sexta-feira, 11 de março de 2016

ROTEIRO TURÍSTICO NO MARANHÃO




 Onze, são os motivos turísticos para conhecer o Maranhão.
1º  São Luís, cidade fundada por franceses, com casarões, ladeiras e calçadas em pedrarias; conhecer as praias, se deliciar com o variado cardápio de camarões, peixe-pedra, pescadas e assistir os variados festejos dedicados a São João, São Pedro e São Marçal que são realizados na segunda quinzena do mês de junho;
2º  São José de Ribamar, (Arriba-mar), embora o santo na Igreja seja São José das Botas, é o principal destino religioso no Estado;  padroeiro do Maranhão;
3º  Parque dos Lençóis Maranhenses, onde existem as lagoas de água doce, provenientes das chuvas,  as montanhas de areia, o Rio Preguiças e a cidade de Barreirinhas;
4º  Chapada das Mesas, com suas cachoeiras cristalinas, florestas de buritis, paisagens deslumbrantes, nas cidades de Carolina e Riachão; o Morro do Garrafão, na região de  Carolina;
5º  Delta das Américas que faz a divisa dos estados do Maranhão e do Piauí, que, ao encontrar o mar, forma o terceiro maior delta do mundo e o primeiro das Américas;
6º  Floresta dos Guarás, o Santuário Ecológico onde a Amazônia encontra o mar; assistir a revoada dos guarás ao amanhecer e as tardes e se deliciar com o famoso  doce de abacaxi e deguste as pescadas douradas de Cururupu;
7º  Região dos cocais; extensas planícies cobertas de palmeiras de babaçu, Caxias, a cidade berço da poesia de Gonçalves Dias: “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá...”
8º Amazônia Maranhense; conhecer as corredeiras do rio Maracaçumé com suas ilhas, manguezais e praias selvagens, na divisa do Maranhão com o Pará;
9º Campos, lagoas e alagados conhecido como o Pantanal Maranhense; conhecer a Pororoca do Rio Mearim, fazer passeios náuticos e pesca nos rios lagos e alagados;
10º Rios de águas cristalinas, matas, corredeiras; visitar os balneários e conhecer as cachoeiras do Arruda e do Boqueirão,  passear de barco no Rio Munim e banhar-se no Rio Uma;
11º Viajar de lancha até a cidade de Alcântara, para conhecer a antiga capital do Maranhão; o Palácio inacabado para D. Pedro;  visitar os casarões antigos e em maio, assistir a festa do Divino.
Estes são os motivos turísticos para viajar e conhecer o estado do Maranhão, localizado no Nordeste do País, entre os estados do Piauí e do Pará.

Jc.
São Luís, 11/1/2016

O PODER DA TELEVISÃO




 A televisão é uma democrática janela para o mundo, como apregoam seus defensores, ou um perigoso meio de desvirtuar crianças e jovens, como querem seus críticos? A resposta depende do uso que fizermos dela. Ver televisão é um hábito que toma em média, de 4 a 5 horas diárias da vida de nossas crianças. Essa “ladra do tempo”, para o bem ou para o mal, veio para ficar. Não há como ignorá-la: ela dita padrões de comportamento, lança modas e gírias, cria hábitos de consumo, molda a opinião pública, estabelece padrões morais, influencia o gosto musical, dissemina valores e crenças, alimenta mitos. A escola pode tirar proveito de sua programação para ensinar a “ler” criticamente a TV, analisar seus conteúdos do ângulo da ética e da cidadania. É só perguntar aos alunos o que eles gostam de assistir e por quê. Se eles acreditam em tudo que a TV mostra e diz; se a violência das cenas e dos filmes, o sensacionalismo de certos apresentadores retrata “a vida como ela é”?  É necessário comparar a “realidade da telinha” com seu próprio cotidiano. Deve haver uma seleção do que ver na TV, para enriquecer a formação.

Nos anos 50, quando começaram as transmissões comerciais no Brasil, apenas algumas residências tinham acesso à novidade, e um aparelho de televisão na sala de casa era um símbolo de status. Em pouco tempo, o aparelho se popularizou, chegando aos lares das classes menos privilegiadas. Graças ao avanço da tecnologia, ás imagens ganharam cores e as telas foram ampliadas. Hoje, presente na maioria dos lares, a televisão passou a exercer forte influência sobre as relações familiares e sociais. Habituadas à TV desde a infância, as novas gerações cresceram em um ambiente muito diferente daquele que cercava as crianças da primeira metade do século. A principal diferença encontra-se na maneira de ocupar o dia: antes da TV, havia mais tempo para o convívio em família e a leitura; hoje, estima-se que as crianças dediquem quase a metade do tempo de vigília à televisão, assistindo à programação ou jogando vídeos-games. 

