quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

NOVO ANO; MUDANÇAS NECESSÁRIAS






  De todos os rincões da Terra, elevam-se à Espiritualidade, pedidos de mais paz e felicidade; felicidade essa, para alguns, representada pelo ganho fácil, pelos bens amoedados, pela fartura de recursos, pelos bens adquiridos e pela posição de destaque... Felicidade essa, passageira e ilusória, pois na verdade não somos donos de nada, visto que nada trouxemos quando chegamos ao mundo e dele nada levaremos, a não ser o mérito ou o demérito das nossas ações praticadas durante a existência.
De diversas partes do mundo, elevam-se também os gemidos das almas desanimadas, famintas, sofredoras e descrentes. Foi-se mais um ano de infelicidade, flagelos, doenças, violências, crueldades, assassinatos, fruto da indiferença e da ignorância de muitas pessoas que se fecham em si mesmas, isolando-se da luz, da fraternidade e do amor, em opção deliberada pela negação, pelo pessimismo, pela insensatez e pelo egoísmo.
Entretanto, novas esperanças e novos projetos, novas expectativas de um mundo melhor, animam muitas outras pessoas que ainda possuem fé, praticam a fraternidade e acreditam na Providência Divina, que rege todos os fatos.
Novo ano, um tempo ainda não passado; talvez símbolo de novas realizações construtivas. Tempo de história ainda não escrita, que só a nós, caberá determinar, se um tempo de harmonia ou de discórdia, de conquistas passageiras ou de reais aquisições; tempo de lutas ou de paz.
Reflitamos neste início de novo ano, o que faremos do tesouro das horas, dias e meses que nos será confiado. Fechemos o livro de páginas tristes, de lutas inglórias e dos tormentos mentais, e fitemos com esperança, as páginas brancas de um novo tempo, onde poderemos escrever uma história de paz verdadeira, de amor fraterno, de real felicidade, que nos dignifique a existência, enobrecendo o nosso próprio viver e a nossa consciência.
Para isso, eliminemos do nosso pensamento e coração, quimeras e sonhos voltados exclusivamente para as conquistas de bens terrenos, no imediatismo do hoje de ter e agora. Lancemos o nosso olhar para o alto, nos dispondo à conquista paciente, nas lutas de cada dia, na Paz por tesouro inalienável, trabalhando com amor e fraternidade, sem esmorecimento, para que a Luz do Mestre Amado nos alcance e transforme o nosso tempo de labor, na direção do Reino de Deus, nosso Pai de Infinita Bondade.
Que o Novo Ano, nos traga a Paz, a Saúde, a Fraternidade e o Amor... são as súplicas que fazemos em nossas orações e desejamos para todos. 
                                                    Jurandy  Castro e família
São Luís, 31/12/2015

NOVO ANO
No livro “Boa Nova”, psicografado por Chico Xavier, o Espírito de Humberto de Campos comenta que Jesus passou por Jerusalém, antes do início das suas pregações. Aproximou-se dele o sacerdote Hanã e passou a inquiri-lo e, ao ser informado sobre o desejo de Jesus de implantar um reino de amor na Terra, passou a ironizá-lo, por não contar com o apoio dos poderosos. Hanã então lhe perguntou se ele já havia visto alguma estátua perfeita modelada em fragmentos de lama. Jesus lhe respondeu que nenhum mármore existe mais puro e mais formoso que o sentimento. . .
Todo final de ano é quase sempre igual, na esperança de dias melhores que virão; uma mudança no tempo, ao toque da meia-noite tudo parece mudar para melhor; explodem os fogos, abraços são dados, num toque mágico, tudo mudou de um dia para o outro. Mas o que mudou? Situações extremas nos circundam. Riqueza de um lado, miséria do outro. Opulência e pobreza, obesidade e desnutrição, alegria e tristeza, guerra e paz.
Sonhamos com o oposto da miséria, da pobreza, da violência e da guerra, Desejamos o respeito, a paz, a fraternidade, com as pessoas entrelaçadas pela tolerância e o amor. Isso, no entanto, como é natural, não se faz  a um toque de relógio, nem em um dia.  É um processo trabalhoso e vagaroso, no tempo, um processo que se alcança com a maturidade. Para esse mundo que sonhamos externamente, é necessário que o interior das pessoas se transforme. É necessário que usemos o mais puro mármore que é o sentimento. É preciso buscar sempre o conhecimento que se puder e trabalhar o sentimento. É para os ensinos de Jesus que devemos nos voltar para a modificação de sentimentos que precisamos para nos tornarmos mais afáveis, dóceis e fraternos.
O novo ano chega, como sempre. Será apenas mais um modificar de ponteiros do tempo, ou o modificador de nossos sentimentos nesse tempo? Meditemos. Para um mundo melhor é preciso sermos melhores. Não é fácil esse processo, mas Jesus bem o disse, quando asseverou que, com a boa vontade tudo é possível.
Aproveitemos então o tempo, pois vemos que ele sempre passa e a nossa encarnação é breve. Façamos o melhor ao nosso alcance, edificando o reino de Deus em nossos corações.

Editorial do jornal “O Imortal” – 01/2014
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 31/12/2015

