segunda-feira, 7 de julho de 2014

A CRITICA E A NECESSIDADE DE PAZ




 Diante dos acontecimentos chocantes do dia a dia e face aos determinados comportamentos equivocados que recebem aplausos gerais, vem-nos a tentação de criticar. Algumas palavras bem colocadas, e serão suficientes para desmascarar mandatários inescrupulosos e indivíduos subservientes de conduta vil. Quase todas as pessoas do círculo onde eles se movimentam conhecem-lhes as falhas. Não obstante, sorriem com falsa anuência em relação à sua forma de viver, quase os detestando.
Tu, que procuras ser honesto contigo mesmo e com o teu próximo, ficas magoado, desejoso de te referires às deficiências que caracterizam essas pessoas e esses fatos. Esse procedimento em nada ajudará aos criticados, que se irritarão, carregando-se de ódio contra ti e passando a perseguir-te, piorando a própria situação. A crítica ácida, inspirada pela revolta ou pelo ressentimento, não contribui para a mudança delas ou das ocorrências examinadas. Ninguém gosta de sofrer críticas, mesmo quando merecidas. O exemplo de vida digna e a palavra de ajuda e de esclarecimento produz melhor efeito do que a acusação irada, a censura severa.
A tua melhor maneira de criticar o erro será agir com acerto, diferenciando-te pela forma de atuar, em relação àquele que se comporta irregularmente. A força da retidão se expressa pela conduta, muita mais do que através das palavras. Evita a crítica, forma sutil de vingança e, não raro, de despeito sórdido. A tua existência deve tornar-se uma lição viva de correção e dignidade, sem que estejas apontando os erros e debilidades alheias. 
Quando vemos a violência nas ruas brasileiras, propagada pela mídia, nas manifestações que andam ocorrendo há algum tempo, manifestações essas que deveriam ser completamente pacificas, pensamos no nosso povo. O povo brasileiro sempre foi tido na conta de pacífico e gentil, a ponto de mesmo os estrangeiros, acostumados a serem bem recebidos no nosso país, se perguntarem o que está acontecendo com o Brasil.
Ser pacato e bondoso não significa estar acomodado, nada realizando para melhorar situações que gerem desconforto, intranquilidade ou problemas, mas sempre agir com bondade e cultuar a paz, escolhendo ações não violentas, mas pacíficas, para demonstrar sua insatisfação. As mudanças se farão maiores quanto maior for á quantidade de homens de bem representando o povo. Há, portanto, que se cuidar na escolha que se faz do representante.
Na questão 733 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta se entre os homens na Terra, existirá sempre a necessidade da destruição, ao que os Espíritos respondem: “essa necessidade se enfraquece no ser humano à medida que o Espírito sobrepuja a matéria”. Assim é que dizem eles, como podemos observar o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral. Na questão 735 do mesmo livro, pergunta Kardec, o que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam, ao que eles responderam que “nesse caso há predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual”. Assim, toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação às leis de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades, enquanto o ser humano, dotado do livre-arbítrio, destrói sem necessidade e, portanto, terá que prestar contas do abuso da liberdade, pois o fato significa que ele cedeu aos maus instintos.
Quando vemos essas questões e a necessidade de amor, notamos que há um desvio de conduta no homem, ao escolher a violência. Nela o ser humano revela o grau de primitivismo em que ainda estagia. O Brasil é considerado o “Coração de Mundo e a Pátria do Evangelho” pelos espíritas, e realmente é assim que nos sentimos. Precisamos, pois, a despeito do que vemos na atualidade, manter a esperança num país melhor, num futuro melhor, porque assim está determinado. Enquanto houver baderna e violência, inclusive nas manifestações de rua a que nos referimos, nos restará este pensamento: Pobre povo da nação brasileira, ainda tão primitivo nas atitudes! Procuremos mudar isso com nossa atitude de paz e fraternidade, pois o destino da nação brasileira entre os povos é de bondade e tolerância, de boa acolhida e gentileza. Rogamos aos espíritas e aos nossos irmãos seguidores de Jesus, que sejamos cristãos sejam quais forem ás circunstâncias. Deus acompanha todas as situações e as pessoas e dará a cada um, no tempo certo, o merecimento que cada um faça jus.
Fonte:
Revista “O Imortal” 03/2014
Joanna de Ângelis e Editorial
Jc.
São Luís, 6/4/2014