Essa “ladra do tempo” provoca debates em virtude do conteúdo transmitido, abrigando de tudo um pouco: de filmes, telenovelas e desenhos animados a programas de auditório, espetáculos musicais, humorísticos e de baixarias, esportivos e tele-jornais. Parte de sua extensa programação tem alguma relevância social e qualidade. Por outro lado é maior o volume de horas diárias dedicadas a material que gera impacto negativo, principalmente sobre as crianças. A violência física e psicológica permeia, com maior intensidade, quase todos os gêneros de programas e é impossível negar que ela contribui para deformar a percepção da realidade. Pessoas que assistem diariamente à TV tendem a acreditar que a sociedade é mais violenta do que realmente é. A televisão cria uma espécie de “mundo paralelo” que muitos associam, de maneira equivocada, à realidade. Mais importante do que controlar o que a TV veicula diariamente é preparar o público, principalmente as crianças, a vê-la sem se submeter a ela. O importante é saber usá-la, sem ser influenciado ou usado por ela. Até alguns anos atrás, o tipo de programa era simples: apresentações musicais, telejornais, entrevistas com artistas,  gincanas com participações dos telespectadores e outros programas.
Alguns desses programas foram responsáveis, com suas ingênuas bailarinas, pelo início do processo de erotização que se expandiu até o horário infantil, no qual hoje se multiplicam apresentadoras que se tornaram símbolos sexuais. Nos últimos anos, porém, a televisão popularizou um formato sensacionalista de apelo policial para conquistar audiência. Nesses programas, crimes e imagens de violência física e psicológica, dividem espaço com outras facetas do “mundo cão” com aberrações e brigas ao vivo, no palco, entre telespectadores, a chamada “lavagem de roupa suja em público”. Flagrante desrespeito ao telespectador é a promoção desse gênero. Padrões de comportamento são ditados pelas novelas onde personagens e situações mostradas na tela, tornam-se referência para atitudes dos telespectadores na vida cotidiana. Pertencem ao mundo da ficção, mas costumam adquirir contornos reais.  Os telejornais nos apresentam uma versão dos fatos, não a realidade absoluta. Quando assistimos um telejornal, temos a impressão de que vemos um retrato do que ocorre de mais importante naquele dia em nossa cidade, no país e no mundo. Trata-se de uma ilusão: até o mais completo noticiário transmite apenas um volume restrito de informações. Outra ilusão: As reportagens, mesmo as mais extensas, dão conta apenas de uma versão, entre as três versões possíveis, da mesma notícia. Além disso, a TV pode influenciar o conteúdo do noticiário, favorecendo, por exemplo, um candidato em época de eleições ou um ponto de vista sobre certo assunto.

A publicidade a serviço do consumo influencia os comerciais exibidos na TV, recorrendo a estereótipos para criar a sensação de desejo no inconsciente do telespectador. A publicidade funciona assim nas revistas, nos jornais, nas rádios e nos outdoors, mas ela é mais poderosa na televisão, pois a força das imagens em movimento e em cores dificulta resistir aos seus apelos. A “mensagem” é clara: quem usa aquele produto ou serviço pertence àquele mundo, e quem julga pertencer àquele mundo deve, por conseqüência, consumir o que é anunciado. Se, é verdade que a propaganda tenta criar necessidades que não temos os comerciais da TV são os que mais influenciam as pessoas a conseguir o objetivo em questão.

“Uma escola que não ensina como assistir à televisão é uma escola que não educa”, afirma o pedagogo espanhol Joan Ferrés.  Ele complementa dizendo: “Talvez na escola o predomínio seja dos negativos que afirmam: a televisão provoca todo tipo de males físicos e psíquicos: problemas de visão, passividade, consumismo, alienação, trivialidade”. No extremo oposto, diz Ferrés: “A televisão deve ser considerada como uma oportunidade para a democratização do conhecimento e da cultura, para a ampliação dos sentidos, para a potenciação do aprendizado. A televisão representa a cultura da diversidade, a cultura da liberdade, das opções múltiplas. A atitude mais adequada é a aceitação crítica, o equilíbrio entre o otimismo ingênuo e o catastrofismo estéril, as possibilidades e limitações, as suas contradições internas”.

