terça-feira, 20 de junho de 2017

CURIOSIDADES DIVERSAS




  O Jogo dos Bichos foi criado em 4 de julho de 1892, pelo Barão João Batista Drummond, como uma forma de atrair mais pessoas para o seu Zoológico, que passava por dificuldades financeiras e estava prestes a ser fechado.
O “JOGO DOS BICHOS” é constitui de 25 números que são representados por animais, em ordem alfabética, a saber:
Nº 01 – Avestruz,  nº 02 -  Águia,  nº 03 -  Burro,  nº 04 – Borboleta
nº 05-  Cachorro    nº 06- Cabra    nº 07-  Carneiro    nº 08- Camelo
nº 09- Cobra     nº 10- Coelho       nº 11- Cavalo      nº 12- Elefante
nº 13-  Galo       nº 14- Gato          nº  15-Jacaré          nº 16- Leão
n°17- Macaco    nº 18- Porco        nº 19- Pavão          nº 20-  Perú
nº 21-  Touro   nº 22-  Tigre    nº 23- Urso   24- Veado   nº 25- Vaca
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A MULHER   A mulher e as diversas formas e estados, classificados de acordo com as normas contábeis:
Solteira  =  é Crédito,     Casada =  é débito,     Feia =  é um estorvo,
Bonita =  é um lançamento certo,     Casada e feia =  é não exigível,
Feia, porém rica = é compensação, Ex-namorada = é saldo anterior,
Sogra = é conselho fiscal,  Se fez operação plástica = é benfeitorias
Se  está esperando bebê = é obra em andamento,
Se  pede dinheiro emprestado = é devedores duvidosos,
Se  dá bola = é incentivos,            Se está noiva = é reserva legal,
Se  não é casada, nem solteira ou viúva = é contas a classificar,
Se  ninguém a quer = é disponível,
Quando é pega em flagrante = é passivo a descoberto
Se namorou muito e não casou = é saldo a disposição d/assembleia
Se faz programa = é renda de capitais não usados na operação.
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AS DIFICULDADES DE UM EXECUTIVO
O dia a dia de um executivo de marketing ou de comunicação envolve uma série de dificuldades no  relacionamento  com  os  funcionários, clientes, e fornecedores. O nível de interpretação das situações pelas outras pessoas envolvidas no processo coloca o executivo sempre entre a cruz e a espada, a saber:
- Se amigável, é considerado um demagogo;
- se retraído, é considerado mascarado;
- se solicita muitas verbas, é um esbanjador;
- se não solicita mais verbas, é acanhado;
- se adota decisões rápidas, é arbitrário;
 -se demora nas decisões, é incapaz;
- se planeja a longo prazo, é visionário;
-se planeja a curto prazo, é quadrado;
-se procura diminuir a burocracia, é reacionário;
-se se cinge as instruções, é burocratas;
-se chega tarde, é aproveitador;
- se chega cedo, é ambicioso;
- se tudo marcha bem, ele não faz falta;
- se tudo marcha mal, ele não funciona;
- se procura trabalhar em equipe, não tem ideias próprias;
-se não procura trabalhar em equipe, não confia em ninguém;
-se delega poderes, não quere nada com o trabalho;
-se centraliza tudo, não quer dar chance a ninguém;
- se consulta seu superior, está de saída;
-se procura mais seu pessoal, quer explorar o próximo;
-se não procura [i]seu pessoal, quer se fazer de importante;
- se fala das técnicas de comunicação, é teórico;
- se não fala das técnicas, é limitado;
-se fala de marketing, é americanizado;
-se escreve ou fala da sua especialidade, adora a autopromoção;
-se não escreve ou fala em público, não é profissional conceituado.

ALERTA AOS PLAYS-BOYS
 Se você dirigir a 60  kms, poderá cantar pela estrada:
-Como é bom viver!
Se você dirigir a 80 kms, poderá ir cantando:
- Vou com o vento!
Se você dirige a 100 kms, deverá cantar:
-Confio em ti, Senhor!
Se você dirige a 120 kms,  já deverá estar cantando:
-Mais perto de ti, Senhor!
Se você dirige a 180 kms, cantarão para você:
-Descanse em paz, meu irmão.

