua renovação no que diz respeito a vícios, e práticas negativas, já está em melhor condição espiritual, assim como, ninguém também não melhora a sua condição, pelo fato de passar da existência terrena para a espiritualidade. Não existe mérito em chegar a espiritualidade dizendo-se espírita e que freqüentava o Centro Espírita, sem que tenha aprendido e praticado a caridade e o amor ao próximo, que são as máximas que tem valor.

Não seremos espírita se não nos dispusermos a enfrentar nossas imperfeições e tudo fazer para nos livrar delas. Não é fácil, e é por isso que muitas pessoas ao tomarem conhecimento dos ensinos espíritas, resolvem se afastar do meio espírita, por não quererem abdicar de seus procedimentos e por se sentirem fracos para cumpri-los. Porém, se estivermos realmente com o propósito de seguir os ensinos de Jesus, procurando a nossa melhora espiritual, nos livrará de muitas outras existências de sofrimentos. Devemos nos esforçar para vencer esses obstáculos, sabendo que, é de um dia após outro que vamos fazendo o nosso progresso espiritual, assim como uma caminhada, por mais longa que seja, começa com o primeiro passo, a cultura com as primeiras letras. O que diferencia o espírita é o desejo e a força consciente de mudar de atitude; é a renovação interior, e se não nos renovarmos e não nos sentirmos renovados, se não estamos vendo a nossa existência e os acontecimentos de forma diferente, é porque não assumimos a visão filosófica da Doutrina Espírita em nosso dia-a-dia. Se não existir a mudança de mentalidade, freqüentar assiduamente o Centro Espírita, ouvir as palestras, receber o passe, tomar a água fluidificada e ler alguma obra espírita, não faz de nós espírita.

Eu mesmo fui um desses, estive por diversas vezes envolvido no movimento espírita, mas somente desta última vez, foi que o Espiritismo entrou em mim. Foi quando passei a estudar a Doutrina e, por força do conhecimento adquirido, passei a policiar os meus pensamentos; as minhas palavras mal educadas, foram sendo corrigida, os atos desabonadores foram sendo reestruturados, e a minha existência, agora ciente das minhas responsabilidades, passou a ser no sentido da minha melhora espiritual. As minhas diversões até então mundanas, passaram a ser com crianças desamparadas, idosas necessitadas, que me proporcionam a oportunidade de ser útil ao meu semelhante, seguindo a orientação do Espiritismo que recomenda: “Fora da caridade não há salvação.”

Ser espírita verdadeiramente não é fácil para ninguém. Como muitos pensam. A Doutrina nada exige de seus adeptos. A nossa consciência é que nos convoca à transformação no campo moral e a conquistar as virtudes cristãs. Trava-se então, uma verdadeira batalha entre as comodidades e os vícios mundanos, por se estarem ameaçados, que lutam desesperadamente contra nossos novos propósitos e sentimentos de reforma íntima e melhora espiritual. Nessa batalha que se desenvolve em nossa existência, somos às vezes vencedores, outras vezes ficamos vencidos. Mas, se tivermos perseverança no propósito da reforma, seguimos na luta e assumimos os compromissos.

O espírita sincero é somente aquele que primeiramente se esforça por evangelizar-se, passando a viver os testemunhos que o Evangelho exige. Não o são, aqueles que somente pregam, ensinam como fazer e não o fazem; fingem querer mais não querem; querem amar, mas não deixam de ser egoístas e frios; querem crer, mas duvidam; tudo porque não possuem ainda a boa vontade e as virtudes da fé. Como espírita, nosso primeiro compromisso é com o Estudo da Doutrina. Nela encontramos os esclarecimentos necessários; a compreensão das vicissitudes da existência e de nossos familiares; achamos o bálsamo para nossas dores; a confiança e a esperança de que nosso futuro depende do nosso presente. O segundo compromisso é com a Moral. Após o conhecimento da Doutrina, passamos a saber que é nosso dever, nos esforçarmos para ser uma nova pessoa; com novos hábitos, novas maneiras, novos atos que comprovem nossa modificação. O terceiro compromisso é com a Caridade. Muitos poderão alegar que não têm como fazer caridade, pois vivem em condições difíceis. Perguntamos então: Quais foram as condições financeiras de Jesus? – Teria Jesus se tornado o maior benfeitor da humanidade, pela distribuição de bens materiais, de dinheiro? – Não, pois Ele não possuía dinheiro algum. Entretanto, entre todos os vultos da história da humanidade, nenhum se comparou a Jesus, quanto a distribuição de benefícios e da caridade a justos e injustos.

