quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

NOVO ANO; MUDANÇAS NECESSÁRIAS






  De todos os rincões da Terra, elevam-se à Espiritualidade, pedidos de mais paz e felicidade; felicidade essa, para alguns, representada pelo ganho fácil, pelos bens amoedados, pela fartura de recursos, pelos bens adquiridos e pela posição de destaque... Felicidade essa, passageira e ilusória, pois na verdade não somos donos de nada, visto que nada trouxemos quando chegamos ao mundo e dele nada levaremos, a não ser o mérito ou o demérito das nossas ações praticadas durante a existência.
De diversas partes do mundo, elevam-se também os gemidos das almas desanimadas, famintas, sofredoras e descrentes. Foi-se mais um ano de infelicidade, flagelos, doenças, violências, crueldades, assassinatos, fruto da indiferença e da ignorância de muitas pessoas que se fecham em si mesmas, isolando-se da luz, da fraternidade e do amor, em opção deliberada pela negação, pelo pessimismo, pela insensatez e pelo egoísmo.
Entretanto, novas esperanças e novos projetos, novas expectativas de um mundo melhor, animam muitas outras pessoas que ainda possuem fé, praticam a fraternidade e acreditam na Providência Divina, que rege todos os fatos.
Novo ano, um tempo ainda não passado; talvez símbolo de novas realizações construtivas. Tempo de história ainda não escrita, que só a nós, caberá determinar, se um tempo de harmonia ou de discórdia, de conquistas passageiras ou de reais aquisições; tempo de lutas ou de paz.
Reflitamos neste início de novo ano, o que faremos do tesouro das horas, dias e meses que nos será confiado. Fechemos o livro de páginas tristes, de lutas inglórias e dos tormentos mentais, e fitemos com esperança, as páginas brancas de um novo tempo, onde poderemos escrever uma história de paz verdadeira, de amor fraterno, de real felicidade, que nos dignifique a existência, enobrecendo o nosso próprio viver e a nossa consciência.
Para isso, eliminemos do nosso pensamento e coração, quimeras e sonhos voltados exclusivamente para as conquistas de bens terrenos, no imediatismo do hoje de ter e agora. Lancemos o nosso olhar para o alto, nos dispondo à conquista paciente, nas lutas de cada dia, na Paz por tesouro inalienável, trabalhando com amor e fraternidade, sem esmorecimento, para que a Luz do Mestre Amado nos alcance e transforme o nosso tempo de labor, na direção do Reino de Deus, nosso Pai de Infinita Bondade.
Que o Novo Ano, nos traga a Paz, a Saúde, a Fraternidade e o Amor... são as súplicas que fazemos em nossas orações e desejamos para todos. 
                                                    Jurandy  Castro e família
São Luís, 31/12/2015

NOVO ANO
No livro “Boa Nova”, psicografado por Chico Xavier, o Espírito de Humberto de Campos comenta que Jesus passou por Jerusalém, antes do início das suas pregações. Aproximou-se dele o sacerdote Hanã e passou a inquiri-lo e, ao ser informado sobre o desejo de Jesus de implantar um reino de amor na Terra, passou a ironizá-lo, por não contar com o apoio dos poderosos. Hanã então lhe perguntou se ele já havia visto alguma estátua perfeita modelada em fragmentos de lama. Jesus lhe respondeu que nenhum mármore existe mais puro e mais formoso que o sentimento. . .
Todo final de ano é quase sempre igual, na esperança de dias melhores que virão; uma mudança no tempo, ao toque da meia-noite tudo parece mudar para melhor; explodem os fogos, abraços são dados, num toque mágico, tudo mudou de um dia para o outro. Mas o que mudou? Situações extremas nos circundam. Riqueza de um lado, miséria do outro. Opulência e pobreza, obesidade e desnutrição, alegria e tristeza, guerra e paz.
Sonhamos com o oposto da miséria, da pobreza, da violência e da guerra, Desejamos o respeito, a paz, a fraternidade, com as pessoas entrelaçadas pela tolerância e o amor. Isso, no entanto, como é natural, não se faz  a um toque de relógio, nem em um dia.  É um processo trabalhoso e vagaroso, no tempo, um processo que se alcança com a maturidade. Para esse mundo que sonhamos externamente, é necessário que o interior das pessoas se transforme. É necessário que usemos o mais puro mármore que é o sentimento. É preciso buscar sempre o conhecimento que se puder e trabalhar o sentimento. É para os ensinos de Jesus que devemos nos voltar para a modificação de sentimentos que precisamos para nos tornarmos mais afáveis, dóceis e fraternos.
O novo ano chega, como sempre. Será apenas mais um modificar de ponteiros do tempo, ou o modificador de nossos sentimentos nesse tempo? Meditemos. Para um mundo melhor é preciso sermos melhores. Não é fácil esse processo, mas Jesus bem o disse, quando asseverou que, com a boa vontade tudo é possível.
Aproveitemos então o tempo, pois vemos que ele sempre passa e a nossa encarnação é breve. Façamos o melhor ao nosso alcance, edificando o reino de Deus em nossos corações.

Editorial do jornal “O Imortal” – 01/2014
+ Pequenas modificações.

