sexta-feira, 30 de junho de 2017

EDUCAÇÃO PARA UM NOVO MUNDO

 


  Segundo dados atuais do IBGE, 1/5 da população brasileira, ou seja, 35 milhões, é constituída de jovens entre 8 e 18 anos de idade. Destes, mais de 40 mil estão cumprindo medidas sócio-educativas, impostas pela Justiça, e outros 20 mil estão recolhidos em instituições, pretensamente destinadas a protegê-los e corrigi-los, educando-os. A quantidade desses jovens que estão envolvidos na marginalidade e nos vícios, sem qualquer perspectiva é incalculável, pois, muitos deles não fazem parte dos dados do IBGE. É certo que muitos desses jovens estão trabalhando, sem preparo e muitas das vezes em condições adversas em atividades informais, irregulares e ilegais, inclusive, aos bandidos, ajudando suas famílias com os minguados recursos que conseguem.

Um contingente bem maior está freqüentando os bancos escolares públicos ou privados. Entretanto, os relatos dos professores e demais profissionais da área de educação não permitem fazer para eles projeções otimistas. E estamos falando apenas dos jovens que estão freqüentando as escolas, futuros condutores do nosso país.

Herculano Pires, no livro “Pedagogia Espírita”, observa que a rebeldia e a indisciplina que vemos nas escolas de hoje, refletem a inquietação da juventude, insatisfeita e insegura com a ordem política, social e cultural em que estão inseridos; todas obsoletas. Pondera ainda o professor, que a tarefa da Educação Espírita é a formação de um homem novo, capaz de contribuir efetivamente para a reconstrução de uma nova ordem sócio cultural em novos modelos. Para essa tarefa impõe-se melhor compreensão do assunto, das pessoas que se dispõem a assumir compromissos na direção, orientação e aplicação da prática espírita no Centro Espírita.

O desenvolvimento do processo educacional da humanidade passou por várias etapas sucessivas e complementares, a saber: A EDUCAÇÃO CLÁSSICA, greco-romana que formou o cidadão, qual seja, o homem vinculado à sua cidade e suas leis; que aprendeu a respeitar e conviver com o próximo numa comunidade urbana. A EDUCAÇÃO MEDIEVAL, que formou o cristão, o homem submisso ao Cristo e sujeito à Igreja, à sua autoridade e aos regulamentos eclesiásticos. A EDUCAÇÃO RENASCENTISTA, que formou o gentil-homem, o homem refinado na forma, na aparência, apegado à cultura mundana, sujeito às etiquetas e às normas sociais. A EDUCAÇÃO MODERNA, que formou o homem esclarecido, amante das ciências e das artes, em transição para o materialismo. A EDUCAÇÃO NOVA, que formou o homem psicológico do nosso tempo, ansioso por se libertar das dúvidas, do medo, das angústias e dos traumas psíquicos do passado, substituindo o confessionário pelo consultório do psicanalista e reduzindo a religião a uma mera convenção social.

Deste processo resultou o homem de hoje, ainda buscando a consciência da própria cidadania, distante da concepção cristã, apegado apenas às convenções, os formalismos, extremamente confuso e angustiado diante das possibilidades libertadoras que, intuitivamente, sente e necessita. O homem enfim, que ainda não sabe qual sua origem e o propósito de estar no mundo. Impossível, portanto, educar as novas gerações segundo os modelos anteriores, todos eles incapazes de satisfazer a inteligência e as necessidades evolutivas do ser humano, para construir um novo mundo.

A educação é o desenvolvimento da personalidade e seu objetivo é a integração da pessoa, estimulando-lhe a capacidade de estar ciente de si mesma, na integral compreensão da existência. Vê-se, pois, que o problema da educação exige que o ser humano se defina pelas idéias morais ou religiosas que professa, seja por sua ação, por seu comportamento, por seu modo de vida. Uma das mais nobres formas de trabalho de educação é a que desempenha o professor ou a professora. Quatro, são as condições requeridas para a nobreza de tão alto encargo: discernimento, desprendimento, boa vontade e amor... Ninguém deveria ser educador, ter permissão para ensinar, se não tivesse provado, por sua existência, ser o amor á qualidade fundamental de sua natureza, porque somente um mestre cheio de amor atrairá os discípulos, tornando-lhes a existência mais agradável.