Caridade se faz com o pensamento, quando pedimos por alguém em nossas preces; quando enviamos através da mente, um pensamento positivo; quando damos uma palavra de apoio e conforto a um desesperado, a um desiludido, a um sofredor; fazemos ainda a caridade, quando repartimos um pouco do que o Pai Celestial nos concede, com os necessitados, sejam eles, parentes, amigos, visinhos ou mesmo desconhecidos. Todos são nossos irmãos perante Deus, e é através do exercício da caridade ao nosso próximo, que merecemos também as graças do Pai Celestial, quando chegar a hora da nossa necessidade e dos nossos momentos difíceis.

Finalmente, o nosso quarto compromisso é com a divulgação do Evangelho e a Doutrina do Consolador, que abraçamos e que nos esclarece, nos ampara, nos conforta e nos ilumina o Espírito. Temos o dever de transmitir, de propagar, de ensinar a Doutrina dos Espíritos, que é de fraternidade e amor... Entretanto, Kardec nos recomenda prudência, e a Espiritualidade Superior nos lembra que a aceitação das realidades da Doutrina, está ligada à maturidade moral e as necessidades de fé de cada criatura. Entre divulgar o Espiritismo e querer fazer proselitismo, existem diferenças, e precisamos estar atentos para não prejudicar a pessoa a qual queremos ajudar. Não devemos tentar arrastar para a Doutrina Espírita, pessoas que estão bem e satisfeitas em sua própria religião. Tempo virá em que estaremos todos reunidos em um grande rebanho com um só Pastor.

Todas as filosofias de vida, todos os profetas e todas as religiões estão resumidas naquelas máximas que Jesus nos deixou: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.”

Vem bem a propósito à passagem em que Eurípedes Barsanulfo, grande espírita mineiro que em certa época de sua existência, quando dormia, foi levado em espírito, a uma paisagem de grande beleza, onde avistou um homem que meditava. Ao se aproximar, sentiu-se na presença de Jesus, e, tomado de grande emoção, se ajoelhou e baixando os olhos, chorou. Depois, levantando os olhos, viu que o Mestre chorava também. Tomado de tristeza, indagou: “Senhor, por que choras?” Não obtendo resposta, voltou a perguntar: “Senhor, choras pelos descrentes do mundo?” - Jesus virando-se para ele, respondeu: “Não filho, não choro pelos descrentes do mundo a quem devemos amar; choro pelos que conhecem o Evangelho e não o praticam...” Desde aquele dia, Euripedes nunca mais deixou de praticar a Caridade.

Irmãos, que estas palavras de Jesus, dirigidas a Eurípedes Barsanulfo, penetrem em nossos corações, nos sensibilizando para a nossa responsabilidade de cristãos e espíritas, no sentido de modificarmos para melhor, os nossos pensamentos, as nossas palavras e os nossos atos, no dia a dia de nossa jornada terrena, seguindo os ensinamentos do Evangelho. Se assim fizermos, estaremos evitando que Jesus chore também por nós...