ANIMAL DE ESTIMAÇÃO






  Por que ter um bicho faz bem à saúde?  As provas confirmam que ter um animal protege a cabeça e o coração.  Os animais de estimação reinam nos lares brasileiros. Isso é bom! A convivência com um animal, além da amizade e do carinho, traz ganhos palpáveis à saúde.  Vejamos alguns números: 52 milhões de cães habitam as residências brasileiras, enquanto o número de crianças fica atrás com 45 milhões, segundo o IBGE.  17,7% das casas possuem um gato, sendo que o nordeste é o campeão da preferência por felinos. 44,3% dos lares do país abrigam um cachorro. A região do Sul lidera com um percentual de 58,6%. 4º lugar é a posição que o Brasil ocupa no ranking dos países com mais animais de estimação; são 132 milhões de bichos. Qual é o seu bicho de estimação? 
Existem vários tipos de cães: O cão pequeno é ideal para apartamentos, sendo quietinhos, se adaptam ao ambiente e são apegados ao dono; o cão médio, como o Labrador, é inteligente e carinhoso, necessitando de espaço e passeios, sendo indicado para famílias com crianças, porque são fortes e toleram melhor as brincadeiras; o cão de guarda serve para guardar a casa e exige um bom quintal, sendo ainda brincalhão interagindo com as crianças; o cão grande, das raças são-bernardo e dogue alemão são mais reservados, podendo ser desastrados  exigindo que o dono tenha força para conduzi-lo.
Existe o gato peludo, persa e himalaias que adoram dormir no colo e receber carinho, por isso é recomendado para casas onde tenha crianças; sua vasta pelagem cobra alguns cuidados; o gato de pelo curto, siameses, é imprevisível, ora calmos, ora mal-humorados;  já os gatos vira-lata não tem um perfil único, porém eles ficam mais amáveis ao se acostumarem ao lar.
Há ainda, os coelhos, pássaros, papagaios, peixes, periquito, tartarugas,  cavalo, e outros animais.
Alguns animais podem transmitir doenças graves. A contaminação dos alimentos com fezes de felinos é uma das principais vias de contágio da toxoplasmose, mal que ameaça os bebês na barriga das mães. “Evite deixar o gato sair à rua para não caçar ratos e pássaros com o parasita” orienta a veterinária Hilda Pena, da USP. Papagaios podem ser portadores da bactéria clamídia, perigosa para pessoas com a imunidade comprometida. Cães que rondam pelas ruas e têm contato com roedores, estão sujeitos a contrair a raiva e a leptospirose. Certas pessoas ainda apresentam alergia a substâncias presentes no pelo de cães e gatos, o que demanda tratamento. Sobre este último item, veja comentário abaixo.
Para retribuir todo o benefício da convivência, devemos dar carinho e prezar alguns cuidados.  Os animais precisam estar vacinados contra vermes, pulgas, carrapatos e outros, seguindo o calendário individual. Os animais em geral precisam de livre acesso á água, que deve ser trocada todo dia.                                                                                      Na alimentação, priorizar as rações de acordo com o porte. Comida natural está liberada se o animal já se acostumou a ela. Banhos são necessários uma vez por semana, com produtos específicos. Prateleiras e brinquedos são usados pelos gatos;  os cães se divertem com bolinhas ou correndo no ar livre.
Rotina: Todo bicho requer atenção e cuidado. Ambiente: Em apartamento não deve existir um são-Bernardo que precisa de espaço maior; prefira um pet pequeno. Clima: Em geral, os bichos sofrem mais o calor e precisam ficar em ambientes frescos. Crianças:  O ideal é que elas desde cedo convivam com os bichos para não haver estranhamentos. Passeios: Se não quiser a obrigação de passear todo dia, prefira gatos, peixes e pássaros; cães não são indicados, mesmo os de pequeno porte.
De acordo com pesquisas recentes, animais de estimação ajudam até a espantar aquela depressão. Por que isso acontece? A- É natural que os donos conversem com o pet. Isso funciona como uma terapia, que ajuda a aliviar a sobrecarga emocional; B-  A interação com o animal aumenta a liberação de hormônios relacionados ao prazer e ao afeto no organismo;  C-  O animal é um meio eficaz de estabelecer amizades mais duradouras do que com pessoas, e a convivência com ele tende a combater o sedentarismo.
Médicos, cientistas e empresas estão à caça de uma nova tática para domar as doenças cardiovasculares. Ciente dessa necessidade, a Associação Americana do Coração, decidiu pesquisar outras estratégias, e, após vasta pesquisa, chegou a um aliado inusitado. Ele é peludo, tem quatro patas e, às vezes dá aquele olhar pidão. A Associação atesta que ter um bicho, principalmente um cachorro, reduz a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco. “Na última década, travamos conhecimento de diversos estudos associando os pets a um menor risco cardiovascular”, declara o cardiologista Glenn Levin. Outras pesquisas ajudam a entender e revelam  que ter um cão nos deixa menos sedentários. Por exemplo, brincar e passear com o quadrúpede torna as pessoas até 70% mais propensas a bater a meta recomendada de exercícios, fazendo diferença para afugentar ameaças aos vasos sanguíneos, colesterol e hipertensão.
Mas as vantagens não se restringem ao incentivo para hábitos saudáveis. A convivência afasta a solidão, reduz a tensão e injeta felicidade. Bastam 20 minutos de interação com o mascote – cachorro, gato, papagaio – para uma cascata de neurotransmissores e hormônios inundar nosso corpo. Testes feitos pelo sul-africano Johannes Odendaal registraram aumento na liberação de dopamina e endorfina (prazer), ocitocina (afeto) e feniletilamina (um antidepressivo natural). “São substâncias que contribuem para baixar o estresse e a pressão, importantes fatores de risco para o coração”, diz o cirurgião cardíaco Eduardo Keiler Saadi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
É lógico que ninguém propõe correr para a feira de filhotes com o único objetivo de prevenir um infarto. O apego e o envolvimento com o animal têm que ser legítimo, inclusive porque há uma rotina de cuidados com ele. Se isso ocorre de maneira natural, os dois são presenteados com um  generoso bem-estar. “Esse convívio com animais, propicia uma maior variação na frequência cardíaca”, explica Saadi.  Isso ajuda a explicar o papel positivo dos animais até quando o pior acontece e o sujeito sofre um infarto. Uma equipe da Universidade de Nova York acompanhou 369 americanos vítimas de ataque cardíaco e constatou que o índice de mortandade foi quatro vezes maior entre as pessoas que não tinham um animal. Um experimento da Universidade de Búfalo, reforça essa ideia: os animais auxiliam a vencer o nervosismo após eventos que nos fazem perder o chão, e em alguns casos o efeito da presença deles supera até o de medicamentos.
Diferentemente do que já se imaginou a companhia de cães e gatos não eleva o risco de alergias em si, inclusive protege crianças pequenas de infecções. “A imunidade se desenvolve quando se tem contato com os animais”, explica Luiz Fernando Jobim, chefe do Setor de Imunologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A paixão pelos animais é tamanha que cientistas estão tentando decifrar a tendência atual de optar por ter mais animais de estimação do que filhos, algo que mostra o IBGE.
Recentemente, um grupo de cientistas suecos revelou que os cães foram domesticados entre 27 e 40 mil anos atrás. Essa é uma troca de favores: O ser humano lhe dá abrigo e comida e o animal dá a proteção, que foi passada de geração a geração. A psicóloga Vanessa Lobue e colegas da Universidade Rutgers, dos Estados Unidos, conduziram, em 2013, um experimento para testar se crianças de 3 anos preferiam brincar com bichos de pelúcia ou pets de verdade. Não deu outra: as crianças gostaram mesmo foi de interagir com os animais.
Os bichos vêm circulando por corredores de hospitais do Brasil e do mundo – como visitantes e coterapeutas. Na capital paulista, o Hospital Israelita Albert Einstein autoriza a visita de animais de estimação aos seus donos internados. A entidade diz que a iniciativa tem contribuído para reduzir o tempo de internação. No Hospital Infantil Sabará, também em São Paulo, cães treinados acompanhados de instrutores entram nos quartos para animar as crianças, uma vez por semana. A tristeza cede lugar a sorrisos. “Depois que os cães passam, elas aceitam melhor os procedimentos que as afligem”, conta a enfermeira Flávia José Russo.
Pesquisas do Instituto de Psicologia da USP revelam, por sua vez,  que crianças autistas, com dificuldade de interação social, apresentam melhoras em aspectos comportamentais e comunicativos com a terapia assistida por cães. A neurocientista Patrícia Lima Muñoz conduziu e filmou dez sessões desse tipo. Em uma delas, uma menina ficava o tempo todo no canto da sala, voltada para a parede e fazendo movimentos  repetidos como espalhar o cabelo e se balançar. Na primeira vez que o cachorro entrou no recinto, sentou-se ao lado dela e ali permaneceu como se dissesse: “Estou aqui quando você precisar”. Na segunda consulta, o bicho arriscou uma aproximação e passou a imitar a garota no seu balanço.  Na  última  visita a  menina saiu  do canto  e  brincou com  o novo amigo. “É incrível como os cães parecem saber exatamente como agir”, acrescenta Patrícia. Uma sensibilidade que tem feito um bem danado à espécie humana há pelo menos 27 mil anos.
(Enquanto estou digitando este artigo, por diversas vezes, como sempre acontece, o meu Poodle, Zulu, vem até mim, coloca as patinhas e a cabeça na minha coxa e trocamos caricias, por alguns segundos, depois ele se afasta satisfeito por receber carinho e eu também me sinto feliz por ter ele, como se fosse um filho bem amado. Mais uma informação. Se você tem um cachorro ele é dado a ter carrapatos, elimine-o com o remédio “Bravecto” que livra o animal por 3 meses, dos carrapatos.)

Fonte:
Revista “Saúde é Vital”- 11/2015
Artigo “Ter um bicho faz bem à saúde”
Articulista: Silvia Lisboa
+ Supressões e pequenas mudanças.

Jc.
São Luís, 1/12/2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A ORFANDADE