Jc.
São Luís, 31/12/2015

ANIMAL DE ESTIMAÇÃO






  Por que ter um bicho faz bem à saúde?  As provas confirmam que ter um animal protege a cabeça e o coração.  Os animais de estimação reinam nos lares brasileiros. Isso é bom! A convivência com um animal, além da amizade e do carinho, traz ganhos palpáveis à saúde.  Vejamos alguns números: 52 milhões de cães habitam as residências brasileiras, enquanto o número de crianças fica atrás com 45 milhões, segundo o IBGE.  17,7% das casas possuem um gato, sendo que o nordeste é o campeão da preferência por felinos. 44,3% dos lares do país abrigam um cachorro. A região do Sul lidera com um percentual de 58,6%. 4º lugar é a posição que o Brasil ocupa no ranking dos países com mais animais de estimação; são 132 milhões de bichos. Qual é o seu bicho de estimação? 
Existem vários tipos de cães: O cão pequeno é ideal para apartamentos, sendo quietinhos, se adaptam ao ambiente e são apegados ao dono; o cão médio, como o Labrador, é inteligente e carinhoso, necessitando de espaço e passeios, sendo indicado para famílias com crianças, porque são fortes e toleram melhor as brincadeiras; o cão de guarda serve para guardar a casa e exige um bom quintal, sendo ainda brincalhão interagindo com as crianças; o cão grande, das raças são-bernardo e dogue alemão são mais reservados, podendo ser desastrados  exigindo que o dono tenha força para conduzi-lo.
Existe o gato peludo, persa e himalaias que adoram dormir no colo e receber carinho, por isso é recomendado para casas onde tenha crianças; sua vasta pelagem cobra alguns cuidados; o gato de pelo curto, siameses, é imprevisível, ora calmos, ora mal-humorados;  já os gatos vira-lata não tem um perfil único, porém eles ficam mais amáveis ao se acostumarem ao lar.
Há ainda, os coelhos, pássaros, papagaios, peixes, periquito, tartarugas,  cavalo, e outros animais.
Alguns animais podem transmitir doenças graves. A contaminação dos alimentos com fezes de felinos é uma das principais vias de contágio da toxoplasmose, mal que ameaça os bebês na barriga das mães. “Evite deixar o gato sair à rua para não caçar ratos e pássaros com o parasita” orienta a veterinária Hilda Pena, da USP. Papagaios podem ser portadores da bactéria clamídia, perigosa para pessoas com a imunidade comprometida. Cães que rondam pelas ruas e têm contato com roedores, estão sujeitos a contrair a raiva e a leptospirose. Certas pessoas ainda apresentam alergia a substâncias presentes no pelo de cães e gatos, o que demanda tratamento. Sobre este último item, veja comentário abaixo.
Para retribuir todo o benefício da convivência, devemos dar carinho e prezar alguns cuidados.  Os animais precisam estar vacinados contra vermes, pulgas, carrapatos e outros, seguindo o calendário individual. Os animais em geral precisam de livre acesso á água, que deve ser trocada todo dia.                                                                                      Na alimentação, priorizar as rações de acordo com o porte. Comida natural está liberada se o animal já se acostumou a ela. Banhos são necessários uma vez por semana, com produtos específicos. Prateleiras e brinquedos são usados pelos gatos;  os cães se divertem com bolinhas ou correndo no ar livre.
Rotina: Todo bicho requer atenção e cuidado. Ambiente: Em apartamento não deve existir um são-Bernardo que precisa de espaço maior; prefira um pet pequeno. Clima: Em geral, os bichos sofrem mais o calor e precisam ficar em ambientes frescos. Crianças:  O ideal é que elas desde cedo convivam com os bichos para não haver estranhamentos. Passeios: Se não quiser a obrigação de passear todo dia, prefira gatos, peixes e pássaros; cães não são indicados, mesmo os de pequeno porte.
De acordo com pesquisas recentes, animais de estimação ajudam até a espantar aquela depressão. Por que isso acontece? A- É natural que os donos conversem com o pet. Isso funciona como uma terapia, que ajuda a aliviar a sobrecarga emocional; B-  A interação com o animal aumenta a liberação de hormônios relacionados ao prazer e ao afeto no organismo;  C-  O animal é um meio eficaz de estabelecer amizades mais duradouras do que com pessoas, e a convivência com ele tende a combater o sedentarismo.
Médicos, cientistas e empresas estão à caça de uma nova tática para domar as doenças cardiovasculares. Ciente dessa necessidade, a Associação Americana do Coração, decidiu pesquisar outras estratégias, e, após vasta pesquisa, chegou a um aliado inusitado. Ele é peludo, tem quatro patas e, às vezes dá aquele olhar pidão. A Associação atesta que ter um bicho, principalmente um cachorro, reduz a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco. “Na última década, travamos conhecimento de diversos estudos associando os pets a um menor risco cardiovascular”, declara o cardiologista Glenn Levin. Outras pesquisas ajudam a entender e revelam  que ter um cão nos deixa menos sedentários. Por exemplo, brincar e passear com o quadrúpede torna as pessoas até 70% mais propensas a bater a meta recomendada de exercícios, fazendo diferença para afugentar ameaças aos vasos sanguíneos, colesterol e hipertensão.
Mas as vantagens não se restringem ao incentivo para hábitos saudáveis. A convivência afasta a solidão, reduz a tensão e injeta felicidade. Bastam 20 minutos de interação com o mascote – cachorro, gato, papagaio – para uma cascata de neurotransmissores e hormônios inundar nosso corpo. Testes feitos pelo sul-africano Johannes Odendaal registraram aumento na liberação de dopamina e endorfina (prazer), ocitocina (afeto) e feniletilamina (um antidepressivo natural). “São substâncias que contribuem para baixar o estresse e a pressão, importantes fatores de risco para o coração”, diz o cirurgião cardíaco Eduardo Keiler Saadi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
É lógico que ninguém propõe correr para a feira de filhotes com o único objetivo de prevenir um infarto. O apego e o envolvimento com o animal têm que ser legítimo, inclusive porque há uma rotina de cuidados com ele. Se isso ocorre de maneira natural, os dois são presenteados com um  generoso bem-estar. “Esse convívio com animais, propicia uma maior variação na frequência cardíaca”, explica Saadi.  Isso ajuda a explicar o papel positivo dos animais até quando o pior acontece e o sujeito sofre um infarto. Uma equipe da Universidade de Nova York acompanhou 369 americanos vítimas de ataque cardíaco e constatou que o índice de mortandade foi quatro vezes maior entre as pessoas que não tinham um animal. Um experimento da Universidade de Búfalo, reforça essa ideia: os animais auxiliam a vencer o nervosismo após eventos que nos fazem perder o chão, e em alguns casos o efeito da presença deles supera até o de medicamentos.
Diferentemente do que já se imaginou a companhia de cães e gatos não eleva o risco de alergias em si, inclusive protege crianças pequenas de infecções. “A imunidade se desenvolve quando se tem contato com os animais”, explica Luiz Fernando Jobim, chefe do Setor de Imunologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A paixão pelos animais é tamanha que cientistas estão tentando decifrar a tendência atual de optar por ter mais animais de estimação do que filhos, algo que mostra o IBGE.
Recentemente, um grupo de cientistas suecos revelou que os cães foram domesticados entre 27 e 40 mil anos atrás. Essa é uma troca de favores: O ser humano lhe dá abrigo e comida e o animal dá a proteção, que foi passada de geração a geração. A psicóloga Vanessa Lobue e colegas da Universidade Rutgers, dos Estados Unidos, conduziram, em 2013, um experimento para testar se crianças de 3 anos preferiam brincar com bichos de pelúcia ou pets de verdade. Não deu outra: as crianças gostaram mesmo foi de interagir com os animais.
Os bichos vêm circulando por corredores de hospitais do Brasil e do mundo – como visitantes e coterapeutas. Na capital paulista, o Hospital Israelita Albert Einstein autoriza a visita de animais de estimação aos seus donos internados. A entidade diz que a iniciativa tem contribuído para reduzir o tempo de internação. No Hospital Infantil Sabará, também em São Paulo, cães treinados acompanhados de instrutores entram nos quartos para animar as crianças, uma vez por semana. A tristeza cede lugar a sorrisos. “Depois que os cães passam, elas aceitam melhor os procedimentos que as afligem”, conta a enfermeira Flávia José Russo.
Pesquisas do Instituto de Psicologia da USP revelam, por sua vez,  que crianças autistas, com dificuldade de interação social, apresentam melhoras em aspectos comportamentais e comunicativos com a terapia assistida por cães. A neurocientista Patrícia Lima Muñoz conduziu e filmou dez sessões desse tipo. Em uma delas, uma menina ficava o tempo todo no canto da sala, voltada para a parede e fazendo movimentos  repetidos como espalhar o cabelo e se balançar. Na primeira vez que o cachorro entrou no recinto, sentou-se ao lado dela e ali permaneceu como se dissesse: “Estou aqui quando você precisar”. Na segunda consulta, o bicho arriscou uma aproximação e passou a imitar a garota no seu balanço.  Na  última  visita a  menina saiu  do canto  e  brincou com  o novo amigo. “É incrível como os cães parecem saber exatamente como agir”, acrescenta Patrícia. Uma sensibilidade que tem feito um bem danado à espécie humana há pelo menos 27 mil anos.
(Enquanto estou digitando este artigo, por diversas vezes, como sempre acontece, o meu Poodle, Zulu, vem até mim, coloca as patinhas e a cabeça na minha coxa e trocamos caricias, por alguns segundos, depois ele se afasta satisfeito por receber carinho e eu também me sinto feliz por ter ele, como se fosse um filho bem amado. Mais uma informação. Se você tem um cachorro ele é dado a ter carrapatos, elimine-o com o remédio “Bravecto” que livra o animal por 3 meses, dos carrapatos.)