Allan Kardec classifica os espíritas em três categorias: os que buscam os fenômenos e se limitam a crer nas manifestações: os que crêem nas manifestações e admiram a moral da Doutrina Espírita, mas não a praticam; e os que procuram praticar a sua moral aceitando todas as suas conseqüências; os verdadeiros cristãos espíritas. Alcione Peixoto, na Revista Espírita de Campos, nos diz que um dia, ouviu de um adepto de certo segmento cristão, que, nós espíritas somos “cristãos modernos”. Claro que isso foi dito com uma ponta de ironia. Mas ela entendeu que ele atribuía esse conceito à nossa liberdade de não termos superiores hierárquicos, bispos, pastores, sacerdotes, etc.,não vendermos os dons divinos e principalmente, de não adotarmos o recolhimento do dízimo. No que se refere ao formato com que as igrejas tradicionais apresentam as lições de Jesus, ela diz que nos diferenciamos, e muito, dos demais credos, mesmo. Temos, sim, muitas diferenças no que tange à prática do conhecimento evangélico, se a compararmos com as propostas das demais religiões. Nós, “modernos cristãos” – como fomos nomeados – sabemos que vivemos uma verdadeira catástrofe psíquica, nervosa, com carência de toda ordem: carentes de conhecimentos, de consolações, de afeto, de compreensão, de tolerância, de segurança de paz. “Uma multidão atordoada em busca de auxílio.” Chico Xavier sempre estava repetindo que o espírita está na Terra para Evangelizar.

A Doutrina dos Espíritos nos ensina que Deus não se ofende por nossas atividades erradas e sempre com sua Bondade Infinita, está pronto a nos oferecer novas oportunidades para repará-las. O problema é que temos hábitos milenares que, mesmo após o conhecimento do Espiritismo, continuamos a praticá-los, algumas pessoas até com satisfação. Promover a reforma íntima, como nos ensina a Doutrina, não é fácil como muitos pensam, e por isso, vamos protelando as realizações indispensáveis à nossa evolução espiritual. Os bons Espíritos estão sempre prontos a nos ajudar, através de conselhos e advertências, mas respeitando o limite do nosso livre arbítrio.

Para ilustrar o assunto, nos servimos do trabalho do Grupo de Estudos Espíritas do Lar Fabiano de Cristo. Uma reunião chegara ao fim, quando um dos participantes, médium, começou a receber uma mensagem psicofônica, com uma vibração contagiante, como que para transmitir aos que ali estavam, a importância de suas palavras. Disse então o espírito comunicante: “Quando na Terra, também fui espírita; participava de reuniões tão belas como esta, lia e estudava os livros de Allan Kardec, de Emmanuel, de André Luiz e outros, que todos aqui conhecem. Assim, quando cheguei à Espiritualidade, julgava que teria uma recepção com “tapete vermelho”, honras e homenagens. Sabia que ninguém me acusaria de nada, pois durante a minha jornada terrena todos desejavam meu bem. Assim sendo, julgava que na Espiritualidade não seria diferente, sem nenhum juiz para me julgar. Meus amigos e parentes que já haviam feito a passagem anteriormente, vieram receber-me, mas senti que após aquelas primeiras manifestações, fiquei sozinho. Foi então que minha consciência despertou com toda clareza, sem as fantasias com as quais nos acostumamos a enfeitar nossos erros e imperfeições na Terra.

Minha existência foi passando lentamente diante de mim, e vi então que eu lia, estudava, decorava, mas não realizava. Nada fazia para minha reforma de conduta nem procurava ajudar nos trabalhos do Centro Espírita, ajudando meus semelhantes. Não fui homicida, não fui suicida, mas o desfile da minha existência vazia veio vindo com intensidade e eu próprio me condenei. Fora relapso na prática da caridade, da solidariedade, da fraternidade, naquelas menores coisas que sempre aparecem como oportunidades de aprimoramento, no lar e no convívio com outras pessoas, no local de trabalho. Constatei que me conduzira egoisticamente, até com desvios dolorosos. Ninguém sabia, mas gostava de um trago e de umas cervejas. Naquele momento, não havia como esconder nada, pois ali estava toda minha existência, numa seqüência criada pelo seu principal personagem; eu mesmo.