A Educação deveria ser o primeiro interesse dos pais, porque da falta da educação, decorrem os demais problemas morais.
É preciso, porém, que não se confunda educação com instrução. A educação é tarefa ministrada pelos pais. Descobrir fatos em volta de nós é instrução; realizar valores dentro de nós é educação. A Instrução é ministrada nas escolas, tarefa do Estado. Assim como não confundimos a educação com a instrução, assim também devemos distinguir o aluno do discípulo. Aluno é quem aprende com um professor/a; discípulo é quem segue a trilha antes percorrida por um mestre. Discípulo é aquele que reproduz em suas ações, a “escola”, o estilo, a interpretação, a vivência do mestre. Aristóteles foi aluno de Platão, mas não foi seu discípulo; Platão, além de ter sido aluno de Sócrates, foi também seu discípulo. Esta distinção já era feita por Jesus, quando disse:  “Ser seu discípulo era segui-lo e não apenas aprender suas lições.” É nesse contexto que a Educação Espírita terá de se impor. Cabe a ela formar o “ser consciente” do futuro, senhor de si, responsável direto e único pelos seus atos, mas ao mesmo tempo reverente a Deus, no qual reconhece a Inteligência Suprema do Universo, causa primária de todas as coisas.  

Neste propósito, cumpre a nós espíritas ensinar os irmãos a enxergar e entender o real significado e a amplitude da imortalidade do espírito, do intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, da lei da reencarnação e de causa e efeito; da Lei de Justiça de Deus em toda a Criação, e, do imperativo do amor que deve se sobrepor a todas as coisas. Esta tarefa tem de ser sedimentada no ser humano que procura a própria reforma íntima. Por isso a Educação Espírita tem que alcançar, gradativamente, com o conhecimento, o exemplo e a palavra, os jovens e os demais; em casa no trabalho, onde quer que o espírita exerça sua atividade e influência. Os pais são os primeiros e  fundamentais  educadores.  Alan Kardec
 já ensinava dizendo: “Só á educação pode renovar a humanidade”.

É necessário encarar a criança e o jovem como pessoas cheias de informações e não apenas como almas inocentes e puras, pois já tiveram outras existências onde adquiriram conhecimentos.  As lições fundamentais do Evangelho devem ser ministradas às crianças, porque no estágio de infância, o espírito é mais acessível à nossa influência, quando podemos trabalhar seu caráter, dando-lhe as diretrizes do bem.  

A evangelização espírita infantil não pode deixar de existir num Centro Espírita nem ficar em segundo plano, como apenas um complemento, consideração essa irresponsável e de repercussão negativa, tanto na sociedade humana como na espiritualidade, onde as colônias espirituais, conforme narram os desencarnados, mantêm instituições especiais para crianças recém-desencarnadas, onde os ensinos cristãos à luz da reencarnação são trabalhados com amor. Os serviços de educação à criança é a única maneira do Centro Espírita realizar a maior das finalidades da Doutrina dos Espíritos; encaminhar todos os seres para o bem. Lembramos ainda que a educação não se dá apenas à criança, mas também ao adolescente, ao adulto e ao idoso.

Por que a evangelização nem sempre é um trabalho prioritário? – Porque a história do movimento espírita é de mediunidade, de ação social através da caridade material, o chamado serviço assistencial e da assistência espiritual. Por isso, na construção dos Centros Espíritas, em sua grande maioria, não são reservados espaços para as atividades educacionais. Também boa parte dos evangelizadores, são pessoas de boa vontade, mas sem formação específica. Por outro lado, muitos dos dirigentes espíritas não estão conscientes de que a Doutrina dos Espíritos é de educação do ser humano, de aprimoramento de almas.

A educação espírita é a arte de manejar caracteres; é a formação de hábitos, tendo por base os ensinos de Jesus, e essa educação deve fazer a reforma do ser humano, sua autoeducação, através da luta e eliminação das suas imperfeições, trazendo para o mundo um ser humano novo, consciente dos seus deveres. Esse é o campo de influência e atuação dos pais. Tanto o trabalhador humilde como o mais capacitado intelectualmente, cientes dos princípios fundamentais da Doutrina, estão sempre em contato com variadas pessoas, com seus problemas, angústias, aflições e desatinos. A Casa Espírita deve ser-lhe então o local de refazer suas energias, do aprender e de trocar experiências.