Fonte:
Revista “Saúde é Vital”- 11/2015
Artigo “Ter um bicho faz bem à saúde”
Articulista: Silvia Lisboa
+ Supressões e pequenas mudanças.

Jc.
São Luís, 1/12/2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A ORFANDADE




“Não vos deixareis órfãos”, disse Jesus.
A orfandade caracteriza-se pela privação de assistência, pela ausência de todo o interesse, em suma, pelo abandono em que a criança se encontra, e não propriamente pela perda dos pais. Existem órfãos cujos pais vivem ainda, e há crianças que jamais passaram pelo duro transe da orfandade, a despeito de não haverem conhecido seus pais. A promessa de Jesus, acima transcrita, tem-se cumprido fielmente. Ele jamais deixou de assistir seus discípulos através dos tempos. A Doutrina dos Espíritos surgiu no mundo, como prova eloquente da assistência do Senhor, junto dos que procuraram lhe seguir as pegadas.
Só a ausência do amor determina a orfandade; e, ao mesmo tempo,  só a presença do amor a pode extinguir. Ser mãe não é gerar filhos. Ser mãe é amar a infância. Mãe é uma expressão que significa carinho, dedicação, desvelo e sacrifício. Para que a criança não se sinta órfã, não basta que ela tenha ao seu lado a mulher que a gerou: é preciso que essa mulher seja sua mãe e lhe ame. Pai, a seu turno, quer dizer previdência e providência, e além de prevê e provê o bem da criança.
Na Terra existe a orfandade, no que respeita às crianças abandonadas, porque os seres humanos vivem divorciados da moral evangélica; completamente alheios aos ensinos e as exemplificações de Jesus. A orfandade atesta a ausência do Cristianismo nos corações das pessoas e nos lares. Só os lares cristianizados resolverão os problemas orfanológicos.
Os orfanatos jamais extinguirão a orfandade; antes contribuirão para perpetuá-la, porque a criança amparada continua órfã. O orfanato que a acolhe, os meios, os regulamentos, o modus vivendi, tudo ali contribuirá para que a criança tenha sempre em mente sua condição de órfã. O reverso só se dará, se ela for adotada por um lar cristão. A vida familiar, o convívio íntimo com seus pais adotivos, e, sobretudo, a posição de filho/a que lhe é outorgada, logo tirará de sua mente a ideia de orfandade, porque, de fato, esse estigma terá desaparecido ao doce e suave bafejo do amor dos pais.
Orfanatos, como cárceres, são males necessários; atendem a uma necessidade transitória, se bem que indispensável, atestando, não a caridade como erroneamente se imagina, mas a dureza e insensibilidade de coração das pessoas deste século.
É inominável crueldade, a cena que observamos a cada instante, nossas crianças maltrapilhas, perambulando pelas ruas, sem pão, sem lar e sem afeto, no seio de uma sociedade onde há tanta riqueza, tanto fausto e tanta pompa; onde se ostentam luxuosos solares e vilas em cujos recintos, por vezes, não se veem desabrochar um sorriso de criança, mas se veem em compensação, cães de raça comendo do melhor, na sociedade onde, ao lado dos jardins, das praças, dos palácios e dos monumentos, se erguem soberbas catedrais em honra daquele que disse: “Deixai vir a mim as crianças, pois o reino dos céus é dos que se assemelham a elas”.
Nunca se viu um pássaro sem ninho, nem uma fera sem o covil. Só na sociedade dos seres humanos se veem seus próprios filhos desabrigados, expostos aos rigores das intempéries, e a toda sorte de influências negativas. O lar é tudo: é a verdadeira escola de amor, é o verdadeiro templo de harmonia. Cristianizemos os lares voltando nossas vistas para as famílias que não possuem filho, onde não há crianças não há um sorriso infantil, não há alegria, e desses lares depende o problema da orfandade, da miséria, da enfermidade, do vício, da violência, do crime, e de todos os males da Humanidade.
“Não vos deixareis órfãos”, disse Jesus, contando com os cristãos verdadeiros para amparar essas crianças abandonadas...
OS  DIREITOS  DA CRIANÇA  E  DO  ADOLESCENTE
O Brasil se destaca por sua vasta e avançada legislação, em prol da garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Um dos grandes avanços se concretizou no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, que assegura todos os direitos à criança e ao adolescente com absoluta prioridade.
A convenção sobre os direitos da criança ratificada pelo Brasil e mais 192 países, também é importante.
Um dos seus artigos determina que “as instituições, os serviços e os estabelecimentos encarregados dos cuidados ou da proteção das crianças, cumpram os padrões estabelecidos pelas autoridades competentes, especialmente no que diz respeito à segurança e à saúde das crianças”.
Essa convenção serve de fonte de inspiração para a elaboração do estatuto da criança e do adolescente, Lei nº 8.069, que foi promulgada em 13 de julho de 1990.
Segundo o estatuto da criança e do adolescente, meninas e meninos brasileiros, devem ter prioridade em receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevâncias públicas, preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas, e destinação privilegiada de recursos públicos.
A população brasileira deve conhecer esses instrumentos legais, assim como outras leis e normas que garantam os direitos integrais de todas as pessoas com ate 17 anos de idade.