“Não vos deixareis órfãos”, disse Jesus.
A orfandade caracteriza-se pela privação de assistência, pela ausência de todo o interesse, em suma, pelo abandono em que a criança se encontra, e não propriamente pela perda dos pais. Existem órfãos cujos pais vivem ainda, e há crianças que jamais passaram pelo duro transe da orfandade, a despeito de não haverem conhecido seus pais. A promessa de Jesus, acima transcrita, tem-se cumprido fielmente. Ele jamais deixou de assistir seus discípulos através dos tempos. A Doutrina dos Espíritos surgiu no mundo, como prova eloquente da assistência do Senhor, junto dos que procuraram lhe seguir as pegadas.
Só a ausência do amor determina a orfandade; e, ao mesmo tempo,  só a presença do amor a pode extinguir. Ser mãe não é gerar filhos. Ser mãe é amar a infância. Mãe é uma expressão que significa carinho, dedicação, desvelo e sacrifício. Para que a criança não se sinta órfã, não basta que ela tenha ao seu lado a mulher que a gerou: é preciso que essa mulher seja sua mãe e lhe ame. Pai, a seu turno, quer dizer previdência e providência, e além de prevê e provê o bem da criança.
Na Terra existe a orfandade, no que respeita às crianças abandonadas, porque os seres humanos vivem divorciados da moral evangélica; completamente alheios aos ensinos e as exemplificações de Jesus. A orfandade atesta a ausência do Cristianismo nos corações das pessoas e nos lares. Só os lares cristianizados resolverão os problemas orfanológicos.
Os orfanatos jamais extinguirão a orfandade; antes contribuirão para perpetuá-la, porque a criança amparada continua órfã. O orfanato que a acolhe, os meios, os regulamentos, o modus vivendi, tudo ali contribuirá para que a criança tenha sempre em mente sua condição de órfã. O reverso só se dará, se ela for adotada por um lar cristão. A vida familiar, o convívio íntimo com seus pais adotivos, e, sobretudo, a posição de filho/a que lhe é outorgada, logo tirará de sua mente a ideia de orfandade, porque, de fato, esse estigma terá desaparecido ao doce e suave bafejo do amor dos pais.
Orfanatos, como cárceres, são males necessários; atendem a uma necessidade transitória, se bem que indispensável, atestando, não a caridade como erroneamente se imagina, mas a dureza e insensibilidade de coração das pessoas deste século.
É inominável crueldade, a cena que observamos a cada instante, nossas crianças maltrapilhas, perambulando pelas ruas, sem pão, sem lar e sem afeto, no seio de uma sociedade onde há tanta riqueza, tanto fausto e tanta pompa; onde se ostentam luxuosos solares e vilas em cujos recintos, por vezes, não se veem desabrochar um sorriso de criança, mas se veem em compensação, cães de raça comendo do melhor, na sociedade onde, ao lado dos jardins, das praças, dos palácios e dos monumentos, se erguem soberbas catedrais em honra daquele que disse: “Deixai vir a mim as crianças, pois o reino dos céus é dos que se assemelham a elas”.
Nunca se viu um pássaro sem ninho, nem uma fera sem o covil. Só na sociedade dos seres humanos se veem seus próprios filhos desabrigados, expostos aos rigores das intempéries, e a toda sorte de influências negativas. O lar é tudo: é a verdadeira escola de amor, é o verdadeiro templo de harmonia. Cristianizemos os lares voltando nossas vistas para as famílias que não possuem filho, onde não há crianças não há um sorriso infantil, não há alegria, e desses lares depende o problema da orfandade, da miséria, da enfermidade, do vício, da violência, do crime, e de todos os males da Humanidade.
“Não vos deixareis órfãos”, disse Jesus, contando com os cristãos verdadeiros para amparar essas crianças abandonadas...
OS  DIREITOS  DA CRIANÇA  E  DO  ADOLESCENTE
O Brasil se destaca por sua vasta e avançada legislação, em prol da garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Um dos grandes avanços se concretizou no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, que assegura todos os direitos à criança e ao adolescente com absoluta prioridade.
A convenção sobre os direitos da criança ratificada pelo Brasil e mais 192 países, também é importante.
Um dos seus artigos determina que “as instituições, os serviços e os estabelecimentos encarregados dos cuidados ou da proteção das crianças, cumpram os padrões estabelecidos pelas autoridades competentes, especialmente no que diz respeito à segurança e à saúde das crianças”.
Essa convenção serve de fonte de inspiração para a elaboração do estatuto da criança e do adolescente, Lei nº 8.069, que foi promulgada em 13 de julho de 1990.
Segundo o estatuto da criança e do adolescente, meninas e meninos brasileiros, devem ter prioridade em receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevâncias públicas, preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas, e destinação privilegiada de recursos públicos.
A população brasileira deve conhecer esses instrumentos legais, assim como outras leis e normas que garantam os direitos integrais de todas as pessoas com ate 17 anos de idade.

Obs: leiam também os seguintes artigos:
 A evangelização e as crianças
As crianças e a TV, Como agir?
As crianças da Nova Era

Fonte:
Vinícius no livro
“Nas Pegadas do Mestre”
+ pequenas modificações.
Jc.

 São Luís,  20/10/2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

I N T E R E S S E S




 O que na existência se faz por interesse? – Ou, o que na existência se faz sem interesse? – Esta é uma pergunta bem interessante. Vejamos então o assunto.

Interesses existem de todas as maneiras e formas. Existe o interesse direto como o indireto que tanto pode trazer vantagem ou não. O interesse, às vezes, está oculto e dele não nos damos conta sem uma análise profunda.

Há o interesse de existir materialmente para evoluir, por isso o espírito reencarna. Existe o interesse de continuar a existência, por isso respiramos e nos alimentamos; existe o interesse de permanecermos vivos, por isso, quando doentes, logo procuramos um meio para nossa cura, além do interesse de querermos nos livrar dos sofrimentos que a doença trás; existe até o interesse de morrer, quando a pessoa já bastante idosa ou bastante sofredora, debilitada e desesperança deseja a morte, com o interesse de querer se livrar dos padecimentos,  o interesse de evitar o sofrimento de seus parentes e ainda, o interesse de habitar o tão sonhado “céu”, prometido por Jesus para os justos.

Existem interesses diversos como o de se alimentar de acordo com seus gostos para satisfazer o paladar; o de beber este ou aquele líquido por lhe agradar o gosto ou pelo interesse de lhe dar coragem para alguma ação; o de vestir com determinada roupa para se apresentar bem e satisfazer a vaidade; o de calçar determinado sapato pelo conforto e prazer de estar na moda; o de usar um relógio para saber as horas; o de usar óculos, para ter o interesse da boa visão; o de cuidar do corpo para se sentir bem e ter saúde; o de trabalhar, para não depender dos outros e ter seu próprio dinheiro; o de agradar a uns e outros para ser simpático e estimado; o de locomover-se para exercitar-se, passear, resolver assuntos e dirigir-se para outro local; o de dormir para descansar o corpo e não prejudicar a saúde; o de se divertir para descontrair e não cair na depressão; o de falar para se comunicar com os outros; o de ouvir para saber das “fofocas”, das coisas ou para aprender; existe o interesse de constituir família por vários motivos: entre eles evitar a solidão, ter uma companhia para repartir tristezas, problemas e alegrias; consolidar afetos e dar continuidade a  família; temos o interesse de criar e educar os filhos para que se tornem bons cidadãos, constituam um lar e
perpetuem o nome da família.

Assim, desde o presidente do país até o mais humilde ser humano, o interesse sempre está presente, quando pensamos, falamos e fazemos ou deixamos de fazer alguma coisa. Até o simples fato de não se fazer nada, já demonstra o interesse oculto que é o de ser um parasita; assim mesmo há interesse nessa situação de inércia; o simples ato de respirar demonstra o interesse de continuar existindo.

Durante nossa existência, existem o interesse de crescer, de estudar, de trabalhar,  de ser importante,  de ter uma situação privilegiada,   de ter uma posição social,  de praticar o mal ou o bem,  etc.   A verdade é que toda e qualquer ação ou reação que praticamos, tem sempre um interesse direto ou indireto, claro ou oculto, que nos beneficia ou prejudica, ou a um nosso semelhante. O bebê chora porque tem interesse de alguma coisa; a criança pede, reclama e exige por algum interesse, o adolescente tem o interesse que o mundo lhe sirva às vontades, o adulto sempre está interessado em algo que sente fazer falta; no idoso, o interesse vai desde o carinho dos netos até o desejo de se libertar do velho corpo, com problemas de saúde, que lhe impossibilita os prazeres de outrora, desejando até a morte como descanso dos sofrimentos.

Existem interesses diversos movidos pelo prazer e desprazer, pela ambição e desprendimento, pelo orgulho, vaidade e humildade, pela ganância e simplicidade, pela mentira e pela verdade, pelo egoísmo e pela caridade, pelo ódio e pelo amor, assim como em nosso benefício e em benefício e prejuízo do nosso próximo. Até Jesus, ao vir a Terra e viver entre nós, também foi movido pelo interesse de fazer a vontade do Pai e, ainda, pelo desejo de ajudar a nós outros, pobres mortais ignorantes e atrasados. Foi por isso que Ele veio ao mundo e realizou como Mestre, o curso de aperfeiçoamento da existência e da evolução espiritual.