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“Quem enfrenta o trabalho de bom ânimo, já o completou pela metade.”                                    
                                                                          Espinel

“O homem de decisão consegue sempre o que quer, seja qual for o tempo que demorar ou os obstáculos que encontrar no caminho.”

“Toma cuidado com os teus pensamentos: Eles podem se transformar em palavras em qualquer ocasião.”

“Nunca discuta sem primeiro consultar o silêncio. Isto sempre fará vitoriosa a vossa razão.” 

“Faça trabalhar a cabeça e dê descanso à língua.”

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FASES DA EXISTÊNCIA

Do nascimento aos 4 anos de idade        -   infância;
Dos    5 anos até os 9 anos  -       -            -   meninice
Dos  10 anos até os 14 anos        -            -   pre-adolescente
Dos  15 anos até os 24 anos        -            -   adolescente
Dos  25 anos até os 54 anos        -            -   adulto
Dos  55 anos até os 59 anos        -            -   pré-idoso
Dos  60 anos até os 70 anos        -            -   idoso
Dos 71 anos em diante                  -            -   Velhice

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AS INVENÇÕES:

O avião. Talvez a invenção que cause maior polêmica entre os historiadores, o avião é creditado a Santos Dumont por muitos e aos irmãos Wright por outros. O fato é que ambos chegaram a resultados, mas o reconhecimento coube a Santos Dumont, ao contornar a Torre Eifel, em Paris, e foi fundamental para que a aviação (essas máquinas mais pesadas que o ar) voassem por longas distâncias.

O Automóvel.  Leonardo da Vinci chegou a projetar um triciclo movido a corda, mas a ideia ficou no papel. Com a invenção do motor a combustão foi que surgiu o automóvel moderno, em 1886, patenteado pelo alemão Karl Benz, que se juntou a Gottlieb Daimler, criando a montadora hoje conhecida como Mercedes Benz. Tudo isso antes de a Ford chegar ao mercado com os seus carros produzidos em massa.

A Bússola.  Ao que tudo indica, a história da bussola  aponta para a China do século I a.C.  Os chineses foram pioneiros no estudo das propriedades magnéticas de alguns metais. Depois disso, pouco se sabe como ela chegou à Europa, para desempenhar papel de enorme importância, ao permitir a exploradores ter orientação geográfica exata, sob praticamente quaisquer condições e a qualquer hora.

O Computador.  Como seria o mundo de hoje sem os computadores? Essa invenção produziu uma revolução em diversos setores, permitindo o armazenamento de dados, a realização de tarefas e a  difusão do entretenimento. Ele foi criado em 1941, pelo alemão Konrad Zuse, e os primeiros modelos não se pareciam nem um pouco com nossos modernos desktops e notebooks.

O Despertador.  As vezes, pela manhã, nos incomodamos com o barulho dessa invenção, mas o despertar sempre foi útil para nos fazer começar o dia. E foi para isso que ele surgiu. Com a Revolução
 Industrial, era necessário um objeto que ajudasse os trabalhadores a despertar para o trabalho. O primeiro despertador só tocava às quatro horas da madrugada, hora em que seu inventou, Levi Hutchins, precisava acordar.

Internet. Parece que foi ontem, mas a internet deu os seus primeiros passos nos anos 60, quando, Lawrence Roberts, cientista do Departamento de Defesa dos EUA, em um experimento, quis criar uma maneira de os computadores do governo se comunicarem entre si. Mal sabia ele que ali nascia o conceito de rede, que em 1992 faria surgir a World Wide Web.

A lâmpada.  Outra invenção com mais de um pai, a lâmpada incandescente foi patenteada por Thomas Edison, ainda que sobre um protótipo já existente. Edison conseguiu criar uma lâmpada realmente durável, e a invenção teve um impacto importante e permanece até hoje no nosso dia a dia.