Allan Kardec, ao analisar os vários níveis de compreensão e
vivência dos seguidores do Espiritismo, apresenta uma série de consequências para aqueles que, não se limitando apenas a observar os fenômenos, e fazem pelo estudo sério da Doutrina dos Espíritos, um roteiro na presente existência terrena, como um verdadeiro cristão.

A RELIGIOSIDADE – A primeira e mais importante conseqüência, é no sentido de desenvolver um sentimento religioso. À medida que o ser humano entende que é um Espírito imortal; que está em uma existência temporária em um corpo físico, perecível, passa a dar menor valor às questões mundanas, projetando seus interesses e todos os seus esforços para o progresso espiritual e mais se aproxima de Deus, objeto de toda religião.

A RESIGNAÇÃO – Ao compreender que as provações da existência são experiências necessárias e impulsionadoras do progresso, o ser humano passa a se resignar diante das vicissitudes da existência. Ao entender o motivo das dificuldades da existência terrena, o ser humano não se aflige tanto com as tribulações que o acompanham. Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos.

O ESQUECIMENTO – Quando o ser humano passa a ver o seu semelhante como um companheiro de jornada e não como um concorrente, torna-se menos egoísta, passando a se ocupar mais com a sua e a evolução do seu semelhante. A abnegação em favor do próximo, pelo esquecimento de si mesmo, constitui sinal de grande progresso alcançado.

A INDULGÊNCIA – Todos são iguais perante Deus e têm o mesmo princípio e a mesma destinação, a felicidade. O sofrimento causado pelo erro é um estágio transitório e toda criatura, por mais perversa que possa parecer, na medida dos seus esforços e dos resgates, irás sempre se purificar. Compreendendo assim, fica mais fácil para o ser humano sentir indulgência para com os defeitos e faltas alheias.

AS PERDAS – A crença na vida espiritual o leva a aceitar, sem queixas, nem pesar, a morte inevitável, como uma coisa normal, pela certeza de que sobreviverá como Espírito imortal. A compreensão de que a vida do Espírito não se acaba no túmulo, e que os laços que o unem aos entes queridos, que ficaram na Terra e os que o antecederam no retorno ao mundo espiritual, não se rompem com a morte física, e a possibilidade de estabelecerem relações e se comunicarem com os entes queridos, oferecem aos espíritas, suprema ventura e consolo.

O SUICÍDIO – Quando compreender que a encarnação é o remédio divino para amenizar as dores da alma valorizará mais a existência e, por conseqüência, banirá a idéia de querer abreviar os dias de sua existência, porque a ciência espírita ensina que, pelo suicídio, sempre se perde o que se queria ganhar, agravando a situação. A Doutrina dos Espíritos ao informar a situação dolorosa em que se encontra o Espírito na vida espiritual, vem confirmar que, pelo suicídio, o espírito chega a resultados opostos ao que esperava. Ao tentar fugir de um problema, incorrerá em outro muito maior, mais longo e mais penoso. Se ele esperava encontrar-se com os entes queridos, o suicídio é exatamente o obstáculo que o impedirá de revê-los e de estar com eles. 

É evidente que a adoção dos princípios espíritas não vai livrar o ser humano das experiências necessárias ao seu melhoramento. Conviverá ainda por muito tempo com a semeadura equivocada e com as suas imperfeições, pois vícios e culpas, cultivadas durante muitos séculos, somente serão eliminados com o trabalho no bem, praticado ao longo das existências. Porém, a Doutrina dos Espíritos, sendo o Consolador Prometido por Jesus, torna o ser humano mais consciente, mais fraterno e com a fé racional, percorrerá os caminhos da existência, com mais equilíbrio e com melhor aproveitamento.  É assim que a revelação espírita de natureza progressiva exercerá sua influência em todos os setores da atividade humana, reestruturando a sociedade em novos princípios éticos, morais e espirituais. Evangelizar é mais do que ensinar o Evangelho; é traduzir a Boa Nova do Evangelho para a vivência do ser humano do presente e do Novo Mundo.