Não existe, portanto, essa de se dizer que se faz isto ou aquilo sem interesse. Se você tiver dúvidas ou não aceitar a idéia de que tudo se faz por interesse, pense em algo que você julga que não faz por interesse, e certamente vai descobrir o interesse oculto; é só procurar. Tudo o que fazemos consciente ou inconscientemente, por um desejo, um prazer, uma necessidade, um dever,  o fazemos por um interesse que se manifesta. Agora mesmo em que estou escrevendo este artigo, estou movido pelo interesse de transmitir esta minha opinião, de realizar este trabalho, mesmo sem o interesse de cobrar nada por esta exposição.  Se, vivemos na base do interesse, a nossa consciência é quem vai julgar se os nossos atos estão voltados para a maledicência, prejudicando nossa evolução; ou se estão voltados para a fraternidade, á caridade o bem, ajudando-nos na caminhada para a luz, o amor e o Reino Divino. São tantos os interesses que nos move durante a existência que seria até enfadonho continuar mencionando-os.

Mas, será que tudo é movido pelo interesse?

Pesquisando e analisando muito cheguei à conclusão até hoje, de que finalmente descobri uma coisa que não é movida pelo interesse, que é:  A SIMPATIA ou a ANTIPATIA, que sentimos instantaneamente, ao conhecermos uma outra pessoa. Esse fato não é movido pelo interesse, porque esse sentimento é espontâneo e já estava gravado no Espírito. Entretanto, no desenvolver desse sentimento, o interesse passa a existir. Exemplo: Ao conhecer certa pessoa e sentir simpatia ou amor por ela (como se diz; a primeira vista), nos vêm logo o interesse de saber o seu nome, de conhecê-la melhor, de nos tornarmos simpáticos a ela, de conquistarmos a sua amizade, de sabermos onde e como vive etc. etc.

Se, cientes dessa realidade, por que não procurarmos viver em paz com nossos semelhantes, seguindo os ensinamentos de Jesus? Por que não vivermos em harmonia com a Natureza e as Leis de Deus, fazendo o bem, se temos o interesse maior de merecer uma boa morada na Casa do Pai Celestial, quando da nossa partida da Terra? Seja você um interessado pela sua paz, harmonia e felicidade, fazendo dos seus interesses a escada para a sua felicidade beneficiando também o seu próximo, aqui na Terra para alcançar também a felicidade na Espiritualidade, para onde você, Espírito imortal, irá um dia, juntar-se aos seus entes queridos.

Desejo a todos que lerem este artigo, muita paz, harmonia e saúde. . .  é o meu interesse final.             


Jc.

S .Luís, 4/11/1998                                                                               Refeito em 22/11/2015                                                                     

  

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A PROPAGANDA DESTRUIDORA




 No mundo atual, são pouquíssimas as pessoas que utilizam o espaço público que ocupam e a visibilidade social para semear o bem, sendo uma destas raras exceções, o Papa Francisco. O líder religioso destina um carinho especial para as crianças, os adolescentes e os jovens – o futuro que vai depender do presente.
Recentemente, ao se dirigir a um grupo de adolescentes e jovens que lhe fizeram uma visita, o Papa Francisco foi direto aos seus conselhos e amorosas recomendações, dizendo: “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!  Caminhem contra essa sociedade que está fazendo tanto mal”. Que efeito terão estas palavras do Papa, na mente dos jovens e adolescentes? Que efeito terão as suas palavras, num mundo doente, tão distante dos valores do Espírito? – “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!” 
Infelizmente, as propagandas de cervejas acabam se revelando muito mais sedutoras para tantas crianças, adolescentes e jovens, do que as palavras do Papa Francisco. Até quando a euforia e os amplos sorrisos apresentados nos comerciais de cervejas haverão de acobertar o fato de que o álcool é uma das mais devastadoras drogas que há? Uma droga que, segundo a Organização Mundial de Saúde ceifa a existência de 3,3 milhões de vítimas, todos os anos no mundo.
Quanto vício, dor, sofrimentos e morte, as bebidas alcoólicas ainda haverão de provocar, até que consigamos banir das televisões os comerciais de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro? Vivenciamos hoje dias de grandes embates entre a Luz e as trevas; entre a Vida e a morte. E nesses tempos de luta, as crianças, os adolescentes e os jovens são sempre os mais atingidos, as primeiras vítimas.
A televisão nos mostra a cantora Ivete Sangalo, dizendo o seguinte: “Carnavalzão, merece um cervejão”; e a atriz Grazzi Massafera fazendo a apresentação da cerveja “devassa”, ambas com um sorriso prestes a explodir de alegria e satisfação. O que essas mensagens de tamanha apelação associada à bebida alcoólica, transmitem às crianças e adolescentes?
A devassidão moral que acomete a nossa sociedade faz tudo se
resumir a ganhos financeiros. A promessa de paraísos artificiais; é a bebida da felicidade prometida para quem estiver disposto a beber e entorpecer os sentidos. A euforia prometida numa latinha ou garrafa de cerveja. Esses comerciais de cerveja representam o golpe mais duro e sujo contra a infância e a juventude. A exaltação dos prazeres alcoólicos, tão fácil quanto vazios e efêmeros. A propaganda nos mostra ainda uma criança a beber uma latinha de cerveja “Itaipava”. Se nada for feito, onde vamos parar?
Em virtude das campanhas publicitárias tão abusivas e persuasivas, hoje temos no Brasil a idade de 13 anos, em que se inicia o consumo de álcool, é o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cobrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) que revelou o consumo de álcool por adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, que já atingiu 54 % dos entrevistados e desses, 17 % já apresentam dependência. Adolescentes que sofrerão pela existência afora, uma doença grave e incurável – a dependência química.
A promessa do prazer infinito esconde a cruel realidade de um processo de desespero, de vício, de sofrimentos e de morte. As bebidas alcoólicas  são a principal causa da violência doméstica no país. Cantoras, cantores e celebridades têm que compreender que ao promoverem o consumo de bebidas alcoólicas, por algumas vantagens, estão disseminando o vício, os sofrimentos e a morte, e serão responsabilizados pela Lei Divina, por todos os males que tenham concorrido.
A menina Laura de apenas 8 anos, morreu na UTI depois de um acidente de carro ocorrido com um motorista bêbedo. Quantas  crianças mais teremos de enterrar, frustrando as esperanças de pais, até que consigamos banir os comerciais de cervejas?  É mais do que sabido que as bebidas alcoólicas representam hoje a porta de entrada para o consumo das drogas ilícitas...
Se as autoridades governamentais realmente estivessem preocupadas e dispostas a eliminar a epidemia de drogas e a combater as cracolândias que se alastram pelo país, a primeira e mais básica medida seria a proibir a publicidade de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro. Como poderemos pretender acabar com as drogas e as cracolândias, com uma porta de entrada tão convidativa quanto os comerciais de cervejas? Acabar com esses comerciais é uma questão de segura pública, de civilidade e de humanidade...
As crianças de hoje são o bem mais preciosos de toda família e o futuro e a esperança do país amanhã, e nos posicionarmos e nos empenharmos pelo fim dos comerciais de bebidas alcoólicas, é o mínimo que podemos fazer para beneficiar essa juventude e criar  o bem estar no Brasil.
Que as palavras do Papa Francisco possam nos guiar nessa busca por um país e por um mundo mais saudável, feliz e cristão. No futuro essas crianças vão nos agradecer por querermos um Brasil melhor, sem álcool, sem viciados, sem violência, sem sofrimentos e sem mortes, causadas pelo uso consentido e danoso do álcool...
E, “quando lhe disserem, tome um pouco de álcool ou um pouco de droga”, lembre-se das palavras do Papa Francisco, e diga: - NÃO! 

Fonte:
Internet – Artigo: “Vida e Morte”
+ Modificações.

Jc.
São Luís, 2/11/2015

DOUTRINA DOS ESPÍRITOS





 Datam da mais remota antiguidade, as tentativas de comunicações com os mortos, mas somente no século dezenove, com a estruturação da Doutrina dos Espíritos, em termos teóricos, foi que isso efetivamente ocorreu. Apesar das primeiras manifestações tidas como espíritas, terem sido efetuadas na América do Norte, foi, no entanto, no seio acolhedor da França, ponto convergente das atenções do mundo, devido á revolução que adotou a legenda da “Fraternidade, Liberdade e Igualdade”, que surgiu a figura do professor Hippolyte Leon Denizard Rivail, que observou e estudou os fenômenos das “mesas falantes”, e reuniu os princípios essenciais, ditados pelos Espíritos Superiores, formando um corpo doutrinário a que denominou de “Doutrina dos Espíritos” ou “Espiritismo”, no seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião. Publicando em 18 de abril de 1857, em Paris, o primeiro livro da codificação, com o título de “O Livro dos Espíritos”, ele o fez usando o pseudônimo de Allan Kardec, (para que não fosse reconhecida como mais uma obra sua já que havia publicado alguns livros), mas como uma obra dos Espíritos Superiores.