A Penicilina. Sem querer, o cientista escocês Alexander Fleming foi o descobridor da penicilina em 1928. Fleming estava fazendo uma pesquisa, quando se deparou com um fungo que repelia as bactérias, o penicilium. Duas décadas depois, a descoberta foi aperfeiçoada e, em 1944, já estava disponível e sendo produzida em massa, salvando milhões de vidas humanas. Sabe-se que ele salvou Winston Churchill, quando criança de se afogar, e quando primeiro ministro da Inglaterra, aplicando-lhe a penicilina.

O Relógio de Pulso.  Apesar da contagem do tempo ter surgido há 7 mil anos, o relógio mecânico como o conhecemos só apareceu no século XIV. E, o de pulso, em 1904, uma criação do francês Louis Cartier, sob encomenda de Santos Dumont, que necessitava de um relógio mais prático do que o seu de bolso para cronometrar o tempo de voo enquanto manuseava  o manche do avião com as duas mãos.

A Roda.  Faz tanto tempo que foi inventada a roda que parece que ela sempre esteve rodando por ai. Mas a sua invenção teria sido a uns 5 mil anos atrás, na Suméria, onde foi encontrada uma, redondinha, feita de argila, nas ruínas de Ur. Desde então ela não parou mais de girar, contribuindo com a agricultura, a indústria, o comércio, as viagens e navegações de todos os tipos.

O Smartphone.  Esta é uma invenção mais recente entre as que vimos até aqui. A ideia de atribuir funcionalidades secundárias a um telefone, não é coisa nova. O primeiro da história, o Smartphone IBM Simon, tinha uma bateria que não durava nada. Mas outros projetos vieram depois, cada vez mais sofisticados e inteligentes, até chegarem aos modelos atuais.

O telefone. Sua paternidade é contestada, mas a primeira patente do telefone foi registrada em 1876, por Alexander Graham Bell. A partir daí, o aparelho ganhou os lares, revolucionando a comunicação. A evolução foi rápida, o disco deu lugar aos botões, depois vieram os modelos sem fio e, hoje, os celulares e os modernos smartphones.

Temos  muitas outras invenções que foram produto de esforços dos que nos antecederam na existência, para ajudar as pessoas a viverem melhor:

Ar-condicionado    -    Caneta Esferográfica   –    Chuveiro Elétrico   -
Copiadora  -  Ferro Elétrico   -  Filtro de Água  -  Fogão   -  Geladeira  -  Grampeador  -     Lápis   -    Máquina de Costura   -    Micro-ondas    -
Monitor   -    Panela de Pressão    -    Rádio Portátil    -     Ventilador  -
Video-cassete     -     Vídeo-game   -     Televisão   -      e  outras       -


Fontes:
Calendário da Cia.” Porto Seguro”
Internet
+ Acréscimos diversos


Jc.
São Luís, 8/2/2017

















A FELICIDADE




 Aristóteles afirmava que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não pela posse. Da mesma forma, conta-se que o sábio grego, Sócrates, gostava de frequentar o mercado público ateniense e, quando perguntado sobre o que ele fazia  ali, dizia que gostava de olhar quanta coisa existia de que ele não precisava para ser feliz.

Há um dito popular de que o dinheiro não trás e nem compra a felicidade. Entretanto, não podemos negar que boas condições sociais contribuem para o bem-estar geral do ser humano, porém a felicidade é algo que vem de dentro para fora, jamais o contrário. O economista holandês Paul Friters, explica: “Não é um bom casamento ou a boa saúde que torna alguém feliz, mas ser feliz é que faz com que uma pessoa tenha casamento harmonioso e boa saúde”.

Várias pesquisas, algumas curiosas, demonstram com clareza que recursos materiais não são sinônimos de felicidade. Por exemplo, a revista “Veja”, assinala que os 400 mais ricos dos EUA, não eram mais felizes do que os de classe média. A felicidade também não está relacionada diretamente com a inteligência. Em geral, os casados vivem mais felizes do que os solteiros e religiosos.