Bibliografia:
Livro “Pedagogia Espírita”

Jc.
S.Luis, 13/03/2004
Refeito em 30/3/2017



A REDENÇÃO DO LEITE




  Muitas pessoas dizem que tomar leite faz mal. Especialistas afirmam que ele é um superalimento. Vejamos os fatos e os mitos desse assunto.
Você já fez a experiência de dar leite ao seu gato ou cachorro? As perguntas parecem jocosas, mas, para Antônio Herbert Lancha, professor de nutrição da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), esse teste simples acabaria com o papo de que o ser humano é o único animal que toma leite mesmo depois de virar adulto. “Isso acontece  porque ele é o único que tem acesso à bebida”, afirma ele.
Tem muitas pessoas dizendo que adultos não precisam consumir leite e que, para piorar, ele carrega hormônios e provoca mal-estar. Especialistas, no entanto, defendem seu valor único para a saúde. Em meio a tanta polêmica, nada melhor do que conhecer o alimento e o que os estudos sérios andam dizendo dele.  Só assim você descobrirá se faz sentido ou não abrir mão de tomar leite.
Um copo de leite fornece... 6,4 gramas de proteínas, fundamentais para os músculos;  8 a 10 gramas de carboidratos, um verdadeiro combustível para o corpo;  6 gramas de gordura que, além de energia, dá saciedade;  244 miligramas de cálcio, o mineral que fortalece os ossos;  194 miligramas de fósforo, parceiro do cálcio na defesa do esqueleto.
Produtores em milhões de toneladas por ano: 1º lugar, Estados Unidos com 93;  Índia em 2º lugar com 66; China em 3º com 37; Brasil em 4º com 35; Alemanha em 5º com 32.
Para todos os gostos, o leite pode ser: Integral – A gordura marca presença  com uma proporção de 3% . Por causa dela, as vitaminas A e D, conhecidas como lipossolúveis, são preservadas, e tem 120 calorias;  Semi-desnatado – Tem de 0,6 a 2,9% de gordura, para sermos exatos. Em um copo de 200 mililitros, isso dá entre 1,2 e 5,8 gramas. Soma 85 calorias;  Desnatado – É o leite mais enxuto, com menos de 0,5% de gordura – o que dá no máximo, 1 grama em um copo, fornece 60 calorias, mas as vitaminas A e D nem dão as caras.
Da fazenda até a sua casa: 1- Direto da Vaca.  Ela costuma ser ordenhada duas vezes ao dia. Na maioria das fazendas, esse processo é mecânico – o leite vai direto  para um tanque; mas ainda há fazendas que realizam a ordenha manual. 2- A espera do caminhão. O leite permanece em um tanque refrigerado a 4ºC, onde fica girando para que a temperatura se mantenha homogênea. O caminhão passa a cada dois dias para buscá-lo. 3- Pé na estrada. Antes de entrar no caminhão, algumas análises são feitas no leite – para checar se não está azedo, por exemplo. Isso porque ele será misturado ao leite de outras fazendas. O interior do veículo é todo refrigerado. 4- Chegada na Indústria. Ao finalizar a viagem, o leite passa por mais um pente fino. Afinal, não se pode correr o risco dele contaminar todo o leite que já está dentro da fábrica. Se for dado o ok, aí, sim, o leite parte para o tanque da indústria. Sem lactose. Há várias formas de tirar a lactose do leite que será destinado ao  mercado. Um deles é adicionar a enzima lactase dentro do tanque e aguardar algumas horas até que ela quebre o açúcar do leite. 5- Adeus às bactérias. Chega então o momento do processamento térmico. O leite pode ser pasteurizado,  ou seja, submetido a um aquecimento  de 73ºC por 15 segundos. Ou ele passa pela ultrapasteurização (UHT), quando é aquecido  a 140 ou 150ºC por cerca de 2 segundos. O aquecimento mais brando leva à eliminação apenas dos micro-organismos causadores de doenças. UHT. Por causa da elevada temperatura, todas as bactérias – patogênicas ou não – são eliminadas. Esse leite é até chamado de estéril. 6- Para a embalagem. Após passar por um desses processos, o leite cai na embalagem que pode ser caixinha ou garrafa. Hoje, algumas marcas incluem um código que permite ao consumidor fazer uma espécie de rastreamento do produto. 7- Dentro de casa. É obrigatório manter o leite pasteurizado sob refrigeração e seu tempo de validade é menor. Já o leite UHT não exige geladeira (só depois de aberto) e dura muito mais tempo. Não precisa ferver antes de tomar.