A Doutrina Espírita vê o Velho Testamento como o livro sagrado do povo hebreu, contendo algumas verdades como “Os Dez Mandamentos”, ao lado de regras humanas ditadas por Moisés que atribuía a elas, origem divina para aquele povo rústico e ignorante da sua época, além de narrativas por vezes contraditórias à moral evangélica. As revelações se ajustam às épocas e aos estágios evolutivos, seja de um povo ou de uma civilização; por isso elas são sucessivas. O Novo Testamento ou Evangelhos contêm os ensinos de Jesus para todos os seres humanos, de qualquer nacionalidade e de qualquer época, já que são verdades eternas, desde que, entendidas em espírito, ou no sentido espiritual, livre das interpretações e complementos humanos.

A última das três revelações, que é a Revelação dos Espíritos, esclarece as duas anteriores, quanto á capacidade de entendimento de considerável parcela da Humanidade, sem fechar as portas ao progresso e à evolução, como já ocorreu no passado. Auxilia a retificar o que foi mal compreendido, ou adulterado, despertando-nos para a luz da razão. Graças a essa intervenção do Plano Espiritual Superior em favor da Humanidade, aclaram-se várias passagens evangélicas mal compreendidas, que deram origem a confusões e distorções no seio das igrejas cristãs.

Conforme a palavra esclarecida do professor Carlos Imbassay, “não mais as penas eternas, mas a existência progressiva com falecimentos temporários, mas sem paradas definitivas, sem condenação irremissível. Não mais a pena como vingança, como uma espécie de ódio do Criador à criatura, mas como remédio para a cura, como um passo para o progresso. A criatura não ressuscita para o Juízo Final, nem toma o mesmo corpo, nem vai para o inferno, mas volta em nova existência, em novo corpo, apropriado às necessidades do Espírito e moldado de acordo com as perfeições ou imperfeições do seu perispírito. A reencarnação é para efeito de proporcionar ao espírito, o aprendizado na Terra, por meio do corpo físico, quase sempre experimentando dores, no convívio com os semelhantes ou as provocadas pelas asperezas da natureza; todas, porém, imprescindíveis à sua felicidade futura, porque a felicidade depende da purificação do Espírito, principalmente através das existências”.

Deus não veio a Terra. Criador de todas as coisas e de todos os seres, Supremo Criador do Universo, não poderia viver por trinta e três anos num dos mais obscuros  e atrasados planeta que criou.  Impossível que deixasse o Infinito, o Universo, abandonado para viver num minúsculo planeta de um dos menores sistemas. Quem vem ao Mundo são os seus emissários, e entre eles veio o Cristo, que sofreu as vicissitudes da existência terrena para nos apontar o Caminho, trazer a Verdade e alimentar a Vida em sua plenitude. Deus não faz escolha, não há preferência; o progresso, a elevação espiritual, a felicidade, são frutos do esforço próprio de cada pessoa (espírito).

Não há diabos nem demônios,  com o fim de encaminhar os
seres humanos ao inferno (reino de satanás); o que existe são
espíritos inferiores,  aos quais damos acesso por afinidade,
pelas nossas baixezas de sentimentos, que eles se aproveitam para nos prejudicar, induzindo-nos ao mal, perseguindo-nos por todas as formas que lhes são possíveis. Algumas vezes a perseguição é um ato de vingança; são dívidas anteriores contraídas para com eles que, sem o saberem, são instrumentos de nossa remissão.

Vejamos o que diz um cientista: “Enquanto nosso corpo se renova, peça por peça, pela substituição das partículas; enquanto ele existe e um dia fenece, massa inerte, para o túmulo, onde se decompõe, o nosso Espírito, ser pessoal, guarda a sua identidade e individualidade indestrutível, e liberto da matéria de que se revestiu, vive a sua personalidade independente, a sua essência espiritual, a sua grandeza e a sua imortalidade não sujeita ao império do tempo e do espaço”. Alertam-nos ainda, “que há coisas que estão acima da inteligência do ser humano mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir”. (Questão 13 do L.E.) Ao mesmo tempo, o ensino claro dos Espíritos Superiores repele o panteísmo (adoração da Natureza como divindade), mostrando-nos pela razão, que o Criador, as criaturas e a natureza não se confundem, pois Deus é único, perfeito, criador do universo, da natureza, e das criaturas, que jamais poderão se transformar no próprio Deus.

A Doutrina dos Espíritos é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos. Bem como de suas relações com o mundo corporal. Como filosofia, explica as consequências que se originam dessas relações e os ensinamentos de Jesus a luz da Doutrina. Como religião, religa a criatura ao Criador, através do conhecimento das leis Divinas, e pela Fé na Bondade, Justiça e Amor de Deus. Os principais fundamentos do Espiritismo são: 1- A aceitação da existência de um Ser Superior a que denominamos DEUS; inteligência suprema, criador do Universo e de todas as coisas e seres; 2- A aceitação de Jesus, como guia e protetor espiritual da Terra; 3- A crença na existência do espírito, envolvido pelo perispírito que, quando encarnado, tem a denominação de alma, e que, após a morte física, conserva a lembrança de todas as passagens terrenas; 4- A crença no livre-arbítrio, que determina o destino do espírito de acordo com a causa e o efeito de seus atos; 5- A crença na reencarnação, através da qual o espírito vai evoluindo nos planos intelectual, moral e espiritual; 6- A crença na comunicação dos espíritos com os humanos e destes para com os espíritos; 7- A crença na pluralidade dos mundos habitados, atrasados e evoluídos.  Por meio destes três últimos princípios, podemos nós espíritas entender o que Jesus nos quis dizer, há dois mil anos passados; a- Quando apareceu aos seus discípulos, no Monte Tabor, conversando com os espíritos de Elias e Moisés; b- Quando se juntou aos seus seguidores, a caminho de Emaús, após sua morte física, e se fez conhecer por eles;  c- Quando se comunicou com Saulo de Tarso, na estrada de Damasco; d- Quando respondendo aos seus discípulos, disse: “Se vós bem quereis compreender, João Batista é o Elias que há de vir”; e- Quando disse a Nicodemos: “Não te maravilhes de te haver dito. Necessário vos é nascer de novo”; f- Quando respondendo a Pilatos, disse: “Meu reino não é deste mundo”; g- “Quando falando aos seus discípulos, disse: “Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, porque eu vou para vos preparar o lugar”.

A Doutrina Espírita, como Ciência, Filosofia e Religião  não adota; dogmas, símbolos, sacerdócio organizado, vestes especiais, vinho, incenso, altares, imagens, velas, talismãs, amuletos e quadros. Não atende a interesses mundanos e materiais; não aceita adivinhações por cartas, búzios, tarô, bola de cristal; não recebe o espírita, pagamento por qualquer benefício que tenha feito ao seu próximo, não administra sacramentos, concessão de perdão, remissão de pecados, nem promete o céu ou o inferno a qualquer pessoa.

A desinformação de grande parte da sociedade, por falta de conhecimento ou estudo da Doutrina dos Espíritos, tem dado lugar a ditos curiosos, como os seguintes: “Espiritismo de Terreiro”, quando querem se referir aos rituais dos antigos escravos e seus descendentes, trazido para o Brasil quando o Espiritismo ainda nem existia, pois só surgiu no ano de l857; “Baixo Espiritismo”, quando desejam designar uma prática puramente espiritualista voltada para o mal; “Espiritismo de mesa branca” ou “Alto Espiritismo” quando querem se referir a uma prática mediúnica, voltada e afinada com o bem. Tudo isso não passa de falta de conhecimento da Doutrina. O sincretismo afro-brasileiro que originou a Umbanda, também nada tem a ver com a Doutrina dos Espíritos. Apenas uma coisa os une: A comunicação com os espíritos, que, diga-se não é exclusividade do Espiritismo nem da Umbanda, visto que essas manifestações se verificam também entre os índios e, com frequência, no seio das religiões pentecostais, e no movimento de renovação carismática dos núcleos católicos, que numa desinformação, são atribuídas ao Espírito Santo.