Obs: leiam também os seguintes artigos:
 A evangelização e as crianças
As crianças e a TV, Como agir?
As crianças da Nova Era

Fonte:
Vinícius no livro
“Nas Pegadas do Mestre”
+ pequenas modificações.
Jc.

 São Luís,  20/10/2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

I N T E R E S S E S




 O que na existência se faz por interesse? – Ou, o que na existência se faz sem interesse? – Esta é uma pergunta bem interessante. Vejamos então o assunto.

Interesses existem de todas as maneiras e formas. Existe o interesse direto como o indireto que tanto pode trazer vantagem ou não. O interesse, às vezes, está oculto e dele não nos damos conta sem uma análise profunda.

Há o interesse de existir materialmente para evoluir, por isso o espírito reencarna. Existe o interesse de continuar a existência, por isso respiramos e nos alimentamos; existe o interesse de permanecermos vivos, por isso, quando doentes, logo procuramos um meio para nossa cura, além do interesse de querermos nos livrar dos sofrimentos que a doença trás; existe até o interesse de morrer, quando a pessoa já bastante idosa ou bastante sofredora, debilitada e desesperança deseja a morte, com o interesse de querer se livrar dos padecimentos,  o interesse de evitar o sofrimento de seus parentes e ainda, o interesse de habitar o tão sonhado “céu”, prometido por Jesus para os justos.

Existem interesses diversos como o de se alimentar de acordo com seus gostos para satisfazer o paladar; o de beber este ou aquele líquido por lhe agradar o gosto ou pelo interesse de lhe dar coragem para alguma ação; o de vestir com determinada roupa para se apresentar bem e satisfazer a vaidade; o de calçar determinado sapato pelo conforto e prazer de estar na moda; o de usar um relógio para saber as horas; o de usar óculos, para ter o interesse da boa visão; o de cuidar do corpo para se sentir bem e ter saúde; o de trabalhar, para não depender dos outros e ter seu próprio dinheiro; o de agradar a uns e outros para ser simpático e estimado; o de locomover-se para exercitar-se, passear, resolver assuntos e dirigir-se para outro local; o de dormir para descansar o corpo e não prejudicar a saúde; o de se divertir para descontrair e não cair na depressão; o de falar para se comunicar com os outros; o de ouvir para saber das “fofocas”, das coisas ou para aprender; existe o interesse de constituir família por vários motivos: entre eles evitar a solidão, ter uma companhia para repartir tristezas, problemas e alegrias; consolidar afetos e dar continuidade a  família; temos o interesse de criar e educar os filhos para que se tornem bons cidadãos, constituam um lar e
perpetuem o nome da família.

Assim, desde o presidente do país até o mais humilde ser humano, o interesse sempre está presente, quando pensamos, falamos e fazemos ou deixamos de fazer alguma coisa. Até o simples fato de não se fazer nada, já demonstra o interesse oculto que é o de ser um parasita; assim mesmo há interesse nessa situação de inércia; o simples ato de respirar demonstra o interesse de continuar existindo.

Durante nossa existência, existem o interesse de crescer, de estudar, de trabalhar,  de ser importante,  de ter uma situação privilegiada,   de ter uma posição social,  de praticar o mal ou o bem,  etc.   A verdade é que toda e qualquer ação ou reação que praticamos, tem sempre um interesse direto ou indireto, claro ou oculto, que nos beneficia ou prejudica, ou a um nosso semelhante. O bebê chora porque tem interesse de alguma coisa; a criança pede, reclama e exige por algum interesse, o adolescente tem o interesse que o mundo lhe sirva às vontades, o adulto sempre está interessado em algo que sente fazer falta; no idoso, o interesse vai desde o carinho dos netos até o desejo de se libertar do velho corpo, com problemas de saúde, que lhe impossibilita os prazeres de outrora, desejando até a morte como descanso dos sofrimentos.

Existem interesses diversos movidos pelo prazer e desprazer, pela ambição e desprendimento, pelo orgulho, vaidade e humildade, pela ganância e simplicidade, pela mentira e pela verdade, pelo egoísmo e pela caridade, pelo ódio e pelo amor, assim como em nosso benefício e em benefício e prejuízo do nosso próximo. Até Jesus, ao vir a Terra e viver entre nós, também foi movido pelo interesse de fazer a vontade do Pai e, ainda, pelo desejo de ajudar a nós outros, pobres mortais ignorantes e atrasados. Foi por isso que Ele veio ao mundo e realizou como Mestre, o curso de aperfeiçoamento da existência e da evolução espiritual.

Não existe, portanto, essa de se dizer que se faz isto ou aquilo sem interesse. Se você tiver dúvidas ou não aceitar a idéia de que tudo se faz por interesse, pense em algo que você julga que não faz por interesse, e certamente vai descobrir o interesse oculto; é só procurar. Tudo o que fazemos consciente ou inconscientemente, por um desejo, um prazer, uma necessidade, um dever,  o fazemos por um interesse que se manifesta. Agora mesmo em que estou escrevendo este artigo, estou movido pelo interesse de transmitir esta minha opinião, de realizar este trabalho, mesmo sem o interesse de cobrar nada por esta exposição.  Se, vivemos na base do interesse, a nossa consciência é quem vai julgar se os nossos atos estão voltados para a maledicência, prejudicando nossa evolução; ou se estão voltados para a fraternidade, á caridade o bem, ajudando-nos na caminhada para a luz, o amor e o Reino Divino. São tantos os interesses que nos move durante a existência que seria até enfadonho continuar mencionando-os.

Mas, será que tudo é movido pelo interesse?