Senti-me oprimido, como se o arrependimento pesasse uma tonelada sobre o meu espírito. Passados esses instantes, a Bondade Divina, que sempre está presente em nossas vidas, se manifestou. Cientes do meu arrependimento, amigos e mentores espirituais prontificaram-se a ajudar-me... Após 20 anos de trabalhos de reforma íntima, disciplinando desejos, melhorando sentimentos, consegui finalmente uma oportunidade de aprendizado em atividades socorristas. Foi o grande momento do meu real despertar para a amplitude dos ensinamentos de Jesus. Pedi então, permissão aos mentores espirituais para que, numa das reuniões deste encontro fraterno, eu fosse autorizado, não a contar a minha existência, mas a poder desabafar. Perguntei se seria vaidade, mas os instrutores disseram: “Não é vaidade; será útil a eles e também a todos os outros que ainda estão pelos caminhos que você trilhou. Faça sua confissão como uma contribuição fraterna.”

Por isso pude falar, pude dizer que fui mal espírita, que eu mentia a mim mesmo... Não recebi nenhuma sentença condenatória; só ajuda e amparo. Resgatei a minha condição e a Justiça Divina me permitiu no exercício do socorro espiritual, alimentar a esperança de, em breve tempo, merecer a graça de uma nova encarnação, para poder alcançar novo estágio espiritual. Espero que os meus irmãos encarnados tenham entendido que o meu propósito foi apenas de contribuição. Muito obrigado, irmão Antonio.”

Na prece de encerramento da reunião, o dirigente dos trabalhos manifestou o agradecimento dos presentes ao irmão comunicante, pela sinceridade de suas palavras de alerta a todos os espíritas, no sentido de consultarem as suas consciências e saberem que não basta apenas freqüentar o Centro Espírita, tomar o passe, beber a água fluidificada, ler e aprender a Doutrina até o ponto de sabê-la de “cor”; mas vivenciá-la no dia a dia, através da reforma íntima e da prática da caridade. Bem disse o Codificador: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua vontade de transformação moral e pelos esforços que emprega para domar e se livrar de suas inclinações más.”

O espírita é uma pessoa igual as outras, com seus compromissos pessoais e profissionais, que tem por obrigação, dedicar parte do seu tempo livre para as atividades doutrinárias e beneficentes, a fim de melhorar a sua moral e alcançar a evolução espiritual. Todos os dias, ao lado das ocorrências infelizes que recebem destaque nos veículos de comunicação, milhões de atos nobres são praticados anonimamente por verdadeiros cristãos, na sustentação da dignidade e da paz, da verdade e da justiça entre as criaturas, na implantação do Reino de Deus na Terra.

A nossa responsabilidade é muito grande e não podemos falhar, para nosso próprio bem. Estamos, pois, na hora de iniciar a luta pela própria redenção. Ninguém poderá atingir a evolução nesta existência e a felicidade espiritual que é a herança, sem que realize tudo o quanto o Mestre Amado estabeleceu como norma de conduta. Tudo no mundo se tornará melhor quando os seres humanos viverem dentro dessas normas, e profunda modificação se operará na mente e no coração de cada um, quando realizarem no seu íntimo, as transformações morais indispensáveis, atendendo ao chamado divino.

Por isso, dizer-se alguém que é espírita, nada representa de real e positivo, se assim não procede e não possuir o ideal, o anseio de espiritualização, a força interior, a moralização, a caridade e a preocupação de contribuir para a melhora do mundo. A Doutrina dos Espíritos não veio para formar apóstolos ou teólogos, mas para orientar as pessoas e redimir a humanidade. É tarefa, portanto, dos sinceros espíritas a modificação, o engajamento no trabalho, a divulgação dos ensinamentos de Jesus, e principalmente a exemplificação desses ensinamentos.

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos...” Disse Jesus (João 13:35)

Bibliografia:
Evangelho de Jesus
Grupo de Estudos Espírita Lar Fabiano de Cristo
Biografia de Eurípedes Barsanulfo
Chico Xavier

Jc.

Feito em 29/9/2004
Atualizado em 6/11/2011