Cremos que para o bom entendimento da Doutrina dos Espíritos, precisamos exercer o auxílio consolador, a caridade fraterna, o intercâmbio de comunicações com os que estão na espiritualidade, e a pregação moralista e religiosa; porém, ficará falha e inconsistente, se não ajudar o ser humano a tomar uma nova consciência de si mesmo, rompendo com os modelos inferiores existentes. A esta operação, Paulo o apóstolo dos gentios, chamou: “A substituição da nova pessoa pelo despojamento da velha pessoa”, e acrescentou ainda: “Os que procuram seguir Jesus, se tornam novas criaturas”.  E como nos tornaremos uma nova pessoa? É simples. Aquele que se decide a seguir o Mestre Amado, tudo deve ser renovado. O passado delituoso, as situações de dúvidas. As incertezas terão chegado ao fim. As velhas cogitações com as coisas materiais serão diminuídas, dando lugar á vida nova do espírito, onde tudo signifique reconstrução para o futuro promissor. Os vícios, aos poucos serão afastados e esquecidos, os erros serão retificados, os maus pensamentos serão substituídos, novos sentimentos vibrarão em sintonia com o Evangelho, e, as nossas ações serão voltadas para o bem; e nos nossos esforços e exemplos de vida, estaremos semeando fraternidade, caridade e amor...

Não adianta para ninguém o muito conhecimento, as palavras bonitas e as boas intenções, sem o nosso interior renovado, pois estaremos indo ao encontro de Jesus, carregados de cadeias, e, apesar da sinceridade das nossas intenções, não conseguiremos ainda chegar ao santuário do seu Amor. Ao nos transformarmos em uma nova pessoa, o Espiritismo cumpriu em nós, a sua função, e renovados, poderemos com o conhecimento e a fé, praticar a caridade maior que consiste em darmos, além do auxílio consolador, da caridade fraterna, da pregação moralista e religiosa, damos também de nós mesmos, o nosso gesto será acompanhado do nosso sentimento de cristão. E, ao nos tornarmos novas criaturas, estaremos evoluindo e passando de uma morada de expiação e sofrimento, como é o mundo, para outras moradas apropriadas ao nosso adiantamento espiritual, como verdadeiros discípulos do Mestre Amado.

A Doutrina dos Espíritos é sem dúvida, a terceira maior dádiva concedida ao ser humano. Fundamentada nos ensinamentos de Jesus, ela é: a escola, o abrigo, o templo sagrado, a esperança e a fé, assegurando aos que a buscam, orientação e restauração na confiança em Deus, e a certeza de que em breve, dias melhores virão para a Humanidade. A assimilação de seu conteúdo se faz pelo labor constante e consciente na empreitada de amor e caridade, sob a proteção de Jesus.

Finalizando, recordo as instruções do “Espírito de Verdade” sobre a Doutrina, contidas no livro:  “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,  quando diz: “O Espiritismo, como antigamente minha palavra, deve lembrar aos incrédulos, que acima deles, reina a verdade imutável: O Bom Deus. Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instrui-vos, eis o segundo. Amai e orai; sedes dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo do coração e, então, Ele vos enviará seu filho bem-amado para vos instruir e vos dizer estas boas palavras: Eis-me aqui, venho a vós porque me chamastes.”

Que a Paz do Senhor, permaneça em nossos corações.

Bibliografia:
“Novo Testamento”. “O livro dos Espíritos”
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Jc.
São Luís, 11/2004
Refeito em 22/11/2015



sábado, 21 de novembro de 2015

COLETÂNEA ESPIRITUAL




  O PORQUÊ DA VIDA
Qual o ser humano que, nas horas vagas de silêncio e recolhimento, deixou de interrogar a Natureza e o seu próprio coração, pedindo-lhes o segredo das coisas, o porquê da existência, a razão do Universo? – Onde está quem não tenha procurado conhecer o seu destino; o porquê da morte; saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? – Não há um ser humano que por mais indiferente que seja que não tenha interrogado sobre esses grandes problemas. Haverá em nós um elemento que persista depois da morte do corpo? Haverá qualquer coisa da nossa consciência, da nossa personalidade moral, da nossa inteligência, do nosso “eu”, que subsista à decomposição do invólucro material (corpo)? Você já procurou a resposta para tudo isso? – Saber o porquê da vida?

O SANTUÁRIO
Noutros tempos, as nações admiravam como maravilhas o Colosso de Rodes, os Jardins Suspensos da Babilônia, o Túmulo de Mausolo, e, hoje, não há quem não fique admirado diante das obras da engenharia moderna, quais sejam; a Catedral de Milão, a Torre Eiffel, os Arranha-céus de Nova Iorque, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, etc. Raros estudiosos, no entanto, se lembram dos prodígios da construção do corpo humano, realização paciente da Sabedoria Divina,  corpo esse que é o templo da alma, em temporada na Terra. Por mais que se tenha inteligência, até agora não se consegue explicar, em toda a sua harmoniosa complexidade, o milagre do cérebro, com bilhões de células; o sistema nervoso, com os gânglios  e células sensíveis, portador de uma corrente necessária, com a velocidade de setenta metros por segundo; a câmara ocular, onde as imagens viajam, da retina para o cérebro, onde se incorporam às telas da memória, como patrimônio do Espírito; o sentido da audição, com seus complicados recursos para o registro dos sons e para a fixação deles nos recessos da alma, que seleciona ruídos e palavras, definindo-os e catalogando-os; o centro da fala, nas papilas da língua, a sede miraculosa do gosto, com um potencial gustativo que ultrapassa 2.000 sensações; o esqueleto ósseo, as fibras musculares, o aparelho digestivo, o tubo intestinal, o motor do coração, a fábrica de sucos do fígado, o sistema sanguíneo com seus milhões de vidas microscopias e com suas artérias vigorosas, que suportam a pressão de várias atmosferas; os pulmões, o serviço dos rins, a epiderme e os demais órgãos do corpo humano.

No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários;  uma máquina que é uma maravilha da obra divina. Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Criador, que pouco a pouco, organizou para o Espírito em progresso, o corpo em que a alma se manifesta. Comparemos essa máquina humana, esse computador celeste, a um escritório, subdividido em diversas secções de trabalho, possuindo o departamento do desejo, em que operam os propósitos e as aspirações; o departamento da inteligência, dilatando os patrimônios da cultura e evolução; o departamento de imaginação, guardando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o departamento da memória, arquivando as experiências; e outros departamentos que definem os investimentos da alma. Acima de todos eles, surge o Gabinete da Vontade, esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação. Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ele é o leme de todos os tipos de ações incorporados ao nosso dia-a-dia. Ele dispõe do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina humana. O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, no entanto, na vontade temos o controle que dirige nossas ações nesse ou naquele rumo, estabelecendo as causas do nosso destino. Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do Espírito.

Na confecção de um agasalho, o fio contará com o apoio da máquina; a máquina esperará pela competência do operário; o operário será orientado pelo técnico que supervisiona o trabalho; o técnico se apoia na diretoria da fábrica; a diretoria precisa da produção da indústria; a indústria precisa do combustível econômico para a sustentação do serviço. Observamos assim, que a vontade, para satisfazer a atividade, precisa da colaboração de todos a fim de que se complete a obra. No mundo inteiro, a vontade é o agente que decide se relaxa ou executa o que lhe é devido fazer.

OS EVANGELHOS  
Nos tempos antigos, muito antes da vinda de Jesus, a palavra dos profetas preparava os seres humanos para os ensinos do Evangelho. As eternas verdades foram comunicadas ao mundo em todas as épocas, levadas a todos os povos, postas ao alcance das inteligências, com paternal bondade. O ser humano desdenhando dos princípios ensinados, arrastado por suas paixões inferiores, passou ao largo sem tomar conhecimento. Veio Jesus, divino missionário, médium inspirado, encarnando-se entre os humildes, a fim de dar a todos o exemplo de uma vida simples e cheia de grandeza, de abnegação e sacrifícios, que deixou na Terra, impagáveis lições. Suas orientações todas de luz e amor se dirigia principalmente aos humildes e aos pobres, às mulheres e aos homens do povo, curvados ao peso da matéria, aguardando na provação e no sofrimento, a palavra de vida que lhes reanimassem e dessem consolações. Pouco a pouco esses ensinos transmitidos verbalmente nos primeiros tempos do Cristianismo, foram se alterando e complicando sob a influência das correntes opostas da sociedade.