Mais uma vez a revista “Veja” relaciona como fatores básicos, o  otimismo e a generosidade para o sentimento de felicidade. Como se vê tudo depende do que entendemos por felicidade. Tem gente que pensa encontrá-la na sexualidade desregrada; outros no uso de psicotrópicos, no corpo malhado, na fama efémera. A mesma revista informa ainda que nos últimos 35 anos o PIB americano cresceu de 17 mil para 27 mil dólares, o tamanho das casas aumentou 50% e as famílias com computador saíram do zero para 70%, mas os índices de felicidade não se alteraram. Os nigerianos com apenas 1.400 dólares, se dizem mais felizes do que os japoneses com toda sua tecnologia e 25 vezes mais renda.

A questão 922 de “O Livro dos Espíritos” esclarece que “a medida  da felicidade se faz pela posse apenas do necessário, a consciência pura e a fé em Deus”, e na questão 917, que “o egoísmo é a causa da infelicidade e raiz de todos os males”. A felicidade se encontra nestas duas frases: “Somente a felicidade que se divide é a que se multiplica em nós”, e a outra é: “Quem enxuga lágrimas não tem tempo de chorar”.

A felicidade é um estado de vida de interesse geral. Todos nós a buscamos e a desejamos. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seus vinte e oito capítulos e setenta mensagens de diferentes Espíritos, percebemos o objetivo maior desses mentores em nos consolar, devolvendo-nos o equilíbrio, isto é, a felicidade. De uma maneira geral o ser humano anseia ser feliz e parece-lhe que a felicidade vive fugindo de sua companhia. Isto porque, para alguns, a felicidade é possuir grande fortuna; para outros é ocupar posições de mando e prestígio, dominando seus semelhantes; para outros mais a felicidade é a paz de espírito, o bem estar, a consciência tranquila, a saúde do corpo, a vivência harmoniosa em família, etc.

O que muitas pessoas ainda não perceberam é que sendo a Terra um mundo onde muitos estão resgatando faltas do passado, não nos é possível encontrar aqui, a tão almejada felicidade assim tão facilmente. Por isso Jesus já nos afirmava em seu Sermão da Montanha, quando disse: “Bem-aventurados seriam os aflitos porque seriam consolados”, e que o seu reino não era neste mundo. “A felicidade não foi feita para mim!” ou “Não sou feliz!”, exclama geralmente o ser humano em todas as posições sociais. A prova maior está na máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Certamente nem a fortuna, nem o poder nem a juventude, são condições essenciais para a felicidade. Nem mesmo a reunião dessas três condições tão desejadas, possibilita a felicidade, porque até nas classes privilegiadas, pessoas de todas as idades se lamentam das suas condições de existência. Assim, aqueles que pregam que só na Terra e numa só existência, lhes é possível atingir o grau máximo de felicidade, iludem-se e estão enganando os que lhes ouvem.

Refletindo mais demoradamente nas formas até então utilizadas para encontrar a felicidade, é que concluímos: Pode alguém possuir a alegria e a felicidade em seu coração, pensando mais em si próprio do que em seus semelhantes? A lógica nos diz que no coração de quem ainda alimenta o ciúme e a inveja, a maledicência e o egoísmo, não sobra muito espaço para a felicidade, que é proporcionada por atos de caridade com simplicidade.

Todo desejo exagerado pela posse de bens terrenos, nos distancia da tão sonhada felicidade. Os tormentos da existência resultam de querer o ser humano, possuir o que não tem possibilidades de conseguir. Necessitamos lembrar sempre que nada trouxemos quando chegamos a este mundo e dele nada levaremos conosco, a não ser, o mérito das boas obras ou o demérito das más obras; as boas ou más ações, os bons ou maus sentimentos que tivermos para com nossos semelhantes, isto sim serão levados em consideração na Espiritualidade, e nos permitirão a felicidade ou a infelicidade.