Pesquisando e analisando muito cheguei à conclusão até hoje, de que finalmente descobri uma coisa que não é movida pelo interesse, que é:  A SIMPATIA ou a ANTIPATIA, que sentimos instantaneamente, ao conhecermos uma outra pessoa. Esse fato não é movido pelo interesse, porque esse sentimento é espontâneo e já estava gravado no Espírito. Entretanto, no desenvolver desse sentimento, o interesse passa a existir. Exemplo: Ao conhecer certa pessoa e sentir simpatia ou amor por ela (como se diz; a primeira vista), nos vêm logo o interesse de saber o seu nome, de conhecê-la melhor, de nos tornarmos simpáticos a ela, de conquistarmos a sua amizade, de sabermos onde e como vive etc. etc.

Se, cientes dessa realidade, por que não procurarmos viver em paz com nossos semelhantes, seguindo os ensinamentos de Jesus? Por que não vivermos em harmonia com a Natureza e as Leis de Deus, fazendo o bem, se temos o interesse maior de merecer uma boa morada na Casa do Pai Celestial, quando da nossa partida da Terra? Seja você um interessado pela sua paz, harmonia e felicidade, fazendo dos seus interesses a escada para a sua felicidade beneficiando também o seu próximo, aqui na Terra para alcançar também a felicidade na Espiritualidade, para onde você, Espírito imortal, irá um dia, juntar-se aos seus entes queridos.

Desejo a todos que lerem este artigo, muita paz, harmonia e saúde. . .  é o meu interesse final.             


Jc.

S .Luís, 4/11/1998                                                                               Refeito em 22/11/2015                                                                     

  

ALGUMAS CURIOSIDADES





 As pessoas chamadas surdas-mudas de nascença são, na verdade, apenas surdas. Como não conseguem ouvir o som das palavras proferidas pelas pessoas, só aprendem a falar, através de métodos especiais.
A lenda do “Santo Gral”, cálice usado por Jesus na Última Ceia, conta que José de Arimatéia o teria guardado e nele colocado o sangue que escorreu de Jesus na cruz.
A maior ilha fluvial do mundo é a ilha do Bananal, no Rio Araguaia, em Goiás, com cerca de 20 mil quilômetros de área.
Em 1825, Portugal reconhece oficialmente a Independência do Brasil, mediante o pagamento de uma indenização no valor de 2 milhões de lira esterlina.
José Bonifácio de Andrada e Silva foi um dos mais famosos maçons, tendo papel decisivo para a Independência do Brasil.
No ano 100 da chamada Era Cristã o pergaminho já existia, entretanto só no século IX foi fabricado o primeiro livro em papel.
No passado, quem fazia o trabalho de dentistas eram os barbeiros.
O almirante inglês Alexander Cochrane foi o primeiro comandante da Marinha de Guerra Brasileira, designado em 1823 por ordem do então Imperador D. Pedro I.
O Brasil foi o segundo país do mundo a emitir selos. Em 1843, por determinação de D. Pedro II, começou a circular o selo “olho de boi”.
O Dia da Mulher é comemorado em 8 de março, em homenagem às 129 mulheres, operárias mortas nas reivindicações de 1908, por ordem dos patrões e da polícia.
Os menores países do mundo são: Vaticano (0,44 km2); Nauru (22 km2); Mônaco (1,89 km2); e San Marino (60,5 km2).
O tecido Nylon foi assim batizado em homenagem a New York e Londres.
Para equilibrar os nutrientes do seu organismo, uma vez por semana, coma uma verdura crua tipo cenoura, beterraba ou pepino.
Santos Dumont inventou o relógio de pulso para poder ver as horas enquanto voava.
Teresina, capital do Estado do Piauí, ganhou esse nome em homenagem à Imperatriz do Brasil, Dª Teresa Cristina.
Os benefícios da Batata Doce                                                            
1- Promove baixo índice glicêmico,    2- Ajuda a controlar o diabetes,
 3- Auxilia no emagrecimento,             4- Reduz o colesterol,             
 5- Regula a pressão arterial,               6- Fortalece o sistema imunológico,
7- É fonte de ferro, cálcio e vit. A, C, e E,        8- Fonte de carboidratos
 9- Auxilia na formação de colágeno         10- Ajuda a prevenir a anemia.

A lição do lápis: O menino observava o seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou: - Vovô, você está escrevendo algo sobre mim? O avô sorriu, e disse ao netinho: Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é o lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer. O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de especial, intrigado, comentou: - Mas este lápis é igual a todos os outros que já vi. O que ele tem de tão especial? – Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-la, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô. 
Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer grandiosas coisas, mas nunca se esqueça de que existe uma “mão” que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: A mão de Deus.
Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando  você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da existência, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.
Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é sempre algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
Quarta qualidade: Assim como o lápis, o que realmente importa não é a madeira ou a sua foram exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante que a sua aparência.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis. Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas, portanto, procure ser consciente de cada ação, deixando um legado, e marcando positivamente a vida das pessoas. Afinal, nós temos este momento, o dia de hoje, e ainda, a existência.

A cúpula da Catedral de Santo Isaac na Rússia é revestida de outo puro.
A Guiana Francesa é o único local da América do Sul onde a moeda oficial é o euro.
A primeira bandeira da República do Brasil durou apenas quatro dias.
Um espirro espalha cerca de 40.000 gotículas infecciosas.
“A dúvida é o princípio da sabedoria”      ( Aristóteles)
“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”      
                                                                                                    Confúcio
“O único lugar aonde o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário”  
                                                                                      Einstein
Marion Robert Morrison era o nome do astro: John Wayne.

Alexandre Gustave Eiffel participou da construção da “Torre Eiffel” em Paris e da “Estátua da Liberdade” em Nova York.
O que mais me atrai nos animais, é que eles não usam palavras... Eles usam os sentimentos!                                                               
                                                                                         Chico Xavier

As cebolas fazem bem ao coração. Elas baixam o colesterol e a pressão sanguínea, afinam o sangue e reduzem o entupimento das artérias e o risco de câncer. Há séculos é um tratamento para diabetes cosida / crua.
 
O sol da meia noite é um fenômeno que ocorre perto dos polos, quando o sol não se põe durante 24 horas. Isso acontece porque a inclinação do eixo da Terra em relação a sua órbita faz com que o sol incida sobre os polos, em posições que se alteram de 6 em 6 meses.
Inventores e seus inventos: Alessandro Volta - Bateria Elétrica;  David Missel - Lanterna Elétrica; Emile Cohl – Desenho Animado; Henry Maudslay – Torno Mecânico;  Rudolf Diesel – Motor a Diesel; Zacarias Jansen – Microscópio; Santos Dumont – Relógio de Pulso.
Todos os fatos têm três versões:  A sua, a minha, e a verdadeira.

“Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.” 
                                                                          William Shakespeare

“O maior bem que se pode fazer a uma semente é enterrá-la.”
                                                                                       Augusto Cury
“Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um  ponto final. No meio você coloca as ideias.”                                                                 
                                                                                      Pablo Neruda

“Não importa o quanto uma pessoa é boa; ela vai feri-lo de vez em quando  e você precisa perdoá-la por isso”.        
                                                                                     William Shakespeare

“A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz andar.”
                                                                       Erico Veríssimo

 Lance seu olhar para o infinito e, mesmo que as nuvens ou as lágrimas não lhe permitam ver as estrelas, diga como quem tem certeza:
Sou herdeiro das estrelas porque sou filho do Senhor,
Cultivo sonhos de beleza, na grandeza do Amor.

Com as estrelas eu sempre sonho e nelas vejo brilhar,   
A viva esperança de um dia, junto a elas poder estar.

Ver coisas tão sublimes da pátria espiritual,
Morada verdadeira do Espírito imortal.

Não importa o quanto espere, eu sei que não vou perdê-las,
Pois sou filho do Senhor, e herdeiro das estrelas...
                                                                                           Autor desconhecido.

Que Deus nos livre da falsidade;                                               
 Da inveja por trás de um sorriso,                                                               
 Do ódio disfarçado de amizade,
 Da maldade imitando a bondade.                                            

Bibliografia:
Diversas Fontes
+ Pequenas modificações.                                                                                       
                                                                  
Jc.
São Luís, 4/10/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A PROPAGANDA DESTRUIDORA




 No mundo atual, são pouquíssimas as pessoas que utilizam o espaço público que ocupam e a visibilidade social para semear o bem, sendo uma destas raras exceções, o Papa Francisco. O líder religioso destina um carinho especial para as crianças, os adolescentes e os jovens – o futuro que vai depender do presente.
Recentemente, ao se dirigir a um grupo de adolescentes e jovens que lhe fizeram uma visita, o Papa Francisco foi direto aos seus conselhos e amorosas recomendações, dizendo: “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!  Caminhem contra essa sociedade que está fazendo tanto mal”. Que efeito terão estas palavras do Papa, na mente dos jovens e adolescentes? Que efeito terão as suas palavras, num mundo doente, tão distante dos valores do Espírito? – “Quando lhe disserem tome um pouco de cerveja ou lhe oferecerem um pouco de droga... digam NÃO!” 
Infelizmente, as propagandas de cervejas acabam se revelando muito mais sedutoras para tantas crianças, adolescentes e jovens, do que as palavras do Papa Francisco. Até quando a euforia e os amplos sorrisos apresentados nos comerciais de cervejas haverão de acobertar o fato de que o álcool é uma das mais devastadoras drogas que há? Uma droga que, segundo a Organização Mundial de Saúde ceifa a existência de 3,3 milhões de vítimas, todos os anos no mundo.
Quanto vício, dor, sofrimentos e morte, as bebidas alcoólicas ainda haverão de provocar, até que consigamos banir das televisões os comerciais de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro? Vivenciamos hoje dias de grandes embates entre a Luz e as trevas; entre a Vida e a morte. E nesses tempos de luta, as crianças, os adolescentes e os jovens são sempre os mais atingidos, as primeiras vítimas.
A televisão nos mostra a cantora Ivete Sangalo, dizendo o seguinte: “Carnavalzão, merece um cervejão”; e a atriz Grazzi Massafera fazendo a apresentação da cerveja “devassa”, ambas com um sorriso prestes a explodir de alegria e satisfação. O que essas mensagens de tamanha apelação associada à bebida alcoólica, transmitem às crianças e adolescentes?
A devassidão moral que acomete a nossa sociedade faz tudo se
resumir a ganhos financeiros. A promessa de paraísos artificiais; é a bebida da felicidade prometida para quem estiver disposto a beber e entorpecer os sentidos. A euforia prometida numa latinha ou garrafa de cerveja. Esses comerciais de cerveja representam o golpe mais duro e sujo contra a infância e a juventude. A exaltação dos prazeres alcoólicos, tão fácil quanto vazios e efêmeros. A propaganda nos mostra ainda uma criança a beber uma latinha de cerveja “Itaipava”. Se nada for feito, onde vamos parar?
Em virtude das campanhas publicitárias tão abusivas e persuasivas, hoje temos no Brasil a idade de 13 anos, em que se inicia o consumo de álcool, é o Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cobrid) e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) que revelou o consumo de álcool por adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, que já atingiu 54 % dos entrevistados e desses, 17 % já apresentam dependência. Adolescentes que sofrerão pela existência afora, uma doença grave e incurável – a dependência química.
A promessa do prazer infinito esconde a cruel realidade de um processo de desespero, de vício, de sofrimentos e de morte. As bebidas alcoólicas  são a principal causa da violência doméstica no país. Cantoras, cantores e celebridades têm que compreender que ao promoverem o consumo de bebidas alcoólicas, por algumas vantagens, estão disseminando o vício, os sofrimentos e a morte, e serão responsabilizados pela Lei Divina, por todos os males que tenham concorrido.
A menina Laura de apenas 8 anos, morreu na UTI depois de um acidente de carro ocorrido com um motorista bêbedo. Quantas  crianças mais teremos de enterrar, frustrando as esperanças de pais, até que consigamos banir os comerciais de cervejas?  É mais do que sabido que as bebidas alcoólicas representam hoje a porta de entrada para o consumo das drogas ilícitas...
Se as autoridades governamentais realmente estivessem preocupadas e dispostas a eliminar a epidemia de drogas e a combater as cracolândias que se alastram pelo país, a primeira e mais básica medida seria a proibir a publicidade de bebidas alcoólicas, a exemplo do que foi feito com o cigarro. Como poderemos pretender acabar com as drogas e as cracolândias, com uma porta de entrada tão convidativa quanto os comerciais de cervejas? Acabar com esses comerciais é uma questão de segura pública, de civilidade e de humanidade...
As crianças de hoje são o bem mais preciosos de toda família e o futuro e a esperança do país amanhã, e nos posicionarmos e nos empenharmos pelo fim dos comerciais de bebidas alcoólicas, é o mínimo que podemos fazer para beneficiar essa juventude e criar  o bem estar no Brasil.
Que as palavras do Papa Francisco possam nos guiar nessa busca por um país e por um mundo mais saudável, feliz e cristão. No futuro essas crianças vão nos agradecer por querermos um Brasil melhor, sem álcool, sem viciados, sem violência, sem sofrimentos e sem mortes, causadas pelo uso consentido e danoso do álcool...
E, “quando lhe disserem, tome um pouco de álcool ou um pouco de droga”, lembre-se das palavras do Papa Francisco, e diga: - NÃO! 