Os apóstolos escolhidos por Jesus para lhe continuarem a missão, haviam recebido o impulso da sua presença e fé.  Mas os seus conhecimentos eram restritos, e eles só puderam conservar as tradições, os ensinamentos morais e o desejo de regeneração que Jesus lhes havia depositado no íntimo. Os Evangelhos, escritos posteriormente, em meio das convulsões que assinalavam o mundo judaico, se ressentem, e cada grupo de fiéis e cada comunidade tem seus Evangelhos, que diferem uns dos outros. Grandes disputas dogmáticas agitam o mundo cristão e provocam perturbações, até que Teodósio impõe sua opinião como bispo de Roma á cristandade, e para por termo a essas divergências de opinião, confia ao padre Jerônimo, no ano de 384 d/C, a missão de redigir uma nova tradução latina do Antigo e Novo Testamento.

Esse trabalho criou enormes dificuldades para o padre Jerônimo, em virtude de tantos Evangelhos e tantas outras cópias. Essa variedade enorme de textos o obrigava a uma escolha e a modificações profundas. E assustado com as responsabilidades, ele expõe no prefácio da sua obra, opinião sobre a sua tradução latina dos Evangelhos: - “De velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersas por todo o mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros; querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido... Qual de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, tenha em mãos um exemplar novo, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, por ter tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros sagrados?”.

A obra do padre Jerônimo denominada de “Vulgata”; daí em diante passou a ser a única tradução aceita pela Igreja, sendo objeto das  críticas; polemicas e injúrias se travaram entre ele e seus detratores,  quando ainda na existência, e sua obra permanece até os nossos dias.

RELIGIÕES
As religiões têm contribuído poderosamente para a melhora do ser humano; têm posto um freio às paixões violentas, à barbárie das idades do ferro, e gravado fortemente nos seres humanos, a noção moral no íntimo das consciências. A religião criou obras-primas em todos os domínios; a arte cristã atingiu o sublime nas catedrais góticas, com suas naves imponentes, cheias de vibração dos órgãos e dos cânticos sagrados e pelas suas estátuas vistosas; mas está exausta, e esse papel está por terminar. Devemos fugir da tentação de acreditar que no mundo, somente há uma religião verdadeira, a que adotamos. A Verdade é uma só e todas as religiões têm a convicção de que a incorporam em seus respectivos princípios. Não há religião que seja melhor ou pior. Existem umas mais adiantadas outras mais atrasadas; todas serviram nas épocas em que floresceram; todas cooperam para a evolução do ser humano sobre a Terra. Só se pode dizer que uma religião é má, quando não realiza o bem, ou não tem por objetivo Deus. Esse Deus tanto pode ser chamado de Jeová, Alá, Brahma ou tupã; é sempre o mesmo Deus, e por isso é sempre boa á religião, porque há a ideia religiosa, a ideia de unir em pensamento a criatura com o seu Criador. Respeitem-se, portanto, todos os credos, reverenciem-se todas as religiões que pregam o amor e a caridade, porque assim deve proceder, o verdadeiro religioso, o ser humano espiritualizado.   

É preciso ser tolerante o mais que se puder, porém não devemos apoiar atitudes que  venham a ser contrárias aos ensinos de Jesus. Não somos juízes porque somos todos réus. Todo mundo tem seus defeitos, suas opiniões certas ou erradas e suas crenças de acordo com suas conveniências e grau evolutivo. O erro não é um mal, porque o mal permanente não existe; existe é a inexperiência, a ignorância, a imperfeição da alma. Portanto, devemos seguir o conselho de Jesus quando disse: “...de não fazer aos outros o que não queremos para nós”. O erro está em dogmas rígidos, que imobilizou o livre-arbítrio e o pensamento livre, quando o movimento é a própria lei da existência. A fé cega e o materialismo fazem a sua obra e, somente quando se mostram impotentes na ordem social, é que se torna possíveis uma renovação idealista, moral e religiosa. O verdadeiro Cristianismo era uma lei de liberdade e amor; a religião do passado fez dela uma lei de dogmas e rituais, de terror e escravidão, daí o enfraquecimento do espírito religioso nos tempos atuais.

A ideia religiosa acaba de percorrer o seu período inferior e se vão desenhar os planos de uma espiritualidade mais elevada.  A religião deve ser o veículo para a humanidade se comunicar com a Essência eterna e divina. À proporção que o pensamento se vai aperfeiçoando, a moral vai se elevando, missionários de todas as ordens vêm provocar a renovação religiosa no seio da humanidade. São eles, os Espíritos Superiores que exercem ao mesmo tempo a sua ação em toda a superfície da Terra e em todos os domínios do pensamento, e então aparece um novo Espiritualismo. Até aqui separados, cercados de barreiras, a Ciência de um lado e a Religião de outro;  quando tudo é simples e faz parte de um todo no Universo, que o sistema tudo complicou. O Universo é um prodígio de sabedoria, de harmonia, de beleza, e realiza a união, pela vontade de Deus com a Sua obra.  Entre todos, deve se estabelecer uma verdadeira comunhão...

Dia virá, em que todos os pequenos sistemas  acanhados e envelhecidos, criados pelo ser humano, vão  fundir-se abrangendo todos os reinos da ideias. Ciências, filosofias, religiões, divididas hoje, se reunirão na Luz e será então a vida singela, o esplendor do espírito, o reinado do Conhecimento e da Verdade. A alma orientar-se-á para os mais altos cimos, mantendo o equilíbrio da relação com a inteligência e a consciência, na sua ascensão para a conquista do bem e do amor.

DEUS EM NÓS
Ainda que todos os apoios humanos te falhem de improviso, nada precisas temer. Tens contigo, à frente e à retaguarda, à direita e à esquerda, a força do amparo invisível que te ampara e resolve os problemas sem perguntar, e que te provê com todos os recursos indispensáveis à paz e à sustentação dos teus dias. Ele que te ama, trabalha e serve sem descanso, espera que também ames, trabalhes e sirva quanto te for possível. Sem que o saibas, Ele te acompanha os pequeninos progressos e se regozija com os teus mais íntimos triunfos, assegurando-te tranquilidade e vitória. Ele que te amparou ontem, te ampara também hoje e amanhã. Em qualquer tempo, lugar, circunstância, em que te sinta a beira do desfalecimento, da angústia ou da queda na tentação, chama por Ele...  Ele te atenderá sempre pelo nome de Deus, o teu Pai de Misericórdia...

A existência na Terra é um livro em branco que estás escrevendo... cada novo dia é uma página, cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das situações que enfrentas. Diz o preguiçoso: “Amanhã farei”. Exclama o fraco: “Amanhã terei forças”. Assevera o delinquente: “Amanhã me regenero”. Poucos são os que reconhecem que, adiando o esforço pessoal, ainda não alcançou a noção real do tempo desperdiçado. Quem não aproveita a benção do dia, vive sofrendo na existência e ficando para trás na longa evolução. Todo ser humano dispõe do tempo, mas se esse tempo estiver sem luz, sem moral, sem saúde, sem trabalho, qual a utilidade desse tempo que passa e não volta mais? – Ele passa implacável, dominador de gerações e civilizações, marchando apenas com minutos, mas nunca se detém a espera de ninguém. Somos, enquanto jovens, semelhante à pedra preciosa a lapidar. O tempo, dia a dia nos desgasta e nos transforma, até que um novo entendimento da existência nos faça brilhar. Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a melhoria de nós mesmos, lembrando que os problemas se estendem ao infinito...

Não procures Deus nos templos de pedra ou de mármore; mas sim no templo íntimo de cada um, nos esplendores da vida, no sorriso de uma criança, no olhar de um ancião, no gesto de fraternidade do teu próximo, no canto dos pássaros, na eterna Natureza, nas planícies, vales, montanhas, mares e no céu estrelado que tua morada terrestre te oferece. Agradeça a Deus a vida que te concedeu e a existência presente, a paz, a saúde, a família, o trabalho, as oportunidades de crescimento, as dificuldades e os problemas que são necessários para a tua evolução, enfim, tudo o que faça parte do teu viver aqui na Terra. Por toda parte, à luz brilhante do sol ou sob o manto da noite, nos oceanos ou nas florestas, na cidade, no teu lar ou na tua consciência, ouvirás a voz de Deus a te chamar de filho bem amado, para o exercício do amor incondicional...

Que a Paz do Senhor nos ampare para exemplificar esse amor sublime.

Bibliografia:
Emmánuel
Leon Denis
Diversas obras.