Vem a propósito, a história de um árabe que buscava encontrar a felicidade: O jovem Abdul olhou as areias escaldantes do deserto, antes de envolver seu rosto com a grossa roupagem branca, de modo a proteger-se do calor. Seu espírito decidido não o permitia olhar para trás; assim não viu a tenda onde nasceu e cresceu ir ficando mais longe, enquanto ele caminhava. Apenas pensava em seguir adiante, na busca daquilo que sabia ser a razão da sua existência; a felicidade. Sobre o camelo, viajando somente á noite, ele seguia uma rota que passava pelos oásis do deserto, onde descansava e se abastecia de água e alimentos. Assim, prosseguindo, foi vencendo as dunas, numa dura viagem. A cada grupo de nômades que encontrava, ele só sabia dirigir uma pergunta: Onde encontrar a tal felicidade? - Muitos respondiam: Longe do deserto.

Certa noite, ele encontrou um viajante caído nas areias. Estava quase morto, sedento e faminto. Ele relutou em oferecer àquele homem, quase sem chances de sobreviver, da sua pequena reserva de água; mas, por se condoer do seu sofrimento, lhe deu de beber e o alimentou, levando-o consigo em direção ao próximo oásis.  Duros dias de privações eles enfrentaram, até alcançar o refúgio. Ali, o jovem Abdul e seu companheiro puderam descansar e se recuperar. Uma tarde, Abdul disse que partiria. O companheiro, agradecido, perguntou-lhe para onde? – “Em busca da felicidade”, respondeu Abdul e perguntou em seguida: “Sabeis onde posso encontrá-la?” –“Em qualquer lugar”, respondeu o companheiro, e concluiu: “Eu encontrei a minha, por tuas mãos, no deserto.”

Abdul, comovido, não conseguindo evitar que as lágrimas escorressem de seus olhos, disse: ”És um homem bom. Não sois como eu que preciso caminhar bastante a procura do meu ideal.”  Após haver de despedido do amigo, prosseguiu Abdul a sua jornada. No caminho que seguia ele encontrou uma aldeia. Com um peso no coração descobriu, prostrados sobre seus catres, os habitantes tomados por uma febre contagiosa. O medo da doença o fez pensar em partir, mas a comoção, pela dor daquela gente, o convenceu a ficar. Assim, ficou velando por muitas noites; improvisou medicamentos; externou bom ânimo e tanto batalhou para ajudar aquelas pessoas que sem perceber, um ano se passou, até que ele viu o último dos doentes salvo da doença.

Resolveu então prosseguir em busca do seu ideal. O patriarca da aldeia, ao ser perguntado por Abdul, onde se poderia encontrar a felicidade, respondeu: “Em qualquer lugar! Eu e meu povo nem precisamos procurar a nossa. Tu a trouxeste para nós. Que teus passos nessa jornada, encontre um País no Oriente, onde as pessoas têm buscado através da sabedoria, um encontro com a felicidade.”

O árabe se despediu e seguiu viagem, agora só pensando em encontrar esse País; e para lá se pôs a caminho. Dois meses de jornada depois, entrou num vale imenso, onde existiam pequenos rios. Os olhos de Abdul, acostumados com a aridez do deserto, estranharam aquela terra fértil sem nenhuma plantação ou criação de animais. Entendeu, ao chegar à pequena vila, onde os habitantes estavam famintos, que o solo não fora trabalhado, porque aquela gente não sabia como fazê-lo. Era um povo isolado do resto do mundo.

O árabe adiou mais uma vez o seu encontro com a felicidade, e passou a desenvolver condições para aquela gente viver em boa e sadia condição. Desenvolveu técnicas de cultivo, de colheita, de armazenamento; construiu casas, irrigou a lavoura e muito mais empreendeu em favor daquela gente que, dez anos se passaram. Abdul se viu um dia cercado de pessoas ativas e sadias. Desejando partir, alguns lhe disseram: - “Que, nesses caminhos que segues, tu encontres alguém para doar teu coração. Pois só poderás ser feliz, quando amares e edificares uma família.” Despedindo-se, partiu; já sem a juventude de outrora, mas com o mesmo desejo no coração: achar a felicidade.