Fonte:
Internet – Artigo: “Vida e Morte”
+ Modificações.

Jc.
São Luís, 2/11/2015

DOUTRINA DOS ESPÍRITOS





 Datam da mais remota antiguidade, as tentativas de comunicações com os mortos, mas somente no século dezenove, com a estruturação da Doutrina dos Espíritos, em termos teóricos, foi que isso efetivamente ocorreu. Apesar das primeiras manifestações tidas como espíritas, terem sido efetuadas na América do Norte, foi, no entanto, no seio acolhedor da França, ponto convergente das atenções do mundo, devido á revolução que adotou a legenda da “Fraternidade, Liberdade e Igualdade”, que surgiu a figura do professor Hippolyte Leon Denizard Rivail, que observou e estudou os fenômenos das “mesas falantes”, e reuniu os princípios essenciais, ditados pelos Espíritos Superiores, formando um corpo doutrinário a que denominou de “Doutrina dos Espíritos” ou “Espiritismo”, no seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião. Publicando em 18 de abril de 1857, em Paris, o primeiro livro da codificação, com o título de “O Livro dos Espíritos”, ele o fez usando o pseudônimo de Allan Kardec, (para que não fosse reconhecida como mais uma obra sua já que havia publicado alguns livros), mas como uma obra dos Espíritos Superiores.

A Doutrina Espírita vê o Velho Testamento como o livro sagrado do povo hebreu, contendo algumas verdades como “Os Dez Mandamentos”, ao lado de regras humanas ditadas por Moisés que atribuía a elas, origem divina para aquele povo rústico e ignorante da sua época, além de narrativas por vezes contraditórias à moral evangélica. As revelações se ajustam às épocas e aos estágios evolutivos, seja de um povo ou de uma civilização; por isso elas são sucessivas. O Novo Testamento ou Evangelhos contêm os ensinos de Jesus para todos os seres humanos, de qualquer nacionalidade e de qualquer época, já que são verdades eternas, desde que, entendidas em espírito, ou no sentido espiritual, livre das interpretações e complementos humanos.

A última das três revelações, que é a Revelação dos Espíritos, esclarece as duas anteriores, quanto á capacidade de entendimento de considerável parcela da Humanidade, sem fechar as portas ao progresso e à evolução, como já ocorreu no passado. Auxilia a retificar o que foi mal compreendido, ou adulterado, despertando-nos para a luz da razão. Graças a essa intervenção do Plano Espiritual Superior em favor da Humanidade, aclaram-se várias passagens evangélicas mal compreendidas, que deram origem a confusões e distorções no seio das igrejas cristãs.

Conforme a palavra esclarecida do professor Carlos Imbassay, “não mais as penas eternas, mas a existência progressiva com falecimentos temporários, mas sem paradas definitivas, sem condenação irremissível. Não mais a pena como vingança, como uma espécie de ódio do Criador à criatura, mas como remédio para a cura, como um passo para o progresso. A criatura não ressuscita para o Juízo Final, nem toma o mesmo corpo, nem vai para o inferno, mas volta em nova existência, em novo corpo, apropriado às necessidades do Espírito e moldado de acordo com as perfeições ou imperfeições do seu perispírito. A reencarnação é para efeito de proporcionar ao espírito, o aprendizado na Terra, por meio do corpo físico, quase sempre experimentando dores, no convívio com os semelhantes ou as provocadas pelas asperezas da natureza; todas, porém, imprescindíveis à sua felicidade futura, porque a felicidade depende da purificação do Espírito, principalmente através das existências”.

Deus não veio a Terra. Criador de todas as coisas e de todos os seres, Supremo Criador do Universo, não poderia viver por trinta e três anos num dos mais obscuros  e atrasados planeta que criou.  Impossível que deixasse o Infinito, o Universo, abandonado para viver num minúsculo planeta de um dos menores sistemas. Quem vem ao Mundo são os seus emissários, e entre eles veio o Cristo, que sofreu as vicissitudes da existência terrena para nos apontar o Caminho, trazer a Verdade e alimentar a Vida em sua plenitude. Deus não faz escolha, não há preferência; o progresso, a elevação espiritual, a felicidade, são frutos do esforço próprio de cada pessoa (espírito).

Não há diabos nem demônios,  com o fim de encaminhar os
seres humanos ao inferno (reino de satanás); o que existe são
espíritos inferiores,  aos quais damos acesso por afinidade,
pelas nossas baixezas de sentimentos, que eles se aproveitam para nos prejudicar, induzindo-nos ao mal, perseguindo-nos por todas as formas que lhes são possíveis. Algumas vezes a perseguição é um ato de vingança; são dívidas anteriores contraídas para com eles que, sem o saberem, são instrumentos de nossa remissão.

Vejamos o que diz um cientista: “Enquanto nosso corpo se renova, peça por peça, pela substituição das partículas; enquanto ele existe e um dia fenece, massa inerte, para o túmulo, onde se decompõe, o nosso Espírito, ser pessoal, guarda a sua identidade e individualidade indestrutível, e liberto da matéria de que se revestiu, vive a sua personalidade independente, a sua essência espiritual, a sua grandeza e a sua imortalidade não sujeita ao império do tempo e do espaço”. Alertam-nos ainda, “que há coisas que estão acima da inteligência do ser humano mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir”. (Questão 13 do L.E.) Ao mesmo tempo, o ensino claro dos Espíritos Superiores repele o panteísmo (adoração da Natureza como divindade), mostrando-nos pela razão, que o Criador, as criaturas e a natureza não se confundem, pois Deus é único, perfeito, criador do universo, da natureza, e das criaturas, que jamais poderão se transformar no próprio Deus.