Jc
S. Luis,  15/7/2009
Refeito em 8/11/2015

OS ESSÊNIOS



Os Essênios o os Manuscritos do Mar Morto - Em Qumran (Em 2013, visitamos este local na Palestina)

Em 1947 foram descobertos uns manuscritos com mais de 2.000 anos que se crê terem sido escritos pelos Essênios que  eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egito, que formavam um grupo de judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram umas das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariseus e Essênios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, como de resto tinha participado dessa seita, seu primo João Batista.

Uma das diferenças críticas entre os essênios e os outros grupos judaicos da época está no conhecimento acerca da imortalidade do espírito, do karma e da reencarnação. Eles entendiam que a alma imortal está unida ao corpo material numa espécie de prisão e, após a morte, ela pode experimentar a alegria da volta à verdadeira vida, a
Vida Espiritual.

Em cima das contradições e omissões da História,
formularam-se hipóteses a respeito da vida secreta de Jesus. Algumas delas foram, em parte, confirmadas por outras fontes, como os manuscritos do mar Morto, descobertos em 1947. Pode-se então especular sobre o aprendizado de Jesus (que na certa não se deu na casa do carpinteiro José e da jovem Maria, se é que Ele ainda precisava aprender, sendo um Espírito de elevada categoria), sua vida dos treze aos trinta anos, o caráter parapsicológico dos milagres, a morte na cruz, a sobrevivência ao martírio e até sua ressurreição.
Conforme espiritualistas de diversas correntes, Jesus, se não foi um essênio, pelo menos manteve contato com eles. O teósofo francês Édouard Schuré (1841-1929) afirma que Maria, mãe de Jesus, era essênia e destinara seu filho, antes do nascimento, a uma missão profética. Seria por isso chamado nazareno como os outros meninos consagrados a Deus.
“Não pagarei homem algum com o mal. Persegui-lo-ei com a bondade, pois que o julgamento de todos os vivos cabe a Deus, e é Ele quem irá entregar aos homens seu prêmio”.
                                                (Hino da filosofia Essênia)

Segundo os manuais de Disciplina dos Essênios, eles eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus  que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Suas colônias estendiam-se até o vale do rio Nilo.

No meio da corrupção que imperava, eles conservaram a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. Suportavam com admirável estoicismo, os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso. Vivendo em comunidades distantes,  procuravam encontrar na solidão, o lugar ideal para desenvolver a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária onde á partilha dos bens era a regra geral. Um pouco  antes  do  ataque  romano  destruir   o           Monastério de Qumran, os essênios esconderam seus manuscritos em potes de cerâmica e os enterraram em cavernas nas montanhas.
Em abril de 1947, foi encontrado numa caverna o primeiro documento. Estavam escondidos em 11 cavernas centenas de manuscritos (pergaminhos) que datam do terceiro século antes do Cristo até o ano 68 depois do Cristo, num total de quase mil encontrados, que ficaram conhecidos como “Manuscritos do Mar Morto” e foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego.
Eles incluíam manuais de disciplina, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, copias do livro de Isaias e quase todos os livros do Antigo Testamento, exceto o de Ester. Muitos desses manuscritos estão guardados no Museu do Livro em Israel e em Universidades nos Estados Unidos, França e Inglaterra. Foram preservados e são considerados “O Achado do Século”.

De acordo com os “Manuscritos”, alguns costumes dos essênios e alguns textos antigos nos dizem sobre o curandeirismo,  a reencarnação, a divisão das colheitas, o povo no poder, o vegetarianismo, e a relação pacífica dos homens com os animais. A revelação dos pergaminhos diz que eles possuíam muitos anos antes de Cristo, práticas consideradas exclusiva dos cristãos. Acreditavam na redenção e na imortalidade da alma. Tinham a prática do batismo e compartilhavam um repasto litúrgico do pão com vinho, presidido por um sacerdote que era o líder principal chamado: Instrutor da Retidão, um profeta messiânico abençoado com a revelação divina.
Procuravam servir a Deus auxiliando o próximo, sem imolação no altar e sem cultuar imagens. Era, esta seita, aberta aos necessitados e desamparados, mantendo muitas atividades onde a acolhida, o tratamento dos doentes e a instrução dos jovens eram os objetivos principais. Rompendo com o conceito da propriedade individual,  acreditavam ser possível implantar na Terra, a verdadeira igualdade e fraternidade, entre os homens. Em sua sociedade livre não havia escravos, porque considerava a escravidão um ultraje à missão que Deus deu aos homens. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comum, se sustentando do que produziam desde que não envolvessem a violência ou a destruição.
Possuíam moralidade exemplar através de costumes corretos e pacíficos. Dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, ao contrário do materialismo vigente na época. Para ser um deles o pretendente era preparado desde a  infância, na vida comunitária das aldeias. Já adulto, após cumprir várias etapas do aprendizado, recebia uma missão definitiva que ele deveria cumprir até o fim da sua existência. Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos a rituais de iniciação, e conforme adquiriam mais conhecimento, passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria como na prática, as leis superiores da Vida e do Universo, esquecidas na época pelos demais povos. É sabido que liam textos e estudavam outras doutrinas.

Para medir o tempo utilizavam um calendário inspirado no calendário egípcio baseado no Sol, que continha 364 dias, diferente do utilizado na época pelos judeus, que era de 354 dias, e era dividido em 52 semanas, permitindo que cada ciclo
de estação do ano fosse dividido em 13 semanas e mais 1 dia unindo cada uma delas. Consideravam o seu calendário sintonizado com a “Lei da Grande Luz do Céu”. O primeiro dia do ano e o de cada estação sempre caiam no mesmo dia da semana – quarta-feira – já que de acordo com a Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.
Eles acordavam antes do nascer do Sol. Permaneciam em silêncio e faziam suas preces até o momento em que um mestre dividia as tarefas entre eles de acordo com a aptidão de cada um. Trabalhavam durante 5 horas em atividades diversas ou no estudo das Escrituras. Terminadas as tarefas, banhavam-se e vestiam túnicas brancas e comiam a refeição em silêncio, só quebrada pelas orações recitadas pelo sacerdote. Após, retirava a túnica branca considerada sagrada e retornavam ao trabalho até o por do sol. Findo o trabalho, tomavam outro banho e jantavam com a mesma cerimônia.
Possuíam pomares irrigados pelas águas das chuvas, que era recolhida e armazenada em enormes cisternas. As refeições eram de legumes, azeitonas, figos, tâmaras e um tipo rústico de pão feito com pouco fermento. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, o físico e a higiene pessoal, banhando-se antes das refeições, acreditando que purificavam o corpo e a alma. O ritual consistia em relatar as falta e então submergir na água. Essa prática influenciou o batismo e a confissão adotados na Igreja Católica Romana.            
O silêncio era muito respeitado por eles. Sabiam ficar em silêncio, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. Para um Essênio, a voz possuía uma grande poder e, com diferentes entonações, era capaz até de curar um doente. Tinham para com a terra uma relação de respeito. Um dos rituais deles consistia em cavar um buraco de 30 centímetros de profundidade, em um lugar deserto, dentro do qual se deitavam para relaxar e meditar.

Eram excelentes médicos e tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas e praticavam o exercício da medicina ocultista. Foram eles os fundadores dos abrigos “Beth-saida” que tinham como tarefa cuidar dos doentes e desabrigados em época de epidemias e fome. Eles anteciparam em séculos, os hospitais,  instituições derivadas de um ramo
essênio denominado “hospitaleiros”, voltados para a prestação de socorro às pessoas doentes.
 Por suas vestes brancas, pela capacidade de predizer o futuro e pela leitura do destino através da linguagem dos astros,  tornaram-se “figuras magnéticas”, conhecidas em sua época como “aqueles que são do caminho”.
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 Alguns estudiosos afirmam que foi entre os Essênios que Jesus passou o período de 13 a 30 anos, embora não tenha sido encontrado nenhum escrito que comprove. A postura messiânica de Jesus era muito próxima à dos essênios...
Na Espiritualidade a Fraternidade dos Essênios, com sua sabedoria milenar e energia pura, muito ajudam a cada um de nós e ao nosso Planeta Terra, para que se transforme, no futuro próximo, em um Planeta de Regeneração...

Fonte:
Página na Internet
+ pequenas modificações.

Jc.

São Luís, 13/10/2015