Na caminhada, uma noite foi dar numa fazenda onde vivia um velho com sua filha. Abdul então lhe fez a mesma pergunta: “Onde encontrarei a felicidade?” – “É aqui onde os homens são sábios?” – O velho lhe respondeu: “Estás em solo hebreu, filho. Há aqui, alguns homens sábios e outros ignorantes. Mas só em Deus, encontrarás a felicidade.” Sendo convidado para o jantar, seguido de um culto, ele se aproximou da jovem moça que se chamava Rebeca. Uma estranha atração por ela fez Abdul pedir ao velho, uma maior estada na fazenda, quando poderia ajudá-lo com seus conhecimentos e serviços. Permaneceu ali, um ano, até que se casou com a jovem. Mais algum tempo se passou; vieram os filhos, e com seu espírito decidido, cuidou, amou e educou.

Dez anos se passaram e ele se viu um dia na cama adoentado e viúvo. Cercado pelos filhos e netos, ele pode enfim, depois da sua fatigante existência, recordar a busca que o tinha levado até ali e que abandonara. Por mais que os sorrisos das crianças o tentassem alegrar, ele não conseguia evitar pensamentos sombrios, por não ter alcançado a felicidade que tanto procurara.

Uma tarde passou pela fazenda, um jovem peregrino. Os filhos ouviram-no falar de um rabi que pregava o Reino de Amor e Felicidade, e que Ele viera ensinar aos homens como alcançar. Eles então contaram ao pai o que tinham ouvido do viajante. Ele, ao tomar conhecimento do assunto, ficou radiante e pediu aos filhos que o levassem para ouvir as palavras do desconhecido Rabi. Ele encontrando-o e surpreso, ouviu o Nazareno perguntar-lhe: “Abdul, que queres?”- Este, humildemente respondeu: “Senhor, onde encontrarei esse Reino de Felicidade?” Respondeu-lhe então Jesus: “Em  verdade Abdul,  o carregastes contigo mesmo todo o tempo, porque a felicidade repousa em toda parte. Amparastes os caídos, socorrestes os doentes, instruístes os ignorantes, dignificastes o trabalho e constituístes uma família; fostes assim, aprendendo a amar. Porque amastes, não se turbe o vosso coração; em breve estarás comigo em meu reino, onde poderás descansar da longa jornada que fizestes e encontrar a felicidade.”

Abdul, agora em lágrimas, mal conseguindo se apoiar nos braços dos filhos, ainda encontrou forças para perguntar: “Quando deverei partir... e para onde?”  Jesus lhe respondeu: “Fica em Paz, Abdul; Eu virei te buscar !...”  e foi se afastando lentamente. Abdul voltou para casa cheio de esperanças.

Cinco dias depois da páscoa, seus filhos entraram em seu quarto para o alimentarem; mas, por mais que tentassem acordá-lo, não o conseguiram, pois naquela madrugada, Abdul foi levado para a Espiritualidade...  Seu corpo estava inerte, seu Espírito, entretanto,  tinha encontrado a Felicidade que tanto havia procurado, na companhia de Jesus...

Irmãos, devemos seguir o exemplo de Abdul, para encontrar e conquistar também a nossa felicidade, no trabalho abençoado e dignificante de amor e caridade para com nossos irmãos e semelhantes, para com a Natureza e também para com nossos irmãos menores; os animais e os pássaros... A felicidade é um sentimento de bem estar que nos é proporcionado pelo bem viver, na ação do bem que fazemos a todos.

Que o Senhor nos ajude e nos ilumine para encontrarmos, nas pequeninas coisas, nos pequenos gestos de fraternidade, nas  amizades, a nossa Felicidade...

Bibliografia:
“Evangelho Segundo o Espiritismo”
+ Complementos.

Jc.
S. Luís, 09/6/1997.
Refeito em 28/03/2017