A Doutrina dos Espíritos é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos. Bem como de suas relações com o mundo corporal. Como filosofia, explica as consequências que se originam dessas relações e os ensinamentos de Jesus a luz da Doutrina. Como religião, religa a criatura ao Criador, através do conhecimento das leis Divinas, e pela Fé na Bondade, Justiça e Amor de Deus. Os principais fundamentos do Espiritismo são: 1- A aceitação da existência de um Ser Superior a que denominamos DEUS; inteligência suprema, criador do Universo e de todas as coisas e seres; 2- A aceitação de Jesus, como guia e protetor espiritual da Terra; 3- A crença na existência do espírito, envolvido pelo perispírito que, quando encarnado, tem a denominação de alma, e que, após a morte física, conserva a lembrança de todas as passagens terrenas; 4- A crença no livre-arbítrio, que determina o destino do espírito de acordo com a causa e o efeito de seus atos; 5- A crença na reencarnação, através da qual o espírito vai evoluindo nos planos intelectual, moral e espiritual; 6- A crença na comunicação dos espíritos com os humanos e destes para com os espíritos; 7- A crença na pluralidade dos mundos habitados, atrasados e evoluídos.  Por meio destes três últimos princípios, podemos nós espíritas entender o que Jesus nos quis dizer, há dois mil anos passados; a- Quando apareceu aos seus discípulos, no Monte Tabor, conversando com os espíritos de Elias e Moisés; b- Quando se juntou aos seus seguidores, a caminho de Emaús, após sua morte física, e se fez conhecer por eles;  c- Quando se comunicou com Saulo de Tarso, na estrada de Damasco; d- Quando respondendo aos seus discípulos, disse: “Se vós bem quereis compreender, João Batista é o Elias que há de vir”; e- Quando disse a Nicodemos: “Não te maravilhes de te haver dito. Necessário vos é nascer de novo”; f- Quando respondendo a Pilatos, disse: “Meu reino não é deste mundo”; g- “Quando falando aos seus discípulos, disse: “Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito, porque eu vou para vos preparar o lugar”.

A Doutrina Espírita, como Ciência, Filosofia e Religião  não adota; dogmas, símbolos, sacerdócio organizado, vestes especiais, vinho, incenso, altares, imagens, velas, talismãs, amuletos e quadros. Não atende a interesses mundanos e materiais; não aceita adivinhações por cartas, búzios, tarô, bola de cristal; não recebe o espírita, pagamento por qualquer benefício que tenha feito ao seu próximo, não administra sacramentos, concessão de perdão, remissão de pecados, nem promete o céu ou o inferno a qualquer pessoa.

A desinformação de grande parte da sociedade, por falta de conhecimento ou estudo da Doutrina dos Espíritos, tem dado lugar a ditos curiosos, como os seguintes: “Espiritismo de Terreiro”, quando querem se referir aos rituais dos antigos escravos e seus descendentes, trazido para o Brasil quando o Espiritismo ainda nem existia, pois só surgiu no ano de l857; “Baixo Espiritismo”, quando desejam designar uma prática puramente espiritualista voltada para o mal; “Espiritismo de mesa branca” ou “Alto Espiritismo” quando querem se referir a uma prática mediúnica, voltada e afinada com o bem. Tudo isso não passa de falta de conhecimento da Doutrina. O sincretismo afro-brasileiro que originou a Umbanda, também nada tem a ver com a Doutrina dos Espíritos. Apenas uma coisa os une: A comunicação com os espíritos, que, diga-se não é exclusividade do Espiritismo nem da Umbanda, visto que essas manifestações se verificam também entre os índios e, com frequência, no seio das religiões pentecostais, e no movimento de renovação carismática dos núcleos católicos, que numa desinformação, são atribuídas ao Espírito Santo.

Cremos que para o bom entendimento da Doutrina dos Espíritos, precisamos exercer o auxílio consolador, a caridade fraterna, o intercâmbio de comunicações com os que estão na espiritualidade, e a pregação moralista e religiosa; porém, ficará falha e inconsistente, se não ajudar o ser humano a tomar uma nova consciência de si mesmo, rompendo com os modelos inferiores existentes. A esta operação, Paulo o apóstolo dos gentios, chamou: “A substituição da nova pessoa pelo despojamento da velha pessoa”, e acrescentou ainda: “Os que procuram seguir Jesus, se tornam novas criaturas”.  E como nos tornaremos uma nova pessoa? É simples. Aquele que se decide a seguir o Mestre Amado, tudo deve ser renovado. O passado delituoso, as situações de dúvidas. As incertezas terão chegado ao fim. As velhas cogitações com as coisas materiais serão diminuídas, dando lugar á vida nova do espírito, onde tudo signifique reconstrução para o futuro promissor. Os vícios, aos poucos serão afastados e esquecidos, os erros serão retificados, os maus pensamentos serão substituídos, novos sentimentos vibrarão em sintonia com o Evangelho, e, as nossas ações serão voltadas para o bem; e nos nossos esforços e exemplos de vida, estaremos semeando fraternidade, caridade e amor...

Não adianta para ninguém o muito conhecimento, as palavras bonitas e as boas intenções, sem o nosso interior renovado, pois estaremos indo ao encontro de Jesus, carregados de cadeias, e, apesar da sinceridade das nossas intenções, não conseguiremos ainda chegar ao santuário do seu Amor. Ao nos transformarmos em uma nova pessoa, o Espiritismo cumpriu em nós, a sua função, e renovados, poderemos com o conhecimento e a fé, praticar a caridade maior que consiste em darmos, além do auxílio consolador, da caridade fraterna, da pregação moralista e religiosa, damos também de nós mesmos, o nosso gesto será acompanhado do nosso sentimento de cristão. E, ao nos tornarmos novas criaturas, estaremos evoluindo e passando de uma morada de expiação e sofrimento, como é o mundo, para outras moradas apropriadas ao nosso adiantamento espiritual, como verdadeiros discípulos do Mestre Amado.

A Doutrina dos Espíritos é sem dúvida, a terceira maior dádiva concedida ao ser humano. Fundamentada nos ensinamentos de Jesus, ela é: a escola, o abrigo, o templo sagrado, a esperança e a fé, assegurando aos que a buscam, orientação e restauração na confiança em Deus, e a certeza de que em breve, dias melhores virão para a Humanidade. A assimilação de seu conteúdo se faz pelo labor constante e consciente na empreitada de amor e caridade, sob a proteção de Jesus.

Finalizando, recordo as instruções do “Espírito de Verdade” sobre a Doutrina, contidas no livro:  “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,  quando diz: “O Espiritismo, como antigamente minha palavra, deve lembrar aos incrédulos, que acima deles, reina a verdade imutável: O Bom Deus. Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instrui-vos, eis o segundo. Amai e orai; sedes dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo do coração e, então, Ele vos enviará seu filho bem-amado para vos instruir e vos dizer estas boas palavras: Eis-me aqui, venho a vós porque me chamastes.”

Que a Paz do Senhor, permaneça em nossos corações.

Bibliografia:
“Novo Testamento”. “O livro dos Espíritos”
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Jc.
São Luís, 11/2004
Refeito em 22/11/2015