Por isso é aconselhável que os pais tenham muito cuidados com o que as crianças estão assistindo para evitar se moldarem aos exemplos por vezes negativos, que podem trazer prejuízos a formação das crianças.

Leia também o artigo “As crianças e a TV, como Agir?”

o ou jogando va; hoje, estima-se que as crianças dediquem quase a metade do tempo de vBibliografia:
Revista “Nova Escola” nº 118
+ Acréscimos e modificações

Jc.
S.Luis, 10/5/2012
Revisto em 17/02/2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

EM DEFESA DA MULHER




 A ideia do Dia Internacional da Mulher (8 de março)  foi proposta inicialmente na metade do século XIX, durante o processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos pelas más condições de trabalho e redução de salários. Um desses protestos foi realizado em 8 de março de 1857 em Nova Iorque, por empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil, trancadas no interior de uma fábrica pelos patrões e pela polícia, que atearam fogo ao prédio, quando130 trabalhadoras morreram carbonizadas.
Outros protestos se seguiram como em 1908, quando na cidade de Nova Iorque 15 mil mulheres marcharam exigindo a redução do horário, melhores salários e o direito ao voto. Em 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos da América, após uma declaração do Partido Socialista da América, observou-se o primeiro Dia Internacional da Mulher. Em 1910 ocorreu na Dinamarca a primeira conferência internacional sobre a mulher, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi decidido comemorar-se o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.  Em 1975, foi criado o que seria o Ano Internacional da Mulher por intervenção da Organização das Nações Unidas, consagrando o Dia Internacional da Mulher.
O primeiro grande passo para o reconhecimento da importância da mulher foi dado por Jesus. Muitas foram às mulheres que o seguiam e contribuíram ao lado dos seus discípulos, para o engrandecimento do Cristianismo. Apesar do exemplo dado por Jesus, a mulher continuou a ser discriminada. Houve um tempo em que se perguntava: “As mulheres tem alma?”, sendo o título de um artigo de Kardec publicado na Revista Espírita de janeiro de 1866. Nele Kardec explica: “Pode-se considerá-la como emancipada moralmente, se não o é legalmente. É a este último resultado que ela chegará um dia, pela força das coisas”.
No capítulo VI – Igualdade dos direitos do homem e da mulher, de O Livro dos Espíritos, os Espíritos, na resposta à pergunta 822-a, disseram: “A lei humana para ser equitativa, deve consagrar a igualdade de direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. Os sexos só existem na forma física, visto que os Espíritos podem encarnar num ou noutro não havendo diferença entre eles”. Já na resposta à pergunta 817 os  Espíritos são taxativos:  “Deus outorgou a ambos  a inteligência para conhecer o bem e o mal e também a faculdade de progredir”.
Destacamos trechos do livro “Código de Direito Natural Espírita”, no qual seu autor José Fleury Queiroz, escreveu: “Segundo Antonieta Saldanha (Espírito), o homem levanta o mundo a mulher sustenta o lar”. No campo dos direitos, a mulher pode desempenhar cargos até  pouco tempo, reservados aos homens, mas, no campo das funções, cada qual tem a sua posição biológica e social bem definida.
Exaltando as funções redentoras da alma feminina, Victor Hugo fez comparações significativas entre o homem e a mulher: “O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher, o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica. O homem é o cérebro; a mulher, o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. O homem é um gênio; a mulher, um anjo. O gênio é imensurável; o anjo é indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. A glória traz grandeza; a virtude traz divindade. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove. O homem é o código; a mulher  o Evangelho. O código corrige; o Evangelho aperfeiçoa. O  homem pensa; a mulher sonha. O homem, é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a plenitude. O homem tem a consciência; a mulher tem a esperança. A  consciência guia; a esperança salva. Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher onde começa o Céu”.
Está mais do que provado que lugar de mulher não é somente a cozinha, ou cuidando dos filhos. Lugar de mulher é em todo lugar, nos diversos setores, ela tem ocupado seu espaço, com garra e determinação. Na Doutrina Espírita, a mulher ocupa um lugar de destaque  com a mesma competência, e desenvolve um trabalho de grande amplitude, na exemplificação e divulgação dos ensinos de Jesus. Para melhor avaliarmos o papel da mulher, nos lembremos de que foi a uma mulher (Madalena), que Jesus se apresentou após retornar do túmulo, e a fez portadora da Imortalidade...
Fonte:                                                                                            Jornal “O Imortal” - 01/2015                                                           Altamirando Carneiro
+ Pequenas modificações.

Jc.                                                                                                     São Luís, 23/01/2015