O papel do leite ao longo da existência.  A partir do 1 ano. Se a criança não mamar mais no peito dar leite de vaca  reduziria  o risco de alergia ao alimento. Só não abuse. O excesso de proteína pode levar ao ganho de peso.  Na infância. O aporte ideal de cálcio, facilitado pelo leite, auxilia na formação dos ossos. Ele ainda contribui com triptofano, que garante um sono tranquilo à meninada.  Juventude  Esse é um período crítico, em que atingimos o ápice de massa óssea que nossa genética  permite. Aí está a importância do cálcio fornecido pelo leite. Fase adulta  Além de atuar na manutenção do esqueleto, o leite não deixa a massa muscular se esvair – sua proteína é excelente e também auxilia no controle do peso. Maturidade  Quando a mastigação já não está 100%, o leite ocupa o papel de principal fonte proteica. Alguns idosos podem penar na digestão devido à redução nos níveis de lactasse.
O tipo perfeito de leite para você O teor de gordura é só um dos aspectos que saltam aos olhos na hora da compra. Hoje, há leites com níveis extras de proteínas, vitamina D, ferro, fibras e por aí vai. “Se a alimentação não suprir a quantidade necessá- ria desses elementos, os produtos enriquecidos podem fazer a diferença, assim como as fibras, por exemplo, que andam em falta no prato dos brasileiros. Mas o ideal é corrigir esse tipo de situação, para não ficar dependente dos leites fortificados”  diz Márcia Gowdak, nutricionista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo
Quem tem alergia  Quando o problema é confirmado, a proteína do leite deve sumir da dieta. Mas, aos poucos, o sistema imunológico volta aos eixos. Para testar a reintrodução é feita devagar e sempre com orientação médica – isso porque podem ocorrer reações perigosas.
Quem é intolerante Segundo Olga Amâncio da Sban, geralmente essas pessoas toleram até 12 gramas de lactose, o que dá mais ou menos um copo de leite. Se preferir não ariscar, existem outros produtos sem lactose no mercado. Eles são indicados justamente para essas pessoas.
Fatos ou boatos?  Antes de repetir frases clássicas, veja se a história faz sentido (ou como explicá-lo melhor).
Leite pode dar muco?  Estudos não mostram isso. Pessoas que tomaram leite até relataram o incômodo, mas, na verdade, ficou claro que não produziram mais secreção nas vias aéreas.
Diabéticos devem tomar a versão sem lactose?  Nem pensar. O açúcar do leite continua alí, mas já quebrado. Ou seja, a absorção é até mais rápida.
Bebidas vegetais são boas substitutas para o leite?  O líquido que vem da amêndoa, do arroz e afins, não tem o mesmo teor de proteínas e cálcio do leite. A não ser que sejam fortificados com os nutrientes.
Consumir leite direto do animal é muito melhor?  Nunca, mesmo que a vaquinha seja sua. Só de olhar é impossível  saber se o leite tem bactérias perigosas, como a da tuberculose.
Tirar lactose emagrece  Mito! Não é que o leite zero lactose seja isento de açúcar. Ocorre que ele já virou glicose e galactose antes de sair da fábrica. Esse tipo de produto é direcionado somente a quem tem intolerância.
A alergia ao leite está mais freq         uente entre adultos?  Não. E, se ouvir alguém maduro dizer que tem problema, pode desconfiar. 
Esse quadro é comum em crianças  e tende a passar.
Leite de cabra tem menor potencial de dar alergia?  As proteínas  alergênicas do leite da vaca são bem parecidas com as da cabra. Logo, os alérgicos (de verdade) devem ficar longe de ambas. 
Se o leite sempre agradou seu paladar  e sempre fez parte da sua história, não há razão para botá-lo de lado.  Até porque, a julgar pelo serviço prestado há tempos à humanidade, dá para concluir que ele tem crédito na história da humanidade...   

Fonte:
Revista “Saúde é Vital” -  01/2017
Reportagem deThais Manarini 
+ Pequenas modificações. 

Jc.
São Luís, 5/2/2017